sexta-feira, 6 de março de 2015

CRIME CONTRA A HUMANIDADE!!!!!


Extremistas avançam com bulldozers sobre cidade milenar de Nimrud
EM ACTUALIZAÇÃO:

LUCINDA CANELAS

06/03/2015 - 12:28


O ataque ao património continua no Iraque. Nimrud, um dos principais sítios arqueológicos do país e uma das cidades mais importantes da antiga Mesopotâmia, está a ser destruída. Extensão dos danos ainda não é conhecida.Um animal alado com rosto humano, símbolo da força da civilização assíria, no sítio arqueológico de Nimrud, em 2001 KARIM SAHIB/AFP




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Os extremistas do autodesignado Estado Islâmico estão a levar cada vez mais longe a onda de destruição do passado histórico do Iraque. Depois do ataque ao Museu de Mossul, um dos mais importantes do Médio Oriente, ter levado militantes a partirem com martelos, picaretas e berbequins esculturas e frisos milenares, chega agora a vez da cidade assíria de Nimrud, com 3000 anos.

Segundo as autoridades iraquianas, citadas pela imprensa internacional, os jihadistas avançaram sobre este sítio arqueológico nas margens do Rio Tigre, a sul de Mossul, a segunda maior cidade do país, com bulldozers, arrasando várias estruturas. Nimrud, assim chamada em homenagem ao rei Nimrod, caçador lendário que a Bíblia refere, é um dos principais pólos da antiga Mesopotâmia, tida com um dos berços da civilização, formando com as cidades reais de Nínive e Hatra um triângulo patrimonial de referência.

Os motivos que os extremistas evocam para a destruição em Mossul e na velha Nimrud são os mesmos: as estátuas dos acadianos - assírios e babilónicos, por exemplo, povos que falavam acádio, língua da Mesopotâmia que usava a escrita cuneiforme e é uma das mais antigas do mundo - são vistas como blasfemas, já que são o reflexo de que, no passado, esta região já adorou “ídolos”.

Foi o ministro do Turismo e das Antiguidades que, segundo a agência de notícias francesa, AFP, deu o alerta, garantindo, na quinta-feira, que o grupo terrorista atacara “a cidade histórica de Nimrud, demolindo-a com veículos pesados”.

Outro responsável pelo património, que preferiu manter o anonimato, precisou que o ataque começou depois das orações do meio-dia e que, além dos bulldozers, os extremistas levaram camiões para transportar as esculturas mais pequenas, que foram capazes de destacar dos muros e paredes do sítio arqueológico. O tráfico de antiguidades foi já identificado como uma das fontes de financiamento deste grupo radical.

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