quinta-feira, 9 de abril de 2015

Poema





Poema:




AMENDOEIRAS EMPLUMADAS




Plumas de férteis amendoeiras
______ ornam as bordas das noites
_________ cujos olhos se incendeiam de aromas.


Levemente leves, num tom de rosa cor de fogo,
tecem rotas marinhas em ondas melopeicas
do rumor-silencioso das azuladas maresias.

(LONGE, soam pesadas cadeias musicais, na voz dos
quentes e alegres palmeirais!)

Manchas escuras de largos pinhais,
entram pelos mares azuis-esverdeados
das ânsias declamadas em sinfonias de lenços brancos,
nos cais das fragrâncias de ópios orientais.

Velas engalanadas de lágrimas…
_____Noites que não voltarão a ser dias…
_______Arroios de águas poliglotas desfeitos
_________no rumo das rotas-desconhecidas…

(… sílabas que não conseguem juntar-se em palavras de versos,
não serão- nunca!- grãos-de-trigo nos poentes anónimos…)

Jactos de pérolas aparecem,
luzentes, na boca quente dos canhões em fogo
que matam rubros corais…

que amedrontam auroras boreais plantadas no vôo dos pássaros
…LÁ-mais-LONGE…




…talvez nos ansiados ares orientais…




textos vicentinos_____olhares de esgares camonianos______
_______________prólogos de cancioneiros resendinos
____________________ a culminarem em incertezas pessoanas…







Maria Elisa Ribeiro
Fev/015

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