quarta-feira, 30 de abril de 2014

BOA NOITE, AMIGOS!


UMA HOMENAGEM DA QUERIDA POETISA MALU SILVA AO MEU POEMA: "...eis-me, perante..."

UMA HOMENAGEM DA QUERIDA MALU SILVA!

TENSÃO NA UCRÂNEA

A violência continua presente nas ruas da Ucrânia com mais edifícios invadidos por militantes pró-russos. No dia em que a tensão no pais voltou a ser discutida no Conselho das Nações Unidas.

Violência continua nas ruas da Ucrânia
cmtv.sapo.pt

Através de portugaluncut.blogspot.pt


"Foi bonita a festa, pá!" Por São José Almeida

Reproduzimos, com autorização da autora e o nosso agradecimento, a crónica de São José Almeida no Público de 23/04/2011:


A 25 de Abril de 1974 tinha 14 anos. Pertenço à geração que se fez adulta com a democratização do país. Aprendi a importância da política e a grandeza da democracia ao vivo, vendo as tentativas reais de construção de uma sociedade mais livre, mais igualitária e mais solidária em Portugal. Tenho o privilégio de pertencer a uma geração que viveu em primeira mão o processo de democratização política, mas também económica e social, apostando no bem-estar de todos e na, cada vez mais justa, redistribuição da riqueza. Tenho o privilégio também de pertencer a uma geração que viveu na primeira pessoa a construção de uma sociedade mais livre e igualitária também nos direitos individuais, nas conquistas do feminismo e da construção de uma identidade gay.

Era demasiado nova para ter participado directamente em muita dessa construção. Pertenço à geração que chegou depois, que ficou adulta quando o espaço estava já preenchido, e que, por isso, é também a geração da descrença. A geração de que não se fala. Que aparentemente não fez nada. A geração que ainda formou a sua personalidade no fascismo e está ainda presa ao medo e à reverência, incapaz de, por exemplo, dinamizar o seu 12 de Março. A geração do assim-assim, do in-between, do pela metade, do meio, do a caminho de. A geração que se foi habituando a olhar o poder e os poderes com desconfiança, pois o fosso entre o país prometido e o país construído era cada vez mais evidente.

Mas, apesar de todas a frustrações, de todos os sonhos desfeitos como castelos na areia, de todos os entusiasmos que acabaram por morrer na praia, para a minha geração, que ainda viu escolas aonde chegavam crianças debaixo de chuva com chinelos de enfiar no dedo (que agora a moda transformou em havaianas), que viu carroças à noite a recolher restos de comida para alimentar os porcos e as galinhas, que conheceu os pobres andrajosos e sujos de Lisboa, por pouco que soubesse o que ia sendo feito, essa construção valia a pena e foi sempre uma festa. Ainda me lembro do primeiro ano de faculdade, em que, no dia 24 de Abril perto das onze da noite, quando terminou a aula, o saudosíssimo Piteira Santos perguntou: "Então! Quem vem para o Rossio festejar?" Porque a festa fazia-se então na rua. E celebrar a democracia era uma festa.

Existe, hoje, de facto, um país profunda e radicalmente diferente. Um Portugal mais livre, um Portugal mais igualitário, um Portugal mais solidário, um Portugal mais democrático. É verdade que somos uma sociedade pobre, onde cerca de quarenta por cento da população vive abaixo do limiar de pobreza e que essa percentagem só é reduzida a menos de vinte por cento pela intervenção do Estado-Providência. Modelo social que parcialmente foi introduzido por Marcello Caetano, mas que o 25 de Abril acelerou, completou e universalizou e que a adesão europeia assegurou. Esse maravilhoso mundo novo que ia ser a Comunidade Económica Europeia, depois alargada ao sonho da União Europeia a caminho do federalismo solidário - no qual acredito realmente.

É verdade que há distorções à liberdade, promiscuidade, corrupção, medo, mas há uma sociedade onde as novas gerações, que nasceram com o 25 de Abril ou depois, e que aprenderam a respirar liberdade, já fazem um 12 de Março.

Também verdade é que nos últimos dez anos, com a pressão neoliberal, imposta por essa mesma Europa - com o seu modelo de sociedade que desloca a sua razão de ser do bem-estar das pessoas para a garantia do lucro dos chamados "mercados", que é como quem diz das empresas financeiras privadas, logo de um conjunto de accionistas que atingem lucros fabulosos à custa do empobrecimento de todos -, a liberdade, a igualdade e a solidariedade têm sido postas em causa em Portugal. Mas há um núcleo essencial de direitos, a que a minha geração se habituou a chamar "Conquistas de Abril", que permanece quase intacto, pelo menos na Constituição. E que asseguram a organização do trabalho como um direito, assim como outros direitos sociais, no que toca à redistribuição da riqueza, que estão consubstanciados no Modelo Social Europeu. Para além dessa conquista fabulosa que é o Salário Mínimo - ainda me lembro que, em 1975, quando foi criado, se ouviam bocas sobre que não seria nunca cumprido, até porque ia dar azo a que os operários passassem a comer marisco...

Agora, quando o 25 de Abril faz 37 anos, o FMI está pela terceira vez em Portugal, orientado pela União Europeia e acompanhado pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu, para aplicar as suas receitas. E fazem-no, desta vez, sem disfarçar que se vive num regime pós-democrático, em que o poder político eleito já não representa o soberano, o povo, mas sim interesses privados dos chamados "mercados". Uma receita que nada tem a ver com poder democrático, nem mesmo a nível federal, mas que serve os interesses dos bancos credores do financiamento das sociedades europeias, que, nas últimas décadas, foram conduzidas a viver a crédito fácil imposto pelo marketing consumista oferecido pelos próprios bancos, que mantém hoje as pessoas e os Estados reféns.

E, cada vez mais, surge mais longe a realização do sonho do país livre, igual e solidário do 25 de Abril. Até porque muito do que é apontado como "cura" para a chamada "crise" da economia portuguesa entra em contradição e põe em causa a tal sociedade mais livre, mais igual e mais solidária contida nas "Conquistas de Abril". E a pergunta impõe-se: o que restará dessas "Conquistas de Abril", daqui a cinco anos, quando a "cura" trazida pela União Europeia já fizer efeito em Portugal?

Será que depois da "cura" se voltará a cantar, como fez Chico Buarque de Hollanda, logo em 1975, no seu Tanto Mar: "Foi bonita a festa, pá!"? Será que então o país mais livre, mais igual e mais solidário do 25 de Abril será apenas um país mais uma vez adiado ou terá sido simplesmente erradicado?

Jornalista

Postado por Helena Romão às 16:24

QUEM , AINDA, ACREDITA NESTE homem, QUE DIZ UMA COISA E FAZ O CONTRÁRIO DO QUE DIZ? homem SEM CRÉDITO!

Novos critérios de despedimento por extinção de posto de trabalho não levantaram dúvidas constitucionais a Belém.

Cavaco não enviou critérios para despedir para o Constitucional | Económico
economico.sapo.pt
Os novos critérios para despedir por extinção de posto de trabalho não levantaram dúvidas de constitucionalidade ao Presidente. Cavaco terá agora de decidir se veta ou promulga o diploma.
Bom dia! Já leu o JN de hoje? Espreite a primeira página.
Veja aqui a primeira página do Correio da Manhã de hoje.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/capa/cm-de-hoje-30042014

CAPA DO JORNAL "PÚBLICO", DE HOJE

Swaps permitiram redução histórica de prejuízos na Carrishttp://publico.pt/n1634015

As eleições que podem segurar ou fazer explodir de vez o Iraque
http://publico.pt/n1634010

Ronaldo faz história e Real Madrid está na final da Liga dos Campeões http://publico.pt/n1634072

DE PORTUGAL...AS TRADIÇÕES GENUÍNAS!

A Batalha das Flores volta a Barcelos e conta com a participação de mais de mil pessoas, 23 associações e 750 sacos de pétalas.

Festa de cor e batalha de pétalas invadem Barcelos
www.publico.pt
Barcelos está em festa e na quinta-feira, 1 de Maio, as principais ruas da cidade vão ser preenchidas com muita cor, numa batalha onde a única arma são as plantas.

O senhor platini sempre pronto para "derrubar" PORTUGAL! TIPO MEDÍOCRE!

A UEFA.com decidiu arquivar os procedimentos disciplinares em ambos os casos.

UEFA arquiva processo e Enzo Pérez pode jogar contra Juventus
www.publico.pt
O médio argentino Enzo Pérez está autorizado a defrontar a Juventus na quinta-feira, depois de o Comité de Disciplina da UEFA ter arquivado o inquérito aberto ao jogador.

Poema de VERLAINE(1844-1896)

De Verlaine (1844-1896), in pesquisa Net

Aqui na grama pálida e fria do exílio, perdeu
Entre pinheiros e teixos-árvores prateadas pela geada,
Ou errantes, como as formam que o comando ainda
Nossos sonhos, através da terra vil cita,
Enquanto todos ao redor, pastores de rebanhos fabuloso,
Pálida de olhos azuis barbários percorrem as rochas,
O poeta do Arte do Amor, do concurso de Ovídio
Varre o horizonte, seu olhar profundo e ardente,
E, infelizmente, contempla o imenso mar,

Cabelo crescido fina e cinza que a tempestade
Vento-norte emaranhado de testa enrugada,
Roupas rasgadas tornando a carne refrigerada em vez disso,
Sob as sobrancelhas esparsa, olhos cansados já não brilhantes,
A barba densa, emaranhada, infelizmente, e quase branca!
Todos aqueles que falam de sinais expiatórios,
Luto, uma história sinistra e lamentável
O excesso de amor, desejo amargo, e mais:
A fúria, também, censura e de seu imperador.
Ovídio cansado de sonhos de Roma, E em vão
Ainda, de Roma adornada por sua glória ilusória.

Agora, Jesus, você mergulha-me, justamente, na escuridão:
Porém, não Ovídio, aqui, pelo menos, é o meu deserto.

Autor: Paul Verlaine (1844 – 1896)
Editado por: nicoladavid

De José Franco, in Net, sobre o filósofo português Eduardo Lourenço(1923- )








Sobre Eduardo Lourenço, in pesquisa net

“Eduardo Lourenço é um mestre do ensaio livre e criativo que procura abarcar e desvelar a compreensão da realidade em perspectivas inesperadas.
Mestre de uma crítica livre pensadora, mas pós-livre-pensamento, difícil de enquadrar em escolas e correntes, Eduardo Lourenço tem procurado desminar o nosso imaginário repleto de imagens desfocadas de nós mesmos, de mitos e utopias delirantes que nos têm impedido de trilhar caminhos sólidos de realização colectiva.
Os seus textos são interpretação e, ao mesmo tempo, são fonte de interpretação. A sua lucidez analítica perante a complexidade da história e suas derivas presentes obriga-nos a uma ascese das nossas insuficiências hermenêuticas e a alargar a compreensão de Portugal, da Europa e do mundo.
Tenho uma dívida de inspiração a Eduardo Lourenço e aos seus escritos, lidos por mim com entusiasmo sistemático. Os seus textos e os momentos de convívio com este pensador têm sido desbravadores de caminhos e de temas de abordagem da História da Cultura, esse mar onde navego em termos de investigação.
Sem Eduardo Lourenço os meus livros seriam mais pobres. Ele tem-me ensinado, com os suas análises argutas e as suas provocações eivadas de ironia, a olhar o nosso passado e o nosso presente de forma menos simplista e mais complexizante.”

José Eduardo Franco

Vergílio Ferreira: um escritor influenciado pela corrente existencialista de SARTRE


terça-feira, 29 de abril de 2014

BOA NOITE, AMIGOS!


DO BRASIL...ÀS PORTAS DO MUNDIAL DE FUTEBOL...

Cinco autocarros foram incendiados numa #favela do Rio de Janeiro, depois de um jovem ter sido mortalmente atingido numa troca de tiros



Autocarros incendiados numa favela do Rio de Janeiro
sicnoticias.sapo.pt
Cinco autocarros foram incendiados numa favela do Rio de Janeiro, depois de um jovem ter sido mortalmente atingido numa troca de tiros. O incidente aconteceu no mesmo dia em que outras viaturas também foram incendiadas numa outra favela, depois da morte de uma mulher..

CONTRA O RACISMO!!!!!!!

Partilhe este post. Junte-se à campanha contra o racismo no futebol. http://maisfutebol.iol.pt/internacional-espanha-barcelona-dani-alves-banana-neymar-dilma-rousseff-racismo/535e88800cf2c53d4a826860.html

POEMA:





OBRa REGª








Poema:

***

_______________________________e eis-me perante o olhar
que se espelha nas tuas mãos
______________________________ao afagar o meu rosto.

Não existe mundo fora deste momento-de-nós.
Tudo se cala e, silencioso, o tempo vai deixando para trás
uma ternura dentro de outra…e outra…e outra…
Nas palavras, há como que uma areia incómoda,
um cais onde inclinamos a face
de onde emerge a dor, como vento que não pára.

______ Por isso, nos olhamos, calados, imersos em nós. _______

____________________________Perante o olhar das tuas mãos,
quero beijar-te distante dos campos enrugados,
por detrás da árvore de sombra
cujos cabelos se espelham ,na represa
que fala a linguagem das nuvens.
Teu nome está desenhado nos espelhos da mente…
…comigo encostada ao braço, que me colocas sobre os ombros.

_____________________________e eu não sei se ao beijar-te
_________________________estou a edificar ou a demolir minha vida…

Debruçada na janela da escuridão da noite,
pergunto-me o que haverá entre o silêncio crepuscular
e a minha alma, aqui, neste lugar,
onde continuo a querer beijar-te.

Passam os Outonos…
Ao longe, num roseiral de espuma há
sempre dois barquitos que se cruzam…
um a partir, outro a chegar,
frente ao farol que ilumina as brumas.

____________________Só a luz me faz falta para poder olhar-te
____________________a querer-assim tanto-beijar-te.

A vida lateja, distante, num outro lugar,
cujo nome não está escrito no espelho
___________________onde continuo a ver-te e a beijar-te…

Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
Abril-014 — com Fatima Prota e 48 outras pessoas.

DA COREIA DO NORTE...

Nos últimos anos, incidentes nesta área provocaram dezenas de mortos do Sul e do Norte.

Coreia do Norte dispara fogo real perto da fronteira disputada com o Sul
www.publico.pt
A Coreia do Norte iniciou esta terça-feira exercícios militares com fogo real em duas zonas próximas da fronteira marítima disputada com a Coreia do Sul.

CAPA DO "Correio da Manhã", de hoje...NÃO É DE ACREDITAR NESTE DESGOVERNO DE PORTUGAL, QUE HOJE FALA EM FUNÇÃO DAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES...

Veja aqui a primeira página do Correio da Manhã de hoje.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/capa/cm-de-hoje-29042014

CAPA DO "Jornal de Notícias", de hoje...

Bom dia. Já leu o JN de hoje? Espreite a primeira página.

BOM DIA, AMIGOS!

Bom dia, amigos!
POEMA de Cesário Verde (1855-1886), in pesquisagoogle

Eu e Ela

Cobertos de folhagem, na verdura,
O teu braço ao redor do meu pescoço,
O teu fato sem ter um só destroço,
O meu braço apertando-te a cintura;

Num mimoso jardim, ó pomba mansa,
Sobre um banco de mármore assentados.
Na sombra dos arbustos, que abraçados,
Beijarão meigamente a tua trança.

Nós havemos de estar ambos unidos,
Sem gozos sensuais, sem más idéias,
Esquecendo para sempre as nossas ceias,
E a loucura dos vinhos atrevidos.

Nós teremos então sobre os joelhos
Um livro que nos diga muitas cousas
Dos mistérios que estão para além das lousas,
Onde havemos de entrar antes de velhos.

Outras vezes buscando distração,
Leremos bons romances galhofeiros,
Gozaremos assim dias inteiro,
Formando unicamente um coração.

Beatos ou apagãos, via à paxá,
Nós leremos, aceita este meu voto,
O Flos-Sanctorum místico e devoto
E o laxo Cavaleiro de Faublas...

Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde' — com Gilberto Nogueira de Oliveira.
De Emile Zola (1840-1902), in O citador

"No decorrer dos séculos, a História dos povos não passa de uma lição de mútua tolerância, e assim, o sonho último será envolvê-los todos numa ternura comum para os salvar o mais possível da dor comum. No nosso tempo detestar-se e ferir-se porque não se tem o crânio construído exactamente da mesma maneira, começa a tornar-se a mais monstruosa das loucuras."






***



_______________________________e eis-me perante o olhar

que se espelha nas tuas mãos

______________________________ao afagar o meu rosto.



Não existe mundo fora deste momento-de-nós.

Tudo se cala e, silencioso, o tempo vai deixando para trás

uma ternura dentro de outra…e outra…e outra…

Nas palavras, há como que uma areia incómoda,

um cais onde inclinamos a face

de onde emerge a dor, como vento que não pára.



______ Por isso, nos olhamos, calados, imersos em nós. _______



____________________________Perante o olhar das tuas mãos,

quero beijar-te distante dos campos enrugados,

por detrás da árvore de sombra

cujos cabelos se espelham ,na represa

que fala a linguagem das nuvens.

Teu nome está desenhado nos espelhos da mente…

…comigo encostada ao braço, que me colocas sobre os ombros.



_____________________________e eu não sei se ao beijar-te

_________________________estou a edificar ou a demolir minha vida…



Debruçada na janela da escuridão da noite,

pergunto-me o que haverá entre o silêncio crepuscular

e a minha alma, aqui, neste lugar,

onde continuo a querer beijar-te.



Passam os Outonos…

Ao longe, num roseiral de espuma há

sempre dois barquitos que se cruzam…

um a partir, outro a chegar,

frente ao farol que ilumina as brumas.



____________________Só a luz me faz falta para poder olhar-te

____________________a querer-assim tanto-beijar-te.



A vida lateja, distante, num outro lugar,

cujo nome não está escrito no espelho

___________________onde continuo a ver-te e a beijar-te…









Maria Elisa Rodrigues Ribeiro

Abril-014- (OBRª REGª)



segunda-feira, 28 de abril de 2014

BENFICA!!!!!!!!!!!!

O Benfica está na final da Taça da Liga. Os encarnados venceram, no domingo, o FCPorto. O jogo só foi resolvido nas grandes penalidades.

Benfica na Taça da Liga

CAPA DO JORNAL "CORREIO DA MANHÃ" DE HOJE, 28 de ABRIL

Veja a capa do Correio da Manhã de hoje (28/04/2014)http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/capa/cm-de-hoje-28042014

CAPA DO "JORNAL DE NOTÍCIAS" DE HOJE, 28 de ABRIL

Bom dia. Já leu o JN de hoje? Espreite a primeira página.

CAPA DO JORNAL "PÚBLICO", DE HOJE, 28 de ABRIL

Austeridade de 30 mil milhões não chegou para cumprir meta do défice http://publico.pt/n1633776

Governo afasta descida das indemnizações por despedimento ilegal
http://publico.pt/n1633814

Relatório mantido secreto durante três anos levou a Câmara de Lisboa a tomar medidas http://publico.pt/n1633543

A PRAIA MAIS LINDA DO MUNDO, SEGUNDO OBSERVADORES FORA DE PORTUGAL.


Ponta Da Piedade, la spiaggia più bella del mondo si trova in Portogallo (FOTO)


L'Huffington Post | Pubblicato: 17/04/2014 11:29 CEST | Aggiornato: 17/04/2014 11:29 CEST



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Che sia o meno la spiaggia più bella del mondo, di certo quello di Ponta Da Piedade, è uno dei paesaggi che almeno una volta nella vita andrebbe ammirato. Le scogliere altissime, circa 18 metri, a strapiombo su un mare cristallino e una gran quantità di grotte e insenature fanno di questo angolo di paradiso il rifugio di tutti gli appassionati del mare vissuto dalla barca.

I nostri colleghi dell'HuffPost statunitense, l'hanno eletta la spiaggia più bella del mondo. Ve ne offriamo un assaggio e un campione di altrettanto bellissimi litorali per avallare o confutare la tesi. Che ne pensate?




Tripadvisor.es




Relatório mantido secreto durante três anos levou a Câmara de Lisboa a tomar medidas


JOSÉ ANTÓNIO CEREJO

28/04/2014 - 07:11


Longe de serem uma bomba, os documentos que a autarquia recusou ao PÚBLICO desde 2011 confirmam apenas que a contratação de obras se fazia em águas turvas. Mas mostram que alguma coisa foi feita. Só não explicam as razões do segredo.Costa sustentou em tribunal, sem sucesso, que a revelação do relatório punha em causa autonomia do poder político DANIEL ROCHA




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TÓPICOS

Justiça
Lisboa
António Costa
Câmara de Lisboa
Tribunais
Comunicação social
Transparência

MAIS
Coincidências
Objectivo era reduzir os ajustes directos
Os problemas detectados em 2010 têm vindo a ser resolvidos, diz a autarquia
A Câmara de Lisboa e a transparência


Foram precisos mais de três anos e quatro decisões judiciais, duas das quais do Tribunal Constitucional, para que o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, revelasse um relatório extremamente crítico das práticas municipais em matéria de contratação de obras.

Os documentos e as explicações agora fornecidos ao PÚBLICO mostram, porém, que a câmara até levou a sério as críticas então feitas.

Não é propriamente uma novidade o conteúdo do relatório elaborado em Novembro de 2010 por Francisco Brandão, um adjunto de Fernando Nunes da Silva, o então vereador que deu a cara pelo documento. Muito do que lá se diz já se depreendia da recomendação que, com base nele, a Comissão para Promoção das Boas Práticas do município dirigiu a António Costa, cinco meses depois, e que o PÚBLICO divulgou. Foi essa recomendação, aliás, que levou este jornal a requerer ao presidente da Câmara, em Outubro de 2011, os documentos disponibilizados no mês passado.

No essencial, o relatório faz um ataque cerrado ao funcionamento da Direcção Municipal de Projectos e Obras (DMPO), que centraliza as empreitadas, sugerindo a existência de vícios no seu seio e o favorecimento de fornecedores — bem como a excessiva autonomia daquela estrutura técnica, relativamente aos decisores políticos eleitos.

O poder dos empreiteiros
Resumindo-se a meia dúzia de páginas e alguns anexos, o documento sustenta que a direcção política do sector de obras se limitava à definição de “grandes objectivos pontuais (...) permitindo que a intervenção seja ‘conduzida’ pelos empreiteiros”.

Em concreto, o documento diz que a DMPO privilegiava o recurso aos ajustes directos e à figura do “estado de necessidade” — que permite fazer todo o tipo de obras por ajuste directo com base na urgência e nos riscos para a segurança de pessoas e bens. Dois terços das adjudicações correspondiam por isso a ajustes directos, grande parte deles com consulta a um único fornecedor, e só um terço a concursos públicos.

Além disso, os contratos concentravam-se num “reduzido universo de empreiteiros”, traduzindo-se esta situação numa “forma de actuação adulterada”.

A prática descrita vinha de longe e permitia “todas as possibilidades de desvirtuação”. O “modelo de gestão” em vigor privilegiava “fornecedores instalados” e fazia com que, em média, o custo das obras feitas por ajuste directo ultrapassasse em 35% o custo que teriam se houvesse concurso público.

Por outro lado, as “insuficiências dos projectos” e os frequentes “complementos” de obra solicitados pelos serviços ou pelos vereadores acarretavam trabalhos adicionais e o arrastamente das empreitadas por vários anos, com as consequentes revisões de preços e juros de mora, que chegavam a atingir 30% do custo inicial.

O poder dos políticos
Face à avaliação feita pelo gabinete de Nunes da Silva, o director municipal de Projectos e Obras, José Silva Ferreira, e os directores dos departamentos de Construção e Conservação de Habitação e de Construção e Conservação de Equipamentos, Manuel Ferreira e Mónica Ribeiro, reagiram com indignação.

Em documentos separados, além de responsabilizarem os vereadores e o presidente da câmara por muitos dos problemas identificados, atribuíram outros às leis em vigor, sutentando que tudo era feito no estrito cumprimento do Código dos Contratos Públicos.

Quanto ao alegado recurso excessivo ao “estado de necessidade”, por exemplo, José Ferreira escreveu que das 53 obras feitas ao abrigo daquela figura, entre 2005 e 2010, 46 foram ordenadas por diferentes vereadores, com destaque para Nunes da Silva (13), Manuel Brito (10) e Manuel Salgado (9). Também no que respeita aos restantes ajustes directos, o então director afirmou que “um número significativo” tinha a ver com “urgências manifestadas pelos serviços” e com a “formalização de situações que as diversas tutelas determinam”, impondo “prazos de execução irrealistas”.

Ainda sobre a realização de ajustes directos em vez de concursos públicos, José Ferreira argumentava com o “factor tempo”, referindo que este era imposto aos serviços como “determinante na resolução das mais variadas questões”. E o exemplo apontado era o das obras feitas nos Paços do Concelho por ocasião das comemorações do centenário da República, em Outubro de 2010.

Manuel Ferreira, por seu lado, empurrava também para os decisores políticos muitas das anomalias identificadas no relatório. “Quando o presidente quer transferir o seu gabinete para o Intendente em dois ou três meses é claro que é uma opção política. Quando assim acontece com certeza que se privilegiam os fonecedores (empreiteiros) ‘instalados’. São os únicos que avançam sem terem um processo concursal preparado. O que está mal é os serviços serem confrontados com este tipo de exigências que antes de mais violam a lei”, salientava o director de departamento. E ia mais longe: “Os vereadores que se contenham. Que programem, Que amadureçam os processos. Que acabem com as ‘urgências’ como método.”

PARA ONDE VAI O DINHEIRO QUE O DESGOVERNO ESTÁ A ROUBAR AOS POBRES, PENSIONISTAS, IDOSOS, REFORMADOS, DOENTES E APOSENTADOS DE PORTUGAL????????????????


Austeridade de 30 mil milhões não chegou para cumprir meta do défice


SÉRGIO ANÍBAL

28/04/2014 - 07:27


Efeito no consumo e no emprego das medidas de austeridade acabaram por ter efeito perverso no orçamento. Para o futuro, a esperança de Governo e da troika é que, agora, com a economia a recuperar, tudo pode ficar mais fácil.





A troika chegou na semana para a última avaliação do programa de resgate









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TÓPICOS

Governo
Tribunal Constitucional
FMI
Troika
Finanças públicas
Austeridade
Três Anos de Troika

MAIS
Salários, pensões e IRS: os suspeitos do costume
Crise do euro: diagnóstico errado, receita desastrosa
União bancária, o verdadeiro progresso... para futuras crises


Depois de anunciar quase 30.000 milhões de euros de austeridade, mais 12.000 milhões do que o inicialmente previsto, Portugal conseguiu baixar o seu défice público, mas ficou distante das metas definidas no início do programa da troika. E a dívida pública cresceu muito mais que o previsto.

Os números das contas públicas em Portugal nos últimos três anos contam a história de uma tentativa de baixar os valores do défice a todo o custo. Mas em que os efeitos dessa mesma política na evolução da economia acabaram por inviabilizar o cumprimento dos objectivos iniciais. Sucessivos pacotes de austeridade, apresentados para compensar os resultados pouco eficazes de medidas anteriores, acabaram por resultar numa redução do défice público de 9,1% do PIB em 2010 para 4,9% em 2013. A redução é mais pequena, de 8,7% para 5,3% se não se consideraram as medidas extraordinárias e não repetíveis. Em qualquer dos casos, o objectivo inicial de chegar a 2013 já com um défice de 3% e a 2014 com 2,3% ficou longe de ser atingido.


Na dívida pública, o objectivo era não deixar que se ultrapassasse um pico de 115,3% do PIB em 2013, mas a verdade é que se chegou no final do ano passado aos 128,8%.

Ao início, contudo, os planos orçamentais eram apresentados como sendo bastante lógicos e simples, baseando-se na suposta experiência dos membros da troika – especialmente o FMI - de esforços de consolidação executados noutros países. “As nossas metas orçamentais são ambiciosas, mas realistas”, afirmava o relatório inicial do programa de assistência financeira para Portugal publicado pelo Fundo Monetário Internacional a 17 de Maio de 2011.

É a economia
No acordo inicial assinado entre as autoridades portuguesas e a troika, o plano de consolidação orçamental delineado era – sabendo-se o que se sabe hoje – quase um passeio. Estavam previstas medidas de austeridade num valor total equivalente a 10,6% do PIB entre 2011 e 2013. Seria qualquer coisa como 17.500 milhões de euros, sendo que mais de metade seriam aplicadas logo em 2011, na sua maioria medidas que já tinham sido colocadas em prática no início do ano pelo Governo Sócrates. Para 2013, já seriam apenas necessárias medidas equivalentes a 1,9% do PIB. E para 2014, nada estava previsto.

Isto seria suficiente, de acordo com as contas datroika e do Governo da altura, para colocar o défice em 3% no final de 2013 e para limitar a dívida pública a um máximo próximo dos 115% do PIB. “Este percurso do défice reflecte um balanço apropriado entre a necessidade de tomar acções decisivas e antecipadas para restaurar a confiança dos mercados e a tentativa de assegurar que o ritmo de ajustamento não constitui um fardo excessivo no crescimento e no emprego”, escrevia o FMI no seu relatório inicial.

Mas foi precisamente este balanço – entre os cortes orçamentais e o impacto na economia - que acabou por falhar. E isso foi evidente desde muito cedo no programa.

Logo na primeira avaliação realizada pela troikaem Setembro de 2011, com a actividade em queda livre e o desemprego a subir a um ritmo recorde, chegou-se à conclusão de que o cumprimento das metas orçamentais estava a falhar e era necessário tomar medidas adicionais. Nessa altura, foi a criação de uma taxa adicional de IRS e o aumento do IVA.

Foi a primeira de várias ocasiões em que, em resposta a resultados económicos e orçamentais mais fracos do que o pretendido, o Governo e atroika optaram por apresentar medidas de austeridade adicionais. Olhando para as propostas de orçamento do Estado que foram apresentadas entre a chegada dos credores e a actualidade, as medidas de consolidação orçamental anunciadas atingiram os 17,9% do PIB, cerca de 29.500 milhões de euros. São mais 12.000 milhões de euros (ou mais 69%) do que aquilo que era inicialmente previsto nos planos da troika.


HOJE É "DIA MUNDIAL DO SORRISO"!





De FERNANDO PESSOA

Poema de Fernando Pessoa , através de "portugueses.fcr.blogspot.pt"

"Nevoeiro", Fernando Pessoa
O primeiro-ministro (em minúsculas) demitiu-se; a dívida pública e privada é gigantesca; os juros exigidos pelos empréstimos que contraímos são descomunais; a crise está aí em todo o seu esplendor.

Sobre a CRISE, ou crises, escreveu Pessoa na Mensagem o poema «Nevoeiro», precisamente o que encerra a obra:

NEVOEIRO

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo - fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer,
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a hora!"

O poema aponta claramente para um clima de degradação da pátria, de melancolia e tristeza, enfatizado pelo recurso a palavras e expressões que revelam negatividade ("Nem rei nem lei"; "Brilho sem luz", etc.), em suma, um ambiente de crise a vários níveis: político ("Nem rei nem lei, nem paz nem guerra"); moral ("Ninguém sabe que coisa quer, / (...) nem o que é mal, nem o que é bem"); de identidade ("ninguém conhece que alma tem"). A situação de Portugal era, portanto, de incerteza e indefinição. Ontem, tal como hoje: "Ó Portugal, hoje és nevoeiro...".

Assim sendo, as circunstâncias exigem um golpe de asa, um esforço conjunto de resgate da situação disfórica que se vive. Parafraseando Pessoa, «É a hora!».
Gustave Flaubert (1821-1880), in pesquisa Google

domingo, 27 de abril de 2014

BOA NOITE, MEUS AMIGOS!


POEMA:











TERCETOS INDISCIPLINADOS…

Abre-se o peito, à força do Vento, em dias de tempestade.
Vento é música do ar e a voz do silêncio pensa o vazio
no âmago, a arder de ansiedade.

Na voz do Vento oiço odores de flores da Primavera,
rubras, brancas, amarelas…sentadas num bloco de Terra
a cantar, ao desafio, numa paleta de azuis…

As nuvens perdem raízes e choram lágrimas-pérolas,
quando o Vento rasga seu ventre-casulo- de –água
que elas vertem para a Terra…

Promontório arrogante, pedra dura, disforme falésia,
não se rende à força do mar que o contorna,
qual nau procurando a paz, que não encontra na guerra…

E eu sinto o coração dos dias, no marfim
dos meus-poemas-ribeiros-de-mil-perfumes-
-capas- cristalinas, que se tecem num jardim…

Da crista dos pinheiros, ao ar erguidos, escorrem névoas
perdidas, depuradas pelos raios de sol que alegram
vidas, flores coloridas e neves endurecidas…

Cantam cigarras, no pino do Verão, a mais linda canção
da Terra, escondidas nos plátanos, nos pinheiros e nos
arbustos em flor…Eu sento-me nesse cantar, depurando o coração!

Cheiro pedras seculares de muros de Lamentação!
E as oliveiras crescem, junto ao Templo de Salomão…
Verte-se azeite no copo, que ilumina a devoção do mundo…

Pincelo as Palavras…torno-as apetecidas!
Surgem ideias, caladas, vindas da mente, viajando meu corpo
feito Poema, num orgasmo linguístico…o da PALAVRA-TEMA!

Marilisa Ribeiro
R-C12M-62 (vds) -SET/011

POEMA:























TERCETOS INDISCIPLINADOS…

Abre-se o peito, à força do Vento, em dias de tempestade.
Vento é música do ar e a voz do silêncio pensa o vazio
no âmago, a arder de ansiedade.

Na voz do Vento oiço odores de flores da Primavera,
rubras, brancas, amarelas…sentadas num bloco de Terra
a cantar, ao desafio, numa paleta de azuis…

As nuvens perdem raízes e choram lágrimas-pérolas,
quando o Vento rasga seu ventre-casulo- de –água
que elas vertem para a Terra…

Promontório arrogante, pedra dura, disforme falésia,
não se rende à força do mar que o contorna,
qual nau procurando a paz, que não encontra na guerra…

E eu sinto o coração dos dias, no marfim
dos meus-poemas-ribeiros-de-mil-perfumes-
-capas- cristalinas, que se tecem num jardim…

Da crista dos pinheiros, ao ar erguidos, escorrem névoas
perdidas, depuradas pelos raios de sol que alegram
vidas, flores coloridas e neves endurecidas…

Cantam cigarras, no pino do Verão, a mais linda canção
da Terra, escondidas nos plátanos, nos pinheiros e nos
arbustos em flor…Eu sento-me nesse cantar, depurando o coração!

Cheiro pedras seculares de muros de Lamentação!
E as oliveiras crescem, junto ao Templo de Salomão…
Verte-se azeite no copo, que ilumina a devoção do mundo…

Pincelo as Palavras…torno-as apetecidas!
Surgem ideias, caladas, vindas da mente, viajando meu corpo
feito Poema, num orgasmo linguístico…o da PALAVRA-TEMA!

Marilisa Ribeiro
R-C12M-62 (vds) -SET/011