Jordânia executa dois jihadistas em resposta ao Estado Islâmico
PÚBLICO
04/02/2015 - 07:39
Principal instituição do islão sunita, a Al-Azhar, do Cairo, apela a “matar e crucificar” os jihadistas do Estado Islâmico.
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A Jordânia enforcou nesta quarta-feira dois jihadistas que estavam detidos no país. É a resposta ao Estado Islâmico, que na terça-feira anunciou ter queimado vivo um piloto jordano e divulgou um vídeo com a sua morte.
Sajida al-Rishawi, uma mulher iraquiana que o Estado Islâmico propôs que fosse trocada por um piloto japonês, foi executada, tal como Ziyad Karboli, um operacional iraquiano da Al-Qaeda.
Ambos tinham sido presos depois dos atentados contra hotéis de Amã que fizeram 60 mortos em 2005: Karboli foi acusado de ser um dos conspiradores do ataque, o pior de sempre na Jordânia; Rishawi foi a única dos quatro bombistas suicidas cujos explosivos não deflagraram. Os dois já tinham sido condenados à morte
“A resposta da Jordânia será firme, terrível e forte”, dissera na televisão pública o ministro da Informação, Mohammad Momani. “Os que duvidavam da barbárie da organização Estado Islâmico, aqui está a prova, e os que duvidavam da unidade dos jordanos, vamos provar-lhes o contrário.” As execuções foram confirmadas por Mohammed al-Momani, igualmente porta-voz do Governo jordano.
Sajida al-Rishawi foi condenada à morte depois de ter participado num atentado bombista que matou 60 pessoas em 2005, em Amã. Já Karboli foi condenado por ter assassinado um jordano em 2008.
A Jordânia, que faz parte da coligação contra o autoproclamado Estado Islâmico liderada pelos Estados Unidos, tinha prometido responder à morte do piloto Muath al-Kasasbeh, capturado em Dezembro depois de o seu F-16 se ter despenhado na cidade de Raqqa, no Norte da Síria.
Kasasbeh era o único militar da coligação que iniciou as suas operações em Julho nas mãos dos jihadistas.
Imagens da morte do piloto jordano foram reveladas na terça-feira, o que levou o rei da Jordânia a interromper uma visita aos Estados Unidos. O Presidente norte-americano, Barack Obama, defendeu que “a coligação internacional tem de dobrar a vigilância e a determinação para garantir que [os jihadistas] eles são enfraquecidos e finalmente derrotados”.
O xeque Ahmed al-Tayeb, grande imã da Al-Azhar, a mais importante instituição do islão sunita, “condenou vivamente” o assassínio do piloto jordano, “”um acto terrorista vil que merece a punição mais severa prevista no Corão: a morte, por crucificação ou a amputação das suas mãos e pés”.
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