quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O DESGOVERNO A DAR ORDENS ÀS ESTATÍSTICAS DE BAIXAREM O DESEMPREGO, CONSTANTEMENTE, A PENSAR NAS ELEIÇÕES!!!!!!!!!!!


Taxa de desemprego com maior queda desde pelo menos 1998


SÉRGIO ANÍBAL

05/08/2015 - 11:19

(actualizado às 13:53)


Desemprego cai 1,8 pontos para 11,9%. O valor é mais baixo do que aquele registado em Portugal quando a troika chegou.










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Instituto Nacional de Estatística


A taxa de desemprego caiu para 11,9% no segundo trimestre deste ano, uma descida de 1,8 pontos percentuais face ao trimestre imediatamente anterior, o que representa a evolução mais positiva deste indicador desde pelo menos 1998.

A taxa de desemprego regressa assim, após dois trimestres consecutivos de subidas, a uma tendência decrescente, recuando para níveis inferiores aos registados no momento da chegada da troika e da tomada de posse do actual Governo no segundo trimestre de 2011. Nessa altura, registava-se uma taxa de desemprego de 12,1%.

De acordo com os dados publicados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, foram criados em Portugal durante o segundo trimestre de 2015 mais 103,7 mil empregos. No mesmo período, o número de desempregados diminuiu em 92,5 mil pessoas. Se o número de desempregados já é inferior em 38 mil quando comparado com o momento da chegada da troika, o número de empregos continua a ser substancialmente menor, numa diferença de 219 mil.

Os dados do desemprego agora publicados não são ajustados de efeitos sazonais. Normalmente, o segundo trimestre do ano é aquele que apresenta variações mais positivas, devido à criação de empregos temporários que habitualmente ocorre no Verão. É, aliás, por isso que a maior descida da taxa de desemprego, de 16,4% para 10,8%, ocorreu no Algarve. No segundo trimestre de 2013, a taxa de desemprego tinha registado no total do país uma queda de 1,1 pontos percentuais e no mesmo período de 2014 a descida foi de 1,2 pontos.

Quando se analisa a variação dos indicadores do mercado de trabalho face ao mesmo período do ano anterior, a evolução é menos positiva, devido à deterioração registada durante o quarto trimestre de 2014 e o primeiro de 2015. Assim, a taxa de desemprego regista uma diminuição de dois pontos percentuais face ao período homólogo, um ritmo de descida que fica abaixo do registado em 2014, quando a queda estava próxima dos 2,5 pontos.

Face ao período homólogo, o número de empregos criados foi de 66,2 mil e passaram a registar-se menos 108,5 mil desempregados.

O que aconteceu nos últimos quatro anos
Os dados relativos à evolução do mercado de trabalho prometem dominar grande parte do debate político até às eleições. Os dados mensais do desemprego publicados pelo INE, com revisões significativas de mês para mês, já tinham sido motivo de polémica, e agora, a descida registada no segundo trimestre deverá fazer os vários partidos puxarem dos seus argumentos na leitura que fazem dos resultados.

A comparação entre a situação vivida no segundo trimestre de 2011 (quando atroika chegou e o actual Governo tomou posse) e a que se assiste agora vai ter um papel de destaque neste debate.

A taxa de desemprego era de 12,1% no segundo trimestre de 2011. Acentuou a tendência de subida que já registava antes nos trimestres seguintes, chegando a um máximo histórico de 17,5% no primeiro trimestre de 2013. A partir daí começou, com algumas interrupções pelo meio, a descer, caindo agora para os 11,9%, um valor mais baixo do que o ponto de partida de 2011. De acordo com os números do INE (que usa os critérios oficiais de cálculo deste indicador) há agora 620 mil desempregados em Portugal, menos 38 mil desempregados do que havia quando chegou a troika.

Quando se olha para o número de empregados, verifica-se que ainda não se voltou aos níveis do passado. No segundo trimestre de 2011, havia 4,799 milhões de empregados e até ao primeiro trimestre de 2013 esse número caiu de forma ininterrupta e muito acentuada. Desapareceram durante esse período 445 mil empregos.

Desde o início de 2013 até agora registou-se uma recuperação, com destaque para este último trimestre. Foram recuperados 226 mil empregos (mais de 100 mil no segundo trimestre de 2015). O saldo dos últimos quatro anos continua contudo a ser negativo, com uma perda de 219 mil empregos.

Como é que se explica que, durante o mesmo período de tempo, se registe uma redução do desemprego detectado nos inquéritos do INE enquanto o número de empregos diminui?

Há várias razões para este fenómeno. Uma das principais é a diminuição muito rápida da população residente em Portugal. Nos últimos quatro anos, de acordo com as estimativas do INE, passou a haver menos 212 mil pessoas em Portugal. Uma parte deve-se ao maior número de mortes do que de nascimentos e outra parte corresponde a um saldo migratório negativo. Esta tendência manteve-se também no segundo trimestre de 2015, com uma nova redução de 11 mil pessoas na população.

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