sexta-feira, 30 de junho de 2023

Boa noite, amigos (as) e um feliz fim de semana!


 

Loubet Bravo - Fados de Coimbra

La Voz del Silencio _ Andrea Bocelli

Foreigner - I Want To Know What Love Is (Tradução)

"Je sais" de Monsieur Jean Gabin

Poema "Gotas Poéticas"

 






GOTAS POÉTICAS

 

 

 

Os ventos respiraram, a certo momento, como

se estivessem a entrar noutra dimensão do Tempo.

Tudo se moveu.

E até as volumosas ondas de núvens correram em

variadas direcções.

Meu poema receou perder-se em tal luta, mas segurei-o,

decidida,

e protegi-o daquela aragem estranha e abrupta./

 

Senti que ele deixava no estranho papel da madrugada

aromas diferentes  como violeta-lilás e rosa-dourado,

 tão resistentes como só um poema é capaz.

E senti ainda que a força de um poema resiste a tudo...

Resiste a más interpretações, resiste a tremendos tufões e

 a tudo o que se move em místicas dimensões do Tempo,

que não nos passam,

 sequer,

 pelas dimensões de um fugaz pensamento./

 

As gotas de Poesia agregam-se em feliz harmonia

e, de repente, a alvorada dá lugar ao dia./

 

 

©Maria Elisa Ribeiro

NOV/2022

Bom dia, meus amigos (as) .


 

Feliz noite, meus amigos (as).


 

quinta-feira, 29 de junho de 2023

Amazing Grace with more than 200 bagpipes; live in Berlin

QUEM FOI O CARDEAL D. HENRIQUE

 Quem foi o Cardeal D. HENRIQUE?In INTERNET...

"Henrique I de Portugal
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Esta página cita fontes, mas que não cobrem todo o conteúdo. Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável pode ser removido.—Encontre fontes: ABW • CAPES • Google (N • L • A) (Setembro de 2019)
Henrique I
Detalhe de um retrato de Dom Henrique na Universidade de Évora (c. 1591), fundada por ele em 1559
Rei de Portugal e Algarves
Reinado
4 de agosto de 1578
a 31 de janeiro de 1580
Coroação
28 de agosto de 1578
Antecessor(a)
Sebastião
Sucessor(a)
Filipe I (com disputa com seu primo Antônio I)
Príncipe Regente de Portugal
Período
1562
a 1568
Monarca
Sebastião
Nascimento
31 de janeiro de 1512
Lisboa, Portugal
Morte
31 de janeiro de 1580 (68 anos)
Almeirim, Portugal
Sepultado em
Mosteiro dos Jerónimos, Belém, Portugal
Casa
Avis
Pai
Manuel I de Portugal
Mãe
Maria de Aragão e Castela
Religião
Catolicismo
Henrique I (Lisboa, 31 de janeiro de 1512 – Almeirim, 31 de janeiro de 1580), apelidado de "o Casto" e "o Cardeal-Rei", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1578 até sua morte, além de cardeal da Igreja católica desde 1545. Era o quinto filho do rei Manuel I e sua segunda esposa Maria de Aragão e Castela, tendo servido entre 1562 e 1568 como regente de seu sobrinho neto o rei Sebastião.
Biografia
Henrique I
Henrique de Portugal
Cardeal da Santa Igreja Romana
Arcebispo-emérito de Évora
Atividade eclesiástica
Diocese Arquidiocese de Évora
Nomeação 15 de dezembro de 1574
Predecessor João de Melo
Sucessor Teotónio de Bragança, S.J.
Mandato 1574 - 1578
Ordenação e nomeação
Nomeação episcopal 30 de abril de 1533
Ordenação episcopal 13 de abril de 1539
por Afonso Cardeal de Portugal
Nomeado arcebispo 30 de abril de 1533
Cardinalato
Criação 16 de dezembro de 1545
por Papa Paulo III
Ordem Cardeal-presbítero
Título Santos Quatro Coroados
Brasão
Ornamented Royal Coat of Arms of Cardinal Henry I of Portugal.svg
Lema Festina lente
Dados pessoais
Nascimento Lisboa, Portugal
31 de janeiro de 1512
Morte Almeirim, Portugal
31 de janeiro de 1580 (68 anos)
Progenitores Mãe: Maria de Aragão e Castela
Pai: Manuel I de Portugal
Funções exercidas -Arcebispo de Braga (1533-1540)
-Arcebispo de Évora (1540-1564)
-Arcebispo de Lisboa (1564-1574)
Sepultado Mosteiro dos Jerónimos
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo
Esta caixa: verdiscutir
Nascimento e infância
D. Henrique nasceu a 31 de Janeiro de 1512, quinto filho varão de D. Manuel I (com quem se parecia nas feições[1]) e sua segunda mulher D. Maria de Aragão e Castela.[2] Era, portanto, irmão mais novo daquele que viria a ser o rei D. João III.[3]
No dia em que nasceu, apesar de tal não acontecer habitualmente, caiu em Lisboa muita neve, facto que serviu aos "investigadores dos futuros" para traçarem horóscopos preconizando um temperamento virtuoso e candura de espírito.[4] Foi baptizado pelo Bispo de Coimbra, D. Jorge de Almeida.[1]
Estudou, com esmero, Latim, Grego, Hebraico, Matemática, Filosofia e Teologia, e cavalgava bem.[1]
Vida religiosa
Como se compreende, enquanto Infante de Portugal, não era esperado de D. Henrique que subisse ao trono.
Aos catorze anos, Henrique recebeu o sacramento da ordenação, para promover os interesses portugueses na Igreja Católica, na altura dominada pela Espanha. Ocupando primeiramente a dignidade de Dom Prior do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra,[1] subiu cedo na hierarquia da Igreja, tendo sido rapidamente Arcebispo de Braga, primeiro Arcebispo de Évora, Arcebispo de Lisboa e ainda Inquisidor-mor – nomeado pelo rei D. João III em 1539, aos 27 anos de idade[5] – antes de receber o título de Cardeal (sendo portanto um cardeal-infante),[6] com o título dos Santos Quatro Coroados (1546).
Não pelas suas mãos, mas com sua autorização dada ao frei Luís de Granada (dominicano) que editou em português uma obra sua, intitulada "Meditações e homilias sobre alguns mysterios da vida de nosso Redemptor, e sobre alguns logares do Santo Evangelho, que fez o Serenissimo e Reverendissimo Cardeal Infante D. Henrique por sua particular devoção" em Lisboa,[7] editada por Antonio Ribeyro, em 1574. Esta obra, em português, visava substituir a palavra oral pela escrita, num esforço de chegar às recuadas aldeias onde dificilmente chegava, pela escassez de religiosos conhecedores do latim. Foram publicadas em latim pelos jesuítas em 1576 e depois em 1581.
Participou do conclave de 1549–1550, que elegeu ao Papa Júlio III e dos conclaves de abril e maio de 1555, nestes chegou a ser apontado como um dos favoritos a suceder no trono de São Pedro.
Em redor da fonte, alegoria da Eucaristia, ajoelhado em primeiro plano D. Manuel, e à sua esquerda, os seus seis filhos nascidos do casamento com D. Maria de Aragão
Fons Vitae, na Igreja da Misericórdia do Porto
O seu irmão João III de Portugal pediu ao cunhado, o imperador Carlos V que favorecesse a ascensão do seu irmão ao sólio pontifício, através da compra dos votos do Colégio dos Cardeais. Porém, não participou dos conclaves de 1559, 1565-1566 e de 1572.
Henrique, mais do que ninguém, empenhou-se em trazer para Portugal a Ordem dos Jesuítas, tendo utilizado os seus serviços no Império Colonial.[8]
Conclave
conclave de 1549–1550 - Participou
Conclave de abril de 1555 - Participou
Conclave de maio de 1555 - Participou
Conclave de 1559 - Participou
Conclave de 1565–1566 - Não Participou
Conclave de 1572 - Não Participou
Regente e rei
Quando João III de Portugal morreu, muitos discordavam da atribuição do poder da regência a Catarina de Áustria, irmã de Carlos I de Espanha. Henrique sucedeu assim à sua cunhada em 1562, servindo como regente para Sebastião I,[9] seu sobrinho de segundo grau, até este assumir o trono (1568).
Após a desastrosa Batalha de Alcácer-Quibir em 1578, depois de receber a confirmação da morte do rei,[10] no Mosteiro de Alcobaça, acabou por suceder ao sobrinho-neto. Henrique renunciou então ao seu posto clerical e procurou imediatamente uma noiva por forma a poder dar continuidade à dinastia de Avis, mas o papa Gregório XIII, que era um familiar dos Habsburgos que eram pretendentes ao trono de Portugal, não o libertou dos seus votos.
Foi aclamado rei na igreja do Hospital Real de Todos os Santos, no Rossio, sem grandes festejos.[11] Caber-lhe-ia resolver o resgate dos muitos cativos em Marrocos.
Morte e crise de 1580
Ver artigo principal: Crise de sucessão de 1580
“Que o cardeal-rei dom Henrique
Fique no Inferno muitos anos
Por ter deixado em testamento
Portugal, aos castelhanos”
— Quadra popular
Mesmo com o sério problema da sucessão em mãos, D. Henrique nunca aceitou a hipótese de nomear o Prior do Crato, outro seu sobrinho, herdeiro no trono, pois não reconhecia a legitimidade de D. António. Por consequência, após a sua morte, de facto D. António subiu ao trono mas não conseguiu mantê-lo, perdendo-o para seu primo Filipe II de Espanha, na batalha com o duque de Alba.
Painel de azulejos representando o cardeal D. Henrique em Évora
O rei-cardeal morreu durante as Cortes de Almeirim de 1580, deixando uma Junta de cinco governadores na regência: o arcebispo de Lisboa Jorge de Almeida, João Telo, Francisco de Sá Meneses, Diogo Lopes de Sousa e João de Mascarenhas.[12][13]
Em novembro de 1580, Filipe II de Espanha enviou o Duque de Alba para reivindicar o Reino de Portugal pela força. Lisboa caiu rapidamente e o rei espanhol foi aclamado rei de Portugal como Filipe I,[14] com a condição de que o reino e seus territórios ultramarinos não se tornassem províncias espanholas.
Foi sepultado inicialmente em Almeirim, mas em 1582 o seu sobrinho Filipe II de Espanha transladou o seu corpo para o transepto da igreja do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Encontra-se junto ao túmulo construído para Dom Sebastião, cuja sepultura foi também aí colocada por ordem de Filipe II.
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Estatísticas, AGORA.

 De sempre

1689758
Hoje568
Ontem1876
Este mês31365
Mês Anterior6114

Bom dia, meus queridos amigos!


 

POEMA: SABERÁ A NATUREZA...?

 






SABERÁ  A NATUREZA...?

 

 

saberá o mar que,

quando o meu olhar

lhe entrar no ritmo balanceado,

serei um amontoado de células

 a suavizar meu ardor?

 

saberá o rio que as suas águas

a deslizarem para a foz,

levarão consigo o eco da minha voz

por entre abismos  e fráguas?

 

saberão as ervas e as flores,

que quando te aproximares

do meu repouso solitário,

se estabelecerão regras-sem-regras

que nos atirarão

 para o calvário

das nossas amargas dores?

 

saberão os pintores identificar as cores com que,

de mãos dadas,

 lhes vamos pousar

junto ao odor das rosas perfumadas?

 

naturezas vivas, eu e tu não queremos ficar parados

junto das naturezas mortas

ou dos quadros encerrados ao longo de corredores,

que o tempo vai empoeirando para lhes roubar as cores?

 

saberá o mundo que vivemos nos astros

que nos dão luzes e cores e são confidentes

dos nossos amores?

 

Oh!...”Aquela triste e doce madrugada” que viu

a dor com que nos separámos

 até que a Lua

nos iluminou o caminho para nos reencontrarmos!

 

saberão o mar, o rio, as ervas e as flores

que  a nossa POESIA é o olhar com que nos fitamos?

a boca com que nos beijamos?

o calor com que nos abraçamos e o Amor com que nos damos?

 

 

Maria Elisa Ribeiro

©MRÇ/ 2022

quarta-feira, 28 de junho de 2023

Desejo-vos, amigos, uma noite calma e repousada!


 

Damião de Góis: " RTP ENSINA "

 In Internet: "RTP ENSINA"

Historiador e pensador que defendia uma alteração profunda no pensamento religioso e filosófico de Portugal e da Europa, em pleno séc. XVI. Viajante e humanista, foi um homem do Renascimento que sofreu com a Inquisição e terá sido assassinado.
Damião nasceu a 2 de fevereiro de 1502, filho do almoxarife de Alenquer Rui Dias de Góis e de D. Isabel Gomes Limi, descendente de fidalgos flamengos. Órfão de pai em 1513, foi recebido no paço de D. Manuel e aí fez a sua formação.
Aos 20 anos partiu para Antuérpia, onde desempenhou o cargo de Secretário da Feitoria portuguesa. Nos anos seguintes “servio nas partes da Alemanha, Flandres, Barbante e Holanda em negócios de muita importância onde foi tão quisto e aceito que o tinham todos por seu natural”. Após várias missões diplomáticas, em 1533 abandonou as funções e dedicou-se ao que lhe interessava verdadeiramente: os ideais humanistas. Mudou-se para Basileia e viveu com Erasmo de Roterdão. Depois seguiu para Pádua e frequentou a Universidade durante quatro anos. Buonamici, Sadoleto, Lutero e Bembo figuravam entre os seus amigos. Publicou diversas obras humanistas e historiográficas, quase sempre em latim.
Durante a invasão francesa da Flandres, Damião de Góis foi feito prisioneiro, posteriormente libertado graças à ação de D. João III que o trouxe para Portugal. Foi nomeado guarda-mor dos arquivos reais da Torre do Tombo e foi escolhido pelo cardeal D. Henrique para escrever a crónica oficial do rei Manuel I, completada em 1567. Mas o seu trabalho, o que escrevia e o que defendia trouxeram-lhe problemas com a Inquisição e até com famílias nobres. Sem a protecção do cardeal-regente, foi preso, sujeito a processo no Santo Ofício e depois, em 1572, transferido para o Mosteiro da Batalha.
Abandonado pela família, apareceu morto, com suspeitas de assassinato, na sua casa de Alenquer, em 30 de Janeiro de 1574, sendo enterrado na igreja de Santa Maria da Várzea, da mesma vila, que mandara restaurar em 1560.
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JS BACH - AIR ON THE G STRING - WHITWORTH HALL ORGAN - THE UNIVERSITY OF...

Waltz of the Rain //Chopin

BBC

 

55 min 

Bom dia, bons amigos (as)!


 

POEMA de minha autoria

 PASSOS DE VIDA

Crescemos durante anos-a-fio
sem aquela pressa que têm as sementes em darem trigo,
os bolbos em darem flores,
as árvores em abrirem os frutos…
Passámos por todos esses tempos sem fita métrica,
sem compassos a medir os ângulos da vida,
sem outras queixas que não as dos nossos atrasos,
das nossas saudades de um dia para o outro…
Nem demos pelas mudanças do nosso corpo…
Sentíamo-nos diferentes…tu não usavas já calções…eu não tinha bibe
nem fitas nos caracóis de loiros cabelos…
deixei de jogar ao pião,
de saltar à corda, de saltar à macaca…
Andavas a meu lado na tua bicicleta e eu acompanhava-te a pé…
Passeámos , calmos, o nosso crescer, pelas paragens habituais
dos nossos dias na beira das dunas,
perto das águas do mar
e reparámos
que a luz das estrelas
começava a falar-nos com outro vigor…
A noite começava a chamar-nos e num ecrã plasmado na luz do luar
sentiam-se ferver ondas do-mar-em-calor.
Lentamente,
nossas mãos entrelaçavam-se
e nossos lábios tocavam-se.
Nossos Sentidos iam caminhando vivos-em-nós,
sem que os forçássemos
e aos poucos descobrimo-nos na pureza
dos nossos laços de amor.
Certo dia, quis
que os nossos rumores entrassem num poema,
numa folha de papel branca
que, de repente, o vento levou…
Agora, já sabíamos que os nossos passos nos iriam levar
ao som das ondas da beira mar,
onde a areia branca nos continuava a esperar…
Tudo foi tão lindo…
tudo passou no nosso OUTRORA, onde fomos o ANTES
do que já somos AGORA…
JNH/019
Maria Elisa Ribeiro
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