terça-feira, 22 de março de 2016

Poema











INFINITIVOS

Caminhar sobre o esquecimento-a-recordar…
Reconhecer a face que um espelho nos devolve-ao-olhar…
Não ter morada linear e viver-Viver
em qualquer recanto de qualquer lugar…
Afagar a noite, quando se apressa a chegar
engalanada de vozes estelares, de constelações crepusculares…
Varrer todas as areias dos desertos milenares
e devolvê-las ao fundo dos mares,
para que os peixes se possam abrigar nos braços das algas
profundas,
como faz meu corpo
quando é teu colo que o sustém…





Rasgar a língua______deixar as palavras saírem em liberdade_______
prendê-las na ponta dos dedos e
colá-las num Poema, para as legar à Eternidade_________________







Maria Elisa Ribeiro
FEV/016

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