.Gonçalo Manuel Tavares.
«…Só começamos a ler quando deixamos de ver as letras e imaginamos. Ler é, em certo sentido, deixar de ler e começar a imaginar. As letras são um conjunto de traços, uma mera abstracção. É a nossa mente que faz o resto. Por isso, a leitura não é um processo técnico – é um processo da inteligência e de imaginação...
… A divisão entre história e pensamento é artificial. Os géneros literários são limitativos. Se um Lego já é espantoso, o alfabeto consegue sê-lo muito mais, porque, com apenas 23 letras, conseguimos escrever biliões de coisas diferentes. Quando começamos a escrever, temos tudo ao nosso alcance. Ao escolhermos só um género, estamos a reduzir-nos…
...os livros ...
... São uma máquina de lentidão mas também de isolamento, pensamento e silêncio. O que os livros têm de extraordinário é que podemos estar no meio de uma multidão de um milhar de pessoas e, mesmo assim, estarmos totalmente isolados. Não há nenhuma máquina capaz de fazer isso. Quando levamos um livro no bolso é como se carregássemos um templo. ...» Gonçalo Manuel Tavares
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