quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

De Espanha: Rajoy agredido!


Jovem agride Rajoy: "Estou muito feliz por tê-lo feito"


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Primeiro-ministro foi agredido numa arruada em Pontevedra, tendo ficado com os óculos partidos

Um jovem de 17 anos foi ontem detido após agredir com um soco o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, numa arruada em Pontevedra. "Estou muito feliz por tê-lo feito", terá dito à polícia o jovem. A quatro dias das eleições, o candidato do Partido Popular continuou com a ação de campanha, apesar de os óculos se terem partido no chão.







Rajoy seguia rodeado de gente numa rua do centro de Pontevedra, onde viveu grande parte da sua vida, quando o jovem se terá aproximado com a desculpa de querer tirar uma selfie com o primeiro-ministro. Mas, em vez da foto, acabou por dar um murro em Rajoy, o que fez com que os óculos do candidato do PP caíssem no chão, partindo-se. O jovem foi de imediato detido pelas autoridades, tendo ainda tido tempo para agredir um dos seguranças do chefe do governo, segundo o El País.





O primeiro-ministro, que inicialmente se mostrou incrédulo e perguntou como poderia a agressão ter ocorrido (segundo testemunhas citadas pelo El Mundo), usou mais mais tarde o Twitter para dizer que estava "bem". Rajoy agradeceu ainda "as mostras de afeto e solidariedade" que recebeu, surgindo mais tarde num ato de campanha na Corunha.









O incidente foi condenado pelos outros partidos, que vão a votos no domingo. O líder dos socialistas, Pedro Sánchez, escreveu no Twitter: "Quero condenar a agressão intolerável que sofreu Mariano Rajoy. A violência nunca é justificada." O candidato do Podemos, Pablo Iglesias, e o do Ciudadanos, Albert Rivera, enviaram mensagens de telemóvel a condenar a agressão.





Defraudar as pessoas

Rivera está apostado em manter o tabu sobre quem seria o parceiro de coligação favorito após as legislativas se nem PP ou PSOE conseguirem maioria absoluta. "Aos que fazem cabalas com acordos e contra-acordos, uma mensagem clara: não queremos que continuem os mesmos. Continuar a defender um modelo de Espanha do PP e do PSOE seria defraudar as pessoas", disse o líder do Ciudadanos, que já surgiu nas sondagens em segundo.

Falando em Santander, garantiu: "Não chegámos até aqui para que tudo fique igual. Os espanhóis precisam de um governo novo. Nem Rajoy nem Sánchez representam essa mudança". Na sua opinião, se PP e PSOE vão perder tantos votos "é porque as pessoas não toleram mais essa política do bipartidarismo decadente que vimos (...) no debate do insulto do outro dia". No único frente a frente televisivo entre os líderes dos dois maiores partidos, Rajoy e Sánchez passaram grande parte dos 100 minutos do debate a trocar acusações e insultos.

Em entrevista ao El Mundo, o líder do Ciudadanos explicou porque, podendo vir a ser o fiel da balança após o dia 20, não quer dar apoio a nenhum dos dois grandes. "Depois de uma legislatura convulsa, com movimentos civis, com o 15-M, com o nascimento do Ciudadanos e do Podemos a nível nacional, seria uma deceção para muita gente que Rajoy continuasse a governar ou que Sánchez vá alternar com Rajoy. Confio que conseguiremos virar muitos votos na última semana".

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