Nóvoa diz que votar em Marcelo é como escolher uma rifa
Hoje às 15:36, atualizado às 16:15
O candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa disse este domingo em Seia que votar em Marcelo Rebelo de Sousa "é o mesmo que escolher uma rifa", pois nunca se sabe "o que nos vai calhar em sorte".
PEDRO CORREIA/GLOBAL IMAGENS
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Sampaio da Nóvoa discursava num almoço, em Seia, na Guarda, que marcou o arranque oficial da campanha para as presidenciais e no qual participaram 250 pessoas, entre as quais o ex-ministro socialista e mandatário nacional da campanha António Correia de Campos.
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Segundo o candidato, no caso "cada vez mais improvável" de Marcelo Rebelo de Sousa ganhar as eleições, "ninguém saberia qual dos Marcelos viria a encontrar em 2017 ou 2018", se aquele que durante a campanha defende o Estado social ou aquele que, em 2010, defendeu o projeto de revisão constitucional que, entre outras medidas, retirava a gratuitidade da saúde.
"Seria esse Marcelo que em campanha anda num namoro pegado com o Estado social ou seria o Marcelo que defendeu em 2010 o projeto de revisão constitucional de Passos Coelho que acabava com a gratuitidade na saúde e que nos punha a todos a financiar escolas pública e privadas com se fossem a mesma coisa?", questionou Sampaio da Nóvoa.
O antigo reitor da Universidade de Lisboa criticou também a candidata Maria de Belém, que, tal como Marcelo, esteve do lado "dos que entenderam que a Constituição valia menos do que um acordo com os credores", lembrando que o desfecho "foi esmagador", com o Tribunal Constitucional (TC) a decidir que os cortes nos salários dos funcionários públicos eram mesmo ilegais.
Insistindo no facto de que fazer cumprir e defender a Constituição "é a principal responsabilidade" do Presidente da República, Sampaio da Nóvoa considerou que aqueles dois candidatos não souberam valorizar a Constituição em "momentos chave" do passado recente.
"Se Cavaco Silva não esteve à altura das suas responsabilidades, a forma como estes dois candidatos desvalorizaram a Constituição num momento absolutamente decisivo da nossa vida e da nossa história, não nos deixa um quadro otimista do que poderiam fazer se fossem eleitos presidentes da república", sublinhouIn www.jn.pt
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