segunda-feira, 18 de maio de 2015

Poema (obra regª)



Poema:

FOSTE-TU-EM-MIM...

*sentem-se sós. As minhas longas noites,
como se carregassem nos ombros
o peso de um mundo, onde não sabemos amar


*confio. No nascer de um novo dia
em que o sol tenha o poder de espalhar
seus raios cintilantes, pelos ombros da noite fria

*sorriem. Teus olhos perdidos no lago do mar inerte,
no intervalo que vai do dia para a noite

*…e logo se abrem os meus, tais rosas primaveris
a espalharem odores subtis, como o afago das borboletas
a beberem sucos das violetas

*é de todos o mais belo. O nosso amor sem diamantes,
simples , grande, natural como o brilho das estrelas,
sem reinos, sem castelos, sem feudos desgastantes,
sem outros presentes mais sensíveis, que o calor dos abraços
com que me tapas os ombros

*foste tu. Quem me levou a fazer odes à vida,
à cor do sangue vermelho que me corre pelas veias,
num olhar que suplanta o brilho da lua

**foste-tu-no-eu- que- te espera na imensidão do mar-a-amar,
quem me levou a guardar segredos nas pétalas rubras das rosas,
desfolhadas por um vento atento aos anjos
que descem à terra, para te poderem celebrar.

*escrever-te-ei na nudez da Noite, com um traço mais preciso... se eu quiser um poema
onde a minha pele arda, rasgada pelo veneno que exala do teu sorriso…

Maria Elisa Ribeiro
NOV/014

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