terça-feira, 17 de outubro de 2017

Bom dia, MUNDO, COM AS LÁGRIMAS DE PORTUGAL!


PORTUGAL ESTÁ DE LUTO!!!!

segunda-feira, outubro 16, 2017






Portugal está de luto, decretou o Governo. Também decretou a situação de calamidade. Um ano de incêndios que devastaram o país e mataram cerca de 100 pessoas. Ainda não estão contabilizados os feridos, alguns dos quais poderão vir a falecer. Uma tragédia para um país com tão débeis recursos. Não temos palavras para retratar os dramas de milhares de compatriotas que tudo perderam. Tudo, incluindo bens construídos ao longo de anos, mais a alegria de sonhar, o gosto de projetar o futuro, o pr
azer de viver.  A tragédia vai marcar os nossos quotidianos por tempo sem fim. A história de Portugal, a história de concelhos, freguesias e aldeias e as histórias de famílias e pessoas atingidas pelo inferno das chamas hão de ficar dramaticamente registadas na nossa memória coletiva.  Para muitos, as culpas são sempre dos outros, mas temos de assumir que todos somos coniventes nesta situação, direta ou indiretamente, desde o poder político, nacional e autárquico, até aos nossos comportamentos a nív…

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A ONU mostrou ao mundo, com esta imagem de ontem, OS FOGOS DE ONTEM, em PORTUGAL!



8 h ·



Triste é não podermos aplicar castigos dignos da Idade Média às mentalidades dignas da Idade Média que não conseguem distinguir a malvadez no acto de pegar fogo a uma mata. Triste é sermos forçados a continuar primeiro mundo contra cabeças de décimo terceiro mundo. Triste e (su)rreal.

Daniel Oliveira
36 min ·


Incêndios: Claro que se vai repetir. Durante anos.

Tal como António Costa disse ontem, não só não pode garantir que o dia de ontem não se vai repetir como é seguro que, de alguma forma, ele vai acontecer de novo. Não é fácil um jornalista compreender que a resposta a um problema realmente importante é muitíssimo mais lenta do que o seu trabalho. É como pedir a um a pugilista para jogar xadrez. Com luvas. Mas isso não pode determinar as decisões dos políticos. Nada, a não ser o refrescamento do Ministério e a limpeza da Proteção Civil, produzirá efeitos brevemente. Tudo o resto, que é o que interessa, precisa de tempo e de um compromisso político alargado durante uma década. Em vez de começarmos outra vez a inventar, vamos ler relatório publicado pela comissão independente e completemos a reforma da floresta que deu os primeiros passos há uns meses. A ministra não pode ficar? Não, porque lhe falta autoridade política para fazer o que tem de ser feito. Mas a sua demissão não vai resolver coisa alguma. Costa tem razão: cada incêndio que apagamos é apenas um incêndio que é travado. Os problemas estruturais estão lá todos e não se vão resolver ao ritmo das polémicas mediáticas. Esta é a altura que os vários atores políticos se entendem e olimpicamente ignoram o ruído dos comentadores e jornalistas. O meu incluído.


Incêndios: claro que se vai repetir. Durante anos
Em vez de começarmos outra vez a inventar, vamos ler relatório publicado pela comissão independente e completemos a reforma da floresta que deu os primeiros passos há uns meses. Cada incêndio que apagamos é apenas um incêndio que é travado. Os problemas estruturais estão lá todos e não se vão resolv...
EXPRESSO.SAPO.PT

FOGOS EM PORTUGAL!


E será que, NINGUÉM SE VAI OPOR aos CÉREBRO MENTECAPTO ??? HAJA CONSCIÊNCIA !!! A MALDADE TEM RETORNO!!!
Lx. 16/10/2017
Graciette Annaya.

PORTUGAL A ARDER! OS TERRORISTAS MUDARAM DE ARMAS! EM PORTUGAL USAM O FOGO!


PORTUGAL ESTÁ DE LUTO! DE ONTEM PARA HOJE, MORRERAM MAIS 35 PESSOAS, A juntar a mais 64 em PEDRÓGAO GRANDE!

PORTUGAL ESTÁ DE LUTO!
Não são só os satãs armados de catanas, que degolam pessoas, com toda a satisfação, em frente de máquinas de filmar, que têm um comportamento terrorista ou que se sentem em ódio para com todo o mundo! Eu já tive a possibilidade de o dizer , aqui, em Junho...ISTO É FRUTO DE UMA REDE TERRORISTA, CUJO ÓDIO ESTÁ A ATINGIR UM POVO!E PARECE QUE TUDO CONTINUARÁ EM FOGO, ENQUANTO NÃO CHOVER. MAS, DEPOIS DE CHOVER, A "COISA" ESTÁ PENSADA PARA CONTINUAR!O que não puderem fazer arder este ano, arderá no próximo ano! MAIS TRINTA E TAL MORTOS, NOS FOGOS DE ONTEM ATÉ HOJE!
PORTUGAL ESTÁ DE LUTO! PORTUGAL TEM QUE BATER ESTES NOVOS TERRORISTAS! FAÇAMOS DE TUDO PARA OS ENCONTRAR E QUE PAGUEM ,DE QUALQUER MODO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Maria Elisa Ribeiro -16/10/2017


Sobre Jacinto do Prado Coelho, num artigo do Centro Virtual Camões :

..." no capítulo de Ao Contrário de Penélope, intitulado “Como Ensinar Literatura”, desenvolve um pensamento que não deixa lugar a dúvidas quanto à sua conceção de literatura e ao modo como sempre encarou a sua responsabilidade docente: “Ler colectivamente (em diálogo com a obra literária, em diálogo de leitor com outros leitores) é, com efeito, além de prazer estético, um modo apaixonante de conhecimento [...] Não há, suponho, disciplina mais formativa que a do ensino da literatura [...] Saber idiomático, experiência prática e vital, sensibilidade, gosto, capacidade de ver, fantasia, espírito crítico – a tudo isto faz apelo a obra literária, tudo isto o seu estudo mobiliza. [...] A literatura não se faz para ensinar: é a reflexão sobre a literatura que nos ensina”. Elucidativos excertos que vêm coroar conceitos e práticas desenvolvidas durante toda uma vida.

Apesar de o sec. XX ter sido atravessado por inúmeras controvérsias acerca da literatura e das metodologias mais convenientes ao seu estudo, de posse desse conhecimento, J.P.C. manteve princípos e conceitos que orientaram o seu trabalho: a literatura como produção estética em forma de linguagem (sem que isso implicasse aderir a meros formalismos); a literatura como organismo desenvolvido em sistemas - os géneros, por exemplo - sem que isso implicasse a redução da leitura a esquemas sistemáticos; a possibilidade de múltiplas aproximações à literatura e portanto a aceitação de metodologias diversas não exclusivas.

Classificava a sua leitura crítica do texto literário como “leitura imanente” (termo comum no sec. XX em teorias advogadas quer pela Estilística, quer pelo, assim designado, New Criticism, quer pelo Formalismo Russo) o que correspondia a uma consideração da obra literária enquanto tal, e não enquanto documento social ou biográfico, embora considerasse que o conhecimento do autor, da sua biografia, do seu enquadramento cultural, ajudava a essa leitura. Na apreciação e análise dos textos literários reconhecia (como quase inevitável) a qualidade de constituirem um todo coerente e uno. A propósito de Fernando Pessoa, por exemplo, afirmava no prefácio que antecede o estudo que lhe dedicou: “a própria diversidade [...] vale como expressão dramática de identidade”.[...] “expressão dramática” é já em si uma forma de expressão, implica uma representação cénica, a certeza de que a expressão literária (ou poesia) não existe senão em forma de”. Por outras palavras, a coerência e unidade da obra com valor estético não se opõe a uma ambiguidade e fluidez significativa. Ou ainda, a complexidade da literatura é inerente à sua própria condição estética de ser linguagem; sem que, no entanto, essa condição obrigue a um absoluto caráter intransitivo da literatura – o seu ensimesmamento – ou se torne o caminho para uma leitura desconstrutiva que o seu tempo não chegou a conhecer como prática metodológica.

Situado metodologicamente entre a História Literária, tal como o Romantismo e sucedâneos do fim do sec. XIX e primeira metade do sec. XX a foram entendendo, e a reação a essa metodologia, corporizada em todas as teorias do sec. XX que enfatizavam o estudo da literatura em si, J.P.C. esclareceu, mais do que uma vez, mas claramente em ensaio sobremaneira dedicado ao assunto, a importância que dava à questão e o modo como a entendia. Corrigiu qualquer apreço por um biografismo feito de petits faits, bem assim como a utilização pura e simples da literatura como documento de época ou autor. No entanto nunca desligou o conhecimento da literatura do conhecimento da história que a enquadrava.

Interrogando-se sobre a “actualidade” de um poeta do passado – no caso exemplar Camões – admite que a sua qualidade estética lhe permite ascender ao estatuto de ser temporal e intemporal. Digamos que a questão envolve dois atores principais: o autor- texto na sua qualidade estética e o leitor como recetor atual que recria o que recebe. Esta consideração dialogal (no ser bifronte que é a literatura, segundo o seu ponto de vista) levou-o a enquadrar progressivamente a atividade da leitura na perspetiva de uma estética da receção, o que metodologicamente foi colher aos estudos de receção da Escola alemã de Constança, nomeadamente aos trabalhos de Hans Robert Jauss. Esta conceção metodológica levou-o a sublinhar progressivamente a questão do leitor e da leitura ao ponto de ter organizado durante alguns anos um projeto sob o signo da sociologia da literatura (cf. Problemática da Leitura – aspetos sociológicos e pedagógicos).

A última recolha de ensaios, publicada sob o título Camões e Pessoa, Poetas da Utopia, é bem reveladora da atenção que deu aos trabalhos de Jauss, sem contudo aplicar ipsis verbis a sua metodologia. Neste livro, recolha de ensaios vários sob o signo de dois poetas maiores da Literatura Portuguesa, J.P.C. assume a utopia como “categoria mental” e aposta no futuro da literatura tanto quanto nos valores do seu passado. “A literatura é o espaço da utopia” diz, e continua, “Com efeito tal como a utopia, o lugar da poesia ou da ficção é o lugar inexistente em que, de modo implícito ou direto, o lugar-aqui se projeta”...

FOGOS EM PORTUGAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


adicionou 2 fotos novas.
17 h ·



Boa noite!!!...
..... e o espetáculo agravou.se ... o fogo lavra agora por quilómetros ...
Foto de José Manuel Ascenso.

domingo, 15 de outubro de 2017

John Lennon - Woman

John Lennon - Mother (Live) (HD)

"stand by me" john lennon live 1975

TUDO PELA AMAZÓNIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



partilhou uma ligação.
17 h
ACERCA DO BRASIL. ---- PRIMEIRAMENTE, FORA TEMER ! ---
Um decreto da presidência determinou uma area maior que diversos países do mundo de floresta protegida para a mineração. Nós podemos impedir isso: faça pressão agora em http://342amazonia.org e participe da campanha!
https://www.facebook.com/MidiaNINJA/videos/965149416976537/?hc_ref=ARSIcnJaZV4loFGIl7CSbSsX1Diw_CvK9dytfTX13Yt62Fzc5IIVsRQ60GPWaKDe8-s...Ver Mais


É hora de pressionar os políticos pela Amazônia! #342Amazônia
A florestas e a natureza são muito maiores que o jogo sujo da política. Faça pressão!
342AMAZONIA.ORG


Poema de E. Cummings(1894-1962), in Net

Chamar a Si Todo o Céu com um Sorriso
que o meu coração esteja sempre aberto às pequenas
aves que são os segredos da vida
o que quer que cantem é melhor do que conhecer
e se os homens não as ouvem estão velhos


que o meu pensamento caminhe pelo faminto
e destemido e sedento e servil
e mesmo que seja domingo que eu me engane
pois sempre que os homens têm razão não são jovens

e que eu não faça nada de útil
e te ame muito mais do que verdadeiramente
nunca houve ninguém tão louco que não conseguisse
chamar a si todo o céu com um sorriso

E. E. Cummings, in "livrodepoemas"
Tradução de Cecília Rego Pinheiro

OBRA REGª!!!!!!!!



Poema:

Eu sou aquela
que se agita
nos rumores obscuros da noite;
a minha insónia,
rasgada pelas memórias,
vê surgir palavras
que me embriagam o pensar,
que está triste no meu Dentro.


Tenho tanta saudade...
-saudade dos dias solarengos e chuvosos,
-saudade das medas de palha enroladas
-saudades das tuas mãos fogosas...

Tenho saudade!...

Maria Elisa Ribeiro
OUT/017

sábado, 14 de outubro de 2017

Uma foto de bom dia a desejar-vos "Boa noite"


Al Bano - Và Pensiero ( Coro Armata Russa)

Verdi - Nabucco - Va Pensiero - Bis

Balada de Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89 - Queima das Fitas Coimbra ...

Dornes: Ir é o melhor remédio

Fraga da Pena Waterfall - Piódão - Foz de Égua aerial view - 4K Ultra HD

Portas de Ródão & Vila Velha de Ródão aerial view - 4K Ultra HD

Pedro Barroso- Monte do que há de haver

Procol Harum ( A Whiter Shade Of Pale / 2004 )


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17 h


ACERCA DO BRASIL. ---- PRIMEIRAMENTE, FORA TEMER ! ---
Um decreto da presidência determinou uma area maior que diversos países do mundo de floresta protegida para a mineração. Nós podemos impedir isso: faça pressão agora em http://342amazonia.org e participe da campanha!

https://www.facebook.com/MidiaNINJA/videos/965149416976537/?hc_ref=ARSIcnJaZV4loFGIl7CSbSsX1Diw_CvK9dytfTX13Yt62Fzc5IIVsRQ60GPWaKDe8-s


É hora de pressionar os políticos pela Amazônia! #342Amazônia
A florestas e a natureza são muito maiores que o jogo sujo da política. Faça pressão!
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partilhou a publicação de Teresa Almeida.
11/10 às 22:55


Dois Mafiosos a solta.


Teresa Almeida‎ para Grupo de apoio à Senhora Ministra Maria Constança Dias Urbano de Sousa

Ainda-e sempre!-o fogo de Pedrógão Grande, onde morreram 64 pessoas!


Notícias ao Minuto
4 h ·


António Costa respondeu assim às declarações de Marcelo Rebelo de Sousa


Pedrógão: "Responsabilidade é dar execução" às recomendações do relatório


NOTICIASAOMINUTO.COM

Furacão perto dos Açores


Notícias ao Minuto
3 h ·


Às 15h, o furacão encontrava-se a 355 quilómetros dos açores


Furacão Ophelia sobe a categoria 3


NOTICIASAOMINUTO.COM


Notícias ao Minuto
18 min ·


ÚLTIMA HORA


Benfica de serviços mínimos segue em frente na Taça


NOTICIASAOMINUTO.COM

De Pacheco Pereira





JOSÉ PACHECO PEREIRA
OPINIÃO
Por que é que a história é sempre surpresa


Daqui a 20 anos nada disto estará de pé, umas vezes para melhor, mas mais provavelmente para pior.
14 de Outubro de 2017, 6:55
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Coloquem-se a 20 anos de distância, por volta do início do século, um átomo no curso da história, e vejam bem se era possível imaginar alguma destas coisas:
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1. José Sócrates, antigo primeiro-ministro português, está acusado de mais de 30 crimes. Mesmo que sejam provados dez dos 30, irá passar muitos anos na cadeia. O que é que pensava a Pátria dele? Elegeu-o para primeiro-ministro duas vezes e condecorou-o com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

2. Ricardo Salgado, anteriormente conhecido como o “dono disto tudo”, está acusado de mais de 20 crimes. Mesmo que só sejam provados dez dos 20, irá passar muitos anos na cadeia. O que pensava a Pátria e o mundo dele? Tem um doutoramento honoris causa e várias condecorações nacionais e estrangeiras, muita gente tinha medo dele e ainda mais gente devia-lhe favores. Ele sabe disso.

3. Zeinal Bava, o gestor modelo, premiado com todos os prémios, apontado como exemplo à juventude tecnologicamente afoita, está acusado de cinco crimes. Mesmo que apenas metade seja provada, poderá passar vários anos na cadeia. O que pensava a Pátria dele? Tem um doutoramento honoris causa, e a Pátria condecorou-o com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Empresarial.

4. Henrique Granadeiro, considerado um dos grandes gestores portugueses e com uma longa carreira cívica e política, está acusado de oito crimes. Mesmo que apenas metade seja dada como provada, pode passar alguns anos na cadeia. O que pensava a Pátria dele? Bebia-lhe os vinhos e condecorou-o com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

5. De Carlos Manuel Santos Silva, a Pátria não pensava nada, porque não sabia quem era. Surpresa! O homem ganhava milhões e era muito amigo de José Sócrates e nós não sabíamos.

6. Armando Vara não é exemplo para aqui chamado, porque a Pátria pensava dele o mesmo que pensa agora, mas não deixou entretanto de lhe atribuir a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

7. Portugal é governado por um governo de maioria de esquerda. Não interessa muito a fórmula, mas é uma variante de Frente Popular.

8. O PCP perdeu Almada.

9. Depois de Jerónimo de Sousa ter estabilizado o partido pós-Cunhal e pós-URSS, o PCP conhece pela primeira vez uma crise estrutural, de influência, votos, linguagem e organização. A crise não resulta da “geringonça”, bem pelo contrário. A “geringonça” adiou a crise.

10. O PSD tem menos votos em Lisboa do que o CDS.

11. Os dois maiores partidos, o PS e o PSD, são os mesmos. À sua frente estão (ou virão a estar) pessoas que era previsível terem esse futuro político já em 2000. Mas esta continuidade de forças e pessoas é mais surpreendente do que parece. Quer o que muda, quer o que não muda pode ser surpresa.

12. Existe pela primeira vez depois de 1974 uma direita extrema que não é uma extrema-direita. Os temas não são os mesmos, a linguagem não é a mesma, é elitista e, felizmente, não sabe ser populista. Pelo menos até agora. Recruta nos jovens educados, de boas famílias e maus costumes sociais.
Continuar a ler

OPERAÇÃO MARQUÊS
Como Sócrates enganou um seu ex-secretário de Estado


Atraso no pagamento de mais-valias por parte da mãe deu origem a notícia que antigo governante tentou a todo o custo desmentir.
ANA HENRIQUES 14 de Outubro de 2017, 7:46
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FotoEmanuel Santos foi secretário de Estado do Orçamento nos dois Governos (de 2005 a 2011) de José Sócrates ENRIC VIVES-RUBIO
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Entre os inúmeros episódios relatados no despacho de acusação da Operação Marquês figura um que mostra como o antigo primeiro-ministro José Sócrates não hesitou em enganar um antigo colega de Governo para atingir os seus objectivos — que eram, no caso em questão, simplesmente desmentir uma notícia.
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O Correio da Manhã descobriu em Dezembro de 2013 que a progenitora do ex-governante ainda não tinha pago as mais-valias relativas ao apartamento que havia vendido no Verão anterior ao amigo do filho, Carlos Santos Silva, que somavam mais de 41 mil euros. Um negócio que o Ministério Público encara como “uma mera manobra para justificar a transferência de quantias monetárias elevadas” para José Sócrates, por intermédio da mãe.

“Entre as 17h45 horas do dia 3 de Dezembro, momento em que recebeu a comunicação da jornalista do Correio da Manhã, e as 19h11 horas do mesmo dia, José Sócrates desenvolveu toda uma série de contactos, via telefone, no sentido de conseguir que o imposto em falta fosse pago antes da publicação da notícia”, descrevem os procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Objectivo: poder desmentir a seguir o Correio da Manhã. É isso mesmo que diz nessa tarde à ex-mulher e hoje também arguida da Operação MarquêsSofia Fava: “Vão ter azar porque vão publicar uma notícia falsa, pois a mãe vai pagar sem infracção nenhuma, dentro do prazo que o Governo concedeu”, explica, apelidando de “pulhas” os jornalistas daquele órgão de comunicação social.

Depois de ter mandado transferir para a Autoridade Tributária o dinheiro em falta, na manhã seguinte havia que desmentir a notícia, que tinha como título de capa “Mãe de Sócrates deve milhares ao fisco”. Numa primeira fase recorreu a uma amiga cujo irmão era funcionário das Finanças, para que este passasse uma declaração à progenitora a confirmar que ela não possuía dívidas fiscais. Falhada essa hipótese — o homem não tinha ido trabalhar nesse dia — ligou a Emanuel Santos, que tinha sido secretário de Estado adjunto e do Orçamento em governos seus, entre 2005 e 2011. “Omitiu-lhe que o pagamento em causa fora feito no dia anterior, após ter tomado conhecimento de que a notícia iria ser publicada”, assinala o despacho de acusação.

LER MAIS
Acusação diz que Salgado se apropriou de 10,7 milhões desviados do seu grupo

Apesar de já não exercer funções governativas, Emanuel Santos conhecia o director-geral dos impostos, Azevedo Pereira, que se tinha mantido no cargo. Só que as horas passavam e nada de o ex-secretário de Estado conseguir falar com o director-geral, que estava em reuniões de trabalho. “Se não for até à hora de almoço desista, porque... Epá, eu também já estou farto destes pulhas, pá. Neste dia a minha mãe não deve nada ao fisco”, dizia, irritado, Sócrates a Emanuel Santos. Neste entretanto também ligou a Carlos Santos Silva, que tinha igualmente lido o artigo. Das escutas efectuadas, o Ministério Público depreende que o empresário se disponibilizou para ser ele a pagar os 41 mil euros de mais-valias. Mas já não era preciso.

Do nosso Raul Brandão






Ninguém se pode Encarar a si Próprio até ao Fundo
Ninguém pode com isto, ninguém pode encarar-se a si próprio e ver-se até ao fundo. A tua meticulosidade é de ferro, a tua meticulosidade está de tal maneira entranhada no teu ser que sem ela não existes. Pois até a tua meticulosidade se há-de dissolver! E tu sem o hábito não existes, nem tu sem o dever, nem tu sem a consciência. Sem estas palavras a vida não existe para ti, e sem escrúpulos que te resta? O que aí está é temeroso, seres estranhos, seres que, se dão mais um passo, nem eu nem tu podemos encarar com eles. Andam aqui interesses - e outra coisa. Com mil palavras diversas e ignóbeis, mil bocas que te empurram para a infâmia - outra coisa. Tens de confessá-lo. Não é a consciência - não é o remorso - não é o medo. É uma coisa inexplicável e imensa, profunda e imensa, que assiste a este espectáculo sem dizer palavra - e espera... És imundo, és a vida.

Raul Brandão, in 'Húmus'

Vangelis - Titans

John Dunbar Theme - Dances with Wolves

Willie Nelson - Always On My Mind

Procol Harum - A Whiter Shade of Pale, live in Denmark 2006



“Despendo mais energia numa discussão com a minha mulher, do que em cinco conferências de imprensa.”
― Charles de Gaulle

-



Frases e Pensamentos de Charles de Gaulle
Coletânea de frases e citações de Charles de Gaulle
KDFRASES.COM

Bom dia, meus amigos!


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Boa tarde, meus amigos!
Bom fim de semana!
Foto pinterest

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Poema do nosso Mário de Sá-Carneiro

NOTA: um poema que demonstra à exaustão que a "luta" entre Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, teriam sido os maiores vultos dos Modernismo e Pós-Modernismo, caso o segundo não se tivesse suicidado em Abril de 1916.Sá-Carneiro é, sobretudo, um narcisista...Fala de si, e de si, e de si...das suas mágoas, dos desaires da sua vida. E como não pôde atingir a vida que idealizou,outra coisa não faz senão fugir da que Deus lhe deu.
Este poema "QUASE" diz isso mesmo: pouco faltava , sempre, para se sentir feliz ,para ter uma existência nova...Mas, embora a visse prestes a raiar nunca conseguia deitar-lhe a mão. É o tal "quase", que, afinal, nos falta a todos para LÁ Chegarmos!


NOTA DE Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
12/10/2017









Poema de Mário de Sá-Carneiro, in Net:




Quási
Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe d'asa...
Se ao menos eu permanecesse àquem...



Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dôr! - quási vivido...


Quási o amor, quási o triunfo e a chama,
Quási o princípio e o fim - quási a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!


De tudo houve um começo... e tudo errou...
- Ai a dôr de ser-quási, dor sem fim... -
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...




Momentos d'alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ansias que foram mas que não fixei...




Se me vagueio, encontro só indicios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sôbre os precipícios...


Num impeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...


. . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . .


Um pouco mais de sol - e fôra brasa,
Um pouco mais de azul - e fôra além.
Para atingir, faltou-me um golpe de aza...
Se ao menos eu permanecesse àquem...




ESCRITO EM PORTUGUÊS DOS PRINCÍPIOS DO SÉCULO XX; USOU, ainda, no entanto, a Língua do século XIX.


Mário de Sá-Carneiro, in 'Dispersão'

OBRA REGª















GOTAS POÉTICAS

Serena e carinhosamente,
gotas de orvalho puro pousaram sobre o natural
cetim aveludado de rubras pétalas de rosa
altivas, abertas , com ar de flor inocente.

De ervas daninhas expurgada, a relva do tenro linho
deu largas aos sentidos sedentos e bebeu, do relento,
o ansiado sustento que, quase filosoficamente, hibernou
numa fresta de terra arada, à espera da semente.

Perdido na noite a flutuar nas gotas de orvalho
ao deus-dará da vida,
anda aquele beijo desejado
que-um dia, quem sabe?
tua boca risonha me dará
como tinha-há tanto!-prometido.

Entretanto, teu olhar sereno anda a espalhar-se ao longo de um louco poema.
Depois virá ao encontro de MIM-COROLA-ANSIOSA que, ousadamente, o beijará.

Serenas pétalas de fogo-rubras-rosas-mimosas!
Corolas-ansiosas-pelo-bico-das-formosas-ardentes-borboletas!
Os raios de Sol gotejam a largar seu brilho pelos campos!

Maria Elisa Ribeiro
MRÇ/017
World of DiscoveriesPatrocinado
World of Discoveries é um Museu Interativo e Parque Temático sobre a aventura que mudou o...

World of Discoveries
Museu
25673 pessoas gostam disto


Bom dia, meus amigos!

Foto Pinterest

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Público
11 de Outubro de 2016 às 12:40 ·



Prosseguem as detenções em massa na Turquia e o estado de emergência vai ser alargado.


Turquia ordena a detenção de 125 polícias
Turquia prossegue com detenções relacionadas com a tentativa de golpe de Estado de 15 de Julho. Ao mesmo tempo, o Parlamento turco vai a votos para alargar o período de estado de emergência.
PUBLICO.PT


TSF - Rádio Notícias
16 min ·


Em causa liderança do PSD.
#TSF


Costa conhece "bem" Santana e Rio mas rejeita Bloco Central

TSF.PT


1 h ·


Em Madrid querem saber o que vai acontecer com a Catalunha


Rajoy pede a Puigdemont para clarificar se declarou a independência

JN.PT

História

Carta enterrada por prisioneiro em Auschwitz revela o terror nazi


Carta enterrada por prisioneiro em Auschwitz revela o terror nazi
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01:00Mudaram o rosto com cirurgia plástica e foram impedidas de viajar





Em 1944, um judeu de origem grega enterrou uma carta, no interior de uma garrafa térmica, numa floresta ao lado do campo de concentração de Auschwitz. O texto foi descoberto em 1980, num elevado estado de degradação. Um grupo de cientistas foi agora capaz de revelar os segredos escondidos na mensagem de Marcel Nadjar.

Todos os dias, Marcer Nadjari, juntamente com um vasto grupo de prisioneiros, era colocado a trabalhar em "Sonderkommando", uma das várias unidades de trabalho no campo de extermínio Nazi Auschwitz-Birkenau, a poucos quilómetros de Cracóvia, na Polónia, onde enfrentava um verdadeiro terror.

"Sofremos aquilo que nenhum humano pode imaginar", escreveu Nadjari numa carta que guardou secretamente em 1944, numa garrafa térmica envolvida numa bolsa de couro, mesmo ao lado do Crematório III, antes de o campo ser libertado, no início de 1945.

"Debaixo de um jardim, há dois quartos subterrâneos no porão: um serve para despir os prisioneiros, o outro é uma câmara de morte", escreveu Nadjari na carta que foi descoberta acidentalmente e revelada pelo "Deutsche Welle".

Métodos de terror inimagináveis

No documento, o prisioneiro grego descreve como os seus colegas eram colocados como "sardinhas", assim que eram "enfiados" nas câmaras de gás pelos guardas alemães. Era neste momento que Nadjari começava as suas funções.

"Depois de meia hora, tínhamos que abrir as portas e o nosso trabalho começava. Os corpos eram levados para os fornos dos crematórios, onde um ser humano ficava reduzido a 640 gramas de cinzas", pode ler-se no documento.


Carta escrita por prisioneiro de Auschwitz revela terror NaziFoto: Pavel Polian




Para o historiador russo Pavel Polin, a raridade e importância das palavras de Nadjari, que eram praticamente impercetíveis quando foram descobertas, tornam-nas "bastante especiais". A carta é um dos nove documentos encontrados enterrados em Auschwitz. Os textos, escritos por um total de cinco prisioneiros, "são parte central da memória do Holocausto", disse o especialista.

Reconstrução do texto

Um estudante que estava a fazer escavações numa floresta junto às ruínas do crematório em Auschwitz-Birkenau descobriu as cartas no interior de uma garrafa térmica. Tal como as mensagens de outros colegas, estavam escritas em Yiddish e apenas 15% do texto era legível. "Estava enterrado há 35 anos em solo húmido e foi enviado para o museu do campo de concentração", disse Pavel Polin.

Em 2013, um jovem investigador russo passou um ano a trabalhar nos documentos, com ajuda de técnicas de análise de imagem multiespectral, dando o primeiro passo para que se tornassem conhecidos para o mundo. "Agora, podemos ler entre 85 e 90%", disse Polin, que começou o projeto. Uma tradução para inglês e grego já está a ser desenvolvida e espera-se que esteja pronta em novembro.

Uma incrível história de sobrevivência

Nascido em 1917, Marcel Nadjari vivia em Tessalónica e foi deportado para o campo do terror em 1944. "Se lerem aquilo que fizemos, vão questionar como foi possível enterrar os nossos amigos judeus", escreveu. "Isso foi o que pensei ao início e penso muitas vezes", lê-se.

Bilhete de Tessalónica para AuschwitzFoto: Museu de Auschwitz




Depois da guerra, e sobrevivendo ao campo de concentração, regressou à Grécia e em 1951 emigrou para os EUA, onde acabaria por morrer em 1971, com 54 anos. Apesar de ter sobrevivido, nunca revelou aos mais próximos que tinha deixado estas notas enterradas.

Dos cinco prisioneiros que deixaram cartas no campo de concentração, o grego foi o único que falou abertamente sobre vingança."Não estou triste se morrer, mas porque não serei capaz de me vingar como queria", escreveu.
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