Previsões Quanto custa "ponto de honra" de Passos? Fraude Fiscal ditará
São apenas três pontos decimais mas podem fazer a diferença entre estar fora, ou não, do Procedimento dos Défices Excessivos. Passos Coelho quer Portugal com um défice, no máximo, de 3%. Mas Bruxelas estima um défice de 3,3%.
ECONOMIA

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09:31 - 05 de Novembro de 2014 | Por Notícias Ao Minuto
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As previsões de Bruxelas sobre a economia nacional não são tão otimistas quanto as que o Governo inscreveu no Orçamento do Estado de 2015. Se o Executivo de Passos diz 2,7% de défice, a Comissão Europeia aponta para os 3,3%. Pelo meio, há os 3%, “ponto de honra” para Passos Coelho.
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Na prática, calcula o Jornal de Negócios, são 500 milhões de euros que existem de diferença entre os 3,3% de Bruxelas e os 3%, que colocariam Portugal com um défice dentro do limite exigido pelas orientações comunitárias – e portanto fora do Procedimento dos Défices Excessivos. Este valor, por exemplo, triplica o da reforma do IRS prevista para o próximo ano. Caso Passos Coelho procure confirmar os 2,7% inscritos no Orçamento, falaríamos de cerca de mil milhões de euros.
Para o chefe do Governo, que afirmou ser “ponto de honra” ter Portugal dentro desse limite dos 3% no próximo ano, sobram questões sobre se serão ou não necessárias medidas adicionais. Os partidos do Executivo mostravam-se ontem confiantes nas contas do Executivo. Cecília Meireles, do CDS, adiantava que, entre outras diferenças, Bruxelas considerava que o combate à fraude fiscal não seria tão eficaz quanto as estimativas inscritas no Orçamento.
Sobre a fraude fiscal sobra também a dúvida de quanto é que vale, em concreto, na hora de contabilizar a coleta de impostos. A Comissão tem dúvidas dos números do ministério das Finanças. Mas, como recorda o mesmo jornal, já antes a UTAO e a CES consideravam que o Executivo revelava muito pouco sobre como fazia as suas contas.
Certo é que a estimativa de 45,7 mil milhões de euros de receita fiscal, inscrita no Orçamento, e que diz respeito a impostos diretos e indiretos, eleva a carga fiscal com estes dois impostos para um máximo histórico.
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