
Poema:
AMENDOEIRAS EMPLUMADAS
Plumas de férteis amendoeiras
______ ornam as bordas das noites
_________ cujos olhos se incendeiam de aromas.
Levemente leves, num tom de rosa cor de fogo,
tecem rotas marinhas em ondas melopeicas
do rumor-silencioso das azuladas maresias.
(LONGE, soam pesadas cadeias musicais, na voz dos
quentes e alegres palmeirais!)
Manchas escuras de largos pinhais,
entram pelos mares azuis-esverdeados
das ânsias declamadas em sinfonias de lenços brancos,
nos cais das fragrâncias de ópios orientais.
Velas engalanadas de lágrimas…
_____Noites que não voltarão a ser dias…
_______Arroios de águas poliglotas desfeitos
_________no rumo das rotas-desconhecidas…
(… sílabas que não conseguem juntar-se em palavras de versos,
não serão- nunca!- grãos-de-trigo nos poentes anónimos…)
Jactos de pérolas aparecem,
luzentes, na boca quente dos canhões em fogo
que matam rubros corais…
que amedrontam auroras boreais plantadas no vôo dos pássaros
…LÁ-mais-LONGE…
…talvez nos ansiados ares orientais…
textos vicentinos_____olhares de esgares camonianos______
_______________prólogos de cancioneiros resendinos
____________________ a culminarem em incertezas pessoanas…
Maria Elisa Ribeiro
Fev/015
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