"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
sábado, 8 de novembro de 2014
Através de "Canalmoritz"
Ninguém: o político que não sabe puto!
17 de Maio de 2014 às 14:53
Ainda ninguém percebeu "puto" mas a Europa precisa de países Europeus pobres para substituírem a China. Ou melhor, criarem os "chineses" da Europa. Esses países são os do Sul. Em toda a linha nenhum deles ainda escapou de resgate ou ameaça de novo resgate. Há uma Europa cada vez mais centrista e centralizadora. Se fizerem um "mapa produtivo" da Europa e dos Serviços de cada um dos países irão aperceber-se da hegemonia que Portugal teria se o potencial dos seus Recursos Humanos e Estruturantes, tivessem a "folga" fiscal necessária para competir. Não falo em competitividade, porque o ordenado mínimo existente já o faz por si só, sem nada mais. Mas precisamos de entrar no dito "mercado" e competir e isso, está-nos a ser vedado e atrasar a criação de riqueza do país. Se já superámos a nossa dita Revolução Industrial, se já cumprimos a nossa Revolução Tecnológica e somos pioneiros em Investimentos Sustentáveis, o que nos está a bloquear a Economia é completamente externo há riqueza Profissional, Técnica e Científica que já possuímos.
Estão a ser bloqueadas todas as possibilidades de Portugal investir no seu CAPITAL HUMANO e isso, obviamente, "enerva" a Sra. Alemanha, que olha para o Euro como se este, fosse o seu marco alemão e que não pode ser dominado, por países que apenas têm de produzir a baixo custo, para os ditos países da elite Global. Há, uma servidão provocada e alimentada em cada nova fase do sucesso Económico Nacional.
Antes da entrada no Euro, os países defendiam as suas economias através da desvalorização da moeda caso tal se verificasse Estratégico. Antes, o nosso nível de desafio era competir ao nível de produtividade Agrícola e das Pescas. A dita economia de mercado aberto e livre entre Europeus, prejudicou-nos em relação aos armadores e agricultores Espanhóis, aos gregos ao nível do Turismo e aos Italianos no calçado e vestuário (relembrem as marcas de roupa italiana de 2ª linha antes de se iniciar a produção nas fábricas da Ásia). Sempre nos relegaram para um pódio Europeu, o dos sub-Europeus. Durante os últimos 15 anos, a Europa do Sul desenvolveu os seus Serviços e tornou-se competitiva e para tal, basta vermos as grandes Empresas Públicas de Portugal e Espanha por exemplo, serem privatizadas umas atrás de outras e a conquistar importância nos mercados da América do Sul e África. A partir deste ponto de vista ou prisma, se melhor quisermos visionar o que tem sucedido até hoje, a Europa inventou "bens e serviços" que teríamos de produzir para sermos sustentáveis quando, em verdade, já o éramos. Daí fundos Comunitários para áreas que não produziriam riqueza nacional mas que a médio e longo prazo, iriam criar uma dependência de financiamento para a sua manutenção e consequentemente, aumentar os encargos de endividamento no Orçamento de Estado. Uma Estratégia muito bem conseguida a Norte da Europa porque se formos a ver quem são os países com maior rede de auto-estradas, estradas conhecidas por IC's? Facilmente descobrimos onde elas se encontram. De relembrar projectos de financiamento que cobriam a não produção por não haver quotas de produção que permitissem escoar produtos e bens. Portanto, financiou-se a morte agrícola, a morte pesqueira, a morte de um Mega sector da economia da qual dependiam muitas famílias Portuguesas. Como é possível os políticos admirarem-se do abandono dos campos?
A Europa, cirurgicamente lançou ataques consecutivos para impedir que houvesse uma evolução tecnológica, que se atingisse o nível de produção de Ciência e Conhecimento a que eles já chegaram. Temos (à época refiro-me há 12 anos) uma sociedade composta de serviços e impostos, em que o Estado ainda não havia assinado as tais PPP's e comprometido o futuro de gerações, cheia de oportunidades e poder de compra. Portanto, o capital circulava na economia e a liquidez mantinha a Banca a competir entre si. A partir do momento do tal dito, choque tecnológico de países mais a Sul, houve uma grande Europa que sentiu a ameaça e declarou uma ingerência subversiva através da Banca e de uma, suposta crise americana que atingiu muito mais as aplicações financeiras e de capital de risco da banca Alemã e Britânica, que propriamente dos países do Sul. É neste "crash" de falta de fundos, que se reinventa a crise na Europa, reivindicam os resgates e convocam as políticas de austeridade e luta orçamental cerrada. A necessidade de liquidez nos bancos é a prioridade e claro, o BCE não pode sustentar o Euro se a Economia Alemã cai. Muito menos uma Europa se sustenta se a economia Alemanha colapsar. E aqui, nesta viragem técnica orçamental e financeira, que mudou os vértices da Economia Mundial, verificou-se a fragilidade do Euro. É uma moeda que gira em torno de uma só economia enquanto moeda comum de 18 países.
A moeda curva a Economia europeia se a Banca Alemã descer a níveis críticos. E como se refinancia e se gere este processo? Obviamente de forma cíclica e no mercado fechado Europeu, a nível interno. Uns adiantarão liquidez à Finança Mundial onde os bancos alemães detêm mais valias que podem ser cotadas ou reconhecidas e assim, novamente valorizadas, obtendo a linha de garantia necessária para o novo crédito (porque tem um rating favorável) que fará entrar em circulação a dita liquidez monetária. Há processos complexos aliados a uma estrutura supra nacional do BCE e por isso, a prioridade é dada ao país que detiver a maior segurança orçamental e financeira porque este, é a trave mestra de uma Economia de mercado onde a moeda comum é repartida. Se os pequenos "perdem", é para que o grande se "alimente" e mantenha competitivo e quando os pequenos ganham, é quando os ditos grandes, estão com disponibilidade orçamental para "soltar" em subsídios, financiamentos que serão cobrados no mercado internacional a juros competitivos. Digamos que se o PIB dos países falidos ou resgatados não torna viável a Economia desse país, é com subsídios que se viabiliza e garante a produtividade desse país. Porque como podemos aperceber-nos, caso não existissem os financiamentos através de subsídios, seria impossível financiar através do nosso PIB, a nossa Economia.
Ficamos com a ilusão de que temos de ajudar e colaborar neste processo GIGANTE se queremos ser ajudados e garanto, é uma ilusão real. O problema de Portugal foi aceitar os "prémios de consolação por pertencer à Europa" porque se virmos bem, os fundos de Quadros Comunitários, quando aplicados, impulsionaram a Economia mas ao mesmo tempo, permitiram que os nossos políticos, legislassem cada vez mais privilégios e contratos financeiramente "assassinos", que tornaram a máquina do Estado, numa obsoleta bicicleta sem pedais. Por mais que se queira andar nela não se consegue e quando se tem balanço/velocidade, resta-nos ter perícia e ir equilibrando, diante do difícil caminho que a Economia enfrenta.
Se realmente os políticos entendessem minimamente de Economia e História, veriam que não são políticos mas uns "capachos" bem mandados, de uma Sra. Europa chamada Alemanha.
Reafirmo: haja coragem política para de uma vez por todas, se bloquearem todas as ingerências Europeias na Economia Nacional.
Umas luzes: http://europa.eu/about-eu/basic-information/money/euro/index_pt.htm
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