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Crise é manipulada pela banca para o seu proveito, diz informático que denunciou esquema do HSBC


por LUSAOntem4 comentários


Hervé Falciani faz estas acusações no seu novo livro.Fotografia © EPA / Alejandro Garcia


Hervé Falciani, que revelou o esquema de evasão fiscal do banco suíço HSBC, explica como "sem o menor esforço" os bancos se podem enriquecer sem contribuir para o resto da economia.


Hervé Falciani, o informático que revelou o esquema de evasão fiscal através das contas do HSBC, em Genebra, acusa as instituições financeiras internacionais de montagem de um modelo económico com "base" na crise e na dívida pública.

Segundo Falciani, autor do livro "O Cofre-Forte da Evasão Fiscal", o modelo económico do "banco privado" baseia-se sobretudo na dívida pública, atualmente o meio mais importante de financiamento.

"Por um lado, os bancos podem obter dinheiro do Banco Central Europeu (BCE) pagando 0,5 por cento de juros, e por outro - utilizando o chamado "efeito de alavanca" -, podem comprar dívida pública num montante igual a 50 vezes aquele que obtiveram", explica o engenheiro informático querevelou a lista com milhares de nomes de titulares de contas do Hong Kong and Sanghai Bank Corporation (HSBC) em Genebra, em situação de evasão fiscal, incluindo portugueses.

De acordo com o engenheiro informático, "em média", os títulos do Estado proporcionam um juro de 2,5 por cento, ou seja, o quíntuplo da taxa que os bancos têm de pagar ao BCE.

"Se uma instituição obtém um milhão de euros do BCE, terá de pagar cinco mil euros de juros. Mas com aquele milhão, poderá adquirir títulos públicos no valor de 50 milhões, que lhe darão 1.250 mil euros de juros. Multiplicando este valor por centenas de milhares de milhões de euros apercebemo-nos das dimensões do fenómeno" (pag.197), escreve o autor do livro "O Cofre-Forte da Evasão Fiscal".

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