quinta-feira, 30 de abril de 2015

Boa noite, meus amigos!



Até nas obras tuteladas por homens da igreja...


PJ suspeita de fraude à Segurança Social na Obra Diocesana do Porto


por DN.ptHoje17 comentários


O padre Lino MaiaFotografia © ANDRÉ GOUVEIA/GLOBALIMAGENS


PJ e inspetores da Segurança Social investigam "utentes fantasma" na Obra Diocesana de Promoção Social, que tem como assistente eclesiástico o padre Lino Maia. Em atualização.


A PJ e inspetores da Segurança Social estão a realizar buscas naObra Diocesana de Promoção Social, instituição de solidariedade que tem como assistente eclesiástico o padre Lino Maia e conta com valências em 12 bairros sociais do Porto, entre serviços de creches, pré-escolar, centro de atividades, centros de dia e apoio domiciliário.

Segundo a TVI 24, a operação decorre na sequência de suspeitas de fraude à Segurança Social. O Público cita o próprio Lino Maia, que explicou as buscas: "Alguém disse que havia menos utentes" do que os reportados ao Instituto de Segurança Social, para efeitos de obtenção de financiamento público.

À Lusa, Lino Maia disse desconhecer a presença da PJ no local mas referiu que "há uns tempos" houve uma inspeção da Segurança Social por "eventuais irregularidades na Obra Diocesana", que é presidida por Américo Ribeiro.

Diligências estarão também a decorrer nas residências particulares de alguns dos membros da administração, além das instalações da instituição, na cidade do Porto.

Na passada quarta-feira, dia 29 de abril, Dia Europeu da Solidariedade e Cooperação entre Gerações, a Obra Diocesana de Promoção Social foi agraciada pelo Presidente da República com o título de membro honorário da Ordem do Mérito. O padre Lino Maia, que é também presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, foi distinguido com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito.

DE PORTUGAL: A CORRUPÇÃO...


Ministério Público aperta o cerco a Miguel Macedo


por Carlos Rodrigues LimaHoje21 comentários




Judiciária procurou provas de que Miguel Macedo terá favorecido empresa de amigo no pagamento de IVA e fez buscas no MNE sobre a emissão de vistos para cidadãos líbios


Três escutas telefónicas que envolvem o ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo terão motivado as 34 buscas feitas, ontem, pela Polícia Judiciária no âmbito do chamado processo dos vistos gold (autorizações de residência para cidadãos estrangeiros dispostos a investir em Portugal). Em causa podem estar suspeitas sobre Miguel Macedo que, de acordo com o Ministério Público, e "sem que qualquer interesse de natureza pública o justificasse", terá favorecido em sede de IVA a empresa ILS, Intelligent Life Solutions num contrato entre esta e o ministério da Saúde da Líbia.

O acordo em causa previa o transporte para Portugal de vários feridos de guerra líbios, os quais vieram efetuar tratamentos médicos em Portugal, o que passou pela assinatura de um contrato entre a ILS e o ministério da Saúde líbio. Posteriormente, a empresa terá ainda contratualizado com hospitais portugueses os tratamentos. Segundo fonte oficial da ILS, "uma vez que levantaram-se dúvidas quanto ao pagamento de IVA, foi pedido um parecer à Autoridade Tributária e a empresa agiu de acordo com o parecer". Porém, numa resposta aos recursos dos arguidos da "Operação Labirinto", o Ministério Público afirma existirem suspeitas de que a ILS foi beneficiada por Miguel Macedo.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN

BANCO DE PORTUGAL=GESTÃO RUINOSA, NO CASO BES!

Banco de Portugal revelou algumas das conclusões dos três últimos blocos da análise
Banco de Portugal. Auditoria ao BES aponta para gestão ruinosa

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal


30/04/2015 | 14:20 | Dinheiro Vivo


O Banco de Portugal enviou esta segunda-feira para o presidente da comissão parlamentar de inquérito ao BES, Fernando Negrão, as principais conclusões dos três últimos blocos da auditoria forense feita pela Deloitte ao BES.

O terceiro bloco refere-se ao "Acréscimo do passivo financeiro da ESI e seu reflexo no ativo", o quarto abrange "o processo de gestão e colocação de séries comerciais de obrigações e de ações preferenciais", enquanto que o quinto e último bloco teve como objeto a "Análise ao processo de gestão e colocação de títulos de dívida emitidos pelo Grupo GES junto de clientes da ESAF".

O Banco de Portugal adianta que as conclusões por parte da Deloitte ainda não estão fechadas, mas assim que estiverem o supervisor irá enviar os documentos para a Procuradoria Geral de República.

O Dinheiro Vivo teve acesso ao documento e ompilou as conclusões dos três últimos blocos da auditoria forense feita ao BES.

Acréscimo do passivo financeiro da ESI

O documento revela que na colocação de dívida da ESI "não foi realizada qualquer análise ao risco emergente, para o BES, da colocação dessa mesma dívida através dos seus balcões, designadamente o eventual risco reputacional emergente dessa atividade".

A auditoria permitiu ainda concluir que, entre 2008 e 2013, foram feitos "diversos lançamentos contabilísticos nas contas da ESI que conduziram, em dezembro de 2012, a uma diminuição (artificial) do passivo" de 1,7 mil milhões de euros e "a um consequente aumento dos capitais próprios da ESI em base individual" no valor de 652 milhões de euros.
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Bom dia, amigos de lusibero!



Brutal homicídio de 4 pessoas, em Portugal, na Póvoa do Varzim!






Homicida da Póvoa tinha seis armas legais
NUNO MIGUEL MAIA E NUNO SILVA | Hoje às 00:15
As seis armas de fogo apreendidas a Paulo Silva, o empresário que assassinou quatro ex-familiares na Estela, Póvoa de Varzim, estavam legalizadas.


FERNANDO PEREIRA/GLOBAL IMAGENS
Homicida à saída do tribunal de Vila do Conde







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Além das duas que foram utilizadas para alvejar as vítimas - uma pistola de calibre 6,35 mm e um revólver 32 Magnum -, a Polícia Judiciária do Porto encontrou numa das residências do indivíduo mais duas caçadeiras, uma carabina, um revólver 22 Magnum e centenas de munições.
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Levado esta quarta-feira ao Tribunal de Vila do Conde, onde eraaguardado por uma multidão enfurecida, Paulo Silva viu ser-lhedecretada prisão preventiva. Ficou indiciado por dois crimes de ameaça agravada, quatro de homicídio qualificado e um de posse de arma proibida (uma faca que também lhe foi apreendida).

DO BRASIL...






Violência em manifestação de professores no Brasil
Hoje às 00:55, atualizado às 09:08
Uma manifestação de professores na capital do Estado brasileiro do Paraná, Curitiba, degenerou em violentos confrontos com a polícia militar, que recorreu a gás lacrimogéneo e balas de borracha. Há registo de 190 feridos. Veja o vídeo.



PAULO LISBOA/REUTERS
2/2 | Mais de cem pessoas ficaram feridas

JOKA MADRUGA/REUTERS
1/2 | Mais de cem pessoas ficaram feridas

PAULO LISBOA/REUTERS
2/2 | Mais de cem pessoas ficaram feridas

JOKA MADRUGA/REUTERS
1/2 | Mais de cem pessoas ficaram feridas







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De acordo com a prefeitura de Curitiba, 190 pessoas, 20 delas polícias, foram assistidas devido a ferimentos - 45 tiveram mesmo de ser transportadas para diferentes hospitais da capital do Paraná.

A polícia utilizou bombas de gás lacrimogéneo, balas de borracha e água para dispersar os manifestantes, na sua maioria professores, que reagiram lançando pedras e outros objetos.

Algumas crianças de uma escola próxima do local dos distúrbios tiveram de receber assistência médica por se terem sentido mal devido ao gás lacrimogéneo, informou a prefeitura.

O professor universitário Sérgio Gadini, em greve desde segunda-feira, disse à agência Efe que a situação é "absurda" e comparou o Governo regional do Paraná a uma "ditadura regional do Brasil".

"Não respeitam os direitos humanos. Nunca vi um Governo mobilizar um corpo policial tão grande para uma manifestação pacífica", sublinhou o docente.

A Terra treme, nos AÇORES.






Terra continua a tremer na ilha do Faial
Hoje às 08:49
Um sismo de magnitude 4,6 na escala de Richter foi sentido esta quinta-feira na ilha do Faial, Açores, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.








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De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o sismo foi registado às 06.29 hotas (07.29 horas em Portugal continental) nas estações da Rede Sísmica do Arquipélago dos Açores.


O epicentro do sismo, de magnitude 4,6 na escala de Richter, foi registado a cerca de 35 quilómetros a oeste-noroeste da freguesia do Capelo, concelho da Horta, ilha do Faial.

Este sismo, de acordo com a informação disponível, até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima IV (escala de Mercalli modificada) no concelho da Horta, ilha do Faial, e no município de Lajes do Pico, na ilha do Pico, segundo o IPMA.

A Rede Sísmica do Arquipélago dos Açores tinha registado na quarta-feira um sismo de magnitude 3,4 na escala de Richter na freguesia do Capelo, ilha do Faial, Açores.

Na quarta-feira, o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores e a proteção civil açoriana revelaram que foram registados 160 sismos numa zona a oeste-noroeste da ilha do Faial desde 19 de abril, três deles sentidos pela população.

Segundo informação divulgada por aquelas duas entidades, desde 19 de abril que "tem vindo a ser registada alguma sismicidade" com epicentro entre 37 e 46 quilómetros a oeste-noroeste da ilha do Faial.

Capa do "JN"



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SAMPAIO da NÓVOA: candidato às "presidenciais" do próximo ano


“O último herdeiro da República dos professores”


NUNO SÁ LOURENÇO

29/04/2015 - 22:02


Sampaio da Nóvoa, ex-reitor da Universidade de Lisboa, anunciou esta quarta-feira a sua candidatura a Belém. Soares e Sampaio ouviram-no apresentar a sua ausência de cartão partidário como a “diferença” da sua campanha.





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Rui Rio já pensa nas presidenciais mas não decidiu quando avança
Castanheira Barros apresenta candidatura a 21 de Maio
PSD e CDS podem vir a ter candidato antes das legislativas


Há uma data e uma instituição que assinalam o nascimento político de Sampaio da Nóvoa. O dia foi o 10 de Junho de 2012. A entidade foi a Presidência da República de Cavaco Silva. Foi aí que o ex-reitor da Universidade de Lisboa abandonou o círculo fechado dos anfiteatros universitários para entrar na Ágora política.

O fim do princípio de uma candidatura política fechou-se esta quarta-feira, no Teatro da Trindade, com a voz-off que antecedeu o discurso do antigo reitor citando esse “primeiro dia do resto” do caminho para Belém.

Com o seu “discurso clássico”, de oposição a “esta abordagem radical da austeridade”, Sampaio da Nóvoa iniciava assim o percurso que se confirmava no Teatro da Trindade, com o seu anúncio de candidatura à Presidência da República. Pelo meio foi coleccionando ovações nos mais variados palcos políticos. Na Aula Magna onde Mário Soares arregimentou a esquerda contra a direita, no último Congresso do PS onde propôs uma “democracia democrática” e no Congresso da Cidadania, da Associação 25 de Abril, onde defendeu ser “preciso acabar" com a política de austeridade "antes que ela acabe" com os portugueses.

Mas já em 2012, no longo discurso do dia de Portugal, estava impressa a sua marca e ao que vinha. “O heroísmo a que somos chamados é, hoje, o heroísmo das coisas básicas e simples – oportunidades, emprego, segurança, liberdade. O heroísmo de um país normal, assente no trabalho e no ensino.” Uma retórica assertiva que foi galvanizando alguma da esquerda revoltada com as políticas do governo de direita e a postura de Cavaco Silva. Foi Cavaco Silva o primeiro responsável e um dos primeiros a testemunhar a retórica do antigo reitor. “Ou nos salvamos a nós, ou ninguém nos salva”, citou numa intervenção crítica que haveria de repetir ao longo dos últimos dois anos.

O PÚBLICO desafiou dois académicos universitários, habituados a estudar a política, a desvendar Sampaio da Nóvoa. “É o homem do discurso clássico”, responde José Adelino Maltez, antes colar o antigo reitor a uma certa classe. “Ele é o último herdeiro da República dos professores”, essa forma “clássica” de pertencer à esfera política, mais habitual “talvez em França”. Onde, apesar de tudo, essa casta se mostra ainda disponível para se submeter aos escrutínio público.

Maltez não concorda com quem vê em Sampaio da Nóvoa uma página em branco que só agora se começa a preencher com discursos inflamantes. “Ele tem um percurso e não se pode pedir mais”, afiança antes de lembrar que o agora candidato “foi um dos actores fundamentais da fusão da universidades Clássica e Técnica” de Lisboa.

“Há um lastro de tomadas de posição”, corrobora André Freire, depois de recordar os anos entre 2006 e 2013, quando esteve na reitoria. “Aí, ele deu provas de grande autonomia e coragem política”, afirma o professor de Ciência Política. Repescando esses anos em que o ministro Mariano Gago avançou com “cortes no ensino superior” para apostar na Ciência. “Insurgiu-se contra o ministro, ficando até isolado no Conselho de Reitores”. Isto com um Governo que até era da sua esfera. “As afinidades com o PS não são de agora”, alerta Freire, lembrando o cargo de conselheiro para a Educação de Jorge Sampaio.

Mas André Freire reconhece um “handicap” ao arranque da corrida de Nóvoa. “Se a gente perguntar em Bragança ou em Beja, ninguém sabe quem ele é”, alerta. “Ele não é conhecido, exceptuando nos círculos urbanos e universitários”, acrescenta. “Para vingar, precisa de começar a fazer campanha já, ir a todas as frentes”, remata. Fazer as inevitáveis “voltas ao país, ir para os media, entrar nas redes sociais”, concretiza.

Também Maltez reconhece que falta ao antigo reitor atravessar o seu “Rubicão”, aquela “barreira terrível que é a comunicação”. “Ainda não o experimentámos como homem da comunicação” para se saber se “ainda se admite uma República de professores”.

A “vantagem” de Sampaio da Nóvoa é que não é apenas um “professor”. “Até jogava matraquilhos, futebol e correu o mundo”, recordou o ex-director do Centro de Estudos do Pensamento Político do ISCSP. Foi a jogar a médio pela Académica que chega à Universidade de Coimbra. O curso de Medicina fica, entretanto, para trás. O gosto pelos palcos teatrais empurra-o para o Conservatório de Lisboa. E o prazer das aulas, de expressão dramática durante dois anos em Aveiro, trouxeram-no de nova à Academia para finalmente se dedicar àquela que seria a sua área: a Educação. O “mundo” que percorreu foi para dar substrato a essa formação. Doutorou-se em Genebra e Paris antes de regressar em Lisboa. O seu globo alargou-se com o Brasil, onde até há pouco, foi consultor da Unesco, precisamente na área da Educação.

Editorial de "Público"


EDITORIAL
O não-debate sobre a lei dos abusadores


DIRECÇÃO EDITORIAL

29/04/2015 - 23:06


Falhou a ministra, a oposição e o Parlamento, que tratou o tema com chocante superficialidade.




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TÓPICOS

Justiça
Pedofilia
Crianças
Paula Teixeira da Cruz
Editorial
Assembleia da República


A ideia de criar registos de agressores sexuais de menores já condenados divide pessoas igualmente sensatas e inteligentes, de esquerda e de direita, há muitos anos e em todos os países nas quais foi discutida ou posta em prática.

Em Portugal, depois de semanas de debate público, a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, foi finalmente à Assembleia da República apresentar a sua proposta de lei que, de entre várias ideias para reforçar a prevenção destes crimes – como aumentar penas e actualizar a legislação à era digital –, inclui a criação de um registo, a chamada “lista de pedófilos condenados”.

Perante um tema tão complexo, o que fez o Parlamento? Tratou a questão com chocante superficialidade. Este é um assunto fracturante, pungente e delicado, é uma ideia que não pode ser analisada apenas à luz da grelha clássica do preto e branco, do certo e errado. Uma proposta de lei como esta, cujo conceito é uma realidade em vários países há muitos anos, com variantes mais ou menos radicais, exige um debate profundo. A ponderação entre os direitos das crianças e os direitos dos pedófilos condenados não pode resumir-se a argumentações que seguem a lógica do “é inconstitucional e pronto”.

O debate durou menos de uma hora. Quando parecia estar no princípio, já Assunção Esteves anunciava o tema seguinte da ordem de trabalhos. Os deputados não passaram do aquecimento. A ministra limitou-se a apresentar as linhas mestras do seu projecto. Falhou ao não dar respostas a algumas das questões que têm sido levantadas, como a de se saber o que é um “receio fundado” que justifica a deslocação a uma esquadra ou o que se faz se o suspeito for desconhecido. Não reservou sequer tempo para rebater os argumentos dos deputados. A oposição usou o tempo para dizer que é inconstitucional, questionar cortes do governo e criticar o aumento do número de menores em risco de pobreza. Falhou também porque, sendo isso verdade e grave, o debate era sobre uma ideia complexa e polémica e não sobre os efeitos da austeridade. Falhou, portanto, o parlamento, que não ajudou nada nem ninguém a pensar ou a formar uma opinião.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Boa noite, amigos de Lusibero!



POEMA: obra regª








Poema




DO TEMPO DA PALAVRA…




Nasci no tempo da Palavra.
Com ela pude ver maravilhas da natureza, flores a enfeitar a mesa,
espíritos adormecidos no tom baço do velho espelho,
(testemunho dos infindáveis passos, dados em seu redor,
na madeira carcomida do antigo corredor da vida.)





Com a Palavra vivi ondas da liberdade do ar…e do mar-a-bramir…
A Palavra que me visita é uma nação valente e imortal,
que revivo, cantando-a como sei, na obediência
a uma lei própria que vem do interior da lírica minha,
como andorinha que , por instinto sabe, onde construir o ninho.




Meu poema é arquitectura onde, em construção,
copulam ideias, com pontuação ou não…com rima e métrica…
ou talvez não!
Das sílabas, copuladas com as ideias, surgem, como rebentos,
versos que compõem cantatas de amor,
como ramos a florir de uma árvore a despertar…ou talvez não…




Não sei construir catedrais sem regras lexicais!




Mas sei da efervescência das flores…
…sei dos brincos-de-princesa a adornar cantigas de amor…
…sei dos versos de liberdade que cantam as flores-de-lótus,
quando abrem nos pântanos ,livres e multicolores,
a olharem as azedas
que gostam de impor seu amarelo fluorescente,
na boca dos trovadores!




Sei do tempo de todos os tempos da minha Palavra…
e escrevo como sua escrava…como quem quer ser escritor…
…ilimitada…limitada…infinita-no-meu-finito, onde encerro sonhos…




Cerro as pálpebras.




O nevoeiro matinal é Hoje…
Soergue-se na vastidão da pele da terra, onde desaguam
---------------lágrimas de orvalho, que falam palavras imponentes
------------------nas raízes de um novo carvalho…de um sobreiro…
------------------…ou de um pinheiro que foge e vai pelo mar dentro
------------------------deixando palavras grávidas-de-Sonho no Restelo de Belém…

Dói-me a Palavra…
dói-me a Poesia, instalada na passagem abrupta
entre o espírito e o lusco-fusco de uma qualquer madrugada-melodia.




Maria Elisa Ribeiro
Fev/015

Segundo SILVA PENEDA, A VERDADE....



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Silva Peneda: "A machada na classe média foi ao nível da indignidade"
Mal irá a Zona Euro, diz o novo conselheiro de Juncker, se os parlamentos nacionais não participarem na sua reforma. Leia a entrevista da Silva Peneda, na altura em que deixa a presidência do Conselho Económico e Social


Emília Caetano (texto) e Luís Barra (foto) - Entrevista publicada na VISÃO 1155, de 23 de abril
11:53 Terça feira, 28 de Abril de 2015 |
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Ao fim de seis anos no cargo, deixa dia 30 a presidência do Conselho Económico e Social (CES). Ex-ministro do Emprego e da Solidariedade Social de Cavaco Silva, ex-eurodeputado, regressa 1 de junho a Bruxelas, agora para se tornar conselheiro especial do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Vai entrar ao serviço como conselheiro especial de Juncker para os assuntos sociais. O que será o seu trabalho?
Estou convencido de que não vou ter um pelouro muito específico e que não vai limitar-se à parte social. Creio que vou para todo o serviço. Tenho uma relação pessoal muito próxima com o presidente da Comissão Europeia (CE) e penso que o meu trabalho se centrará nas perspetivas de médio prazo e na concertação de estratégias políticas. Depois, tudo o que se passa na Zona Euro e as reformas de que precisa tem implicações na área social. O que aconteceu tem sido visto como um problema de finanças ou de dívidas soberanas, mas não creio.

Então?
O problema é típico de uma zona com taxas de câmbio fixas, onde há uma crise de balanças de pagamentos. O resultado tem sido a transferência de valor dos países mais deficitários para os mais excedentários. Portanto, precisa uma correção. E o programa da troika foi, como tenho dito, mal concebido e incompetentemente realizado, com uma obsessão quanto a determinado tipo de objetivos e ignorando aspetos fundamentais da economia. O nosso maior problema estrutural é o tecido produtivo, baseado em PMEs, altamente descapitalizadas, com muita dificuldade em fazer novos investimentos. Assim, temos que apostar no investimento e no capital estrangeiros, já que o País está sem capital. O programa da troika não foi ao encontro desta situação. Pelo contrário. ?A grande machadada que deu na classe média pode ser interpretada ao nível da indignidade. O programa procurou corrigir um desequilíbrio, neste caso as contas públicas, sem atender a que estão a criar-se novos desequilíbrios, porventura mais complicados.

Quando diz que o programa foi mal concebido e aplicado, refere-se a quê?
Negligenciou o papel da procura interna na criação de emprego. Quando a taxa de desemprego começou a disparar, os srs. do FMI ficaram muito admirados. Depois, como disse, ignoraram o nosso tecido produtivo e tinham uma visão de destruição criativa: depois de destruir alguma coisa sairá algo de novo. A própria carta de demissão de Vítor Gaspar foi um reconhecimento de que o caminho não era aquele. O défice foi corrigido com os cortes na Função Pública e nas pensões, mas o que seria, de facto, estrutural, a reforma do Estado, não se deu. Acho também mal que o setor empresarial do Estado ficasse fora do programa. Talvez fossem necessários mais uns 20 milhões de euros. Mas o resultado foi que, na fase inicial do programa, esse setor foi privilegiado junto da banca, em detrimento do privado.

Quanto à aplicação, o gradualismo é a arte fina da política. Houve uma obsessão por determinado tipo de caminho, ignorando quem recomendava outro. A posição do Conselho Económico e Social (CES) foi muito clara. Algumas das nossas sugestões, como a redução dos juros e os prazos de indemnização, acabaram por ser acolhidas, mas mais tarde e sempre com algumas resistências da troika.

E o Governo não resistiu? Até optou por aplicar logo no início mais do que era exigido.
Mas o programa correu muito bem ao princípio. Teve a aprovação de 85% dos deputados, do PS, PSD e CDS.

Isso era o memorando inicial, depois revisto.
A prática aconselhava algumas inflexões e houve, de facto, resistências da troika. Dir-se-á que é fácil agora julgar, mas estou à vontade, pois sempre disse isso. Compreendo que, para o Governo, não era muito fácil bater o pé. Uma vez Carlos Moedas (então secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro) pediu-me que tivesse uma conversa com Poul Thomsen, quando ele já não chefiava a missão da troika aqui. E tivemos uma conversa em que participaram, além de mim, de Moedas e Thomsen, que veio de propósito, o sr. Salassié, que o substituíra e um senhor que tomava notas. Fui muito duro. No fim, quando Moedas me acompanhou à porta, disse: "Muito obrigado. Eles precisavam de ouvir isto." Foi um sinal de que, da parte do Governo, também se sentia necessidade de algum contravapor. Falo razoavelmente inglês mas, quando estou nervoso, falo muito bem. Nunca estive em reuniões da troika, mas os técnicos vieram várias vezes a reuniões de parceiros sociais. Uma vez, um deles disse que (os parceiros) estavam bem ensaiados, porque diziam praticamente o mesmo. Respondi que isso era mais uma prova de que desconheciam a nossa realidade. Como se fosse possível ensaiar a CGTP ou a CIP!

Quando Juncker criou a equipa da comissários dispôs-se a entregar a pasta do Emprego a Portugal, se fosse para si. Viu na recusa do Governo alguma relação com os pareceres do CES que, por vezes, iam ao invés da política seguida?
Não. Para essa escolha têm de estar de acordo três pessoas: o primeiro-ministro, o presidente da Comissão Europeia e o próprio. Basta um não estar, para a nomeação já não acontecer. Mas escolheram muito bem. Carlos Moedas está a fazer um bom lugar. E quanto aos pareceres, se alguém pensava que eu vinha para aqui para ser representante do Governo junto do CES, enganou-se na pessoa.

Disse uma vez ao i que há "um clubezinho da Comissão Europeia europeu que precisa ser posto na ordem". Referia-se a quem?
Quando discutimos aqui a hipótese de aumentar o salário mínimo, houve um funcionário da Comissão Europeia, não um comissário, que censurou isso. A única pessoa que protestou fui eu. Perguntei quem era aquele senhor e que mandato tinha para aquela declaração. Bem dizia eu que, quando Juncker fosse presidente da CE, isso nunca mais acontecia. A Grécia aumentou ou tentou aumentar muito mais o salário mínimo e não se ouviu um pio da parte da CE. Aliás, Juncker já disse que, se vierem a ser precisos mais programas de ajustamento, terão de ser antecedidos de um estudo sobre as consequências económicas e sociais para os países em causa. Esses senhores não podem ficar de rédea solta, porque se trata do futuro das pessoas.

A certa altura, o FMI admitiu que exagerara na austeridade. Mas os técnicos vinham cá e as medidas iam sempre no mesmo sentido.
O FMI tem contradições ao mais alto nível. E a própria CE também. Este último relatório sobre os efeitos sociais (do programa) está muito bem feito. Só falta um parágrafo a dizer que a CE é responsável pelo tipo de políticas que conduziram a esta situação. Fez parte da troika.

Os técnicos são deixados à solta? Não reportam aos diretores? É difícil de imaginar.
Mas é o que sucede. Por isso, o PE tomou a iniciativa de querer conhecer os resultados. Fazia todo o sentido que estes programas fossem monitorizados (pelo PE) de três em três meses ou que fosse criada uma comissão para os acompanhar.

Mas a missão do PE veio no fim do programa. E não foram criados mecanismos desses.
Pois não. Espero que não voltem a ser necessários mais programas destes, mas, se forem, acho que essa solução deve ser ponderada.

Já se interrogou publicamente se será possível uma moeda única numa zona com economias tão divergentes. O que responde à sua pergunta?
A Europa a que aderimos em 1986 não tem nada a ver com a de hoje. Não havia globalização nem caíra o Muro de Berlim, quando, pela primeira vez, entrou um Estado (ex-RDA) sem pré-negociação. No tempo de Delors a CE tinha poder, mas com a reunificação passou a haver uma potência que domina, a Alemanha. E o poder passou a centrar-se no Conselho Europeu.
A Zona Euro foi concebida muito por pressão da França, por receio da expansão alemã. Mas logo as regras foram ditadas pela Alemanha. E a primeira década correu muito bem. ?O euro rapidamente se afirmou como a segunda reserva mundial, as taxas de juro desciam. As coisas complicaram-se quando deixou de haver crescimento económico e veio ao de cima a diferença de competitividade entre as várias regiões. Como não é possível desvalorizar a moeda, os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres. O objetivo tinha sido o contrário, o caminho para a convergência.

E como podem ser mudadas as regras?
É muito difícil manter uma moeda única sem criar um Orçamento para toda a zona. E um Orçamento que se veja, pois só assim se poderão corrigir desequilíbrios. Penso também que deve ser criado um sistema para gerir as dívidas públicas em comum, pois hoje existem 18 e cada um tenta arranjar-se o melhor que pode. E, nos países com taxas de desemprego mais elevadas, a partir de determinada fasquia, os subsídios de desemprego deviam ser subsidiados pelo Orçamento comunitário. Mas o problema de fundo é que a legislação política nesta matéria está a cargo do conselho de ministros das Finanças, quando muito dos primeiros-ministros no Conselho Europeu. E mal irá a Zona Euro, se não envolver os parlamentos nacionais em assuntos que marcarão gerações.

Envolver como?
Defendo que se crie na Zona Euro uma espécie de segunda câmara, com parlamentares nacionais, para que sejam eles a decidir as reformas para o futuro do euro. É um debate a fazer pelos povos. O projeto europeu tinha na essência muito de humanismo. Está a transformar-se num exercício de deve e haver e contas de mercearia.

Um dos problemas atuais da Zona Euro é a Grécia. Acha que terá de sair?
Não quero acreditar, mas é um cenário que não pode excluir-se. O problema da Grécia não é financeiro, pois tem um PIB igual ao de Madrid ou de Düsseldorf. Trata-se de uma questão mais profunda, do ponto de vista político, geoestratégico e mesmo militar. E ultrapassa até a Europa. Sabe-se que Obama tem feito pressões para manter a Grécia na Zona Euro. Não sei quantos telefonemas terá feito à sra. Merkel, mas presumo que tenha feito vários. Também não estou a ver a Europa a expulsar a Grécia.

Formalmente, não poderia. Tem de ser um país a pedir a saída.
Pois é. Mas julgo que esta situação se vai arrastar e terá que ver com o evoluir da situação na Grécia. O Syriza apareceu com a ideia de que teria aliados no Conselho Europeu e que este se poderia partir um pouco. Mas hoje o Conselho está unido e o Governo grego isolado nesta fase. Portanto, precisa de fazer um caminho no sentido do Conselho e tem-no feito, já que no início as suas propostas eram mais radicais.

Este ano teremos legislativas e já defendeu um consenso pós-eleitoral. Quer dizer um bloco central, com mais ou menos CDS?
Desejo um governo maioritário, dada a fragilidade em que nos encontramos. A Alemanha deu o exemplo, pois os dois maiores partidos fizeram uma coligação, apesar de terem demorado. Mas é preferível perder tempo nessa fase do que com soluções minoritárias.

O PS continua à frente nas sondagens. Se vencer, seria crível António Costa coligar-se com Passos Coelho, que protagonizou a política dos últimos anos?
Para já, não sei quem vai ganhar as eleições. E, a seguir, teremos que ver quem são os protagonistas, de um e de outro lado. E há coligações de governo, acordos de incidência parlamentar e até novos partidos. Aguardemos pelos resultados.

Pertence à família política do centro-direita. Quem é o seu candidato para as presidenciais?
Não tenho. Conheço Rui Rio muito bem e Marcelo Rebelo de Sousa também. São dois bons amigos. Mas não sei se vão aparecer, pelo menos ambos. Se for só um deles, tenho a vida facilitada. Mas só decido quando conhecer os candidatos.

Há pouco falou em mudança de protagonistas e agora em Rui Rio. Preferia vê-lo a tomar conta do PSD ou em Belém?
Ele é que sabe. Pode ter duas ofertas de trabalho! Vejo-o numa função mais executiva, dado o excelente trabalho que fez no Porto e o seu conhecimento na área financeira. Tem o perfil e a idade para um lugar mais executivo. Mas, se for para outro tipo de funções, também pode sair-se muito bem.





Ler mais: http://visao.sapo.pt/silva-peneda-a-machada-na-classe-media-foi-ao-nivel-da-indignidade=f818008
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TANTO CIRCO! TANTOS PALHAÇOS!



VISTOS GOLD
“Não foi pedido o levantamento da imunidade parlamentar de Miguel Macedo”
17/4/2015, 18:41


A Procuradoria-Geral da República garantiu que "não foi pedido o levantamento da imunidade parlamentar do deputado Miguel Macedo, ex-ministro da Administração Interna, no caso dos vistos 'gold'.



ANTONIO COTRIM/EPA

Autor
Agência Lusa

Tópicos
GOVERNO
PGR
VISTOS GOLD


A Procuradoria-Geral da República (PGR) garantiu que “não foi pedido o levantamento da imunidade parlamentar do deputado Miguel Macedo, ex-ministro da Administração Interna, no âmbito do caso vistos ‘gold’.

“Não foi pedido o levantamento da imunidade parlamentar”, afirmou fonte da PGR em Braga, à margem de uma visita da procuradora-geral da República ao tribunal daquela comarca.


O jornal Correio da Manhã avança hoje que o pedido de levantamento da imunidade de Miguel Macedo já foi feito ao parlamento e que o social-democrata deverá ser constituído arguido no caso dos vistos ‘gold’, para responder pelas suspeitas do crime de prevaricação de titular de cargo político.

Segundo o jornal, os indícios do envolvimento de Miguel Macedo baseiam-se em conversas escutadas onde o seu nome – em código, “cavalo branco” – é citado em pedidos para facilitar a entrega dos vistos a cidadãos chineses, ou em ofertas alegadamente dadas a cidadãos chineses na altura do Natal, que poderão ser encaradas como contrapartidas por serviços prestados.

O ex-governante é ainda visado no processo de facilitação da atribuição de vistos a cidadãos líbios que pretendiam fazer tratamentos médicos em hospitais privados portugueses.

Miguel Macedo recusou-se hoje a comentar a eventual constituição como arguido na investigação do caso dos vistos ‘gold’ e reafirmou a disponibilidade para ser ouvido no âmbito do processo.

“Eu não tenho mais nada a acrescentar em relação àquilo que disse e evidentemente reafirmo a disponibilidade para esclarecer aquilo que for entendido que deve ser esclarecido”, afirmou o deputado do PSD aos jornalistas no parlamento.

HUMOR...


foto de Vítor Tito Gonçalves.
18 h


CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




758
Mariano Gago

24 Abril 2015 • Pacheco PereiraMariano Gago foi, muito à portuguesa, a vítima da nossa hipocrisia generalizada. O mesmo primeiro-ministro, cujo Governo tem vindo meticulosamente a extinguir, às vezes com sanha pública, a "obra" de Mariano Gago, veio elogiá-lo "apesar das divergências". Quais eram as divergências? O que Mariano Gago fez como ministro com Guterres e Sócrates.

Então está a elogiá-lo por que razão? Pelo seu trabalho científico como físico, que ele deve em absoluto desconhecer? Pela sua actividade política, na extrema-esquerda, no Clube da Esquerda Liberal de que fez parte, no PS? Duvido. Para o primeiro-ministro e os seus próceres, isso é a política "antiquada", o "velho paradigma" que ele e os seus jovens audazes querem acabar.

Mas é mesmo assim, dois em um: elogia-se Mariano Gago como ministro, ataca-se Mariano Gago como ministro. Da maneira que isto está, não há problema nenhum. Vale tudo.

Mariano Gago (2)
Conheço Mariano Gago desde os nossos anos de brasa. Até antes disso. Partilhamos ex aequo o primeiro prémio de ensaio dado pelo Diário de Lisboa, sob a égide do Juvenil e a patrocínio do Fósforo Ferrero. Era então apenas o "José Mariano" e estava nas vésperas de se lançar, como eu, na resistência estudantil, primeiro na versão leve, a do movimento associativo e depois na versão pesada, a da extrema-esquerda. Foi um dos mais importantes membros dos CCRML, junto com João Bernardo e autor de muitos dos seus documentos.

O meu grupo e o dele tiveram alguma episódica colaboração nalgumas escolas de Lisboa, mas eram territórios tão distintos como os Sete Reinos de A Guerra dos Tronos.Além disso, os CCRML (de onde vieram Acácio Barreiros e Jorge Coelho, por exemplo) não existiam no Porto, nem no Norte do País, pelo que felizmente nunca conhecemos aquela guerra sectária que caracterizava a extrema-esquerda, cá e em todo o mundo. Viemos mais tarde a encontrar-nos nessa peculiar experiência política que foi o Clube da Esquerda Liberal, onde esteve todo o mundo e ninguém. Lembro-me de que numa das raras votações feitas, exactamente sobre o nome que o Clube deveria ter, havia três propostas: Clube da Esquerda Liberal (nome que eu tinha inicialmente usado para designar a "coisa", e que acabou por vencer, já sem ser minha proposta mas do Espada e do Villaverde e outros), Clube Liberal (proposta minha) e Clube do Delfim (proposta do Mariano Gago). Teve um voto, o dele.



No PS e no Governo, Mariano Gago teve o percurso conhecido e reconhecido. Apoiei-o na Quadratura do Círculo várias vezes na sua acção em prol da ciência e pelo fim da velha dualidade das "duas culturas", que em Portugal para o público significava apenas uma, a das Humanidades. Uma ou outra vez critiquei-o e o Mariano Gago imediatamente me falava para discutir a crítica. Eu não me ficava e ele também não, mas algumas vezes chegava-se a um terreno comum.

Há uma coisa que quem não viveu os tempos de 68 não compreende – é que se fica marcado por esses anos, que como ele lembrava, iam seis anos para trás e seis anos para a frente, de 62 a 68 e de 68 a 74, para o bem e para o mal.

Referendar o acordo ortográfico
Acordo Ortográfico foi um enorme falhanço diplomático e político ao nível internacional. Não cumpriu nenhum dos objectivos a que se propunha, e, de Angola (que o abomina) ao Brasil (que não o aplica), ficou apenas em Portugal um resquício burocrático que muitos recusam, ninguém deseja e sobrevive apenas apoiado nos diktats do Estado. Estado esse que exorbita claramente nas suas funções visto que o Acordo Ortográfico ainda não é lei vigente e existe apenas imposto pela burocracia na qual se interlaçaram alguns interesses comerciais das editoras, que tendo sido também obrigadas a fazerem manuais com a nova ortografia, pretendem legitimamente ser ressarcidas dos seus prejuízos.

A ideia de fazer um referendo sobre o Acordo Ortográfico é boa. O modo como se escreve português não é propriedade de alguns linguistas, aliás em contradição com outros especialistas que contestam com veemência as soluções adoptadas. E se fosse propriedade dos criadores da língua, escritores, romancistas, poetas, também já de há muito que seria rejeitado. Lembro aliás aqui o combate de Vasco Graça Moura que fez tudo para se lhe opor e, mesmo como responsável de uma instituição, o CCB, impediu a sua aplicação, acto de coragem que se fosse repetido por muitos outros ainda mostraria com mais evidência que o Acordo é recusado pela maioria dos portugueses.

Vamos pois ao referendo, até porque a relação do Acordo com a nossa ideia da identidade de Portugal, por vida da ortografia da nossa língua, está entre as matérias que justificam o referendo. Votarei "não" com muito gosto e vontade de acabar com essa malfeitoria à comunidade dos portugueses e dos que falam português.




DENÚNCIAS...


Ex-jurista do Banco Mundial revela como a elite domina o mundo

Karen Hudes, demitida do Banco Mundial por ter revelado informações sobre a corrupção na instituição, explicou com detalhes os mecanismos bancários para dominar o nosso planeta. Artigo da Russia Today, publicado no Diário Liberdade.
13 de Março, 2014 - 00:43h








Karen Hudes, graduada pela escola de Direito de Yale, trabalhou no departamento jurídico do Banco Mundial durante 20 anos. Na qualidade de 'assessora jurídica superior', teve suficiente informação para obter uma visão global de como a elite domina o mundo. Desse modo, o que conta não é uma 'teoria da conspiração' a mais.

De acordo com a especialista, citada pelo portal Exposing The Realities, a elite usa um núcleo hermético de instituições financeiras e de gigantes corporações para dominar o planeta.

Citando um explosivo estudo suíço de 2011, publicado na revista 'Plos One' a respeito da "rede global de controlo corporativo", Hudes enfatizou que um pequeno grupo de entidades, na sua maioria instituições financeiras e bancos centrais, exerce uma enorme influência sobre a economia internacional nos bastidores. "O que realmente está a acontecer é que os recursos do mundo estão a ser dominados por esse grupo", explicou a especialista com 20 anos de trabalho no Banco Mundial, e acrescentou que os "capturadores corruptos do poder" também conseguiram dominar os meios de comunicação. "Isso é-lhes permitido", assegurou.

O estudo suíço que mencionou Hudes foi realizado por uma equipa do Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique. Os pesquisadores estudaram as relações entre 37 milhões de empresas e investidores de todo o mundo e descobriram que existe uma "super-entidade" de 147 megacorporações muito unidas e que controlam 40% de toda a economia mundial.

Contudo, as elites globais não controlam apenas essas megacorporações. Segundo Hudes, também dominam as organizações não eleitas e que não prestam contas, mas, sim, controlam as finanças de quase todas as nações do planeta. São o Banco Mundial, o FMI e os bancos centrais, como a Reserva Federal Norte Americana, que controla toda a emissão de dinheiro e a sua circulação internacional.

O banco central dos bancos centrais

A cúpula desse sistema é o Banco de Pagamentos Internacionais: o banco central dos bancos centrais.

"Um organização internacional imensamente poderosa da qual a maioria nem sequer ouviu falar controla secretamente a emissão de dinheiro do mundo inteiro. É o chamado Banco de Pagamentos Internacionais [Bank for International Settlements]. Trata-se do banco central dos bancos centrais, localizado na Basileia, Suíça, mas que possui sucursais em Hong Kong e na Cidade do México. É essencialmente um banco central do mundo não eleito, que tem completa imunidade em matéria de impostos e leis internacionais (...). Hoje, 58 bancos centrais a nível mundial pertencem ao Banco de Pagamentos Internacionais, e tem, em muito, mais poder na economia dos Estados Unidos (ou na economia de qualquer outro país) que qualquer político. A cada dois meses, os banqueiros centrais reúnem-se na Basileia para outra 'Cimeira de Economia Mundial'. Durante essas reuniões, são tomadas decisões que atingem todos os homens, mulheres e crianças do planeta, e nenhum de nós tem voz naquilo que se decide. O Banco de Pagamentos Internacionais é uma organização que foi fundada pela elite mundial, que opera em benefício da mesma, e cujo fim é ser uma das pedras angulares do vindouro sistema financeiro global unificado".

Segundo Hudes, a ferramenta principal de escravizar as nações e Governos inteiros é a dívida.

"Querem que sejamos todos escravos da dívida, querem ver todos os nossos Governos escravos da dívida, e querem que todos os nossos políticos sejam adictos das gigantes contribuições financeiras que eles canalizam nas suas campanhas. Como a elite também é dona de todos os principais meios de informação, esses meios nunca revelarão o segredo de que há algo fundamentalmente errado na maneira como funciona o nosso sistema", afirmou.




Artigo originalmente publicado na Russia Today em: http://actualidad.rt.com/economia/view/121399-jurista-banco-mundial-revela-elite-domina-mundo

Reprodução no Diário Liberdade em: http://www.diarioliberdade.org/artigos-em-destaque/408-direitos-nacionais-e-imperialismo/46766-ex-jurista-do-banco-mundial-revela-como-a-elite-domina-o-mundo.html

Tradução do Cepat.

Bom dia, amigos de lusibero!



Poema de Cora Coralina, poetisa brasileira



Poema de Cora Coralina

Humildade

Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.


Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.

Cora Coralina , in Net

O Pensamento de Chomsky



De Noam Chomsky (1928- )

“Os intelectuais têm condições de denunciar as mentiras dos governos e de analisar suas ações, suas causas e suas intenções escondidas. É responsabilidade dos intelectuais dizer a verdade e denunciar as mentiras.”




―Noam Chomsky


Frases - http://kdfrases.com

CIENTISTAS "TOCARAM" NO ADN HUMANO...


É oficial: cientistas modificaram o ADN de embriões humanos


ANA GERSCHENFELD

28/04/2015 - 07:40


Corriam rumores de que várias equipas estariam a utilizar uma nova técnica para alterar os genes de embriões humanos. Os primeiros resultados acabam de ser oficialmente publicados, confirmando as suspeitas.Embrião humano numa fase muito precoce do seu desenvolvimento REUTERS




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Até há poucos anos, a ideia de alterar a cor dos olhos – ou qualquer outro atributo genético – de um futuro bebé não era praticável. Mas com a invenção, em 2012, de uma técnica simples e rápida (chamada CRISPR/Cas9) que permite “editar” o ADN – alterando e corrigindo genes-alvo previamente escolhidos –, este objectivo ficou de repente muito mais próximo.

Há uns meses, começaram a surgir rumores de que várias equipas no mundo estariam a testar esta hipótese com embriões humanos – pondo novamente na ordem do dia o debate em torno da obtenção de bebés “feitos à medida". E no mês passado, duas cartas foram publicadas por dois grupos de cientistas, respectivamente nas revistas Nature e Science, contra as tentativas de utilização da nova técnica para esse tipo de manipulação genética, dita da linha germinal, que afectaria não apenas o próprio embrião, mas a sua descendência. Na Nature, os cientistas iam mais longe, apelando a uma moratória voluntária sobre quaisquer investigações deste tipo até se debaterem as questões éticas.

Porém, até há dias, ninguém sabia ao certo se essas investigações estavam efectivamente a ser realizadas. Mas agora, já não há margem para dúvidas: uma equipa de cientistas chineses acaba de publicar, na revista Protein & Cell, um artigo onde é descrita, pela primeira vez, a manipulação genética experimental, graças à referida técnica, de dezenas de embriões humanos.

“Penso que esta é a primeira publicação de resultados sobre a aplicação da técnica CRISPR/Cas9 a embriões humanos numa fase de pré-implantação e, como tal, este estudo constitui um marco e ao mesmo tempo um alerta”, diz George Daley, especialista em células estaminais da Universidade de Harvard (EUA), co-signatário da carta na Science, citado numa notícia da Nature. “Este estudo deve servir como um aviso muito sério para qualquer profissional que ache que a tecnologia está pronta a ser testada para erradicar genes causadores de doenças.”

Diga-se já agora que, segundo o seu autor principal – Junjiu Huang, da Universidade Sun Yat-sen em Guangzhou (China) –, o artigo fora rejeitado tanto pela Nature como pela Science, em parte devido a considerações éticas. Quanto à Protein & Cell (que a Science qualifica de "obscura revista online chinesa"), tê-lo-á publicado, segundo a revista New Scientist, apenas um dia após o ter recebido. Ou seja, sem que tenha havido tempo para detectar possíveis falhas de metodologia.

Seja como for, estes autores tomaram diversas precauções para não ser acusados de transgredir as regras éticas internacionais em vigor. Nomeadamente, utilizaram embriões que não eram viáveis porque tinham sido fecundados por dois espermatozóides, possuindo portanto um número anormal de cromossomas. Os embriões provinham de uma clínica de fertilidade e iriam ser descartados.

Todavia, esses embriões conseguem desenvolver-se até um estádio muito preliminar, mas suficiente para os fins do estudo. Recorrendo à nova técnica – que, quando utilizada para fins terapêuticos em células humanas adultas ou em modelos animais, tem demonstrado grande potencial para a medicina personalizada –, a equipa de Huang decidiu tentar “editar” um gene, chamado HBB, cujas mutações provocam uma doença do sangue, a beta-talassemia, potencialmente mortal.

Como relata ainda a Nature, injectaram para isso, utilizando a técnica CRISPR/Cas9, os fragmentos genéticos necessários para localizar e “corrigir” o gene em questão. E a seguir, esperaram 48 horas – o tempo suficiente para a técnica agir e os embriões chegarem a ter oito células. Dos 71 embriões que sobreviveram à operação, a equipa testou os genes de 54 e constatou que apenas 28 tinham sido “editados” no sítio certo. E que desses, apenas quatro embriões tinham integrado o gene HBB no seu ADN.

Para estes autores, isso significa que a técnica ainda está muito longe de ser aplicável a embriões humanos. Não só a taxa de sucesso é muito baixa, como os cientistas detectaram um grande número de mutações noutros locais do ADN embrionário, literalmente “fora do alvo” – o que coloca claramente em dúvida a segurança da técnica em embriões para fins de procriação.

Huang disse ainda à Nature que ele e a sua equipa quiseram “mostrar os seus resultados ao mundo para que as pessoas soubessem o que se passaria realmente, em vez de continuarem a falar da questão sem informação concreta”. Agora, estes cientistas tencionam melhorar a eficácia da técnica recorrendo, a partir daqui, a células adultas e experiências com animais, algo que em si não levanta considerações éticas imediatas. O que não impede que, na opinião de todos, a publicação dos resultados só venha reforçar a urgência de abordar as implicações éticas futuras.

DA NIGÉRIA...


Exército nigeriano liberta 200 raparigas, mas não são as de Chibok


PÚBLICO

28/04/2015 - 22:06

(actualizado às 08:09 de 29/04/2015)


Foram destruídos três campos dos extremistas na ofensiva contra o último bastião do Boko Haram, mas as raparigas de Chibok ainda não foram encontradas.Em diferentes países realizaram-se acções reclamando libertação das raparigas de Chibok AFOLABI SOTUNDE/REUTERS




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Boko Haram já sequestrou mais de 2000 mulheres na Nigéria
Campo minado trava ofensiva sobre o último bastião do Boko Haram
Novo Presidente da Nigéria assume incapacidade para encontrar raparigas raptadas
"Nunca esqueceremos", foi a promessa deixada às meninas de Chibok


O exército nigeriano libertou na terça-feira 200 raparigas e 93 mulheres de campos controlados pelo Boko Haram na floresta de Sambisa, o último bastião do grupo. Inicialmente, o exército disse que estava ainda a identificar as raparigas e mulheres, de maneira a confirmar se estas faziam parte do grupo de 276 estudantes do liceu de Chibok, rapatadas pelos islamistas em 2014. Horas depois, um porta-voz do exército acabou por confirmar à Associated Press que não eram: "não são as raparigas de Chibok", afirmou o coronel nigeriano Sani Usman.

Com o apoio dos exércitos dos vizinhos Chade e Camarões, as forças aliadas contra o Boko Haram têm conseguido vitórias importantes contra os islamistas. Desde Fevereiro que o Boko Haram, que dominava vastas áreas do Nordeste da Nigéria, tem vindo a perder território frente à coligação de países africanos que se uniu para o combater.

O grupo perdeu todas as bases em áreas urbanas e foi recuando para a floresta de Sambisa. Há informações que surgem do terreno que dizem que o Boko Haram está a ficar sem armas e munições.

“Os soldados tomaram e destruíram esta tarde três campos de terroristas na floresta de Sambisa”, disse na terça-feira um porta-voz do exército, Chris Olukolade, num comunicado citado pelas agências noticiosas.

A 14 de Abril de 2014, os islamistas raptaram 276 estudantes do liceu de Chibok. De entre elas, 57 conseguiram fugir nas horas seguintes mas desconhece-se o paradeiro das outras 219. Em diferentes países realizaram-se acções reclamando a sua libertação.

Diplomatas e serviços de informações ouvidos pela Reuters disseram acreditar que pelo menos algumas das raparigas salvas esta terça-feira pertençam ao grupo de Chibok. Aliás, desde que se deu o rapto das estudantes que se tem olhado para a floresta de Sambisa como o local onde será mais provável encontrá-las. Em todo o caso, foram realizados vários voos de vigilância sobre a floresta e não foi possível confirmar a sua presença em Sambisa.

Depois do rapto das estudantes de Chibok, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, anunciou num vídeo que pretendia casá-las com combatentes e vendê-las com
o escravas. 

O TERRAMOTO NO NEPAL:KATMANDU FOI DESLOCADA VÁRIOS METROS!


Katmandu deslocada vários metros


AFP

28/04/2015 - 17:06


O Nepal situa-se numa "zona de colisão" entre duas placas tectónicas.Katmandu, capital do Nepal, após o violento abalo do fim-de-semana NAVESH CHITRAKA/REUTERS




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Sismos
Catástrofes naturais
Nepal
Terramoto no Nepal


Peritos internacionais revelaram que o violento terramoto que abalou o Nepal no passado fim-de-semana poderá ter provocado uma deslocação de vários metros da capital do país, Katmandu, noticiou a AFP. Em entrevista àquela agência noticiosa, Yann Klinger, do Centro Nacional de Investigação Científica francês, explicou que o abalo (de magnitude 7,8) foi provocado pela ruptura de uma grande falha, e que essa ruptura gerou ondas muito fortes porque foi muito rápida.

Existe uma “zona de colisão” entre a placa tectónica indiana e a placa eurasiática precisamente ao nível dos Himalaias, explica ainda Klinger. Mais precisamente, “a placa indiana desloca-se para norte ao ritmo de quatro centímetros por ano”, enfiando-se cada vez mais um pouco por baixo da eurasiática.

Klinger e colegas de outros países estudam há vários anos os sismos antigos nesta região dos Himalaias, tentando construir um “ciclo sísmico” que permita prever a periodicidade destes violentos eventos. Uma versão actualizada do seu estudo deverá ser publicada em breve.

“A nossa estimativa é que este tipo de sismos poderá acontecer mais ou menos cada 700 anos”, explica, acrescentando que a última ruptura antes da de há uns dias “aconteceu provavelmente em 1344”. “Já tínhamos visto que a secção que acabou de romper tinha atingido um nível de carga provavelmente próxima do limiar de ruptura.”

Devido ao fenómeno, a zona em redor de Katmandu terá “escorregado uns três metros para sul”, explicou à AFP James Jackson, da Universidade de Cambridge (Reino Unido), afirmando ainda que a região da capital nepalesa ganhou cerca de 50 centímetros de altitude enquanto uma outra zona, mais a norte, desceu 50 centímetros.

Capa do "Público", hoje



Quarta-feira, 29 de Abril de 2015

Protecção de Dados chumba base de dados de abusadores de menores

Governo dá isenção de 85 milhões ao Novo Banco


Empresa alternativa aos táxis proibida de operar em Portugal

Leia em http://publico.pt

Da Protecção de Dados, de Portugal...


Protecção de Dados arrasa lista de agressores sexuais de menores


ANA HENRIQUES

29/04/2015 - 07:13


Ministra da Justiça defende esta quarta-feira na Assembleia da República proposta que entidade responsável pela salvaguarda da privacidade dos cidadãos considera inconstitucional a vários níveis




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Reino Unido
Justiça
Ministério da Justiça
Paula Teixeira da Cruz
Assembleia da República
Comissão Nacional de Protecção de Dados


Viola vários artigos da Constituição e também outras leis, promove a estigmatização e a exclusão social, ameaça os valores da segurança, ordem e tranquilidade públicas. É desta forma que a Comissão Nacional da Protecção de Dados analisa a proposta de criação de uma base de dados de agressores sexuais de menores que a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, defende esta quarta-feira no Parlamento.

O parecer da entidade que tem por missão velar pela privacidade dos cidadãos dificilmente poderia ser mais arrasador. Ao longo de 25 páginas a Comissão da Protecção de Dados explica por que razão as alterações que o Ministério da Justiça quer introduzir na actual lei são de duvidosa eficácia para prevenir os abusos sexuais e não se tornaram obrigatórias – ao contrário do que alega a tutela, que invoca a transposição de uma directiva comunitária e ainda uma convenção internacional sobre a matéria.

A possibilidade de os pais poderem saber junto das autoridades policiais, caso invoquem fundadas suspeitas, se determinado morador da sua área de residência foi ou não condenado por pedofilia tem sido um dos aspectos mais controversos da proposta. Para a comissão, “a transferência da função estadual de prevenção criminal para a população em geral ou para um conjunto de cidadãos em especial, com os correspondentes poderes, traz consigo uma ameaça para os valores da segurança, ordem e tranquilidade pública”, já que a criação de uma “sociedade civil policial” tem, aparentemente, implícita uma “legitimação da acção directa”.

“Fica por saber – a proposta em nenhum momento o concretiza – qual o alcance do ‘fundado receio’ que legitima o acesso por terceiro” à identidade do prevaricador, critica o parecer. Poderá ser um rumor, uma conversa de vizinhos, uma desconfiança pessoal? – interroga a Protecção de Dados, à qual a possibilidade de se aceder a informação tão sensível “com base numa mera suspeita imaginária ou até em razões menos nobres” é de constitucionalidade muito duvidosa.

No entender da comissão, a consulta pública deste registo consubstancia uma sanção acessória encapotada, que se soma às penas por abuso de menores já previstas na lei. Acresce que nada permite concluir que esta solução seja efectivamente eficaz: o parecer cita dois especialistas internacionais que estiveram em Setembro passado numa conferência na Universidade do Porto, segundo os quais os sistemas de registo de condenados por abuso de menores em vigor no Reino Unido e nalguns estados norte-americanos facilitam a tarefa dos polícias e dos técnicos de reinserção, não existindo porém indícios de que possam prevenir a reincidência.

Trata-se, isso sim, de um sistema “discriminatório, já que promove a estigmatização e a exclusão social”, realça o parecer da Protecção de Dados.

Outro aspecto criticado diz respeito ao período temporal de permanência do condenado na referida lista, superior ao da pena que lhe é aplicada. Quem for sentenciado por mais de dez anos de prisão pode ficar até 20 na lista, por exemplo. Para a comissão, isto viola o princípio legal da proporcionalidade, tendo em conta que quando se fala de crimes contra a vida a limpeza do registo criminal pode acontecer dez anos depois da extinção da pena. Manter activo durante tanto tempo um registo deste tipo “pode revelar-se numa perpetuação que não é compaginável com os ideais de reinserção social, orientadores de qualquer sistema penal moderno, onde se situa o português”. Contrariará assim o dever do Estado de apoiar o condenado na construção da sua vida, sem incorrer na prática de novos crimes.

Por outro lado, a proposta prevê que pessoas condenadas por crimes deste tipo antes de a nova lei entrar em vigor possam também integrar o registo de abusadores de menores. “A inserção, no registo, de condenações anteriores à aprovação desta proposta viola o princípio da legalidade”, escrevem os membros da comissão, explicando que o direito penal estabelece a não retroactividade da lei.

Quanto à necessidade de transpor uma directiva europeia e de cumprir uma convenção internacional, a Protecção de Dados volta a apontar o dedo ao Ministério da Justiça: “Contrariamente ao afirmado na exposição de motivos da proposta, a solução proposta não resulta da directiva a transpor, nem da convenção de Lanzarote, até porque estes instrumentos jurídicos salvaguardam a ordem constitucional e legal de cada país”. A proposta de Paula Teixeira da Cruz “vai muito mais longe do que a directiva em matéria de acesso à informação, sem que haja fundada conclusão de que o tipo de caminho propugnado permite uma efectiva protecção da comunidade”.

Tanto a Associação Sindical de Juízes Portugueses como a procuradora-geral da República também já se manifestaram contra a proposta.

Através do grupo "Portugal ,Independente& Soberano" Do CANADÁ



Processo banco Canada

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Coloco aqui um link sobre o qual o Paulo jà falou, e que jà abordàmos. Como foi colocado no meu mural por um amigo que me pediu informaçoes sobre o caso, aproveito para desenvolver a explicaçao do contexto, e para que se perceba bem, que o que foi levado a cabo pelos cidadaos no Canada, atravès um colectivo de cidadaos chamado "Comer", nao pode ser levado a cabo em Portugal enquanto Portugal ficar sob dominaçao da UE.

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A historia :

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Um colectivo de cidadaos atacou em justiça o banco do Canada por estar em contradiçao com a constituiçao e estar a pilhar os cidadaos.

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A naçao vai pedir aos bancos com juros, as necessidades financeiras que pode criar ele propria sem juros. E os juros sao obviamente juros compostos, que ano apos ano, geram a famosa divida. Que se resume a uma pilhagem oficial dos cidadaos.

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Os cidadaos ganharam o processo, porque efectivamente a constituiçao canadiana especifica que o banco central deve de estar ao serviço da naçao e do interesse publico, e nao dos banqueiros.
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PELO CONTRARIO
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So que nas naçoes sob dominio euro-fascista nao é obviamente o caso.
A euro-mafia escreveu na nossa constituiçao que Portugal està ao serviços dos banqueros mafiosos que dirigem a UE, e nao ao serviço da naçao e dos cidadaos. O artigo 8 da constituiçao portuguesa diz que Portugal tem de obedecer aos tratados euro-fascistas. E os tratados euro-fascistas (artigo 123 do tratado de lisboa), obriga a naçao e os portugueses a serem pilhados e a terem de pagar juros permanentes aos banqueiros.

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Uma acçao colectiva como no Canada nao seria portanto possivel em Portugal, enquanto Portugal se mantiver sob dominio euro-fascista. Porque nao hà qualquer contradiçao com a constituiçao.

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Enquanto a populaçao portuguesa aceitar oficialemnet ser refem da UE, essa pilhagem é completamente conforme com os textos euro-fascistas e com a constituiçao. So a libertaçao TOTAL é que permitiria acabar com essa pilhagem.

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A pilhagem é a resultante. Nao é a pilhagem em si o mais urgente cronologicamente, mas a libertaçao. Porque sem a libertaçao da UE, a populaçao nao pode fazer rigorosamente nada porque aceita que a constituiçao permita que a euro-mafia pilhe os portugueses. A populaçao aceita constitucionalmmente ser refem da UE, ser pilhada, e nao poder fazer nada contra isso. Tornando-se uma naçao livre e normal, entao poderemos agir.

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Nota : A denuncia da divida nao pode ser feita. O que fez a populaçao do Canada na realidade, foi a denuncia da divida e impedir que o mesmo se passe no futuro. O que Portugal nao pode fazer, porque enquanto a populaçao aceitar ser refem da UE, a constituiçao portuguesa aprova essa pilhagem. A populaçao aceita oficialmente ser pilhada. E a pilhagem està portanto juridicamente em conformidade com a vontade tecita do povo e é perfeitamente conforme com qualquer texto ou direito, nacional e internacional (visto que o direito nacional é substituido pelos textos da UE. As leis portuguesas sao substituidas pelos tratados fascistas da UE.

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(Vou publicar mais abaixo a resposta que fiz no meu mural ao meu amigo)

http://www.mondialisation.ca/silence-mediatique-le…/5433212…


Silence médiatique : Le peuple canadien gagne un procès « historique » contre la Banque du Canada
Le comité pour la Réforme économique et monétaire du Canada vient de gagner, dans un silence médiatique assourdissant, son procès contre la Banque du Canada....
MONDIALISATION.CA


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terça-feira, 28 de abril de 2015

Boa noite, amigos!




Á história dos amores de D. Pedro e D. Inês!

Na história de Portugal, houve uma mulher que se tornou raínha depois de morta. Sabe de quem falamos?


Em 24 de agosto teve lugar, na Sé de Lisboa, o casamento do Infante Pedro I de Portugal, herdeiro do trono português, com D. Constança Manuel, filha de D. João Manuel de Castela, príncipe de Vilhena e Escalona, duque de Penafiel, tutor de Afonso XI de Castela, «poderoso e esforçado magnate de Castela», e neto do rei Fernando III de Castela.

Todavia seria por uma das aias de D. Constança, D. Inês de Castro, que D. Pedro viria a apaixonar-se. Este romance notório começou a ser comentado e mal aceite, tanto pela corte como pelo povo.

A 7 de janeiro de 1355, o rei cedeu às pressões dos seus conselheiros e aproveitando a ausência de D. Pedro, numa excursão de caça, foi com Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves, Diogo Lopes Pacheco e outros para executarem Inês de Castro em Santa Clara, conforme fora decidido em conselho. Segundo a lenda, as lágrimas derramadas no rio Mondego pela morte de Inês teriam criado a Fonte das Lágrimas da Quinta das Lágrimas, e algumas algas avermelhadas que ali crescem seriam o seu sangue derramado.

Quando D. Pedro soube da terrível tragédia, cheio de dor e angústia, declarou guerra ao pai. Assaltou castelos, matou todos os que passavam à sua frente... Ao fim de alguns meses, o país não aguentava mais e, após negociações, assinou-se a paz. Porém, depois da morte de D. Afonso IV, em 1357, D. Pedro subiu ao trono e mandou procurar os assassinos de Inês. Diogo Lopes Pacheco conseguiu fugir para França, mas Pêro e Álvaro foram executados. Retiraram-lhes os corações (um pelo peito e outro pelas costas) e queimaram os seus corpos, enquanto D. Pedro I se banqueteava.

Dois anos mais tarde, D. Pedro I mandou desenterrar Inês de Castro, sentou-a no trono e, perante todo o povo português, corou-a Rainha de Portugal e obrigou todos os nobres presentes na coroação, a beijar a mão da sua amada. Mais tarde, mandou construir um túmulo para inês e outro para si, encontrando-se os dois no Mosteiro de Alcobaça, virados um para o outro.

Pára tudo, JÁ! «Portugal: 41 anos depois do 25 Abril»

● PORTUGAL GLORIOSO ● 25.4.15 ● 00:07







"A Verdade Sem Medos ... podem bloquear-me, denunciar-me, reportar-me como inimiga ou terrorista, ou raio que os parta a todos até me podem vir prender, mas uma coisa vos posso garantir, ninguém me vai calar, nem a mim nem a esta Grande Senhora.... a partir de hoje este vídeo vai ser a minha publicação diária, sem tréguas ....."
Morgana Vasconcelos

"O que chamamos democracia começa a assemelhar-se tristemente ao pano solene que cobre a URNA onde já está apodrecendo o cadáver.

Expresso da Meia-Noite 25-04-2014 em directo SIC-N
Tema: 25 de Abril, 40 Anos depois
Ricardo Costa com: - Maria José Morgado, Procuradora-geral Adjunta - Maria de Sousa, Cientista - Joana Amaral Dias, Psicóloga - Hélia Correia, Escritora.







Opinião

Quadratura do círculo
26.04.2015
CARVALHO DA SILVA







O Programa de Estabilidade apresentado pelo Governo à Comissão Europeia e o documento Uma década para Portugal, elaborado por um grupo de economistas a solicitação da direção do Partido Socialista (PS), têm sido tomados por vários analistas e comentadores políticos como quase-programas de governo. Em alguns desses comentários enaltece-se o facto de as propostas estarem a surgir cedo e de serem "bem distintas", o que poderá contribuir para que "os eleitores possam fazer escolhas claras e seguras".

Respeito essas opiniões e a sua bondade democrática, mas considero que o documento do PS (docPS), podendo ser valorizado como contributo para a clarificação em vários aspetos, está muito longe de prefigurar uma verdadeira alternativa. Tendo em conta as relações de forças existentes no cenário político nacional e europeu e no interior do PS, ou surge como uma séria análise crítica que não se fique por "paradigmas" económico-financeiros e contabilísticos, ou nos próximos meses assistiremos a uma progressiva aproximação entre as duas "propostas programáticas".

O Tratado Orçamental e outros condicionalismos das políticas europeias, o peso da nossa dívida pública e os constrangimentos dela resultantes colocam-nos dentro de uma gaiola, e o docPS, no diagnóstico apresentado, faz de conta que estamos em plena liberdade, não questiona as grades que nos aprisionam e, num exercício teórico da quadratura do círculo, diz-nos que vamos conseguir cumprir os saldos orçamentais positivos que o tratado impõe e, simultaneamente, atingir taxas de crescimento muito significativas. Precisamos, sem dúvida, de apostar no crescimento e na melhoria das condições de vida dos portugueses, mas isso não se obtém com milagres. São indispensáveis mudanças estruturais que o permitam.

No que se refere às questões do trabalho e dos rendimentos diretos e indiretos dos trabalhadores, o docPS é de um silêncio arrepiante. Nada diz sobre as inúmeras maldades a que os trabalhadores foram sujeitos: perdas salariais, destruição da contratação coletiva, redução da remuneração do trabalho extraordinário e dos dias de férias e feriados, liberalização acentuada das relações laborais, aumento do horário de trabalho na Administração Púbica, entre muitas outras, donde resultou que, desde 2010, em cada ano, vão passando mais de três mil milhões de euros do fator trabalho para o fator capital.

Sobre o salário mínimo nacional não há proposta. A aparente contrapartida é a criação de um "complemento salarial anual" para as famílias que, mesmo trabalhando, estejam com rendimentos abaixo da linha da pobreza. O salário jamais pode ser mera retribuição de subsistência: o salário deve ser remuneração justa em função da riqueza produzida e tem de ser pago pelas empresas e serviços e não pelas contribuições dos cidadãos. Por outro lado, a perspetiva de se criar um "regime conciliatório" para despedimento é uma aberração, no plano conceptual e perante o existente desequilíbrio nas relações de poder entre patrão e trabalhador.

Quanto às medidas enunciadas para a redução da taxa social única (TSU) o mínimo que se pode dizer é que o PS parece querer engrossar o ataque ao sistema da Segurança Social. É verdade que se apresentam duas ideias com interesse quanto à busca de novas fontes de financiamento para o sistema, mas o avanço de propostas concretas para redução da TSU consubstanciam a conceção de um sistema de segurança social ao serviço do fator capital.

Antes do 25 de Abril é que os descontos dos trabalhadores se usaram para financiar empresas e a guerra colonial. Depois, com forte contributo do PS, construiu-se um sistema que procura dar dignidade às pessoas quando já não podem trabalhar. Não acenem aos trabalhadores com a cenoura de poderem receber agora mais uns tostões quando estão a desproteger o futuro, nem arranjem mais argumentos para as empresas não pagarem salários justos.

É de assinalar o empenho na execução dos fundos europeus, o imposto sobre as heranças ou a reposição de alguns mínimos sociais e do RSI, mas isso não chega. A quadratura do círculo só é interessante como exercício teórico.