segunda-feira, 31 de julho de 2023

domingo, 30 de julho de 2023

Boa noite e uma feliz nova semana, amigos (as) !


 

JMJ. Papa pede orações para a viagem a Lisboa

Papa beijou bebê na cabeça. 6 semanas depois, os pais descobriram algo m...

Adele - Set Fire to the Rain (Legendado/ Tradução)

Ainda mais flores...


 

Mais Flores...


 

Mais flores...


 

FLORES PARA OS MEUS AMIGOS!


 

Foreigner-I Want To Know What Love Is

Poema: FILIGRANA

 FILIGRANA

Pleno e místico é o espaço da Infância
que se vai afastando do SER-permanecendo-lhe
na Vida...
onde cada um de nós é,
simultaneamente, actor e espectador
de uma peça indefinida.
A infância lembra um elástico que nos prende,
que se vai afastando do corpo e dos anos
para depois nos enganar e projectar,
brutalmente,
contra a realidade do muro
que não saltaremos
se não pudermos perseguir um rumo pré-definido.
A Vida é como uma tecida filigrana, porque é Ouro!
Um fio para aqui, outro fino fio para ali,
uma sobreposição de fios finíssimos
e, assim vamos tecendo o nosso novelo
neste fractal viver dia-a-dia.
©Maria Elisa Ribeiro
Direitos reservados
MRÇ/2021
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Bom Domingo, meus amigos!


 

sábado, 29 de julho de 2023

Poema:

 FABULOUS NATURE

E de súbito sei que os olhos
São as palavras mais ternas
Que te posso dizer…
Sente-os na tua face, no afago das tuas mãos,
no calor com que te fixo e te aqueço o coração.
Vive-os no brilho que o sol liberta
quando amanhece no fulgor do mundo a brilhar.
Olha o cimo das árvores onde risonhas folhas
Ciciam de felicidade
Ao aquecerem os pés dos passaritos
Que nelas se atrevem a pousar!
Vê as cores vivas das belas flores cujos botões fechados
Se abrem à luz de tanta vida a resplandecer!
E, de súbito, num inesperado repente,
cruzámos os nossos olhares…
…e deixou de haver mundo…
…deixaram de rumorejar os rios-a-deslizar e
os insectos pararam de sugar o mel…
É que, na hora da verdade,
O nosso-eu-quer-amar…
©Maria Elisa Ribeiro-Portugal
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Abril/2021
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sexta-feira, 28 de julho de 2023

Chopin. Spring Waltz. Love Dream.

Schubert:Serenade

PORTUGAL: Cabo da Roca (cape)

POEMA: GOTAS






 GOTAS...


Na tua pele
_____a transpirar amor
________deixei gotas de água
___________a suspirar rios ao relento,
_______________poros a murmurar,
___________________e cortinas fechadas
_______________________na Hora-do-nosso-Momento.

Sei
quando irás voltar do escuro crepuscular,
sempre que minha pele reage
a um vento sibilante, e acorda o corpo que me habita.

Os anjos costumavam esconder as estrelas…
Era da sua luz que se alimentava a nossa vida,
tal flor tresloucada à procura de um-orvalho-sustento.

Recordo o perfil afadigado das minhas pálpebras
a procurarem ler teu corpo suado…água sagrada…

Na boca,
_________________ ficaram escondidos os beijos trocados,
__________________que eriçavam os poros
__________________ dos nossos sentidos…


Corri as cortinas.
E os livros em que te escrevo começam, devagar,
a divagar a peregrinação das nossas mãos
de quando a lua tremeu de rubor.


Arrumei os lençóis de linho com o teu odor
nos poemas que escrevo, à luz de um candeeiro íntimo
que ouviu suspiros de amor.

De linho e cambraia, de seda e jasmim
é o cheiro de ti-que-deixaste-em-mim…
O sol queima o dia das aves, que chilreiam…


_________As searas amadurecem nos cantos de Florbela…
____________Eu chamo-te, muda, daquela janela que deu para
_______________o Outono da Primavera- em- que- fomos Verão.


Oh, Deus…há tantos anos dentro das Horas dos dias de Solidão…

Maria Elisa Ribeiro-Portugal
AGOSTO/014

Woman in Love - Barbra Streisand

Freddie Mercury & Montserrat Caballé - How Can I Go On (Live at La Nit, ...

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Boa noite, meus amigos!


 

POEMA

 Poema

Saudade
Passam os dias a recolher conchas, búzios
e pedras que falam dos segredos dos oceanos,
as crianças que brincam ,livres, à beira-mar.
não encontram as nossas pegadas fundas
________no areal, pois as ondas teimam em levá-las
__________ e apagá-las, depois de nos verem passar,
_____________cheios de ternura, nas nossas mãos dadas.
Passam os dias a brincar, estas e outras crianças,
e nem se importam
em compreender os passos dos segredos do mar.
Tudo isto contei, nos poemas que então escrevi...
Mas acho que já nem eles me pertencem
_________ pois tudo o que contei era sobre ti,
_____________ que te foste, há tanto…
A vida que pulsava no papel onde nos escrevi,
_________desapareceu na hora em que te foste pelo mar
_____________da vida,
à procura de novas ilhas desconhecidas.
Nunca negarei o muito que te amei… e nem escondo que, depois de ti,
não mais encontrei a agulha que me indicava o Norte,
pois, para mim,
eras a Rosa-dos-Ventos de todos os momentos-em-que-te-vivi.
Outros incêndios? Não…o tronco de lenha só arde uma vez…
Guardei tudo o que escrevi , com palavras grandes como tu…
…são palavras tuas…para sempre tuas…somente tuas...
Estão naquela despensa, ao cimo das escadas… Fechei-a à chave,
para não te ver surgir do papel, onde confessei-o-que-contigo-vivi.
Maria Elisa Ribeiro-OUT/2015
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Sinéad O'Connor - Nothing Compares 2 U - Subtitulado En Español

Texto de minha autoria...

 Pequena reflexão sobre RAUL BRANDÃO

AUTOR: Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
19 de Janeiro de 2022
Alusão à Bibliografia, no fim do artigo.
RAUL BRANDÃO(R.B), escritor nascido em 1867 na FOZ do DOURO, e falecido em LISBOA, em1930.
É raro ver os leitores pegarem na obra deste grande autor e são muito poucos os que o procuram. Escritor contemporâneo, escreveu em Revistas, Jornais e foi Dramaturgo.
No entanto foram as obras narrativas como.”FARSA”,” HÚMUS”,”OS Pescadores”, “Os Pobres de Pedir” entre outros, quem mais lhe valeu (não digo a popularidade!) mas uma certa alusão ao seu nome.
Nos finais do século XIX e ainda no século XX tornaram-se muito conhecidos em todo o mundo alguns novelistas russos dos quais saliento DOSTOIEWSKI, TOLSTOI,GORKI com obras que o nosso Raul Brandão conhecia porque o levavam para um mundo de miséria onde uns eram dominados pelos outros e se vivia e morria no meio da maior miséria. As vidas exploradas são ,em parte, a obra do nosso escritor.
Não foi por simpatia que o escritor caiu nos temas da misebilidade do mundo...Foi também por temperamento e proximidade, na medida em que à sua volta o sofrimento dos pobres era o retrato do mundo. Para R.B a injustiça não acabava com a dor da falta de tudo o que serve à dignidade humana.
Falei-vos da obra “HÚMUS”. Escrita prodigiosa! No entanto, ninguém a procurava já que o tema principal (a MORTE), afastava os pobres mortais, que não queriam pensar em covas fundas, terra pesada, ciprestes, vermes, estrume ou húmus para temperar as terras.
Li esta obra quando andava na FACULDADE DE LETRAS. Não porque fizesse parte do programa(DEUS nos livre!)mas para(desculpem a verdade...) dar ares de menina interessada...
Detestei o livro pelo mesmo motivo que os outros! Mas voltei lá há três anos, quando li “OS PESCADORES”.
A Morte é quase a personagem principal com que “O GABIRU”, espécie de filósofo lunático, conversa com o autor sobre a triste verdade de todos nós. Em “HÚMUS”, num estilo poderosamente original de uma modernidade nunca, até aí, vista, o monólogo na primeira pessoa é entre o autor e o seu ALTER EGO, O GABIRU) e toda a narrativa explora a contradição entre dois mundos. O mundo aparente e o mundo autêntico. À medida que progredimos na leitura vamos sabendo coisas que nos fazem horror e somos levados a pensar no QUADRO de MUNCH, “O GRITO”,angustiante e misterioso.
Foi um grande apreciador de R.B(José Carlos Seabra Pereira) ,da Universidade de Coimbra, quem viu esta analogia e também com a obra “O COMEDOR de BATATAS”, de VINCENT VAN GOGH.
Não podemos esquecer, que o absurdo da condição humana é estar condenada a viver milénios de uma vida que não é mais que putrefacção contínua, festa de máscaras, invejas, mesquinhez e egoismo.
©Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
19 de JANEIRO DE 2022
Bibliografia
Barreiros, António José,História da Literatura Portuguesa ,vol II
Internet-Raul Brandão
Saraiva e Lopes, António José Saraiva e Óscar Lopes-História da Literatura Portuguesa
E mais tantos livros de meu uso pessoal!
Pode ser uma imagem a preto e branco de 1 pessoa

POEMA

 





O RIO É TEMPO

 

 

 

O tempo é um rio que arrasta o Onde-eu-também-sou-Água.

Nele flutuo, como folha do espaço e do tempo

 chegada aos ares de Inverno

 com sabores de Outono, ainda pouco florido.

 

 

Nele sigo em direcção à contemplação que me comove...

.este solilóquio-comigo,

às claras no meio do abrigo confuso que é o Deserto-Longe,

com vestígios de formas e cores

 em restos de palavras...

vestígios de frases

odores de vírgulas...impérios de Pontuações... e miríades de areias desfeitas.

 

 

As Palavras não me abandonam, não se afastam.

 Permanecem em diálogo mudo

quer com o deserto, quer com o rio.

 

 

Movo-me nelas às apalpadelas,

 como um coração que quer seu sangue

e como um quarto vazio à espera da luz que  trazes,

                                                                quando me visitas.

 

No Princípio do TUDO, foi o Caos,

 condição primordial para a vida que, depois ,apareceu.

 

 

O Universo continua a criar-se

disposto, de tempos a tempos,

 em altares do sagrado e do profano.

 

O poema torna-se coluna vertebral,

 das coisas diferentes que são a mesma coisa,

verdadeiramente... afinal...

 

 

 

MAIO/020

©Maria Elisa Ribeiro

Bom dia, meus amigos, com foto de Pinterest.