quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Foi construído no século V dc...


Daesh arrasou o mais antigo mosteiro cristão erguido no Iraque

Por Francisco Marques | Com AP, SMITHSONIAN MAG, REUTERS

20/01 23:33 CET

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O mais antigo mosteiro cristão do Iraque foi arrasado pelo Daesh, o autoproclamado grupo Estado Islâmico, que controla parte do norte do Iraque e da Síria. A destruição do mosteiro de São Elias (ou Dair Mar Elia, em arábico) foi revelado através de imagens aéreas captadas pela DigitalGlobe e a que a Associated Press teve acesso.

Em duas imagens registadas sobre a mesma zona e agora reveladas pode ver-se o mosteiro de pé em 2008 e a mesma área em dezembro já arrasada apenas com escassos sinais da anterior presença ali de alguma construção.





Datado do ano de 595 dC, no século VI, o mosteiro de São Elias, localizado a sul de Mossul, a capital da província iraquiana de Ninawa, na região Assíria, é mais um dos símbolos cristãos destruídos pelo grupo terrorista Daesh no Iraque. Este tinha 1420 anos.



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História milenar

O mosteiro de São Elias foi construído pelos monges assírios no final do século VI dC. Em 1743, os monges receberam um ultimato dos invasores persas e mais de 150 acabaram massacrados por se terem recusado a abanadonar as celas.

Depois da I Guerra Mundial, o mosteiro tornou-se um centro de refugiados. Os relatos dizem que os cristãos continuavam a deslocar-se ali, uma vez por ano, em novembro, para celebrar São Elias, o nome do monge fundador do mosteiro. Nos anos 70, foi incorporado pela Guarda Republicana Iraquiana e o acesso ao local foi limitado. O mosteiro perdeu expressão.

Em 2003, um tanque de fabrico russo atingido por um míssil americano destruiu parte do mosteiro. Foi usado como acampamento de um grupo militar norte-americano. A porta de entrada ainda mantinha cravadas as duas letras de aramaico — Chi e Rho — que representavam as iniciais de Cristo. Tudo terá desaparecido no ano passado.==


Ataque ao dinheiro dos terroristasA aliança liderada pelos Estados Unidos da América prossegue, entretanto, o ataque contra as bases do Daesh, no Iraque. Imagens reveladas esta quarta-feira mostram o presumível bombardeamento de um banco. O alvo era visto como um dos cofres do grupo Estado Islâmico em Mossul, uma das cidades controladas pelos “jihadistas” desde o ano passado.


(“Sabemos que atingimos a capacidade deles de pagarem aos seus combatentes.
Milhões de dólares destruídos.)



Numa comunicação à imprensa, no Pentágono, o coronel Steve Warren revelou que este teria sido “o segundo ataque em Mossul em tantas outras semanas contra alvos financeiros do ISIL” (outra sigla para denominar os terroristas). “Estamos preparados para aceitar vítimas civis junto com este ataque ao dinheiro. É trágico e não é algo que desejamos, mas não deverá passar de um único digito (o número de vítimas civis)”, referiu o oficial.

O ataque direto aos meios de subsistência do Daesh é uma das atuais prioridades dos aliados para derrotar o grupo. Em Paris, por fim, com Ashton Carter, o secretário de Estado da Defesa norte-americano, bem atento, o ministro francês da Defesa disse ter obervado “nas últimas semanas um recuo do Daesh”. “A resiliência dos terroristas deve levar-nos, porém, a melhorar as nossas operações. Temos de continuar a combater este grupo em todas as frentes e focarmo-nos na sua erradicação do terreno e do espírito das pessoas”, afirmou Jean-Yves Le Drian.



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