Poema:
TOADA COIMBRÃ
Senhora, vinde à janela,
Vinde ouvir o trovador
Que quer brindar vossos olhos
Com o seu canto de amor.
Na noite escura a passar,
Fala o rio, de mansinho,
Enquanto a luz do luar
Se move devagarinho.
Senhora, vinde à janela,
Vinde ouvir o meu cantar,
Que conta o desejo enorme,
Que tenho de vos beijar.
Ó vielas empedradas
Da cidade a adormecer,
Deixai-me ver meu amor
Antes do alvorecer.
Senhora, vinde à janela!
Vinde ouvir o meu lamento.
Vinde matar as saudades
Que tenho no pensamento.
Maria Elisa Ribeiro
MRÇ/015
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