quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Demis Roussos & Charles Aznavour-Que C'est Triste Venise(Live)

The case of the saudi arabia journalist...

Turkey has sought American help in getting answers from Saudi Arabia about the journalist's fate, but despite agreeing to conduct a joint investigation, the two sides remain poles apart.

President Donald J. Trump plans to withdraw from a 144-year-old postal treaty that has allowed Chinese companies to ship small packages to the United States at a steeply discounted rate.

Exclusive: President Donald J. Trump has long sold himself as a self-made billionaire but a New York Times investigation found that he received more than $400 million from his father’s real estate empire, much of it through an array of dubious tax schemes during the 1990s, including instances of outright fraud.

O desastre da TEMPESTADE "CHARLIE"

Sabendo das enormes dificuldades que se enfrentam nestas situações, pela escassez de meios de toda a ordem, depois de ponderar e ouvir vários interlocutores, propusemos que na próxima reunião de Câmara de 22 de Outubro seja votada a criação de um Programa de Apoio às Famílias, Empresas e Organizações no valor de €300.000 que, à semelhança do que aconteceu com os apoios Municipais dados aos lesados pelos incêndios, ajude a recomeçar ou reequilibrar vidas familiares, empresariais ou associativas.
Exigiremos critérios rigorosos que permitam que os verdadeiros lesados sejam os apoiados.

Poema:Obra Regªªªªªª!!!!







BREVES





Os ventos respiraram mais forte, como se tivessem entrado

noutra dimensão do Tempo.



Tudo removeu, e até as nuvens-em-ondas avolumadas

correram nas mais variadas direcções.



Meu poema, receoso de perder-se em tal luta, segurou-se

em minhas mãos resolutas, onde o protegi daquelas

aragens estranhas.



Senti que ao aparecer, deixou no papel de seda da madrugada

diferente,

 uma panóplia de aromas violeta-lilás , verdes-cinzentos e rubro-fugaz

como só a força de resistência de um poema é capaz.



E mais ainda: a força de um poema resiste

 a todos os tufões e tempestades

que, do nosso Dentro, se movem em místicas direcções,

que não nos passam, sequer,

pela dimensão do mais fugaz pensamento.







Julho/018

Maria Elisa Ribeiro


Bom dia, meus amigos!


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Sobre Jacinto do Prado Coelho, num artigo do Centro Virtual Camões :




..." no capítulo de Ao Contrário de Penélope, intitulado “Como Ensinar Literatura”, desenvolve um pensamento que não deixa lugar a dúvidas quanto à sua conceção de literatura e ao modo como sempre encarou a sua responsabilidade docente: “Ler colectivamente (em diálogo com a obra literária, em diálogo de leitor com outros leitores) é, com efeito, além de prazer estético, um modo apaixonante de conhecimento [...] Não há, suponho, disciplina mais formativa que a do ensino da literatura [...] Saber idiomático, experiência prática e vital, sensibilidade, gosto, capacidade de ver, fantasia, espírito crítico – a tudo isto faz apelo a obra literária, tudo isto o seu estudo mobiliza. [...] A literatura não se faz para ensinar: é a reflexão sobre a literatura que nos ensina”. Elucidativos excertos que vêm coroar conceitos e práticas desenvolvidas durante toda uma vida.
Apesar de o sec. XX ter sido atravessado por inúmeras controvérsias acerca da literatura e das metodologias mais convenientes ao seu estudo, de posse desse conhecimento, J.P.C. manteve princípos e conceitos que orientaram o seu trabalho: a literatura como produção estética em forma de linguagem (sem que isso implicasse aderir a meros formalismos); a literatura como organismo desenvolvido em sistemas - os géneros, por exemplo - sem que isso implicasse a redução da leitura a esquemas sistemáticos; a possibilidade de múltiplas aproximações à literatura e portanto a aceitação de metodologias diversas não exclusivas.
Classificava a sua leitura crítica do texto literário como “leitura imanente” (termo comum no sec. XX em teorias advogadas quer pela Estilística, quer pelo, assim designado, New Criticism, quer pelo Formalismo Russo) o que correspondia a uma consideração da obra literária enquanto tal, e não enquanto documento social ou biográfico, embora considerasse que o conhecimento do autor, da sua biografia, do seu enquadramento cultural, ajudava a essa leitura. Na apreciação e análise dos textos literários reconhecia (como quase inevitável) a qualidade de constituirem um todo coerente e uno. A propósito de Fernando Pessoa, por exemplo, afirmava no prefácio que antecede o estudo que lhe dedicou: “a própria diversidade [...] vale como expressão dramática de identidade”.[...] “expressão dramática” é já em si uma forma de expressão, implica uma representação cénica, a certeza de que a expressão literária (ou poesia) não existe senão em forma de”. Por outras palavras, a coerência e unidade da obra com valor estético não se opõe a uma ambiguidade e fluidez significativa. Ou ainda, a complexidade da literatura é inerente à sua própria condição estética de ser linguagem; sem que, no entanto, essa condição obrigue a um absoluto caráter intransitivo da literatura – o seu ensimesmamento – ou se torne o caminho para uma leitura desconstrutiva que o seu tempo não chegou a conhecer como prática metodológica.
Situado metodologicamente entre a História Literária, tal como o Romantismo e sucedâneos do fim do sec. XIX e primeira metade do sec. XX a foram entendendo, e a reação a essa metodologia, corporizada em todas as teorias do sec. XX que enfatizavam o estudo da literatura em si, J.P.C. esclareceu, mais do que uma vez, mas claramente em ensaio sobremaneira dedicado ao assunto, a importância que dava à questão e o modo como a entendia. Corrigiu qualquer apreço por um biografismo feito de petits faits, bem assim como a utilização pura e simples da literatura como documento de época ou autor. No entanto nunca desligou o conhecimento da literatura do conhecimento da história que a enquadrava.
Interrogando-se sobre a “actualidade” de um poeta do passado – no caso exemplar Camões – admite que a sua qualidade estética lhe permite ascender ao estatuto de ser temporal e intemporal. Digamos que a questão envolve dois atores principais: o autor- texto na sua qualidade estética e o leitor como recetor atual que recria o que recebe. Esta consideração dialogal (no ser bifronte que é a literatura, segundo o seu ponto de vista) levou-o a enquadrar progressivamente a atividade da leitura na perspetiva de uma estética da receção, o que metodologicamente foi colher aos estudos de receção da Escola alemã de Constança, nomeadamente aos trabalhos de Hans Robert Jauss. Esta conceção metodológica levou-o a sublinhar progressivamente a questão do leitor e da leitura ao ponto de ter organizado durante alguns anos um projeto sob o signo da sociologia da literatura (cf. Problemática da Leitura – aspetos sociológicos e pedagógicos).
A última recolha de ensaios, publicada sob o título Camões e Pessoa, Poetas da Utopia, é bem reveladora da atenção que deu aos trabalhos de Jauss, sem contudo aplicar ipsis verbis a sua metodologia. Neste livro, recolha de ensaios vários sob o signo de dois poetas maiores da Literatura Portuguesa, J.P.C. assume a utopia como “categoria mental” e aposta no futuro da literatura tanto quanto nos valores do seu passado. “A literatura é o espaço da utopia” diz, e continua, “Com efeito tal como a utopia, o lugar da poesia ou da ficção é o lugar inexistente em que, de modo implícito ou direto, o lugar-aqui se projeta”...
Ageism and hatred of alternative cultures, such as goths or punks, could also be crimes in the future.