O Estado pode ter culpa na morte de alguns sem-abrigo? Esta advogada acredita que sim
por LusaHoje
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Fotografia © Arquivo Global Imagens
Carla Ramos observou ainda que pouco se conhece sobre o que acontece após a morte de um sem-abrigo.
Uma advogada do Porto está a reunir provas relativas a pessoas sem-abrigo que morreram pelo que considera ser negligência do Estado. Carla Ramos quer entregar as provas no Ministério Público, entidade capacitada para avançar com ações crime.
"A minha intenção é reunir um conjunto de provas e entregá-las ao Ministério Público para que se faça uma investigação profunda sobre a morte de pessoas sem-abrigo", asseverou Carla Ramos, referindo que é preciso que se concluam "quem são os culpados".
Carla Ramos observou ainda que pouco se conhece sobre o que acontece após a morte de um sem-abrigo. "Não se sabe se houve autópsia", "não se sabe se foram enterrados", "não se sabe se forma cremados", disse.
Para reunir provas, a advogada está a socorrer-se de alguns dados oficiais sobre a morte dos sem-abrigo. Está ainda a contactar amigos, familiares ou outros sem-abrigo que com eles tenham chegado a conviver para "tentar perceber o porquê da morte".
"Há mortes que se vão poder associar à negligência [do Estado]", acredita Carla Ramos, referindo que mesmo que nunca nada fique provado, pelo menos servirá para alertar.
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