quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Poema do HOMEM que enfrentou a morte por fuzilamento, no tempo de FRANCO, cantando versos de LIBERDADE!!!



De Federico Garcia Lorca, in Net

O POETA PEDE AO SEU AMOR QUE LHE ESCREVA

Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.


O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.

Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de kordiscos e açucenas.

Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.

( tradução: William Agel de Melo )
Federico García Lorca

1 comentário:

  1. Que deleite!!!!!
    Estou encantada, poetisa Maria Elisa!!!!!
    Ameeeeeei!
    Parabéns pela inspiração!!!

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