terça-feira, 22 de setembro de 2020

A minha Poesia







 A minha poesia

GOTAS DE ODOR OUTONAL
Pergunto-me quantas vezes ainda
verei cair as gotas das primeiras revoadas de
Outono,
bem como as pálidas folhas que as árvores vão deixando voar
nos ventos furiosos.
Haverá mais Poesia que a que tenho visto perder-se
dos secos
ramos outonais?
Há! De certeza!
Há muita poesia que ao homem não é dado ver!
Não passam,
impunemente,
as frágeis belezas do outono.
O homem sente-as correr
quando roubam a maciez das peles,
que já foram frescas como rosas nos quintais.
Neste momento
em que penso a beleza dura
das verdades outonais
quem saberá dizer-me
quantas folhas ainda verei cair
das aprumadas árvores sensoriais?
SET/020
Maria Elisa Ribeiro

BOM DIA, MEUS BONS AMIGOS!


 

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Boa noite, meus amigos!


 

A minha poesia-BREVES






 BREVES


Que a Poesia consiga repor
A fragilidade precária
De todas as experiências da vida,
Submetida às implacáveis leis
De tudo o que é efémero e transitório…

Que cada poema possa permitir
Que a vida se refaça
Através das palavras reais que o ar respira
No vento que estremece
e na noite que,
em seu âmago,
nos aquece.

Maria Elisa Ribeiro
MRÇ/019

A LER...








 Artigo copiado de um amigo! Desculpem,

José

Calvário e António Gil, mas estas coisas não podem permanecer escondidas!

"Antonio Gil
21 de setembro de 2018 ·
Há agora uma lei israelita que é objectivamente racista.
por Gideon Levy , no Haaretz, jornal israelita.
Agora Israel tem uma lei racista- Doravante, por decreto do tribunal, existem dois tipos de sangue em Israel: sangue judeu e sangue não-judeu.
Mesmo se dispusesse de eternidade Israel nunca conseguiria compensar a nação palestina por todo o mal que lhe causou. Não pelo dano material nem pelo dano intelectual, pelo dano físico nem pelo dano espiritual. Não pelo saque de suas terras e propriedades, nem por sua liberdade e dignidade. Não pelo assassinato e luto, nem pelas pessoas que foram feridas e incapacitadas, suas vidas irrevogavelmente arruinadas. Não pelas centenas de milhares de inocentes que foram torturados e preso, nem pelas gerações a quem foi negada uma oportunidade justa para uma vida normal.
Não há nada como o Yom Kippur para expressar isso. Israel, é claro, nunca considerou um processo de compensação, reparação e assunção de responsabilidades. Nada pode ser esperado de um ocupante que se auto-denomina vítima, que culpa todos menos a si mesmo por toda injustiça sofrida. Mas mesmo isso não lhes é suficiente.
Ocasionalmente, outro registo é colocado a circular: o estado, organizações ou indivíduos em Israel e no mundo judeu processam os palestinos por danos causados ​​por actividades terroristas. Por exemplo, o Shurat HaDin Israel Law Center, uma organização sem fins lucrativos que se autodenomina uma “organização judaica de direitos humanos”, move o céu e a terra em Israel e no exterior para processar indivíduos e organizações palestinas em nome de vítimas judias.
Este acto desprezível segundo o qual a vítima é o criminoso e só o sangue judeu é vermelho e, portanto, merecedor de reparação, ocasionalmente tem seus sucessos, principalmente em relações públicas. Enquanto Israel evita pagar qualquer compensação por sua destruição e morte sistemáticas nos territórios palestinos desde 1948, há aqueles que ainda têm a audácia inacreditável de exigir indemnização aos palestinos.
A Faixa de Gaza foi horrivelmente destruída por Israel vezes seguidas, mas Israel nunca deu uma mão para a sua reabilitação. Israel matou dezenas de milhares de pessoas, incluindo inumeráveis ​​pessoas inocentes, incluindo crianças, mulheres e idosos ao longo dos anos e os palestinos são convidados a pagar indemnizações.
Como parte dessa loucura, as casas de propriedade dos judeus antes de 1948 são devolvidas aos seus proprietários originais através do sistema legal israelita, desalojando pessoas que viveram lá durante décadas. Ao mesmo tempo, a propriedade palestina roubada ou abandonada de 1948 nunca foi devolvida aos seus proprietários legais. Em Silwan e Sheikh Jarrah em Jerusalém Oriental e em outros lugares, as bandeiras israelitas multiplicam-se, junto com as centenas de palestinos que ficaram desabrigados depois de expulsos de suas casas sob a ordem dos tribunais igualitários e justos do Estado de Israel. Se alguém tem coração para entender quão arbitrário o sistema legal israelita ossa ser quanto a podridão moral, aqui reside uma prova.
Mas não é suficiente. Nesta semana, um novo recorde foi definido. O juiz da Comarca de Jerusalém, Moshe Drori, determinou que um judeu que foi ferido em um ataque terrorista tem direito a uma compensação adicional , porque ele é judeu, sem provas de danos, baseado na lei do Estado-nação, que afirma que o governo se esforçará. para proteger o bem-estar dos judeus.
O círculo foi fechado, concluído e aperfeiçoado. Agora é uma lei de raça real, de acordo com a interpretação inevitável do tribunal da lei do estado-nação. De agora em diante, existem dois tipos de sangue em Israel: sangue judeu e sangue não-judeu, nos livros de direito também. O preço desses dois tipos de sangue também é diferente. O sangue judeu é inestimável, deve ser protegido de todas as maneiras possíveis. O sangue não-judeu é terrivelmente barato, pode ser derramado como água. Uma situação que existia até agora apenas de facto, com diferentes padrões e punições para os judeus e outros, é de hoje por decreto do tribunal.
Setenta anos de nacionalismo e racismo em relação às vítimas agora recebem o respaldo legal. A lei do estado-nação, que eles disseram ser apenas declarativa, na interpretação correcta de Drori, ganhou seu verdadeiro significado: A lei básica para a superioridade do sangue judeu. De agora em diante, Israel tem lei declaradamente racista.
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Gideon Levy é colunista do jornal israelita Haaretz e membro do conselho editorial do jornal.
Levy entrou para o Haaretz em 1982 e passou quatro anos como editor-adjunto do jornal. Ele é o autor do programa semanal Twilight Zone, que cobre a ocupação israelense na Cisjordânia e Gaza nos últimos 25 anos, bem como o escritor de editoriais políticos para o jornal.
Levy recebeu o Prémio Euro-Med de Jornalismo em 2008; o Prémio Liberdade de Leipzig, em 2001; o Prémio da União dos Jornalistas de Israel em 1997 e o Prémio da Associação dos Direitos Humanos em Israel de 1996.
O seu novo livro, The Punishment of Gaza, acaba de ser publicado pela Verso Publishing House em Londres e Nova York.
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Na foto, Gideon Levy

A Minha poesia







 POEMA


SOPROS POÉTICOS




De um sopro,
canto o enorme recanto
onde o vento guardou
lágrimas do triste pranto
das folhas que arrebatou.





De um sopro,
o sonho escondeu-se
no sonho que alguém sonhou.
No cimo de uma falésia
ouviu-se o eco do vento
no bico de uma gaivota
a fugir do mar-tormento.




De um sopro,
veio um poema
entristecido-coitado!-
a lembrar o sopro triste
do poeta naufragado.




De um sopro,
navega, a flutuar, o canto de um trovador
das molduras da Memória, perdido nos tristes cais
do amanhecer de um povo-a-fazer-a-sua-história.




De um sopro,
uma guitarra delira acordes da velha Saudade
de uma época-todas-as épocas de adversidade
do tremendo mar a enfrentar…
E a um canto
flores de saia preta
tecem planos
num branco lenço a acenar poemas de amor
com sabor a sal de pranto…




De um sopro,
Canto.
Lamento.
Recordo o choro.
Emolduro o sofrimento.

Maria Elisa Ribeiro
MRÇ/015

Jean Jacques Rousseau







 in novaescola.org.br-rousseau

"Jean-Jacques Rousseau, o filósofo da liberdade como valor supremo
Em sua obra sobre educação, o pensador suíço prega o retorno à natureza e o respeito ao desenvolvimento físico e cognitivo da criança
POR:
Márcio Ferrari
01 de Outubro | 2008
Jean-Jacques Rousseau
Jean-Jacques Rousseau
Na história das idéias, o nome do suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) se liga inevitavelmente à Revolução Francesa. Dos três lemas dos revolucionários - liberdade, igualdade e fraternidade -, apenas o último não foi objeto de exame profundo na obra do filósofo, e os mais apaixonados líderes da revolta contra o regime monárquico francês, como Robespierre, o admiravam com devoção.
O princípio fundamental de toda a obra de Rousseau, pelo qual ela é definida até os dias atuais, é que o homem é bom por natureza, mas está submetido à influência corruptora da sociedade. Um dos sintomas das falhas da civilização em atingir o bem comum, segundo o pensador, é a desigualdade, que pode ser de dois tipos: a que se deve às características individuais de cada ser humano e aquela causada por circunstâncias sociais. Entre essas causas, Rousseau inclui desde o surgimento do ciúme nas relações amorosas até a institucionalização da propriedade privada como pilar do funcionamento econômico.
O primeiro tipo de desigualdade, para o filósofo, é natural; o segundo deve ser combatido. A desigualdade nociva teria suprimido gradativamente a liberdade dos indivíduos e em seu lugar restaram artifícios como o culto das aparências e as regras de polidez.
Ao renunciar à liberdade, o homem, nas palavras de Rousseau, abre mão da própria qualidade que o define como humano. Ele não está apenas impedido de agir, mas privado do instrumento essencial para a realização do espírito. Para recobrar a liberdade perdida nos descaminhos tomados pela sociedade, o filósofo preconiza um mergulho interior por parte do indivíduo rumo ao autoconhecimento. Mas isso não se dá por meio da razão, e sim da emoção, e traduz-se numa entrega sensorial à natureza.
Bom selvagem
Até aqui o pensamento de Rousseau pode ser tomado como uma doutrina individualista ou uma denúncia da falência da civilização, mas não é bem isso. O mito criado pelo filósofo em torno da figura do bom selvagem - o ser humano em seu estado natural, não contaminado por constrangimentos sociais - deve ser entendido como uma idealização teórica. Além disso, a obra de Rousseau não pretende negar os ganhos da civilização, mas sugerir caminhos para reconduzir a espécie humana à felicidade.
Não basta a via individual. Como a vida em sociedade é inevitável, a melhor maneira de garantir o máximo possível de liberdade para cada um é a democracia, concebida como um regime em que todos se submetem à lei, porque ela foi elaborada de acordo com a vontade geral. Não foi por acaso que Rousseau escolheu publicar simultaneamente, em 1762, suas duas obras principais, Do Contrato Social - em que expõe sua concepção de ordem política - e Emílio - minucioso tratado sobre educação, no qual prescreve o passo-a-passo da formação de um jovem fictício, do nascimento aos 25 anos. "O objetivo de Rousseau é tanto formar o homem como o cidadão", diz Maria Constança Peres Pissarra, professora de filosofia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. "A dimensão política é crucial em seus princípios de educação."
Não há escola em Emílio, mas a descrição, em forma vaga de romance, dos primeiros anos de vida de um personagem fictício, filho de um homem rico, entregue a um preceptor para que obtenha uma educação ideal. O jovem Emílio é educado no convívio com a natureza, resguardado ao máximo das coerções sociais. O objetivo de Rousseau, revolucionário para seu tempo, é não só planejar uma educação com vistas à formação futura, na idade adulta, mas também com a intenção de propiciar felicidade à criança enquanto ela ainda é criança.
Dependência das coisas
Rousseau via o jovem como um ser integral, e não uma pessoa incompleta, e intuiu na infância várias fases de desenvolvimento, sobretudo cognitivo. Foi, portanto, um precursor da pedagogia de Maria Montessori (1870-1952) e John Dewey (1859-1952). "Rousseau sistematizou toda uma nova concepção de educação, depois chamada de ?escola nova? e que reúne vários pedagogos dos séculos 19 e 20", diz Maria Constança.
Para Rousseau, a criança devia ser educada sobretudo em liberdade e viver cada fase da infância na plenitude de seus sentidos - mesmo porque, segundo seu entendimento, até os 12 anos o ser humano é praticamente só sentidos, emoções e corpo físico, enquanto a razão ainda se forma. Liberdade não significa a realização de seus impulsos e desejos, mas uma dependência das coisas (em oposição à dependência da vontade dos adultos). "Vosso filho nada deve obter porque pede, mas porque precisa, nem fazer nada por obediência, mas por necessidade", escreveu o filósofo em Emílio.
Um dos objetivos do livro era criticar a educação elitista de seu tempo, que tinha nos padres jesuítas os expoentes. Rousseau condenava em bloco os métodos de ensino utilizados até ali, por se escorarem basicamente na repetição e memorização de conteúdos, e pregava sua substituição pela experiência direta por parte dos alunos, a quem caberia conduzir pelo próprio interesse o aprendizado. Mais do que instruir, no entanto, a educação deveria, para Rousseau, se preocupar com a formação moral e política.
Método natural e educação negativa
Rousseau dividiu a vida do jovem - e seu livro Emílio - em cinco fases: lactância (até 2 anos), infância (de 2 a 12), adolescência (de 12 a 15), mocidade (de 15 a 20) e início da idade adulta (de 20 a 25). Para a pedagogia, interessam particularmente os três primeiros períodos, para os quais Rousseau desenvolve sua idéia de educação como um processo subordinado à vida, isto é, à evolução natural do discípulo, e por isso chamado de método natural. O objetivo do mestre é interferir o menos possível no desenvolvimento próprio do jovem, em especial até os 12 anos, quando, segundo Rousseau, ele ainda não pode contar com a razão. O filósofo chamou o procedimento de educação negativa, que consiste, em suas palavras, não em ensinar a virtude ou a verdade, mas em preservar o coração do vício e o espírito do erro. Desse modo, quando adulto, o ex-aluno saberá se defender sozinho de tais perigos.
Biografia
Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra, Suíça, em 1712. Sua mãe morreu no parto. Viveu primeiro com o pai, depois com parentes da mãe e aos 16 anos partiu para uma vida de aventureiro. Foi acolhido por uma baronesa benfeitora na província francesa de Savoy, de quem se tornou amante. Converteu-se à religião dela, o catolicismo (era calvinista). Até os 30 anos, alternou atividades que foram de pequenos furtos à tutoria de crianças ricas. Ao chegar a Paris, ficou amigo dos filósofos iluministas e iniciou uma breve mas bem-sucedida carreira de compositor. Em 1745, conheceu a lavadeira Thérèse Levasseur, com quem teria cinco filhos, todos entregues a adoção - os remorsos decorrentes marcariam grande parte de sua obra. Em 1756, já famoso por seus ensaios, Rousseau recolheu-se ao campo, até 1762. Foram os anos em que produziu as obras mais célebres (Do Contrato Social, Emílio e o romance A Nova Heloísa), que despertaram a ira de monarquistas e religiosos. Viveu, a partir daí, fugindo de perseguições até que, nos últimos anos de vida, recobrou a paz. Morreu em 1778 no interior da França. Durante a Revolução Francesa, 11 anos depois, foi homenageado com o translado de seus ossos para o Panteão de Paris.
Um pensamento rebelde na Era da Razão
Já adulto, Emílio, o personagem de Rousseau, ouve preleção sobre a natureza: religião natural. Ilustração: Acervo da Fundação Biblioteca Nacional - Brasil
Havia mais desacordo do que harmonia entre Rousseau e os outros pensadores iluministas que inspiraram os ideais da Revolução Francesa (1789). Voltaire (1694-1778), Denis Diderot (1713-1784) e seus pares exaltavam a razão e a cultura acumulada ao longo da história da humanidade, mas Rousseau defendia a primazia da emoção e afirmava que a civilização havia afastado o ser humano da felicidade. Enquanto Diderot organizava a Enciclopédia, que pretendia sistematizar todo o saber do mundo de uma perspectiva iluminista, Rousseau pregava a experiência direta, a simplicidade e a intuição em lugar da erudição - embora, mesmo assim, tenha se encarregado do verbete sobre música na obra conjunta dos filósofos das luzes. Também o misticismo os opunha: Rousseau rejeitava o racionalismo ateu e recomendava a religião natural, pela qual cada um deve buscar Deus em si mesmo e na natureza. Com o tempo, as relações entre Rousseau e seus contemporâneos chegou ao conflito aberto. Voltaire fez campanha pública contra ele, divulgando o fato de ter entregue os filhos a adoção. Os seguidores mais fiéis de Rousseau seriam os artistas filiados ao Romantismo. Por meio deles, suas idéias influenciaram profundamente o espírito da época. No Brasil, por exemplo, José de Alencar escorou seus romances indigenistas no mito rousseauniano do bom selvagem.
Para pensar
Por incrível que pareça, Rousseau, ao criar o mito do bom selvagem, acabou dando argumentos para negar a importância ou o valor da educação. Afinal, a educação é antes de tudo ação intencional para moldar o homem de acordo com um ideal ou um modelo que a sociedade, ou um segmento dela, valoriza. A educação aceita a natureza, mas não a toma como suficiente e boa em princípio. Se tomasse, não seria necessária... Se você comparar, por exemplo, as idéias de Rousseau e as de Émile Durkheim (1858-1917), verá que, nesse sentido, eles estão em extremos opostos. Para o sociólogo francês, a função da educação era introduzir a criança na sociedade.
Quer saber mais?
De Emílio a Emilia, Marisa del Cioppo Elias, 208 págs., Ed. Scipione, tel. 0800-161-700, 39,90 reais
Emílio ou Da Educação, Jean-Jacques Rousseau, 742 págs., Ed. Martins Fontes, tel. (11) 3241-3677, 73,90 reais
Rousseau - A Educação na Infância, 176 págs., Ana Beatriz Cerisara, Ed. Scipione, tel. 0800-161-700, 36,50 reais
Rousseau - A Política como Exercício Pedagógico, Maria Constança Peres Pissarra, 120 págs., Ed. Moderna, tel. 0800-172-002, 20,50 reais

Bom dia e feliz semana, meus amigos!


 

sábado, 19 de setembro de 2020

BOA NOITE, MEUS AMIGOS!


 

ESTATÍSTICAS

 

De sempre1140161
Hoje157
Ontem245
Este mês3722
Mês Anterior3664

A MINA POESIA: do ciclo"QUADO A PROSA ME INVADE A POESIA.POEMA: O OLHO DA MEMÓRIA







 Poema:

QUANDO A PROSA ME INVADE A POESIA
(O OLHO DA MEMÓRIA)
Ficou, na memória, um olho a piscar às luzes das recordações registadas entre velhas folhas do impoluto rascunho, que considero ser a primeira página, em directo, do Passado-que-hoje-é-Presente.
Nos meus dias me sento --------nos meus sonhos medito a vibração da árvore interior, onde guardo a vida das coisas que não consigo ler --------porque as palavras cheiram apenas a ti, e só de ti se recordam,
na luz dourada das folhas que tremem, e no vento constante que persiste em recordar todas as histórias, que nem de memória vivemos…
No persistente sol-posto de todos os pores- do- sol existentes, viro a página da insuportável lista do índice de lembranças que foram passando por nós, quais cavalos galopantes a saltarem águas frescas dos dias escuros- sem uma sombra de literatura, que pudesse refrescar a colina da nossa inclinada vida.
A poeira dos tempos
_________________vai ficando para trás,
________________________________dentro de nós…
Tu vais ficando
para trás,
---------- dentro de mim…
_____________________________________Ambos vamos ficando tristes…assim…
________________________________As lembranças, no olho da memória,
_________________________________________ vão, igualmente,
__________________ficando para trás…lá-Longe…mesmo que dentro de nós.
Pelo horizonte, passa um rasto de Primavera, num sulco de azul-mar que atordoa a mão de um poeta, que teima em desbravar teias de orvalho das palavras, que vieram para ficar.
As maçãs e as pêras do Outono apodrecem nos dias cada vez mais velhos e cansados, como se sofressem a dor de trabalhos forçados.
As uvas, essas não precisam de ter memórias…Aparecem do nada…chegam na hora certa, escondidas nas ramas das vinhas, nos socalcos e nos campos. O seu perfume fica, de ano para ano, nas papilas gustativas de um poema, que já não tem idade…
como BACO,
aliás, engrinaldado de mosto que o leva pela vida fora, sem que tenha que recorrer ao olho da Memória…
Maria Elisa Ribeiro-Portugal
Agosto /2016

A minha Poesia

 






O SONO DOS OUTROS

 

 

Todos dormem...eu, ainda não!

Teu nome que, sem querer, chamo,

é a minha insónia

 desde que as primeiras luzes cruzaram a nossa íntima história.

A lua cheia uiva...

E sinto um arrepio

ao chegar o primeiro raio de luz,

 que se estende pelo mundo e

 se dilui,  espalhando-se pelas terras ricas de história na memória.

Há sobressaltos e alvoroços da vida, que as ervas rasteiras

libertam aos primeiros raios do estrelado céu.

 

São felizes, as noites, quando nos vêem brincar ao som das

palavras do nosso poema e

 quando deslizamos pela colina de suaves ervas, em redor.

 

O poema de que somos autores é simples e comovente.

Fala da nossa alegria,

 naquela melancolia serena

 que o bosque liberta, em raios de luz  e cor.

 

 

Ouvi dizer

 que um poema não modifica as coisas...

Ai,sim, que modifica! E como...

 

Comecemos por pensar em nós dois...

_____________________________COMOVO-ME!

 

AGT/20

Maria Elisa Ribeiro

Com foto de PINTEREST, desejo um feliz fim de semana a todos os amigos!


                     De Leonid Afremov

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

O CANALHAL

 Adolf Hitler, Benito Mussolini e Francisco Franco foram três personagens essenciais para compreender o que aconteceu durante o século XX. Muito se falou das suas diferenças, mas o que os unia?

Boas leituras! 💻

Boa tarde o bom fim de semana!


 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

BOA NOITE, MEUS AMIGOS!


 

 [Autumn, when Migrating Birds Leave the Vineyard] By José Luis Gallego, environmental communicator

In September, when the farm work is done and the harvest has been brought in, the vineyard becomes one of the best places to observe the autumnal transformation of nature.
Jorge Eduardo Sousa Alves e 4,4 mil outras pessoas