terça-feira, 27 de junho de 2017

Boa noite, amigos de Lusibero!


De António Gramsci, in net:
“Meu estado de espírito sintetiza estes dois sentimentos [otimismo e pessimismo] e os supera: sou pessimista com a inteligência, mas otimista com a vontade. Em cada circunstância, penso na hipótese pior, para pôr em movimento todas as reservas de vontade e ser capaz de abater o obstáculo.”
― Antonio Gramsci
De António Tabucchi (1943-2012), in O Citador:
A Vida não Está por Ordem Alfabética
A vida não está por ordem alfabética como há quem julgue. Surge... ora aqui, ora ali, como muito bem entende, são miga­lhas, o problema depois é juntá-las, é esse montinho de areia, e este grão que grão sustém? Por vezes, aquele que está mesmo no cimo e parece sustentado por todo o montinho, é precisamente esse que mantém unidos todos os outros, porque esse montinho não obedece às leis da física, retira o grão que aparentemente não sustentava nada e esboroa-se tudo, a areia desliza, espalma-se e resta-te apenas traçar uns rabiscos com o dedo, contradanças, caminhos que não levam a lado nenhum, e continuas à nora, insistes no vaivém, que é feito daquele abençoado grão que mantinha tudo ligado... até que um dia o dedo resolve parar, farto de tanta garatuja, deixaste na areia um traçado estranho, um desenho sem jeito nem lógica, e começas a desconfiar que o sentido de tudo aquilo eram as garatujas.
António Tabucchi, in 'Tristano Morre'

Poema(Obra REGª)








Poema

GOTAS POÉTICAS

PASSOS…


pelos atalhos
por areias e pedras
pelas ervas verdes das matas fechadas
faias e olaias estão descansadas…
…os animais já as não vigiam…
…nada nem ninguém agora os persegue.
a noite é dos segredos que o poeta escreve.
pelos céus, as nuvens desenham círculos perfeitos
e as chuvas caem nos campos e nas matas
a escorregarem pelas cascatas
enchendo os charcos de aluviões.
restolha a folhagem quase prateada, quase com vida,
num golpe de luz que foge da lua…
anuncia a chegada dos passos de anjos
na noite calma em que o poeta dormita
sobre a palavra que ,por fim, reluz…

Maria Elisa Ribeiro
AGOSTO/014


De Agostinho da Silva , in O Citador

"Ser Diferente
A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos. "


Agostinho da Silva, in 'Diário de Alcestes'

De Agostinho da Silva...



Poema de Agostinho da Silva, in Pesquisa net :

Sonho
Teria passado a vida
atormentado e sozinho
se os sonhos me não viessem
mostrar qual é o caminho


umas vezes são de noite
outras em pleno de sol
com relâmpagos saltados
ou vagar de caracol

quem os manda não sei eu
se o nada que é tudo à vida
ou se eu os finjo a mim mesmo
para ser sem que decida.

Agostinho da Silva, in 'Poemas'
Alfredo Barroso
27 de Junho de 2016 às 12:33 · PÚBLICO ·




CONSEGUI FINALMENTE ESTABELECER UM «LINK» PARA A MINHA RESPOSTA AO FRANCISCO ASSIS NO «PÚBLICO»



Resposta a Francisco Assis: arrogante e grotesco
Não vejo Assis disposto a seguir-me o exemplo (ao invés, claro!), saindo do palco pela direita alta…
PUBLICO.PT

Bom dia, amigos de Lusibero!


segunda-feira, 26 de junho de 2017

Poema de Pablo Neruda

Poema(Obra Regª)


















BREVES







Lembranças

são memórias em painéis de tristeza

e de encantamento,

em que se movem variados sentimentos.

Falam das paisagens da vida das gentes,

de momentos de alegria e de tormentos,

de jardins floridos e de campos secos,

de montanhas verdes e desertos áridos…

Falam de acontecimentos que,

no Presente são Passado-sem-saberem-do-Futuro.

Pelas lembranças,

Recordamos a sentir as mudanças

que passam pelas várias épocas do Tempo,

deixando

nas nossas faces,

frestas de rugas, alegrias e lamentos.







Maria Elisa Ribeiro

JAN/017


OS PROFESSORES; DE...


Os professores
Por Alexandre Henriques
- 25 Junho, 2017
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Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.

É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores. Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares. O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-Ia-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não.

A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.
O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.

Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão. Antigamente, havia as escolas C+S;hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora o há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.

Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.
Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta.
Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.

Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.

Ricardo Araújo Pereira
in Opinião, Boca do Inferno, Revista VisãoOS PROFESSORES

Fundação AIS
16/6 às 12:24 ·


A comunidade cristã foi aconselhada a reduzir o número de celebrações e as próprias visitas aos templos, como medida de segurança face à ameaça terrorista http://bit.ly/ACN_Egipto_16617

O conselho foi dado no final da semana passada pelo ministro do Interior egípcio, durante uma reunião com os chefes de segurança das diversas províncias do país onde o risco de atentados é mais elevado.

Segundo Magdi Abdel Ghaffar, o Egipto está na mira de “forças que querem desestabilizar” o país, e é necessário usar todas as medidas preventivas. Assim, Abdel Ghaffar aconselhou os cristãos a reduzirem as “visitas e as celebrações” em igrejas e mosteiros, evitando os ajuntamentos de pessoas “em locais de culto e de oração” http://bit.ly/ACN_Egipto_16617

Fundação AIS
17/6 às 20:32 ·


O corpo do Padre Ragheed sucumbiu perante as balas das metralhadoras dos jihadistas. Mas essas balas não podem evitar que agora ele, no Céu, continue a rezar por nós, e pelos benfeitores da Fundação AIS, como prometeu na última carta que nos enviou.



Impossível esquecer
Foi a 3 de Junho de 2007. Fez agora 10 anos. O Padre Ragheed Ganni, de 35 anos, foi assassinado logo após ter celebrado Missa em Mossul, uma das mais importantes cidades iraquianas. O país já vivia tempos...
VOZDAVERDADE.ORG

Bom dia. meus amigos!


"Bom domingo, amigos!

Foto google"

domingo, 25 de junho de 2017

Boas noites, meus amigos!



Bom Domingo, Meus amigos!


Poema meu (Obra Regª)








Poema:

Monumento à Verdade

Por dentro da Imagem do fingimento,
é impossível sentarmo-nos na dor, pois ela levanta-se
como um monumento à Verdade desmesurada,
em que nos não podemos inventar.


Poesia a caminhar para um palco, a enganar?

Não é o poeta o cenário de tal caminhada,
pois ele não pode ser Silêncio, mesmo que se manifeste
de boca cerrada…
A mente que fervilha Mensagens pelos dedos iluminados,
eleva-se até aos mundos degradados…
O poeta, na sua dor, expele recados de amor
e nunca está parado…
…e a lua brilha momentaneamente nos mundos arruinados…
…e os astros lêem do espaço nas luzes apaziguadas…
…e até crescem flores no meio das armas de aço forradas…
Até os mares acalmam,
enquanto as ondas afastam o medo do dia-a-dia!

É preciso que o fingimento da Verdade seja,
PURA e SIMPLESMENTE,
POESIA!!!

Maria Elisa Ribeiro
JNH/017

sexta-feira, 23 de junho de 2017

OS FOGOS EM PORTUGAL


Jornal de Notícias
22 min ·


Empresas do papel ajudam Pedrógão Grande


The Navigator e Altri doam um milhão de euros para apoio às vítimas dos incêndios

JN.PT|POR JORNAL DE NOTÍCIAS

OS FOGOS EM PORTUGAL


Jornal de Notícias
22 min ·


Empresas do papel ajudam Pedrógão Grande


The Navigator e Altri doam um milhão de euros para apoio às vítimas dos incêndios

JN.PT|POR JORNAL DE NOTÍCIAS

Poema do nosso José Augusto Seabra

















Poema de José Augusto Seabra, in Pesquisa Net:

ARTE POÉTICA

Surdo às palavras dos poetas fáceis.
Cego às imagens e ao mistério inútil.
Troquei as sombras por um sol lavado,
enjôo as cores da beleza fútil.


Poesia é - se a crio - a do real.
(Real o sonho, e sonho o descobri-lo.)
Prefiro este sabor de o tatear
às horas podres gastas a iludi-lo.

Sei pelo esforço o que a magia ignora.
Tenho asas tão leves nos sentidos
como as que nuvens de evasão vagueiam
por espaços só delas pressentidos.

Encontro em cada coisa o que é comum.
Reparto cada instante mais pequeno
da intimidade oculta dos meus gestos.
Sereno escrevo e a vós me dou sereno.

Sais o eco e o som da minha voz.
Amais a claridade e eu sou claro.
Dispo-me inteiro se preciso for
e no que é simples é que busco o raro.

José Augusto Seabra

A Poesia de Yannis Ritsos




11 outubro, 2008

Os Modelos - Yannis Ritsos

.
Não esqueçamos nunca - disse - as boas lições, aquelas
da arte dos Gregos. Sempre o celeste lado a lado
com o quotidiano. Ao lado do homem, o animal e a coisa —
uma pulseira no braço da deusa nua; uma flor
caída no chão. Recordai as formosas representações
nos nossos vasos de barro — os deuses com os pássaros e com outros animais,
e juntamente a lira, um martelo, uma maçã, a arca, as tenazes;
ah! e aquele poema em que o deus, ao terminar o trabalho,
retira o fole de junto do fogo, recolhe uma a uma as ferramentas
dentro da arca de prata; depois, com uma esponja, limpa
o rosto, as mãos, o pescoço nervudo, o peito peludo.
Assim, limpo, bem arranjado, sai à tardinha, apoiado
nos ombros de efebos todos de oiro — trabalhos de suas mãos
que têm força, e pensamento, e voz; — sai para a rua,
mais magnífico que todos, o deus coxo, o deus operário.
.
Giánnis Ritsos, "IX- Repetições", in Antologia. Selecção, trad. e prefácio de Custódio Magueijo. Coimbra: Fora de Texto, 1993, p. 106.
.
.
.
com Abraço da mt

Publicado por Casa Museu João de Deus...

quinta-feira, 22 de junho de 2017




idem...

IDEM....

Música de Coimbra-ç Portugal

Música de Coimbra-PORTUGAL

Música de Coimbra- Portugal

POEMA: O AMOR, de KHALIL GIBRAN




O amor – Khalil Gibran


Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa poda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações
E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga:
“Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes:
“Eu estou no coração de Deus”.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.


Do livro: O Profeta – Gibran Khalil Gibran

Boa tarde, meus amigos!


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Boa noite, amigos!


Poema REGº














FRAGMENTOS II





Todas as manhãs te vejo à chuva

Todas as manhãs te vejo ao sol,

com um ar de esquecimento a toldar-te os olhos...




tantas palavras vejo em torno dos teus pensamentos…




…são palavras inclinadas para o desequilíbrio,

que procuram continentes inteiros de luz de sol.




Quando tudo se tornar mais simples,

veremos as ruas- a- correr em direcção aos raios de luar




e todas as noites te verei nas estrelas, a brilhar…







Maria Elisa Ribeiro



Abril/017

Le Figaro
16/6 às 9:11 ·


Abou Bakr al-Baghdadi a-t-il perdu la vie dans une frappe le 28 mai près de Raqqa?


L'armée russe «vérifie» si elle a éliminé le chef de l'EI
LEFIGARO.FR

Le Figaro
9 h ·


On ignorait dans l'immédiat la nationalité de l'appareil, alors que la France a dépêché trois avions pour lutter contre le feu de forêt qui a fait 64 morts.


Un Canadair s'écrase en luttant contre les incendies au Portugal
LEFIGARO.FR


Le Figaro
7 min ·


🇬🇧 Le prince normal. 🇬🇧


Le prince William et ses 35 ans de perfection (rien que ça)
MADAME.LEFIGARO.FR

grupo POLÍTICA PARA TODOS.
19/6 às 14:06 ·



DIÁRIO DE NOTÍCIAS: Hermínio Loureiro detido por suspeitas de corrupção


Investigação - Hermínio Loureiro detido por suspeitas de corrupção
O ex-autarca é um dos sete detidos no âmbito de um inquérito titulado pelo Ministério Público - DIAP de Aveiro, Secção de Santa Maria da Feira

DN.PT|POR DIÁRIO DE NOTÍCIAS


Diário de Notícias partilhou uma ligação.
12 min ·



Pedrógão Grande. "Nós, bombeiros, não queremos nada para nós, queremos é acudir pessoas"

DN.PT|POR DIÁRIO DE NOTÍCIAS


Incêndios - Presidente da Liga dos Bombeiros: "Incêndio teve mão criminosa"
Presidente da Liga dos Bombeiros fala da disparidade entre a hora do começo do incêndio e da trovoada
www.dn.pt
Bom dia, meus amigos!
Foto Pinterest

terça-feira, 20 de junho de 2017

Boa noite, meus amigos!


PORTUGAL de LUTO!



Força e muita coragem !!!!! Beijinhos


Presidente da Câmara de Góis relata casos de pessoas que não queriam abandonar as casas
A presidente da Câmara de Góis relatou um dos casos que mais a impressionou na fuga às chamas e que diz respeito a um casal de idosos que resistiu em…
SICNOTICIAS.SAPO.PT

Boa tarde, meus amigos!
Foto Google

Do nosso José Régio



Originalidade Verdadeira e Originalidade Falseada

Em Arte, é vivo tudo o que é original. É original tudo o que provém da parte mais virgem, mais verdadeira e mais íntima duma personalidade artística. A primeira condição duma obra viva é pois ter uma personalidade e obedecer-lhe. Ora como o que personaliza um artista é, ao menos superficialmente, o que o diferencia dos demais, (artistas ou não) certa sinonímia nasceu entre o adjectivo original e muitos outros, ao menos superficialmente aparentados; por exemplo: o adjectivo excêntrico, estranho, extravagante, bizarro... Eis como é falsa toda a originalidade calculada e astuciosa.
Eis como também pertence à literatura morta aquela em que um autor pretende ser original sem personalidade própria. A excentricidade, a extravagância e a bizarria podem ser poderosas - mas só quando naturais a um dado temperamento artístico. Sobre outras qualidades, o produto desses temperamentos terá o encanto do raro e do imprevisto. Afectadas, semelhantes qualidades não passarão dum truque literário.


José Régio, in 'Presença, Folha de Arte e Crítica, 1927-1940'

Cântico Negro, talvez a mais bela poesia de José Régio

amarePorque gosto.....



"Cântico Negro" de José Régio por Pedro Lamares | Prémio Autores 2017
Sociedade Portuguesa de Autores PRÉMIO AUTORES 2017 "Cântico Negro" de José Régio por Pedro Ls #premioautores Local: Grande…
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PORTUGAL DE LUTO!



PORTUGAL DE LUTO!




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