Iraque exige retirada de tropas turcas no seu território
PÚBLICO
05/12/2015 - 16:43
Soldados foram enviados para treinar peshmerga. Ancara fala em "violação de soberania".
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O Governo de Bagdad exigiu este sábado que a Turquia retire “imediatamente” as tropas que enviou, sem permissão, para as proximidades de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, no Norte do país. Ancara respondeu que esta é apenas uma "rotação normal" de forças num campo onde os turcos treinam combatentes locais há dois anos e meio a pedido do governo autónomo curdo do Iraque.

PUBAs tropas turcas foram enviadas para treinar grupos armados iraquianos “sem a permissão do Governo” de Bagdad, refere um comunicado do gabinete do primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi. “Temos a confirmação de que forças turcas, nomeadamente um regimento armado com tanques e artilharia, entraram em território iraquiano alegadamente para treinar grupos iraquianos sem pedido ou autorização das autoridades federais”, refere o comunicado. Acrescenta: o destacamento desta força “é considerado uma grave violação da soberania iraquiana”.
Os meios de comunicação turcos noticiaram que 150 militares, apoiados por 20 a 25 tanques, foram enviados, por terra, para a área de Bashiqa, 30 quilómetros a nordeste de Mossul, e fora das fronteiras da região autónoma do Curdistão iraquiano.
Com mais de dois milhões de habitantes, a segunda cidade do Iraque foi conquistada pelos jihadistas do Estado Islâmico em Junho de 2014. As forças iraquianas, assim como milícias de grupos étnicos e religiosos, tentam desde então recuperar a cidade.
Um desses grupos é composto de peshmerga (combatentes curdos) e, segundo a agência Anatolia, os soldados turcos foram enviados para os treinar.
O primeiro-ministro turco desmentiu já a “violação de soberania”, garantindo que as forças do seu país foram enviadas numa para o campo que “não é novo” e onde “já foram treinados mais de 2000 iraquianos”. “É um campo de treino estabelecido em apoio aos voluntários que combatem o terrorismo”, afirmou Ahmet Davutoglu.
“Não temos nenhuma pretensão sobre qualquer território. O combate da Turquia visa as organizações terroristas”, assegura Davutoglu. Qualquer outra interpretação do movimento de tropas só pode ser “uma provocação”, concluiu.
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