sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

POEMA meu











POEMA:

NÃO SOU NARCISO…

Sou árvore peculiar à beira-tempo-plantada,
numa oração sagrada a saudar folhas de milenares nervuras…
…veias por onde a seiva corre em templos-palavras-singulares.

É eterno tudo o que não posso ver…Esse é o infinito de um Além
___________________que não conhece ninguém…

O Presente-Agora ergue-se, imponente, sobre as memórias do tempo,
sem permitir o regresso à infância
____________________das ânsias da história-própria .
…e cada página da vida é uma folha de papel, onde escrevo o mar
que me traz a maresia ,nos grãos de areia que se
espalham das conchas do areal ao deserto ,
____________________ esse poiso da disforia.

Uma flor tem história que radica num torrão isolado de um bosque,
de um prado ou de um jardim desperto ,
____________________onde as chuvas cumprem o que está escrito.


Meu rosto, que não vejo num lago-a-viver,
é feito de palavras que me percorrem o corpo,
enquanto meu nome está escrito------------------- na pedra mágica onde nasci ,
…que vou dirimindo, com permissão--------------- das águas matriciais onde vivi.

Vou vivendo as primaveras,
__________________como as campainhas que começam a despontar nos bosques
__________________quando a folhagem das avelaneiras desabrocha
__________________ aos primeiros salpicos de chuva verde…

Minhas mãos tocam a melodia que se desprende da fala da montanha…
…e afagam giestas, violetas bravas e urzes silvestres.

No espelho das águas não sou Narciso…talvez Sísifo,
montanha-acima-e abaixo a cavar vogais, sílabas e palavras,
escondidas nas raízes da terra sob gotas de orvalho a deslizarem pela serra
[dicionário de verdades essenciais.

Quando me nasce o poema, em todo o seu fulgor,
vejo as marcas digitais
dos passos que enceto até às origens-de-mim.
EU, minha janela de memórias a compor um tema-na-água-do-tempo
[não sou Narciso!

Mas nada me impede de me mirar na maciez luzidia das pétalas
de rosas vermelhas
e de me sentir ao rubro nos aromas que elas lampejam…

_____________________ Meu rosto vive nas árvores que falam com as aves -em-voo,
_____________________quando o canto da Natureza altera a música das primaveras
_____________________e a água do mar se abraça à sensual areia.
_____________________Então, sim, sou Narciso, vaidoso e presumido!

Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
Marilisa Ribeiro
REG: CR-(MST)-NOV/013 — com Susana Duarte e 49 outras pessoas.

POEMA de RIMBAUD

DE RIMBAUD(1854-1891): in Net

Sensação

Pelas tardes azuis do Verão, irei pelas
sendas,

Guarnecidas pelo trigal,
pisando a erva miúda:

Sonhador, sentirei a
frescura em meus pés.

Deixarei o vento banhar
minha cabeça nua.

Não falarei mais, não
pensarei mais:

Mas um amor infinito me
invadirá a alma.

E irei longe, bem longe,
como um boêmio,

Pela natureza, - feliz
como com uma mulher.
Rimbaud
BOM DIA, MEUS AMIGOS!



Bom dia, meus amigos(as)!

DIA DE LUTA NACIONAL! CONTRA OS ROUBOS NOS SALÁRIOS, NAS PENSÕES DE REFORMA E DE INVALIDEZ! CONTRA A CORRUPÇÃO INSTALADA AO MAIS ALTO NÍVEL, QUE FAZ DE PORTUGAL UM DOS PAÍSES MAIS CORRUPTOS!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Boa noite, amigos(as)!

Artigo do Professor Santana Castilho-(através do seu blog.,identificado no fim do artigo)

A letargia da nação e a atonia da oposição
29/01/2014



Santana Castilho
Dou por mim, amiúde, agora que se aproximam os 40 anos sobre Abril, a rever lutas e ilusões de poder mudar a história em que nasci e o futuro dos que se seguirão. Mas, em vez disso, vejo a letargia emocional duma nação, que permite o retrocesso e o êxito dos tiranos.
Para a situação em que Portugal está contribuiu fortemente um sistema político baseado na alternância de partidos fechados, que chegam ao poder sem linhas programáticas sólidas e fundamentadas e sem apresentarem a votos as pessoas que governarão. A saída da crise também passa por mudar este paradigma. Para ser alternativa, o PS deve varrer ambiguidades, perceber que o mundo político em que cresceu mudou e evoluir de simples estrutura de conquista de votos para instituição aberta à sociedade.
A contestação pública às decisões políticas parece ter diminuído, sem que tenham diminuído a injustiça e a imoralidade da governação. São constantes os abusos e a opressão num meio político putrefacto. Mas a intensidade dos protestos parece ser menor. É, então, legítima a interrogação: porquê? Por que motivo, perante tantas denúncias públicas, nada acontece de significativo, como se pouco importasse, a esta estranha forma de estar, a justiça e a ética mínimas? Que utilidade tem, afinal, o acesso a tanta informação, se não logramos mudar o que está errado, nem reverter a atonia mental da oposição? Dir-se-ia que a força da razão e da verdade está remetida para plano secundário, por mais relevantes que sejam os factos. E se abundam os factos…
1. No último debate quinzenal, Passos Coelho martelou os números, arte em que é perito. Interpelado sobre a violenta diminuição do número de bolsas de doutoramento concedidas pela FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia), negou a redução porque, garantiu, teria sido compensada por novos programas doutorais, geridos directamente pelas universidades. Grosseiramente falso. Com efeito, somando as 298 bolsas FCT às novas 431, das universidades, obtemos um total de 729. Este número representa uma diminuição de 469 bolsas, dado que no ano transacto foram concedidas 1198. Percentualmente, estamos a falar de um corte de 39,14%. Coisa pouca para quem não percebe que não há futuro sem investimento na ciência e na tecnologia. Pouco depois, Pires de Lima ajudou a compreender por que razão o Governo estrangula a investigação científica. Num debate, na Fundação de Serralves, o ministro da Economia disse que uma boa parte da investigação científica “não chega a transformar o conhecimento em resultados concretos, que depois beneficiem a sociedade como um todo”. Pires de Lima referiu, ainda, que a investigação científica vive “no conforto de estar longe das empresas e da vida real” e advogou um modelo de financiamento que “se traduza em produtos, marcas e serviços, que possam fazer a diferença no mercado”. Pires de Lima não disse que falava assim porque o país acabava de conhecer o corte financeiro, inominável, aplicado à investigação científica. Mas disse o suficiente para lhe conferirmos pouco crédito para falar de ciência. Ignora o ministro que na origem de muitas das maiores ”utilidades”, de que hoje se serve, estão descobertas que a vacuidade do seu raciocínio teria interditado? Como ousou eleger produtos, marcas e serviços como destinatários únicos da investigação científica, deixando de fora aplicações tantas, de ciências muitas, que visam a natureza humana (isso, humana, que não utilitária) da sociedade que governa? Pobre Camões, se tivesse que provar a utilidade dos “Lusíadas”! Pobre gente, que assim se deixa governar!
2. Foi penoso ouvir o ministro da Educação falar de vinculação extraordinária de professores, iludindo os incautos sobre as razões da mudança de política. Obrigado pela porfia dos novos escravos (os professores contratados) e ameaçado por Bruxelas, o ministro anunciou, tão-só, mais um expediente para fugir à lei e à justiça. Uma vergonha insuportável para qualquer sociedade decente. O que está em causa não é a teia que se prepara. É a entrada nos quadros de todos os professores que reúnem, há muito, as condições que a lei prevê. A maneira atarantada com que o ministro se expressou deixou montes de dúvidas e algumas certezas, a saber: não se antevê a resolução honesta do problema, mas apenas uma tentativa de o iludir e branquear sucessivas responsabilidades de sucessivos governos; aquilo a que Crato chama as” necessidades permanentes” do sistema nada tem a ver com o cumprimento da uma directiva europeia, velha de 15 anos; é preciso pensar nos casos de eventuais professores em horário zero, que detêm graduações superiores aos que irão concorrer a “vinculação extraordinária”; é preciso avaliar todas as situações de novas injustiças que se somarão às que já existem, se não se acomodar o cumprimento da lei e da directiva, numa solução complexa, global, difícil, mas possível. Assim tivera o ministro o saber, que não tem.

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

Poema : DENÚNCIA









Poema: DENÚNCIA

DENÚNCIA…

Águas claras murmuram saudades
Dos meus pesares…
Perto do bosque sombrio,
Do lado de lá do rio…dormem dríades;
E eu vejo as águas esticarem-se
Como serpente enlevada,
Com o calor que dá Vida…

É hora de mil canções
Em ansiosos, enamorados corações!

Mas…minhas mágoas não dormem!

Tormentos…
Frente ao rio que escorrega para o Mar
Vejo o percurso diverso…
“Tu, rio, rejuvenesces, pujante,
Sempre que as nuvens parem águas abundantes…
Eu…decaio, sem forças para impedir o Tempo de correr,
Passando, em velocidade estonteante!

Terras banhadas com semente a germinar
Fá-la-ão irromper…a cantar o fruto do amor druidico!
E ervas tenras, saborosas, de verdejantes que são,
Criam rebanhos saudáveis, nas permanentes pastagens!

Saudades desse tempo do meu germinar também…
Fui Mãe…e adorei a LUA CRESCENTE!

Denuncio-te agora, LUA, que mentes quando te convém!
Ora me serves de apoio,
Ora me chamas também,
Ora te calas, sem contar nada a ninguém…
Encobres o meu amor, que parece que não vem…

Agarro o ar da NOITE…
Levo comigo o rumorejar cúmplice
Das águas do rio cantante
Correndo p’ra longe, indiferente…

Guardo, no Vento, o murmúrio das minhas mágoas presentes
E ensino-as a VIVER…
A AMAR…
A renderem-se …
A darem-se à seara rica, que as amansa
No luar brilhante do seu ondular…
Sob um céu de estrelas, a cintilar…



Denuncio, Lua, teu permanente VIVER…!

Maria Elisa Rodrigues Ribeiro

JNH/010

uma ligação através de TSF - Rádio Notícias.
há cerca de uma hora



Universitários que dormem na rua, na Reportagem TSF - TSF
www.tsf.pt
Pelas contas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa há cinco portugueses licenciados ou com frequência universitária a viverem na rua. Desses cinco casos, dois aceitaram contar as suas histórias à TSF.

ligação através de TSF - Rádio Notícias.
há 57 minutos



Bolseiros viram costas ao hemiciclo por causa de novo modelo de financiamento
www.tsf.pt
Os bolseiros de investigação protestaram em silêncio contra o reiterar da maioria em apoiar o novo modelo de financiamento da ciência e, já no exterior do Parlamento, disseram que assim «são obrigados a

foto de tvi24.pt.
há 14 minutos


A TVI fez uma reconstituição do ritual de praxe que terá acontecido no Meco. Veja:http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/meco-praxe-praxes-lusofona-reconstituicao-tvi24/1533037-4071.html
O TAL QUE "DEU" A LICENCIATURA AO RELVAS...
Lusófona defende #praxes e fala em "interesses" contra a universidade

http://bit.ly/1jEewsC

ligação através de Diário de Notícias.
há alguns segundos



Duas ruas portuguesas entre as mais bonitas do mundo - Portugal - DN
www.dn.pt
A Rua Augusta, em Lisboa, e o Cais da Ribeira, no Porto, estão entre as mais belas do mundo segundo o critério da revista de viagens espanhola 'Condé Nast Traveler' que escolheu as "31 ruas a percorrer antes de morrer".

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

ATRAVÉS DE ARTV( cadeia televisiva do Parlamento)

Através de ARTv

Intervenção de Miguel Tiago na Assembleia de República
"A demissão do Governo e as eleições são uma urgência patriótica"
Quarta 29 de Janeiro de 2014
Senhora Presidente,
Senhores Deputados,

Indignação já não é palavra que baste para descrever o sentimento de quem olha para o seu recibo de salário, pensão ou reforma e vê que lhe roubaram muitos dos poucos euros que ganhava.

Angústia ou desespero já não chegam para descrever como vive quem empobrece a trabalhar ou enfrenta o desemprego.

O Governo e a maioria continuam a apregoar sinais positivos, recuperações, milagres, saídas limpas da troica mas os recibos de salário, pensão ou reforma dos portugueses mostram uma realidade bem diferente.

O país está a saque. Os portugueses são saqueados nos seus salários, nos seus direitos, nos serviços públicos, espoliados dos seus empregos e vêm a sua dignidade ser negociada nos bastidores da alta política como se de uma mercadoria se tratasse. Uma maioria eleita com mentiras, dissimulações, um Governo que liquida a confiança dos portugueses nas instituições e usa o poder político para satisfazer o poder económico, à margem da lei, à margem da constituição. Um atentado sem precedentes às conquistas da revolução e um programa de profunda reconfiguração do Estado estão em marcha a pretexto de um programa de ocupação financeira que dá pelo nome de memorando de entendimento.

Enquanto os portugueses perdem centenas de euros nos seus salários e pensões, enquanto os portugueses empobrecem a um ritmo alucinante e os grupos económicos se apropriam das riquezas nacionais construídas com o esforço de todos os que aqui trabalham, enquanto se destrói emprego, prolifera a precariedade, enquanto os portugueses saem do país a um ritmo incomportável, enquanto desistem estudantes do ensino superior, enquanto os portugueses esperam por saúde para o Governo desviar o seu dinheiro para o negócio privado da doença; enquanto os micro, pequenos e médios empresários continuam sem acesso ao crédito e são forçados a fechar a sua atividade também por falta de poder de compra dos clientes; enquanto a Cultura é destruída e substituída por alienação, enquanto a ciência definha e os investigadores precários contratados através de bolsas são privados de dar ao seu país o contributo que aqui aprenderam a poder dar; enquanto os idosos são confrontados com a pobreza e as crianças conhecem a fome; o Governo PSD e CDS fala do milagre económico. Como se fosse milagre asfixiar uma pessoa e anunciar satisfeito que está a poupar oxigénio.

O país está mais pobre, mais dependente, menos democrático. O PIB cai consistentemente desde 2010, a capacidade produtiva continua subaproveitada, o investimento, o consumo interno e a produção industrial continuam em perda. Mesmo o défice da balança comercial, eixo da propaganda do Governo, tem demonstrado que as alterações não eram estruturais, mas apenas resultado da total supressão do consumo e de uma aceleração temporária nas exportações que começa agora a abrandar. O governo destruiu ativamente mais de 300 mil postos de trabalho e substitui trabalho estável por trabalho precário, mal pago e com horários de poucas horas semanais. A isso acresce o êxodo forçado a que milhares de portugueses, principalmente os mais qualificados. Ao mesmo tempo, enquanto as remunerações do trabalho, incluindo Segurança Social, perdem 6,4% desde 2010; os lucros da exploração ganham 5,3% mas esses pagam apenas 1/4 dos impostos diretos enquanto os trabalhadores suportam três vezes mais.

Estes são os resultados da política de direita. Uma política de direita que não começou com PSD/CDS, nem tampouco com a troika, mas que se torna agora mais agressiva, mais desumana e mais hostil perante os portugueses. Estes são os resultados de uma política que em vez de concretizar Abril quer recuperar os privilégios dos monopólios, reconstruí-los e reforçá-los. Este é o resultado de uma política de reconstituição do passado.

Querem forçar-nos a acreditar que estamos mais perto do fim do sufoco, que existe uma saída limpa do memorando de entendimento, que é possível regressar aos mercados como quem entra na terra prometida. O que nos dizem é que se fizermos mais um esforço, podemos ser um bom exemplo. Que se nos deixarmos assaltar sem protesto seremos um exemplo de sucesso. E perguntamos: exemplo de quê? De povo roubado e exaurido, de país destroçado?

Digam, Senhores Deputados, aqui e agora, se os portugueses vão reaver os seus direitos, os seus salários, as suas pensões, após Maio de 2014! Assumam, senhores deputados, que essa é uma mentira que difundem, uma ilusão que alimentam apenas para prosseguirem o mesmo rumo, o mesmo esbulho, apenas para continuarem a sangrar 21 milhões de euros por dia para pagar os juros da dívida que os vossos governos e os bancos contraíram.

A maioria parlamentar, com o silêncio cúmplice do PS, O Governo, o Presidente da República, podem querer sequestrar a democracia, mas os portugueses já mostraram por mais do que uma vez que não há dique que represe a força de um povo. A demissão do Governo e as eleições são uma urgência patriótica para salvar o regime democrático e essa urgência nem o fascismo pela força conseguiu calar.

Dia 1 de Fevereiro não será um dia qualquer, será dia de lutar pelo futuro. Será um dia a juntar à luta que coloca este Governo mais próximo do seu fim. Porque cada dia de luta, cada greve, cada manifestação, nos aproxima da vitória de que o país precisa, a vitória conquistada com a derrota do Governo e da política de direita, com a rejeição do pacto de agressão e a construção de uma política patriótica e de esquerda que honre os compromissos do Estado com os trabalhadores e o povo.

O Partido Comunista Português esteve, está e estará na linha da frente desse combate travado por um povo que foi e será, novamente, vitorioso.

Disse.
Através de "Acorda povo acorda"
partilhou a foto de canal #moritz @Ptnet.
Alerta Anti-Fascista.

A emergência, de tempos a tempos, de organizações políticas e paramilitares da extrema-direita (fascistas, nazis e outras expressões do ódio e da violência de classe organizada) não se faz à margem do sistema, perante a surpresa ou fora do âmbito de acção e influência dos poderes que imperam na actual conjuntura.

Pelo contrário: a extrema-direita emerge como e quando o fenómeno interessa, quando se reveste de utilidade concreta, à burguesia e aos mecanismos de dominação, opressão e controlo que foi desenvolvendo e estuturando. Chamem-se "mercados", União Europeia ou outra coisa qualquer.

Os acontecimentos em curso na Ucrânia, a perspectiva de resultados expressivos da Frente Nacional em França, a actividade do grupo nazi-fascista Aurora Dourada na Grécia, a emergência de organização "nacionalistas" no norte e no centro da Europa, ou a sua efectiva chegada ao poder (caso da Hungria) são o resultado de uma reorganização do campo político sob controlo directo do sistema. Um campo político imenso e lato, cheio de contradições naturalmente, mas que se vai modelando aos interesses da burguesia em cada período histórico, em cada momento do processo histórico.

Os nazi-fascistas do "Svoboda", herdeiros políticos dos colaboracionistas que após 1941 participaram na perseguição, encarceramento, tortura, fuzilamento e gaseamento de milhões de cidadãos soviéticos (sobretudo comunistas, guerrilheiros partizans, judeus soviéticos e outras minorias existentes nos territórios da União), procuram hoje dominar as ruas de Kiev, Lviv e outras importantes cidades ucranianas - todas elas com heróica história de luta contra o invasor fascista entre 1941 e 1945 - fazendo uso das mesmas tácticas de terror e ódio empregues pelos paramilitares de Stepan Bandera. Hoje ser-se russo nas ruas de Kiev ou Lviv representa um risco não negligenciável.

Por cá, a insignificância eleitoral da extrema-direira manter-se-á enquanto a sua "emergência" não for da conveniência da classe imperante no nosso país. O campo político do fascismo encontra-se desde 1974 fragmentado e dividido em micro-organizações sem significado - para lá da violência que periodicamente faz feridos e mortos nas ruas das cidades ou em recintos desportivos -, e diluído pelas organizações fundadoras do regime plutocrático surgido após 1976: PS, PSD e CDS.

Seja como for, fechar os olhos à sua existência efectiva e ilegal/inconstitucional seria uma irresponsabilidade que nenhuma organização revolucionário poderá cometer. O reforço da luta dos trabalhadores, o incremento da luta de massas, as vitórias sectoriais das organizações operárias e o descrédito das organizações do sistema - PS, PSD e CDS - face à cada vez mais evidente incapacidade para dar resposta aos graves e imensos problemas do país - a sua função é outra! - poderá resultar mais cedo que tarde numa necessidade de reorganização do campo político da burguesia, com expressões que podem assumir formas muitos diversas incluindo um reforço das posições da extrema-direita (assumida ou camuflada em organizações do arco da bancarrota) com graves consequências para os trabalhadores e para o país.

Este é o momento para estar Alerta.

fonte : manifesto74

https://www.facebook.com/canalmoritzptnet
Alerta Anti-Fascista.

A emergência, de tempos a tempos, de organizações políticas e paramilitares da extrema-direita (fascistas, nazis e outras expressões do ódio e da violência de classe organizada) não se faz à margem do sistema, perante a surpresa ou fora do âmbito de acção e influência dos poderes que imperam na actual conjuntura.

Pelo contrário: a extrema-direita emerge como e quando o fenómeno interessa, quando se reveste de utilidade concreta, à burguesia e aos mecanismos de dominação, opressão e controlo que foi desenvolvendo e estuturando. Chamem-se "mercados", União Europeia ou outra coisa qualquer.

Os acontecimentos em curso na Ucrânia, a perspectiva de resultados expressivos da Frente Nacional em França, a actividade do grupo nazi-fascista Aurora Dourada na Grécia, a emergência de organização "nacionalistas" no norte e no centro da Europa, ou a sua efectiva chegada ao poder (caso da Hungria) são o resultado de uma reorganização do campo político sob controlo directo do sistema. Um campo político imenso e lato, cheio de contradições naturalmente, mas que se vai modelando aos interesses da burguesia em cada período histórico, em cada momento do processo histórico.

Os nazi-fascistas do "Svoboda", herdeiros políticos dos colaboracionistas que após 1941 participaram na perseguição, encarceramento, tortura, fuzilamento e gaseamento de milhões de cidadãos soviéticos (sobretudo comunistas, guerrilheiros partizans, judeus soviéticos e outras minorias existentes nos territórios da União), procuram hoje dominar as ruas de Kiev, Lviv e outras importantes cidades ucranianas - todas elas com heróica história de luta contra o invasor fascista entre 1941 e 1945 - fazendo uso das mesmas tácticas de terror e ódio empregues pelos paramilitares de Stepan Bandera. Hoje ser-se russo nas ruas de Kiev ou Lviv representa um risco não negligenciável.

Por cá, a insignificância eleitoral da extrema-direira manter-se-á enquanto a sua "emergência" não for da conveniência da classe imperante no nosso país. O campo político do fascismo encontra-se desde 1974 fragmentado e dividido em micro-organizações sem significado - para lá da violência que periodicamente faz feridos e mortos nas ruas das cidades ou em recintos desportivos -, e diluído pelas organizações fundadoras do regime plutocrático surgido após 1976: PS, PSD e CDS.

Seja como for, fechar os olhos à sua existência efectiva e ilegal/inconstitucional seria uma irresponsabilidade que nenhuma organização revolucionário poderá cometer. O reforço da luta dos trabalhadores, o incremento da luta de massas, as vitórias sectoriais das organizações operárias e o descrédito das organizações do sistema - PS, PSD e CDS - face à cada vez mais evidente incapacidade para dar resposta aos graves e imensos problemas do país - a sua função é outra! - poderá resultar mais cedo que tarde numa necessidade de reorganização do campo político da burguesia, com expressões que podem assumir formas muitos diversas incluindo um reforço das posições da extrema-direita (assumida ou camuflada em organizações do arco da bancarrota) com graves consequências para os trabalhadores e para o país.

Este é o momento para estar Alerta.

fonte : manifesto74

https://www.facebook.com/canalmoritzptnet
Alerta Anti-Fascista. A emergência, de tempos a tempos, de organizações políticas e paramilitares da extrema-direita (fascistas, nazis e outras expressões do ódio e da violência de classe organizada) não se faz à margem do sistema, perante a surpresa ou fora do âmbito de acção e influência dos poderes que imperam na actual conjuntura. Pelo contrário: a extrema-direita emerge como e quando o fenómeno interessa, quando se reveste de utilidade concreta, à burguesia e aos mecanismos de dominação, opressão e controlo que foi desenvolvendo e estuturando. Chamem-se "mercados", União Europeia ou outra coisa qualquer. Os acontecimentos em curso na Ucrânia, a perspectiva de resultados expressivos da Frente Nacional em França, a actividade do grupo nazi-fascista Aurora Dourada na Grécia, a emergência de organização "nacionalistas" no norte e no centro da Europa, ou a sua efectiva chegada ao poder (caso da Hungria) são o resultado de uma reorganização do campo político sob controlo directo do sistema. Um campo político imenso e lato, cheio de contradições naturalmente, mas que se vai modelando aos interesses da burguesia em cada período histórico, em cada momento do processo histórico. Os nazi-fascistas do "Svoboda", herdeiros políticos dos colaboracionistas que após 1941 participaram na perseguição, encarceramento, tortura, fuzilamento e gaseamento de milhões de cidadãos soviéticos (sobretudo comunistas, guerrilheiros partizans, judeus soviéticos e outras minorias existentes nos territórios da União), procuram hoje dominar as ruas de Kiev, Lviv e outras importantes cidades ucranianas - todas elas com heróica história de luta contra o invasor fascista entre 1941 e 1945 - fazendo uso das mesmas tácticas de terror e ódio empregues pelos paramilitares de Stepan Bandera. Hoje ser-se russo nas ruas de Kiev ou Lviv representa um risco não negligenciável. Por cá, a insignificância eleitoral da extrema-direira manter-se-á enquanto a sua "emergência" não for da conveniência da classe imperante no nosso país. O campo político do fascismo encontra-se desde 1974 fragmentado e dividido em micro-organizações sem significado - para lá da violência que periodicamente faz feridos e mortos nas ruas das cidades ou em recintos desportivos -, e diluído pelas organizações fundadoras do regime plutocrático surgido após 1976: PS, PSD e CDS. Seja como for, fechar os olhos à sua existência efectiva e ilegal/inconstitucional seria uma irresponsabilidade que nenhuma organização revolucionário poderá cometer. O reforço da luta dos trabalhadores, o incremento da luta de massas, as vitórias sectoriais das organizações operárias e o descrédito das organizações do sistema - PS, PSD e CDS - face à cada vez mais evidente incapacidade para dar resposta aos graves e imensos problemas do país - a sua função é outra! - poderá resultar mais cedo que tarde numa necessidade de reorganização do campo político da burguesia, com expressões que podem assumir formas muitos diversas incluindo um reforço das posições da extrema-direita (assumida ou camuflada em organizações do arco da bancarrota) com graves consequências para os trabalhadores e para o país. Este é o momento para estar Alerta. fonte : manifesto74https://www.facebook.com/canalmoritzptnet

canal #moritz @Ptnet
O #Moritz, é um canal registado na maior rede de IRC (Internet Reality Chat). Como se pode ligar? Através do nosso Chat, onde nos reunimos diariamente. Pretende-se através deste canal criar um espaço onde pessoas possam falar de todo o tipo de assuntos sem preconceitos, onde haja um ambiente de a...
ATRAVÉS DE ANABELA SOARES,EM "ACORDA POVO ACORDA"

Ainda estamos em Janeiro e já temos a frase do ano: «Todos os direitos das pessoas podem ser referendados», disse Hugo Soares, em debate com Isabel Moreira, ontem na TVI24.

Este jovem de 30 anos, que ainda por cima é advogado (licenciado em Direito, portanto) diz uma barbaridade destas e não há um sobressalto generalizado, uma concentração na AR, um gigantesco buzinão, sei lá...? No pasa nada?

Será necessário lembrar que ele ocupa a presidência da JSD, trampolim mais do que...
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Ainda estamos em Janeiro e já temos a frase do ano: «Todos os direitos das pessoas podem ser referendados», disse Hugo Soares, em debate com Isabel Moreira, ontem na TVI24.

Este jovem de 30 anos, que ainda por cima é advogado (licenciado em Direito, portanto) diz uma barbaridade destas e não há um sobressalto generalizado, uma concentração na AR, um gigantesco buzinão, sei lá...? No pasa nada?

Será necessário lembrar que ele ocupa a presidência da JSD, trampolim mais do que certificado para chegar rapidamente a membro de um governo ou mesmo a primeiro-ministro?

Tudo tem limites!

(E.B.M.)

https://www.facebook.com/canalmoritzptnet
Ainda estamos em Janeiro e já temos a frase do ano: «Todos os direitos das pessoas podem ser referendados», disse Hugo Soares, em debate com Isabel Moreira, ont...
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MAIS UM JOTINHA DE MERDA, ADVOGADO DO DIABO!
Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014: Fiscalização a escolas de condução limitada por falta de carros de serviçohttp://www.publico.pt/n1621489

Empresa de Soares dos Santos no topo dos benefícios fiscaishttp://www.publico.pt/n1621445

Cérebro de doente famoso dá novas pistas sobre a memória humana http://www.publico.pt/n1621428

REI D. Afonso IV


Dom Afonso IV o Bravo


Dom Afonso IV

Foi rei da Primeira Dinastia e o setimo Rei de Portugal, era filho de Dom Dinis, rei de Portugal e de Isabel de Aragão, rainha de Portugal, nasceu em Lisboa a 08 de Fevereiro de 1290 e morreu em Lisboa a 08 de Maio de 1357. Está sepultado em Lisboa, Igreja da Sé. E casou com Dona Beatriz com quem teve como descendentes legítimos:

Maria, Afonso, Dinis, Pedro, Isabel, João, Leonor.

Começou a governar em 1325 e terminou em 1357. Dom Afonso IV era o oposto do pai. Homem austero e sóbrio, dirigiu o reino com pulso de ferro. As leis que veio a fazer contrariaram costumes antigos e interferiram inclusivamente na vida privada das pessoas. Não foi um príncipe amado mas foi um rei respeitado.

Quando subiu ao trono tinha trinta e cinco anos e estava casado com Beatriz de Castela, que lhe deu sete filhos. O cognome de o Bravo deve-se sobretudo ao seu carácter colérico e violento. A sua primeira iniciativa – reunir cortes em Évora – teve como única finalidade obrigar os representantes do clero, da nobreza e do povo a declararem que o aceitavam como rei e a jurarem-lhe fidelidade. Isto não era habitual, mas se o rei o fez tinha as suas razões. Nos últimos anos de vida do pai o país fora sacudido por uma guerra civil muito violenta. De um lado lutava ele com os seus partidários e do outro os partidários de Dom Dinis. Isto porque se dizia que o rei preferia deixar o trono ao filho bastardo Afonso Sanches…

Durante três anos, Dom Afonso IV lutou com este seu irmão bastardo. Quem ajudou a pôr fim a esta guerra foi mais uma vez a Rainha Santa Isabel. Do convento onde se encontrava enviou súplicas ao filho e convenceu-o a negociar a paz. No reinado de Dom Afonso IV fizeram-se leis para melhor organizar a administração. Como havia notícia de que existiam ilhas no Oceano Atlântico, ao largo da costa de África, Dom Afonso IV decidiu mandar alguns navios para sul na ideia de averiguar “as condições daquelas terras”.

Os navegadores chegaram às Canárias, mas em 1344 o infante castelhano Luis de La Cerda conseguiu do papa o título de Senhor das Canárias. Dom Afonso IV protestou e o arquipélago tornou-se um pomo de discórdia entre os dois reinos e só muito mais tarde é que o assunto se resolveu, a favor da Espanha.

Uma das filhas de Dom Afonso IV, a infanta Dona Maria, casou com o rei de Castela, Dom Afonso XI. Mas o seu marido apaixonou-se por outra mulher e desprezou publicamente Dona Maria.

Dom Afonso IV não podia consentir em tamanha afronta e atacou Castela. A paz acabou por ser negociada à pressa porque os mouros se preparavam para invadir a Península Ibérica. Em 1340, portugueses e castelhanos defrontaram os mouros na Batalha do Salado. Os cristãos venceram. Não houve mais lutas entre Portugal e Castela. Dona Maria ficou viúva poucos anos depois porque o marido morreu de Peste Negra.
Poema de RILKE (1875-1926)-In O Citador -foto Net

O Homem que Lê

Eu lia há muito. Desde que esta tarde
com o seu ruído de chuva chegou às janelas.
Abstraí-me do vento lá fora:
o meu livro era difícil.
Olhei as suas páginas como rostos
que se ensombram pela profunda reflexão
e em redor da minha leitura parava o tempo. —
De repente sobre as páginas lançou-se uma luz
e em vez da tímida confusão de palavras
estava: tarde, tarde... em todas elas.
Não olho ainda para fora, mas rasgam-se já
as longas linhas, e as palavras rolam
dos seus fios, para onde elas querem.
Então sei: sobre os jardins
transbordantes, radiantes, abriram-se os céus;
o sol deve ter surgido de novo. —
E agora cai a noite de Verão, até onde a vista alcança:
o que está disperso ordena-se em poucos grupos,
obscuramente, pelos longos caminhos vão pessoas
e estranhamente longe, como se significasse algo mais,
ouve-se o pouco que ainda acontece.

E quando agora levantar os olhos deste livro,
nada será estranho, tudo grande.
Aí fora existe o que vivo dentro de mim
e aqui e mais além nada tem fronteiras;
apenas me entreteço mais ainda com ele
quando o meu olhar se adapta às coisas
e à grave simplicidade das multidões, —
então a terra cresce acima de si mesma.
E parece que abarca todo o céu:
a primeira estrela é como a última casa.

Rainer Maria Rilke, in "O Livro das Imagens"
Tradução de Maria João Costa






Poema:

FRAGMENTOS (II)

…e em Creta coroam-me de grinaldas coloridas!

Minhas tranças douradas
desfazem-se sob macieiras floridas
ao canto de um trovador de velhas cantigas de amor…

Resplandecem , os olivais, do passado
que sobre eles passou…apressado…

…os rebanhos pascentados
descansam pelo meio dia,
enquanto as ramas florescem
sob o avançar do dia.

…e a juventude é uma flor de Oráculo

…………………..mimosa………………………

a rebentar na primavera de teus lábios Antigos !

Maria Elisa R. Ribeiro- (Marilisa Ribeiro)
-FEV/013

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O RUI PEDRO DESAPARECEU HÁ 16 ANOS!


foto de tvi24.pt.
há cerca de uma hora


Novo apelo emotivo da mãe de Rui Pedro.

No dia em que o jovem completa 27 anos, é lançado vídeo que conta com a participação dos atores Ana Padrão e Paulo Pires

http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/rui-pedro-mae-jovem-video-desaparecido-tvi24/1532377-4071.html








Poema:


REDONDILHA MAIOR


Era assim que me apertavas
No conchego dos teus braços,
Quando, sereno, chegavas,
Para invadir meus espaços.

Todo o meu corpo pensava
Nos olhos com que me lias.
E a flor que desabrochava,
Ria dos olhos que vias.

Meu fogo era o teu fogo.
Teu desejo , o meu desejo.
Isso via-se tão logo
Na força do nosso beijo.

Sorria o sol nas alturas.
Corria o rio, no leito.
E eu ficava com tonturas,
Se me apertavas ao peito.

Aves ternas a voar
Passavam-nos tão pertinho,
Que era fácil suspeitar
Daquele vôo rentinho.

Minhas mãos nas tuas mãos
E minha boca na tua,
Que bom era acreditar
Que me darias a lua.

Cabelos soltos ao vento,
Vestidinho a ondular,
Era num gemido lento,
Que te amava, sem cessar.

Foi lindo enquanto durou
O nosso bailado louco.
Mas o tempo que passou,
No rude vento a soprar,
bem cedo me alertou,
que nada pode durar.
Prolongar o sofrimento
Leva o amor para um fim…
Senta-te, por um momento…
Concorda que é assim.


Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
JAN/014
Bom dia, meus amigos(as)!

foto net
O Pensamento de Albert Camus (1913-1960)-in O Citador



"A Busca da Felicidade ou do Sofrimento

O homem recusa o mundo tal como ele é, sem aceitar o eximir-se a esse mesmo mundo. Efectivamente os homens gostam do mundo e, na sua imensa maioria, não querem abandoná-lo. Longe de quererem esquecê-lo, sofrem, sempre, pelo contrário, por não poderem possuí-lo suficientemente, estranhos cidadãos do mundo que são, exilados na sua própria pátria. Excepto nos momentos fulgurantes da plenitude, toda a realidade é para eles imperfeita. Os seus actos escapam-lhes noutros actos; voltam a julgá-los assumindo feições inesperadas; fogem, como a água de Tântalo, para um estuário ainda desconhecido. Conhecer o estuário, dominar o curso do rio, possuir enfim a vida como destino, eis a sua verdadeira nostalgia, no ponto mais fechado da sua pátria. Mas essa visão que, ao menos no conhecimento, finalmente os reconciliaria consigo próprios, não pode surgir; se tal acontecer, será nesse momento fugitivo que é a morte; tudo nela termina. Para se ser uma vez no mundo, é preciso deixar de ser para sempre.
Neste ponto nasce essa desgraçada inveja que tantos homens sentem da vida dos outros. Apercebendo-se exteriormente dessas existências, emprestam-lhes uma coerência e uma unidade que elas não podem ter, na verdade, mas que ao observador parecem evidentes. Este não vê mais que a linha mais elevada dessas vidas, sem adquirir consciência do pormenor que as vai minando. Então fazemos arte sobre essas existências. Romanceamo-las de maneira elementar. Cada um, nesse sentido, procura fazer da sua vida uma obra de arte. Desejamos que o amor perdure e sabemos que tal não acontece; e ainda que, por milagre, ele pudesse durar uma vida inteira, seria ainda assim um amor imperfeito. Talvez que, nesta insaciável necessidade de subsistir, nós compreendêssemos melhor o sofrimento terrestre, se o soubéssemos eterno. Parece que, por vezes, as grandes almas se sentem menos apavoradas pelo sofrimento do que pelo facto de este não durar. À falta de uma felicidade incansável, um longo sofrimento ao menos constituiria um destino. Mas não; as nossas piores torturas terão um dia de acabar. Certa manhã, após tantos desesperos, uma irreprimível vontade de viver virá anunciar-nos que tudo acabou e que o sofrimento não possui mais sentido do que a felicidade."

Albert Camus, in "O Homem Revoltado"
Um poema de E. E. Cummings (1894-1962)-in O citador


O Primeiro de Todos os Meus Sonhos


o primeiro de todos os meus sonhos era sobre
um amante e o seu único amor,
caminhando devagar(pensamento no pensamento)
por alguma verde misteriosa terra

até o meu segundo sonho começar—
o céu é agreste de folhas;que dançam
e dançando arrebatam(e arrebatando rodopiam
sobre um rapaz e uma rapariga que se assustam)

mas essa mera fúria cedo se tornou
silêncio:em mais vasto sempre quem
dois pequeninos seres dormem(bonecas lado a lado)
imóveis sob a mágica

para sempre caindo neve.
E então este sonhador chorou:e então
ela rapidamente sonhou um sonho de primavera
—onde tu e eu estamos a florescer

E. E. Cummings, in "livrodepoemas"
Tradução de Cecília Rego Pinheiro — com Editora Dimensão.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Jorge Jesus revelou que ficou satisfeito com as prestações dos jogadores menos utilizados no Benfica, tendo até terminado o jogo com 9 portugueses em campo frente ao Gil Vicente.

Jesus satisfeito com o 'Benfica B' na Taça da Liga
cmtv.sapo.pt
Paulo Fonseca mostrou-se satisfeito com "uma vitória à Porto", frente ao Marítimo que deu a passagem à próxima fase da Taça da Liga.

Dragão segue em frente com "uma vitória à Porto"
cmtv.sapo.pt
No final do encontro entre Penafiel e Sporting, o presidente dos leões criticou o estado do futebol português, com muitas críticas aos acontecimentos à volta dos jogos do FC Porto, que levaram à eliminação do Sporting da Taça da Liga.

Bruno de Carvalho diz que árbitros inventaram o "intensómetro"
cmtv.sapo.pt
Bom dia e boa nova semana, meus amigos(as)!

De Henri David Thoreau (1817-1862)-in O Citador

De Henri David Thoreau (1817-1862)-in O Citador


A Nossa Vida é Estilhaçada pelo Pormenor

Vivemos mesquinhamente, quais formigas, ainda que a fábula nos relate que há muito tempo atrás fomos transformados em homens; como os pigmeus lutamos com gruas; e é erro sobre erro, remendo sobre remendo, e a nossa melhor virtude decorre de uma miséria supérflua e evitável. A nossa vida é estilhaçada pelo pormenor.
Um homem honesto dificilmente precisa de contar para além dos seus dez dedos das mãos, acrescentando, em caso extremo, os seus dez dedos dos pés, e o resto que se amontoe. Simplicidade, simplicidade, simplicidade! Digo: ocupai-vos de dois ou três afazeres, e não de cem ou mil; contai meia dúzia em vez de um milhão e tomai nota das receitas e despesas na ponta do polegar. A meio do agitado mar da vida civilizada, tantas são as nuvens, as tempestades, as areias movediças, tantos são os mil e um imprevistos a ser levados em conta, que para não se afundar, para não ir a pique antes de chegar ao porto, um homem tem de ser um grande calculista para lograr êxito.
Simplificar, simplificar, simplificar. Em vez de três refeições por dia, se preciso for, comer apenas uma; em vez de cem pratos, cinco; e reduzir proporcionalmente as outras coisas. A nossa vida é como uma Confederação Germânica, composta de insignificantes Estados e com as fronteiras sempre a flutuar, de modo que nem uma alemão sabe, em dado momento, dizer quais são. "

Henry David Thoreau, in 'Walden'

Poema de YEATS

Através de elore.com/portugues/poesia/yeats

Poema de W. B. YEATS



A Canção do Delirante Aengus

(1899)

Eu fui para uma floresta de nogueiras, Porque minha mente estava inquieta,
Eu colhi e limpei algumas nozes,
E apanhei uma cereja, curvando o seu fino ramo;
E, quando as claras mariposas estavam voando,
Parecendo pequenas estrelas, flutuando erráticas,
Eu lancei framboesas, como gotas, em um riacho
E capturei uma pequena truta prateada.

Quando eu a coloquei no chão
E fui soprar para reativar as chamas,
Alguma coisa moveu-se e eu pude ouvir,
E, alguém me chamou pelo meu nome:
Apareceu-me uma jovem, brilhando suavemente
Com flores de maçãs nos cabelos
Ela me chamou pelo meu nome e correu
E desapareceu no ar, como um brilho mais forte.

Talvez eu esteja cansado de vagar em meus caminhos
Por tantas terras cheias de cavernas e colinas,
Eu vou encontrar o lugar para onde ela se foi,
E beijar seus lábios e segurar suas mãos;
Caminharemos entre coloridas folhagens,
E ficaremos juntos até o tempo do fim do tempo, colhendo
As prateadas maçãs da lua,
As douradas maçãs do sol."

domingo, 26 de janeiro de 2014

D. Dinis, o rei trovador revisitado na Biblioteca Nacional

«D. Dinis é um dos autores representado nos Cancioneiros com maior número de composições: são da sua autoria 137 textos, nos vários géneros. Nasceu em Lisboa em 1261, tendo falecido em Santarém, em 1325. É filho de D. Afonso III de Portugal e de D. Beatriz de Castela, sendo neto, por via materna de Afonso X, de quem terá herdado o génio poético. O pai Afonso III, por outro lado, traz consigo a influência da corte borgonhesa, e o gosto pela literatura cavaleiresca, o que terá criado um ambiente favorável a que, na corte  de D. Dinis, que terá tido perceptores de origem provençal como Domingos Jardo, a cultura tivesse encontrado um momento de grande florescimento. A ele se deve a fundação dos Estudos Gerais de Lisboa, embrião da Universidade portuguesa. Também pelo casamento com Isabel de Aragão, a literatura em langue d'oc viu a sua presença reforçada na corte dionisina. Há, na linguagem de D. Dinis, um retomar de muitas fórmulas e lugares comuns da poesia medieval. Tal facto não deve surpreender, já que o conceito de originalidade é algo que não faz parte desta literatura. Não quer isto dizer que não possamos reconhecer elementos próprios e originais, nomeadamente a afirmação da sua arte poética, assim como o reflexo da sua condição real no modo como desenvolve alguns aspectos das Cantigas de Amigo.»
Nuno Júdice em D. Dinis - Cancioneiro.

(Clicar na imagem para ampliar.)

Prosseguem, um pouco por todo o país, as celebrações dos 750 anos do nascimento de D. Dinis, multiplicando-se os eventos de homenagem ao nosso sábio rei lavrador. 
Assim, no próximo dia 28 de Outubro, pelas 18:00, no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, poder-se-á assistir a duas conferências de Ângela Correia e Manuel Pedro Ferreira, subordinadas ao tema Dom Dinis, Trovador, seguindo-se a apresentação do Projecto Littera, a cargo da investigadora Graça Videira Lopes. Este evento terminará com um concerto do grupo Vozes Alfonsinas que tratará de executar algumas das cantigas medievais de Dom Dinis e seus contemporâneos. A entrada é livre.

Através de NOVA CASA PORTUGUESA: D. Diniz, rei Trovador


D. Dinis, o rei trovador revisitado na Biblioteca Nacional


«D. Dinis é um dos autores representado nos Cancioneiros com maior número de composições: são da sua autoria 137 textos, nos vários géneros. Nasceu em Lisboa em 1261, tendo falecido em Santarém, em 1325. É filho de D. Afonso III de Portugal e de D. Beatriz de Castela, sendo neto, por via materna de Afonso X, de quem terá herdado o génio poético. O pai Afonso III, por outro lado, traz consigo a influência da corte borgonhesa, e o gosto pela literatura cavaleiresca, o que terá criado um ambiente favorável a que, na corte de D. Dinis, que terá tido perceptores de origem provençal como Domingos Jardo, a cultura tivesse encontrado um momento de grande florescimento. A ele se deve a fundação dos Estudos Gerais de Lisboa, embrião da Universidade portuguesa. Também pelo casamento com Isabel de Aragão, a literatura em langue d'oc viu a sua presença reforçada na corte dionisina. Há, na linguagem de D. Dinis, um retomar de muitas fórmulas e lugares comuns da poesia medieval. Tal facto não deve surpreender, já que o conceito de originalidade é algo que não faz parte desta literatura. Não quer isto dizer que não possamos reconhecer elementos próprios e originais, nomeadamente a afirmação da sua arte poética, assim como o reflexo da sua condição real no modo como desenvolve alguns aspectos das Cantigas de Amigo.»
Nuno Júdice em D. Dinis - Cancioneiro.


(Clicar na imagem para ampliar.)



Prosseguem, um pouco por todo o país, as celebrações dos 750 anos do nascimento de D. Dinis, multiplicando-se os eventos de homenagem ao nosso sábio rei lavrador.
Assim, no próximo dia 28 de Outubro, pelas 18:00, no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, poder-se-á assistir a duas conferências de Ângela Correia e Manuel Pedro Ferreira, subordinadas ao tema Dom Dinis, Trovador, seguindo-se a apresentação do Projecto Littera, a cargo da investigadora Graça Videira Lopes. Este evento terminará com um concerto do grupo Vozes Alfonsinas que tratará de executar algumas das cantigas medievais de Dom Dinis e seus contemporâneos. A entrada é livre.

Através do BLOG lisboanoguiness: sobre o Rei D. Diniz


Dom DINIS - Rei de Portugal - O lavrador


Sexto rei de Portugal, filho de D. Afonso III e de D. Beatriz de Castela, nasceu a 9 de Outubro de 1261 e faleceu em 1325. Foi aclamado rei em Lisboa, em 1279, tendo governado durante 46 anos. Casou em 1282 com D. Isabel de Aragão (a rainha Santa Isabel); a rainha teria também um papel importante ao longo deste reinado, não só pelas suas acções de caridade mas, sobretudo, pela sua actuação ao lado do rei na política externa, e entre ele e o filho aquando das lutas entre ambos.

Foi o primeiro rei a não ter que se preocupar com a expansão territorial. Procurou lutar contra os privilégios que, de alguma forma, iam contra a sua autoridade. Em 1282 estabeleceu que todas as apelações de quaisquer juízes só poderiam fazer-se para o rei. Recorreu a inquirições em 1284, tendo havido outras ao longo do seu reinado. Procurou um acordo com a Igreja, acordo que viria a ser estabelecido por concordata em 1290. Proibiu às Ordens e aos clérigos a aquisição de bens de raiz, mas procurou também defender a Igreja dos abusos resultantes do sistema do padroado. Apoiou os cavaleiros da Ordem de Sant'Iago ao separarem-se do seu mestre castelhano, e salvou a dos Templários em Portugal, dando-lhe nova existência sob o nome de Ordem de Cristo.

Entrou em guerra com Castela em 1295, a qual só veio a terminar pelo Tratado de Alcanizes, lavrado na vila castelhana do mesmo nome em 12 de Setembro de 1297. Por este tratado previa-se uma paz de 40 anos, amizade e defesa mútuas. Foram também estabilizadas as fronteiras em zonas nevrálgicas como a Beira e o Alentejo, com excepção de pequenas áreas que rapidamente se viriam a integrar no reino.

Desenvolveu as feiras, criando as chamadas feiras francas ao conceder a várias povoações diversos privilégios e isenções. Protegeu as exportações para os portos da Flandres, Inglaterra e França; em 1308 celebrou um tratado de comércio com o rei de Inglaterra e instituiu definitivamente a marinha portuguesa.

Foi, no entanto, a agricultura que mais o interessou (daí o seu cognome, "o Lavrador"). Procurou interessar toda a população na exploração das terras, facilitando a sua distribuição. No Entre Douro e Minho dividiu as terras em casais, cada casal vindo mais tarde a dar origem a uma povoação. Em Trás-os-Montes o rei adoptou um regime colectivista; as terras eram entregues a um grupo que repartia entre si os encargos, determinados serviços e edifícios eram comunitários, tais como o forno do pão, o moinho e a guarda do rebanho. Na Estremadura a forma de povoamento dominante foi a que teve por base o imposto da jugada; outros tipos de divisão foram também utilizados, como, por exemplo, a parceria.






Ele próprio poeta, D. Dinis deu também um grande impulso à cultura. Ordenou o uso exclusivo da língua portuguesa nos documentos oficiais. Fundou em Lisboa, em 1290, um Estudo Geral (Universidade) no qual foram desde logo ensinadas as Artes, o Direito Civil, o Direito Canónico e a Medicina. Mandou traduzir importantes obras, tendo sido a sua Corte um dos maiores centros literários da Península.

El Rei D. Dinis, foi decerto um dos mais marcantes vultos do Portugal medieval. Protector da agricultura, mandou plantar o pinhal de Leiria e povoou o litoral. Criou a Universidade e abriu horizontes culturais à nação. O rei “Trovador”, famoso pelas suas românticas cantigas de amigo, foi uma espécie de inventor da elegância. Destacou-se a escrever e tornou o português na língua oficial do País. Rei poeta, cortejou as artes.




Poema da autoria de Dom Dinis



Quer´eu en maneira de proençal
fazer agora un cantar d´amor
e querrei muit´i loar mha senhor,
a que prez nen fremusura non fal,
nen bondade, e mais vos direi en:
tanto a fez Deus comprida de ben
que mais que todas las do mundo val.

Ca mha senhor quiso Deus fazer tal
quando a fez, que a fez sabedor
de todo ben e de mui gran valor
e con tod est´é mui comunal,
ali u deve; er deu-lhi bon sen
e des i non lhi fez pouco de ben,
quando non quis que lh´outra foss´igual.

Ca en mha senhor nunca Deus pôs mal,
mais pôs i prez e beldad´e loor
e falar mui ben e riir melhor
que outra molher; des i é leal
muit´, e por esto non sei oj´eu quen
possa compridamente no seu ben
falar, ca non á, tra-lo seu ben, al.




Poema de Fernando Pessoa






D. Dinis

Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.

Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.

9-2-1934



El-Rei Dom Dinis - O Lavrador - 6.º Monarca

Reinado: 1279 - 1325

1261 - Nascimento de D. Dinis.

1279 - Coroação de D. Dinis.

1282 - Casamento do rei com D. Isabel de Aragão, a Rainha Santa Isabel.

1290 - Fundação da Universidade denominada Estudo Geral, em Lisboa.

1295 - Guerra com Castela.

1297 - Tratado de Alcanizes que, além de terminar com a guerra, prevê uma paz de 40 anos, amizade e defesas mútuas com Castela.

Neste tratado são também estabilizadas as fronteiras definitivas do território português.

1308 - Instituição definitiva da marinha portuguesa, após celebração do primeiro tratado de comércio com a Inglaterra.

1315 - Solicitação ao Papa da criação da Ordem de Cristo para a qual deverão transitar os domínios e bens dos Templários.

Depois do consentimento, a Ordem passa a ter sede no Convento de Tomar.

1317 - Organização da marinha de guerra.

1325 - Morte de D. Dinis.




Alfredo Marceneiro canta: A minha Freguesia
Amanhã na SIC: Amigos e colegas recordam #Feher, 10 anos depois

Uma década depois, a SIC recorda , numa reportagem especial, o momento que os portugueses nunca mais esqueceram. Para ver no #JornaldaNoite da #SIC, este sábado.

Veja aqui o vídeo: http://bit.ly/KU8iGo


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O Pensamento de Samuel Beckett (1906-1989)-in Net

É o Fim que Confere o Significado às Palavras

" Apenas as palavras quebram o silêncio, todos os outros sons cessaram. Se eu estivesse silencioso, não ouviria nada. Mas se eu me mantivesse silencioso, os outros sons recomeçariam, aqueles a que as palavras me tornaram surdo, ou que realmente cessaram. Mas estou silencioso, por vezes acontece, não, nunca, nem um segundo. Também choro sem interrupção. É um fluxo incessante de palavras e lágrimas. Sem pausa para reflexão. Mas falo mais baixo, cada ano um pouco mais baixo. Talvez. Também mais lentamente, cada ano um pouco mais lentamente. Talvez. É-me difícil avaliar. Se assim fosse, as pausas seriam mais longas, entre as palavras, as frases, as sílabas, as lágrimas, confundo-as, palavras e lágrimas, as minhas palavras são as minhas lágrimas, os meus olhos a minha boca. E eu deveria ouvir, em cada pequena pausa, se é o silêncio que eu digo quando digo que apenas as palavras o quebram. Mas nada disso, não é assim que acontece, é sempre o mesmo murmúrio, fluindo ininterruptamente, como uma única palavra infindável e, por isso, sem significado, porque é o fim que confere o significado às palavras."

Samuel Beckett, in 'Textos para Nada'