terça-feira, 26 de maio de 2009

Íngremes, fantásticas lascas de rochas...

Íngremes, fantásticas lascas de rochas,
Cobrem os recantos ondulantes, feitos colinas;
Montanhas de pedra e matos queimados
Mais urzes rasteiras e cinzas abandonadas
Pelo” homem-fogo”, que acendeu a tocha,
Inundam estas terras, mesmo assim, divinas.
Falcões, águias, melros e cotovias,
Perdem-se, plenamente, pelos ares densos,
Procurando, avidamente, nos matos frios,
a doce substância para os seus sustentos.

Escuto a água escorrendo pelas encostas,
Cantando, contente, vibrando de alegria!

Atraída pelo abismo das rochas escarpadas,
Sinto mesmo o cheiro das árvores, que já o não são…
Procuro nelas, repouso para a alma, angustiada
Pela visão dantesca das rochas escurecidas.
Concentro-me nas minhas próprias energias
E abraço a montanha, com forças redobradas.

Quero ver árvores a florir, pássaros a cantar
E todos os elementos criando novos musgos,
Urzes, torgas, abetos e demais arbustos…

Deste modo, o Paraíso acontecerá novamente!
O sol, então, brincará com as nuvens, eternamente…
A Vida voltará a Ser, lentamente…

Deuses da vida! Dai vida aos deuses
Para que a revitalização seja, serenamente
O presente de um deus à Natureza descrente.


Cad.2B 24 SET/07

2 comentários:

  1. Queira Deus e a vontade do Homem que assim seja, Maria.
    Que se acabem de vez com esses crimes contra o mundo, que o sao tambem contra a humanidade, e que a Natureza torne a desabrochar em todo o seu esplendor.
    A terra e que nos da tudo, e se o Homem nao se convencer de uma vez por todas dessa nossa dependencia,
    acabara tambem por se auto-destruir, destruindo este maravilhoso planeta.
    Fantastico este seu "desabafo".

    Aquele Abraco

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