quinta-feira, 6 de agosto de 2015


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Nelson S. Lima


DESFASAMENTOS CULTURAIS E NÃO SÓ
Tempos incertos, gente sofrendo!

Se alguma vez o mundo entrou numa fase muito rápida de mudança foi agora, nos últimos tempos. Estamos no centro de uma transformação sem precedentes.


Isso não me preocupa - já havia indícios há décadas - mas fico em estado de alerta e vigilância quando vejo que a maioria dos governos em todo o mundo se mantêm agarrados a ideologias, ideias, crenças e soluções que não se adaptam às novas condições de vida.

Nos anos 70, William Ogburn, um importante sociólogo - que chegou a ser presidente da American Sociological Society - desenvolveu a "Teoria do Desfasamento Cultural" onde demonstrou que "da desigualdade dos ritmos de mudança em diferentes setores da sociedade resultam tensões sociais".

Entre o passado e o presente abriram-se brechas que tendem a aumentar. E, assim, a principal crise que vivemos atualmente - envolvendo problemas de todo o género - é uma rutura de contornos civilizacionais.

Os problemas sociais e políticos que têm vindo a formar-se derivam da incompreensão e da incapacidade dos governantes para, de uma vez por todas, perceberem que o mundo é outro, os problemas são outros e as soluções têm de ser outras. Enquanto isso não acontecer, as tensões vão continuar a um ritmo cada vez mais acelerado e envolvendo cada vez mais vítimas, elas próprias emparedadas entre passado, presente e futuro.

O mundo do trabalho, por exemplo, não mais será o mesmo. Todos os estudos apontam para uma reformulação das práticas de gestão e para uma destruição criativa de empresas (ficando as que se adaptarem ao novo mundo, morrendo as que insistem em seguir modelos de produção, gestão e negociação de épocas passadas) e que terão impacto profundo no trabalho e no emprego.

Já nos anos 70, Alvin Toffler escrevia que "o mundo é uma história de evolução rápida". Pois a verdade é que ela nunca foi tão acelerada como agora.

Nelson S Lima

Foto: fugindo da Líbia para a Europa!

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