
Poema:
ADORMECESSE…
…e leria na madrugada a insónia dos sonhos
registada num labirinto de sentidos, na biblioteca das memórias.
Adormecesse…
e habitar-me-ia o silêncio das passadas melancólicas…
…e sentar-me-ia numa cadeira de tédio e saudade
a recordar passeios da alma, em mapas bucólicos…
Mas , meu sono serpenteia
pelas sombras dos carvalhos envelhecidos,
junto às ruínas dos eternos mistérios do entardecer,
perdidos nas promessas que o rumor do mar
levou consigo,
nas ondas das ânsias-de-te-viver…
Busco-te, longínquo -de -mim, mandando nas asas dos ventos
os beijos que não te encontram,
neste permanente navegar-para-ti…
Subo às dunas daquele momento
em que teu sol ofuscava
os raios da lua intranquila…
MONTANHA ACIMA, UMA PEDRA ROLA- POR- ALI- ABAIXO…
…TENTA A CONSTRUÇÃO DE PROVÁVEIS UTOPIAS,
ENQUANTO AS HORAS SE ESTENDEM NA LONGA ESTRADA DA MINH’ALMA-SÓ.
Oh…adormecesse…
…pudesse acordar na brisa de uma nova aurora,
quando as folhas se despissem de orvalhos
e o aroma das rosas asseverasse ,
que o SEMPRE-É-afinal- ESTE-AGORA…
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
Junho/013
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