quinta-feira, 9 de abril de 2015

História de Portugal: Raínha D. Maria II , A Educadora!


04 de Abril de 1819: Nasce D. Maria II, "a Educadora"

D. Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança, monarca portuguesa, filha de D. Pedro IV de Portugal e I do Brasil e da sua primeiramulher, D. Leopoldina de Áustria, nasceu no Rio de Janeiro em 4 de abril de 1819 e morreu em Lisboa, em 15 denovembro de 1853, vítima do seu décimo primeiro parto. Segunda rainha reinante de Portugal e trigésimo monarcaportuguês (1834-1853), ficou conhecida pelo cognome de "a Educadora".Contava dois anos quando o Brasil setornou independente e seu pai, D. Pedro, foi proclamado imperador do Brasil. Quando, em 1826, D. João VImorreu, D. Pedro, legítimo herdeiro do trono português, sendo imperador do Brasil, abdicaria da Coroa a favor deD. Maria, após outorgar a Portugal a Carta Constitucional, sendo a primeira de duas condições o casamento delacom o seu tio D. Miguel. D. Maria da Glória contava então sete anos. Porém, D. Miguel, apesar de jurar a CartaConstitucional (a segunda condição posta por D. Pedro para abdicar do trono) e de celebrar os esponsais com asobrinha, quando regressa ao reino, em 1828, acaba por fazer-se aclamar rei absoluto, pelo que o casamentonunca chegaria a realizar-se.D. Maria, na Europa, acaba por deambular entre a França e a Inglaterra, onde osgovernos não eram favoráveis às suas pretensões, regressando ao Brasil em 1829 com a sua madrasta D. Améliade Beauharnais, até que D. Pedro, após abdicar do trono brasileiro em favor de seu filho, D. Pedro II (1831),resolve empenhar-se na luta contra D. Miguel, liderando a causa liberal. Parte com sua filha para a Europa e, apósconseguir os apoios financeiros necessários e organizar os liberais emigrados, assume nos Açores, em 1832, aregência do trono português na qualidade de duque de Bragança. Prepara então uma expedição militar quedesembarca no norte do reino, dando início a uma guerra civil que se prolongaria até 1834 (Convenção de Évora-Monte). Em 1833, vislumbrando-se a vitória liberal, D. Pedro manda o marquês de Loulé buscar a sua filha aParis, onde ficara. Em 1834, ano também da morte de seu pai, D. Maria é proclamada rainha.Com quinze anosapenas, D. Maria II tem a seu cargo um país destroçado pelas invasões francesas e pela guerra civil, enfrentandouma grave crise financeira, e vê-se no centro das lutas entre cartistas e vintistas. Logo no primeiro ano do seureinado debate-se com intrigas, agitações, questões graves como o Contrato do Tabaco, da venda conjunta dasLezírias e o problema do envio do corpo expedicionário contra os carlistas de Espanha.Em 28 de janeiro de 1835casa com o príncipe Augusto de Leuchtberg, que morreria dois meses depois. A 9 de abril de 1836 casa emsegundas núpcias com D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota. Do enlace nasceram onze filhos, entre D. Pedro e D.Luís, futuros reis de Portugal.Sucedem-se os movimentos de revolução e contrarrevolução, dos quais a rainhanem sempre se mantém alheia. Assim, aquando da Revolução de setembro, D. Maria intenta, em Belém, o golpede Estado que ficou conhecido por Belenzada. Em 1837, teria de enfrentar o movimento levado a cabo pelossetores moderados - a Revolta dos Marechais. No ano seguinte, é confrontada com a aprovação da Constituiçãode 1838. Em janeiro de 1842, novo golpe de Estado reporia a Carta outorgada por D. Pedro e traria à ribalta CostaCabral, que acabaria por tornar-se próximo da rainha, chegando, na altura, a aventar-se a hipótese de entre ambosexistir uma relação mais íntima. Segue-se em 1846 a Maria da Fonte e uma nova guerra civil - a Patuleia. Nestaterrível crise, em que as Juntas revolucionárias por todo o reino se opunham às forças governamentais, a rainhadesenvolveu esforços no duplo sentido de ativar a resistência liderada por Saldanha e evitar a intervençãoestrangeira, o que acabaria por acontecer, só terminando com a Convenção de Gramido em 1847. Por tudo isto seconstata que D. Maria II governou num período particularmente díficil da História portuguesa, momento dadolorosa passagem do absolutismo ao constitucionalismo.
D. Maria II. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014.
wikipedia(imagens)

Retrato de D. Maria II - Thomas Lawrence

Retrato de D. Maria II (c.14 anos) - Autor desconhecido

Retrato de D. Maria II - John Simpson



D. Maria em 1852-Sir William Charles Ross

Publicada por Carla Brito à(s) 09:39

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