segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Boa noite, amigos de Lusibero!


História de Portugal: quem foi VIRIATO?


Viriato
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Nota: Para outros significados, veja Viriato (desambiguação).
Viriato

Monumento a Viriato, Viseu, Portugal.
Nascimento
Lusitânia
Morte 139 a.C.
Anos em serviço 147-139 a.C.
Batalhas/Guerras Guerra Lusitana


Viriato (181 a.C. – 139 a.C.) foi um dos líderes da tribo lusitana que confrontou os romanos na Península Ibérica.

Imagem editada digitalmente, sobre fotografia registada em monumento localizado em Viseu (Portugal). Edição de Sérgio Camilo.



Índice [esconder]
1Etimologia
2A vida de Viriato
3A guerra de Viriato
4Viriato de Sílio Itálico
5Viriato como um posto
6Referências


Etimologia[editar | editar código-fonte]

Várias teorias são consideradas quando se refere à etimologia do nome de Viriato.[1] O nome pode ser composto de dois elementos: Viri e Athus.

Viri pode derivar:
Da raiz Indo-Europeia *uiros, "homem", relacionada com força e virilidade;
Do Celta *uiro- 'homem'; e das formas mais antigas vírus, viri, viro, viron das quais deriva a antiga palavra para homem em Irlandês Antigo , fir;[2]
De *uei-, como em viriae ou a "bracelete torneada" Celtibera usada pelos guerreiros (Pliny XXIII, 39);[3]
Do Latin viri que significa homem, herói, pessoa de coragem, honra e nobreza;
A elite celtiberica autodenominava-se de uiros ueramos o 'homem mais alto' (alteza) o equivalente latim seria summus vir.[4]
A vida de Viriato[editar | editar código-fonte]
“ Enquanto ele comandava ele foi mais amado


do que alguma vez alguém foi antes dele.
Diodoro da Sicília [5]


Pouco se conhece sobre a vida de Viriato. Não se sabe nada da sua data de nascimento nem o local exacto onde nasceu e a única referência à localização da sua tribo nativa foi feita pelo historiador grego Diodoro da Sicília [carece de fontes] que afirma que ele era das tribos Lusitanas que habitavam do lado do oceano.[5]

Viriato pertencia à classe dos guerreiros, a ocupação da elite, a minoria governante. Ele era conhecido entre os romanos como duque do exercito Lusitano, comoadsertor (protector) da Hispânia,[6] ou como imperator[7], provavelmente da confederação das tribos Lusitanas e Celtiberas.[8]
Este que vês, pastor já foi de gado,Viriato sabemos que se chama,Destro na lança mais que no cajado:Injuriada tem de Roma a fama,Vencedor invencibil, afamado;Não tem co'ele, não, nem ter puderamO primor que com Pirro já tiveram.Os Lusíadas, VIII, estância 6


Apesar de a história estar recheada de exemplos em sentido contrário, ainda há que tenha dificuldade em aceitar que um grande líder, ou qualquer uma grande figura histórica, possa de ter origens humildes, e esses dizem que a teoria de que Viriato era um pastor não é a mais correcta.[9]Segundo Pastor Muñoz, Viriato seria um aristocrata proprietário de cabeças de gado.[10] Tito Lívio descreve-o como um pastor que se tornou caçador e depois soldado, dessa forma teria seguido o percurso da maioria dos jovens guerreiros, a iuventos, que se dedicavam a fazer incursões para capturar gado, à caça e à guerra.[11] Na tradição romana os antepassados mais ilustres eram pastores, e Viriato é comparado àquele que teria sido o pastor mais ilustre que se tornou no rei de Roma, Rómulo.[12] A ideologia do rei-pastor, o pastor que se tornou rei, está presente na tradição de várias culturas para além da grega e da romana.[13][14] A metáfora do rei-pastor de Homero era frequentemente usada para dar ênfase às funções e deveres de um rei.[15] Havia quem pensasse que Viriato tinha uma origem obscura[16] no entanto Diodoro da Sicília também diz que Viriato "demonstrou ser um príncipe".[5]

Os Lusitanos homenageavam Viriato com os títulos de Benfeitor, (Grego: evergetes),[17] e Salvador, (Grego: soter),[18] os mesmos títulos honoríficos usados pelos reis da dinastia ptolemaica.

Ele foi descrito como um homem que seguia os princípios da honestidade e trato justo e foi reconhecido por ser exacto e fiel à sua palavra nos tratados e alianças que fez.[5] Diodoro disse que a opinião geral era de que ele tinha sido o mais amado de todos os líderes lusitanos.[5]

Viriato era, segundo a teoria avançada por Schulten, oriundo dos altos Montes Hermínios, actual Serra da Estrela, embora nenhum autor da antiguidade o tenha mencionado.[19]
A guerra de Viriato[editar | editar código-fonte]

Estátua de Viriato, em Zamora,Espanha. No pedestal pode ler-seTERROR ROMANORUM.

Viriato, descrito como sendo um pastor e caçador da Lusitânia foi eleito chefe dos lusitanos. Depois de defender vitoriosamente as suas montanhas, Viriato lançou-se decididamente numa guerra ofensiva. Entra triunfante na Hispânia Citerior, divisão romana da Península Ibérica em duas províncias, Citerior e Ulterior, separadas por uma linha perpendicular ao rio Ebro e que passava pelo saltus Castulonensis (a actual Serra Morena, em Espanha), e lança contribuições sobre as cidades que reconhecem o governo deRoma. Dois tipos de guerra foram atribuídos a Viriato, bellum, quando ele usava um exercito regular, e latrocinium, quando os combates envolviam pequenos grupos de guerreiros e o uso de tácticas de guerrilha.[20] Para muitos autores, Viriato é visto como o modelo do guerrilheiro.

Em 147 a.C. opõe-se à rendição dos lusitanos a Caio Vetílio que os teria cercado no vale de Betis, na Turdetânia. Mais tarde derrotaria os romanos no desfiladeiro de Ronda, que separa a planície de Guadalquivir da costa marítima da Andaluzia, onde viria a matar o próprio Vetílio. Mais tarde, nova vitória contra as forças de Caio Pláucio, tomandoSegóbriga e as forças de Cláudio Unimano que, em 146 a.C., era o governador da Hispânia Citerior. No ano seguinte as tropas de Viriato voltam a derrotar os romanos comandados por Caio Nígidio.

Ainda nesse ano, Fábio Máximo, irmão de Cipião, o Africano, é nomeado cônsul da Hispânia Citerior e encarregado da campanha contra Viriato sendo-lhe, para isso, fornecidas duas legiões. Após algumas derrotas, Viriato consegue recuperar e, em 143 a.C. volta a derrotar os romanos, empurrando-os para Córdova. Ao mesmo tempo, as tropasceltibéricas revoltavam-se contra os romanos iniciando uma luta que só terminaria por volta de 133 a.C. com a queda de Numância.

Em 140 a.C. Viriato inflige uma derrota decisiva a Fábio Máximo Servilliano, novo cônsul, quando morreram em combate cerca de 3000 romanos. Servilliano consegue manter a vida oferecendo promessas e garantias da autonomia dos lusitanos e Viriato decide não o matar. Ao chegar a Roma a notícia desse tratado, este foi considerado humilhante para a imponência romana e o Senado volta atrás, declarando guerra contra os lusitanos.

A morte de Viriato de José de Madrazo

Assim, Roma envia novo general, Servílio Cipião, que tinha o apoio das tropas de Popílio Lenas. Este renova os combates com Viriato, mas este mantém superioridade militar e força-o a pedir uma nova paz. Envia, neste processo, três comissários de sua confiança, Audas, Ditalco e Minuros. Cipião recorreu ao suborno dos companheiros de Viriato, que assassinaram o grande chefe enquanto dormia. Um desfecho trágico para Viriato e os lusitanos, e vergonhoso para Roma, superpotência da época, e que se intitulava arauto da civilização.

Roma chega a pactuar com Viriato, quase reconhecendo como soberano, porém, à traição, compactuou com três de seus aliados para que o assassinassem. Anos antes, o general romano Sérgio Galba quase dizima os lusitanos, e Viriato foi um dos que escaparam. O historiador Estrabão assim definiu a Lusitânia: "A mais poderosa das nações de Hispania, a que, entre todas, por mais tempo deteve as armas romanas". Todavia, tão-pouco podiam os Romanos contar com a submissão dos povos da Península Ibérica que se viram forçados a manter o país em rigorosa ocupação militar, e daí provieram os primeiros exércitos permanentes de Roma. Quarenta mil homens se mantiveram na Península Ibérica em permanente guarda.

Depois de Viriato morrer, Táutalo torna-se líder do exército lusitano mas teve pouco sucesso, e muito mais tarde o Romano Sertório tornou-se líder do exército lusitano, usando-os na guerra civil romana, até ser igualmente assassinado por militares da sua confiança.

Sem a forte resistência de Viriato, Décimo Júnio Bruto Galaico pôde marchar para o nordeste da península, atravessando o rio Douro subjugando a Galiza. Júlio César ainda governou o território (agora Galécia) durante algum tempo.
Viriato de Sílio Itálico[editar | editar código-fonte]

Foi argumentado que Sílio Itálico, no seu poema épico intitulado Púnica,[21][22] menciona um Viriato mais antigo que teria sido contemporâneo de Aníbal.[23] Ele foi chamado primo Viriathus in aeuo, e foi um líder dos Gallaeci e dos Lusitanos. O Viriato histórico, seria o que recebeu o título de regnator Hiberae magnanimus terrae, o mais magnânimo dos reis da terra Ibérica.[24] O Viriato de Sílio (provavelmente fictício, um retrato retroactivo do Viriato do século II) morreu na Batalha de Canas, pela mão de um guerreiro Romano.
Viriato como um posto[editar | editar código-fonte]

Pensa-se que Viriato também seria um posto e não um homem, que o líder de cada grupo lusitano seria chamado de Viriato e as suas diversas aparências em vários pontos da Lusitânia levaram às várias crenças e mitos sobre estes líderes, solidificando-os numa só personalidade.

O CRIME DE TIRES.


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Autópsias das três mulheres encontradas em Tires realiza-se terça-feira
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Sismo de 4,0 sentido nos Açores
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O Crime horroroso de TIRES- PORTUGAL


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Tires: corpos das três mulheres brasileiras serão autopsiados na terça-feira. Suspeito pelo homicídio está sob a vigilância da polícia federal
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"If we organise Brexit in the wrong way, then we’ll be in deep trouble, so now we need to make sure that we don’t allow Britain to keep the nice things, so to speak, related to Europe while taking no responsibility."



UK must pay for Brexit or EU is in 'deep trouble', says German minister
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How a bottle of cider and a suprisingly low pub door caught four Nazi spies during the second world war.



Secrecy and firing squads: Britain’s ruthless war on Nazi spies
New letters from the MI5 archive reveal the true story of Jose Waldberg, one of four German spies caught on Britain's south coast during the second world war.
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Geologists have declared the Earth as having entered a new phase of its existence: one defined by the effects of humankind.



The Anthropocene epoch: scientists declare dawn of human-influenced age
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Explosion d'une bombe à Bruxelles


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Bruxelas: Explode bomba no Instituto Nacional de Criminologia. Não há vítimas a lamentar. (RTL-TVI)
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Dezenas de mortos no "assalto final" às posições do 'Daesh' em Sirte, na Líbia .



Líbia: Dezenas de mortos no "assalto final" a Sirte
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Les migrants à Calais...

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Alors que les rixes se succèdent, la situation dans les camps de la région devient intenable, selon la police.
LEFIGARO.FR|DE JEAN-MARC LECLERC


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National Geographic da Holanda e Bélgica considerou os Açores o local mais belo do Mundo
A edição belga e holandesa da revista «National Geographic» considerou os Açores como o local mais belo do Mundo numa lista de 20 locais para realizar férias ou…
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Un kamikaze a fait exploser sa voiture au milieu d'un rassemblement de nouvelles recrues devant une école de la ville. Il s'agit de l'un des attentats les plus meurtriers à Aden depuis le début de la guerre.



ALERTE - Daech fait 60 morts à Aden au Yémen
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De Gabriel Garcia Marquez...



De Gabriel Garcia Marquez (1927-2014), in O Citador

O Poder das Palavras
A humanidade entrará no terceiro milénio sob o império das palavras. Não é verdade que a imagem esteja a suplantá-las nem que possa extingui-las. Pelo contrário, está a potenciá-las: nunca houve no mundo tantas palavras com tanto alcance, autoridade e arbítrio como na imensa Babel da vida atual. Palavras inventadas, maltratadas ou sacralizadas pela imprensa, pelos livros descartáveis, pelos cartazes de publicidade; faladas e cantadas pela rádio, pela televisão, pelo cinema, pelo telefone, pelos altifalantes públicos: gritadas à brocha nas paredes da rua ou sussurradas ao ouvido nas penumbras do amor. Não: o grande derrotado é o silêncio. As coisas têm agora tantos nomes em tantas línguas que já não é fácil saber como se chamam em nenhuma. Os idiomas dispersam-se à rédea solta, misturam-se e confundem-se, desembestados rumo ao destino inelutável de uma língua global.


Gabriel García Marquez, in 'Eu não Venho Fazer um Discurso'

Poema do nosso Mário Dionísio...



Poema de Mário Dionísio (1916-1993), in O Citador

Estamos Agora em Paz

Estamos agora em paz
sabendo simular o esquecimento


sentados

com os olhos no vento
lá de fora atirado para antes
de nós as mãos caídas
nos joelhos mas nada suplicantes
só esvaídas

conformados
com não nos conformarmos

resignados
a esperando não esperarmos

como se tudo fosse um imenso tanto faz

Mário Dionísio, in 'Terceira Idade'