"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
terça-feira, 14 de abril de 2015
SOBRE O ACTUAL presidente da República de Portugal!!!!!!!!!!!!!!!!!
VIVA PORTUGAL: Dos portugueses na miséria e dos (des)governantes miseráveis. Do olhar ou do sentir e agir
por zedebaiao, em 13.04.15
Portugal está atualmente em 10.º lugar no "índice de miséria” (misery index), sendo considerado como um dos 10 países com piores economias e onde será mais “doloroso” viver e trabalhar em 2015. Então e em 2016 ou em 2026?
Todos sabemos e conhecemos aquilo que os políticos e (des)governantes negam. Mas que fazemos?
Mantenhamos pelo menos a atenção e o estado de alerta face às técnicas de "think tank" (forma de atuar e pressionar no campo da agenda política e dos grupos de interesse) já muito tradicionais no seio da escola neoliberal (capitalista).
Assustamo-nos com os fatalismos e insistimos em mais ou diferente, mas idêntica, política de austeridade, ou viramos para as políticas sociais e de investimento que nos façam caminhar para o crescimento e desenvolvimento económico mais justo?
Atendendo a que só conhecemos aquilo que nomeamos e que só sentimos aquilo porque passamos, os políticos e futuros governantes têm o dever cívico e político, não só de olhar para as estatísticas e falar das desigualdades sociais, mas de senti-las, de analisa-las e de percebe-las à luz da responsabilidade, da solidariedade e da consciência, não só por via do reflexo que nos é transmitido pelas estatísticas, porque isso a muitos dos políticos e governantes pouco ou nada diz, nem faz doer, mas sobretudo pelo lado da perceção que o seu povo (nós e os outros) consegue ter acerca da realidade que, consciente ou inconscientemente, ontem e hoje viveu, ontem e hoje sentiu e hoje e amanhã sofrerá, sendo que o sentimento, a vivência, o julgamento, a perceção e o valor atribuído às desigualdades sociais varia de pessoa para pessoa, de região para região e de país para país.
Mas um político e governante tem de estar à altura da devida análise e reflexão, que o encaminhe para a melhor ação e solução.
Como refere o sociologo Luis Chauvel, é através da articulação das desigualdades objectivas e subjectivas que devemos analisar e tratar as desigualdades sociais e económicas, tomando por base 4 pressupostos:
“A sociedade de classes” - forte desigualdade objectiva e recusa dessa realidade;
“A alienação” - altas desigualdades objectivas e baixa recusa dessa realidade;
“A superconflitualdiade” - baixas desigualdade subjectivas e forte recusa dessas desigualdades;
“A sociedade sem classes” - fraca desigualdade objectiva e fraca recusa subjectiva dessa situação.v
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