quinta-feira, 25 de maio de 2017

Boa noite, amigos de Lusibero!


HISTÓRIA DE PORTUGAL: a conquista de LISBOA, em 1147


Cerco de Lisboa (1147)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




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Cerco de Lisboa
Reconquista

Cerco de Lisboa por Roque Gameiro
Data 1 de Julho a 25 de Outubro de 1147
Local Lisboa
Desfecho
Vitória decisiva dos portugueses e dos cruzados
Beligerantes

Reino de Portugal
Cruzados Taifa de Badajoz

Comandantes

Afonso Henriques


Henry Glanville
Arnold III de Aerschot
Christian de Ghistelles
Simon de Dover
Andrew de Londres
Saher de Archelle Desconhecido

Forças

Total:
20,000


Portugueses:
7,000 homens


Cruzados:
6,000 Ingleses
5,000 Alemães
2,000 Flamengos Total:
~15,000

Baixas

Desconhecidas Desconhecidas



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Reconquista



O Cerco de Lisboa teve início a 1 de julho de 1147 e durou até 21 de outubro, integrou a Reconquista cristã da península Ibérica, culminando na conquista desta cidade aos mouros pelas forças de D. Afonso Henriques (1112 - 1185) com o auxílio dos Cruzados que se dirigiam para o Médio Oriente, mais propriamente para a Terra Santa. Foi o único sucesso da Segunda Cruzada.

Após a queda de Edessa, em 1144, o Papa Eugénio III convocou uma nova cruzada para 1145 e 1146. O Papa ainda autorizou uma cruzada para a Península Ibérica, embora esta fosse uma guerra desgastante de já vários séculos, desde a derrota dos Mouros em Covadonga, em 718. Nos primeiros meses da Primeira Cruzada em 1095, já o Papa Urbano II teria pedido aos cruzados ibéricos (futuros portugueses, Castelhanos, Leoneses, Aragoneses, etc.) que permanecessem na sua terra, já que a sua própria guerra era considerada tão valente como a dos Cruzados em direcção a Jerusalém. Eugénio reiterou a decisão, autorizando Marselha, Pisa, Génova e outras grandes cidades mediterrânicas a participar na guerra da Reconquista.

A 19 de maio zarparam os primeiros contingentes de Cruzados de Dartmouth, Inglaterra, constituídos por flamengos, normandos, ingleses, escoceses e alguns cruzados germanos. Segundo Odo de Deuil, perfaziam no total 164 navios — valor este provavelmente aumentado progressivamente até à chegada a Portugal. Durante esta parte da cruzada, não foram comandados por nenhum príncipe ou rei; a Inglaterra estava em pleno período d'A Anarquia. Assim, a frota era dirigida por Arnold III de Aerschot (sobrinho de Godofredo de Louvaina), Christian de Ghistelles, Henry Glanville (condestável de Suffolk), Simon de Dover, Andrew de Londres, e Saher de Archelle.

A armada chegou à cidade do Porto a 16 de junho, sendo convencidos pelo bispo do Porto, Pedro II Pitões, a tomarem parte nessa operação militar. Após a conquista de Santarém (1147), sabendo da disponibilidade dos Cruzados em ajudar, as forças de D. Afonso Henriques prosseguiram para o Sul, sobre Lisboa.

As forças portuguesas avançaram por terra, as dos cruzados por mar, penetrando na foz do rio Tejo; em junho desse mesmo ano, ambas as forças estavam reunidas, ferindo-se as primeiras escaramuças nos arrabaldes a Oeste da colina sobre a qual se erguia a cidade de então, hoje a chamada Baixa. Após violentos combates, tanto esse arrabalde, como o a Leste, foram dominados pelos cristãos, impondo-se dessa forma o cerco à opulenta cidade mercantil.

Bem defendidos, os muros da cidade mostraram-se inexpugnáveis. As semanas se passavam em surtidas dos sitiados, enquanto as máquinas de guerra dos sitiantes lançavam toda a sorte de projéteis sobre os defensores, o número de mortos e feridos aumentando de parte a parte.

No início de outubro, os trabalhos de sapa sob o alicerce da muralha tiveram sucesso em fazer cair um troço dela, abrindo uma brecha por onde os sitiantes se lançaram, denodadamente defendida pelos defensores. Por essa altura, uma torre de madeira construída pelos sitiantes foi aproximada da muralha, permitindo o acesso ao adarve. Diante dessa situação, na iminência de um assalto cristão em duas frentes, os muçulmanos, enfraquecidos pelas escaramuças, pela fome e pelas doenças, capitularam a 20 de outubro.

Entretanto, somente no dia seguinte, o soberano e suas forças entrariam na cidade, nesse meio tempo violentamente saqueada pelos cruzados.

Decorrente deste cerco surgem os episódios lendários de Martim Moniz, que teria perecido pela vitória dos cristãos, e da ainda mais lendária batalha de Sacavém.

Alguns dos cruzados estabeleceram-se na cidade, de entre os quais se destaca Gilbert de Hastings, eleito bispo de Lisboa.

Após a rendição uma epidemia de peste assolou a região fazendo milhares de vitimas entre a população.

Lisboa tornar-se-ia a capital de Portugal em 1255.
Os cruzados na conquista de Lisboa (1147)[editar | editar código-fonte]


Ora como tivéssemos chegado ao Porto, o bispo com seus clérigos veio ao nosso encontro. O rei achava-se então ausente com o seu exército, lutando contra os mouros. Feitas a todos as saudações conforme o costume da sua gente, disse-nos o bispo que já sabia que nós havíamos de chegar, e na véspera recebera do rei uma carta, em que se dizia isto:

«Afonso, rei de Portugal, a Pedro, bispo do Porto, saúde. Se porventura arribarem aí os navios dos Francos, recebei-os diligentemente com toda a benignidade e doçura e, conforme o pacto que com eles fizerdes de ficarem comigo, vós e quantos o quiserem fazer, como garantia da combinação feita, vinde em sua companhia a ter comigo, junto de Lisboa. Adeus !»

Carta do cruzado inglês Osberno (séc. XII)

DESPORTO


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PENSADORES...



De Gilles DELEUZE, in Kd frases:

"“É provável que as noções de singular e de regular, de notável e de ordinário tenham, para a própria filosofia, uma importância ontológica e epistemológica muito maior que as de verdadeiro e de falso, relativas à representação, pois o que se chama sentido depende da distinção e da distribuição desses pontos brilhantes na estrutura da Idéia.”
― Gilles Deleuze


- http://kdfrases.com/autor/gilles-deleuze

Boa tarde, amigos e visitantes de Lusibero!


Poema Registº











Poema

BLUE VELVET

Tingem-se as pálpebras da mulher
que canta o azul nas dores cinzentas do mundo-da-vida.


________A noite, vestida de gala, de azul adornada,
___________afasta do pensamento brilhante da lua,
_____________alegre e desempoeirada, os olhos tingidos de dor
_____________________da mulher, que canta o belo da madrugada.

Lua de cetim e veludo, entranhada
nas cores da terra semeada, sorri
ao- sol- a- abrir de madrugada.

Blue velvet…
…belo veludo azul dos mantos verdes das árvores,
…da água dos rios a correr-num-cantar-de-águas-ciciadas…
…dos orvalhos cristalizados em cima da alma das flores…
…dos galhos das árvores que se agitam,
quando ouvem as pálpebras da mulher, na noite
lavada de azul-tom-estrela…naturalmente odorosa e bela.

Canta, mulher, o teu azul - despedida!
…de quando partem as andorinhas,
… de quando grasnam as gaivotas roucas de sal e espuma,
…de quando as papoilas explodem rubras nos trigais dourados,
…de quando as rosas, não sendo azuis,
têm ciúmes das tuas cantatas…

Canta, mulher!

Sobre o mar ondulante, de azul vestido, desenham
__________ as nuvens, flores e animais alados,
no espaço onde a Lua Crescente abre brechas de luz_____________
_____________em cristais iluminados pelos passos gelados
das nebulosas distantes dos cantos da vida__________________

Maria Elisa Ribeiro
MAIO/016

quarta-feira, 24 de maio de 2017


Do nosso António Ramos Rosa



O Silêncio não Existe

O silêncio não existe porque é o constante rumor de uma inexistência. O que se ouve, para além do movimento da cidade, é o monótono murmúrio do nada. Apenas sombra de nada, quem nele procura um apelo ou uma resposta não os encontra ou encontra um sinal negativo. Nada diz esse murmúrio nulo, que é o eco inalterável do vazio do mundo, mas quem o ouve sente a radicalidade da sua negação como se a cada momento nos dissesse: Não há.

António Ramos Rosa, in 'Relâmpago de Nada' -(in O Citador)

The New York Times
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Orson Wells:

"Nós nascemos sós, vivemos sós e morremos sós. Só o amor e a mais sincera amizade nos dão a ilusão, ainda que momentânea, de que não estamos sós."

Foto Google

Boa tarde, amigos de Lusibero! ( Foto Google)


terça-feira, 23 de maio de 2017

Bom dia, meus amigos e visitantes!


Poema de Fernanda de Castro

De Fernanda de Castro, in Pesquisa Net

Onde o Homem não chega tudo é puro,
dessa pureza da primeira infância.
Tudo é medida, ritmo, concordância,
tudo é claro e auroral: a noite, o escuro.
E nem o vendaval é dissonância
mas promessa de sol e de futuro.
Quem levantou esse primeiro Muro
que do perto fez longe, ergueu distância?
Foi o Homem, com suas mãos de barro,
com suas mãos perjuras, fel e sarro
de inútil sofrimento e vil prazer.
Não é tarde, porém: sacode a lama,
ergue o facho, levanta a Deus a chama
e recomeça: acabas de nascer.

Fernanda de Castro, in "Ronda das Horas Lentas"

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Poema meu



Poema em Prosa

RUMORES POÉTICOS

Vejo, com os olhos na ponta dos dedos, que se movem em busca do pressentido rumor das arestas de um beijo, perdido na Poesia entre traços de união, vírgulas, pontos finais e de interrogação.
Sem problemas de rimas ou pontuação, na planície há um quadro de ouro, azul-céu- de- vermelho rubro e de tantas outras cores que já nem sei se o são, perto da hora das sombras mais negras que as nuvens nos dão.
Tudo parece já uma aurora boreal a rumorejar a incandescência das rubras espigas douradas, abraçadas às papoulas de pétalas-vermelho-magma, indecentes-de-inocência até à hora da lavra.
No meio do quadro, a planície é tão apelativa, que os olhos não resistem a guardar palavras para as horas fiéis da escrita, em casa, longe das avezitas que se saciam, com o resto da semente dourada.
Há lampejos de felicidade!
No rumor do mar bravio sentem-se as franjas das ondas nos caules de trigo, um mar dourado que arrasta as mãos, os dedos e os sentidos, na unidade dos dias e das cores da manhã-a-abrir.
Inocência-indecente da semente a sorrir ao casamento do azul do dia, com o rubro das papoulas a esconder-se na noite-do-dia…
E eu-no-rumor-de-ti, escrevo tudo o que o olhar me dita, com a ponta dos dedos com que te acaricio…


Maria Elisa Ribeiro
Abril/016

DO poeta Mário Sá-Carneiro



Mário Sá-Carneiro nasceu a 19 de Maio: "Em todas as almas há coisas secretas cujo segredo é guardado até à morte delas. E são guardadas, mesmo nos momentos mais sinceros, quando nos abismos nos expomos..." Ler mais em:


As Coisas Secretas da Alma - Mário Sá-Carneiro - Citador
Em todas as almas há coisas secretas cujo segredo é guardado até à morte delas. E são guardadas, mesmo nos momentos mais sinceros, quando nos…
CITADOR.PT

Boa tarde, amigos de LUSIBERO!


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Voltei, amigos e visitantes!

Meus amigos e visitantes:
estive doente. Fui operada ao CORAÇÃO, em ABRIL, e não pude comunicar convosco este tempo todo. Estou a convalescer e ainda um pouco combalida, farei um esforço para vos saudar.

Obrigada, amigos!

domingo, 23 de abril de 2017

Bom Domingo, amigos de Lusibero!


Poema meu (OBRA REGª)











GOTAS POÉTICAS

Gota a gota,
minh’a água nos olhos
é como o pão que se come,
bocado a bocado,
depois de ter sido gerado
no ventre da semente, na planície e no valado.
Palavra a palavra,
as labirínticas letras saltam pelo prado
onde as junto num poema recheado de versos
a lembrar a unidade da gema amarela…
…com muito cuidado…com toda a cautela…


Nas mãos tenho pontas de fogo…
Ora vêm de luxos vulcânicas, ora de regatos de pedra
do silencioso acordar da Antiga Idade da Vida, na velha casa adormecida.
Cegas de memória, as formigas vão arrecadando pedaços de história.
Agora adormecidos e sós, esses pedaços repousam perto de um espelho,
onde leio a Infância.

E assim, sem querer, o espelho reconverte o filme
da ânsia do Poema-que-foi-passando,
enquanto me tornei a Outra-de-Mim
aquela-de-quando-nada-parecia-ter-um-Fim!

Maria Elisa Ribeiro
DEZ/016




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1Célia Torquato Magalhães Magalhães
Comentários


Maria Elisa Ribeiro O último poema que deixo aos meus amigos, antes de ir, amanhã, para os Hospitais da Universidade de Coimbra, onde vou ser operada, na 3ª feira, dia 25. É claro que vou lá ficar por alguns dias, sem manter o habitual contacto convosco.Agradeço todas as mensagens de carinho que me tendes enviado e ,hoje, ao preparar a mala com as minhas necessidades para esses dias, andarei, como é de prever, angustiada. Há por aí "pessoas" que acham uma "mariquice" estes desabafos íntimos da nossa vida. Eu sou assim: aberta e frontal e gosto de partilhar o bom e o mau. Voltarei, de Deus quiser, a escrever-vos, quando voltar para casa. Fiquem bem, queridos amigos e lembrem-se de mim!Este poema é um da série "Gotas Poéticas". Vou superar esta Gota de sofrimento, com a vossa ajuda.