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“Funcionários” de Bruxelas promovem uma “hostilização permanente” contra Portugal, acusa Santos Silva
18/6/2016, 13:382.037
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Augusto Santos Silva diz em entrevista à TSF que "Portugal não aguenta o clima de ameaça constante" dos "funcionários" de Bruxelas, que estão sempre a dizer "isto vai falhar, isto vai falhar".
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ANTÓNIO COTRIM/LUSA
Autor
Edgar Caetano edgarcaetano
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“Portugal não aguenta um clima de ameaça constante, hostilização permanente” por parte dos “funcionários” da Comissão Europeia, avisa Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, em entrevista à TSF. Numa alusão aos frequentes avisos europeus de que Portugal (e Espanha) estão em risco de sanções por incumprimento das metas orçamentais, Santos Silva diz que “não há maneira de atrair investimento se houver funcionários a dizer isto vai falhar, isto vai falhar“.
Em entrevista à TSF, concentrada no tema do referendo do Reino Unido, Santos Silva não deixou de comentar a questão das possíveis sanções europeias a Portugal. O ministro descartou a ideia de que Portugal estejasob pressão especial neste momento nos mercados de dívida. “Todos os mercados estão receosos. Não há problema de financiamento. O serviço da dívida portuguesa é absolutamente gerível”, afirmou o ministro, desvalorizando o facto de os juros de Portugal estarem de novo perto de 3,5% apesar do programa de compras de dívida pública por parte do Banco Central Europeu (BCE).
Apesar desta afirmação, Santos Silva aproveitou para fazer uma crítica à forma como tem decorrido o processo das possíveis sanções a Portugal, numa altura em que o país tenta inverter a quebra de investimento dos últimos trimestres.
O que Portugal não aguenta é um clima de ameaça constante, hostilização permanente, porque as expectativas são importantes em economia. Não há maneira de atrair investimento se houver funcionários a dizer isto vai falhar, isto vai falhar.”
Quanto ao risco de o Reino Unido votar pela saída da União Europeia, Santos Silva defende que “a Europa tem que ter uma posição de frieza, não entrar em pânico. Não dramatizar mais. Isso não significa o fim da UE”.
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