quarta-feira, 11 de novembro de 2015

REFLEXÃO- artigo meu, publicado, ontem,à noite, no Facebook.



REFLEXÃO

Várias vezes tenho feito esta pergunta na minha “página” do Facebook: por que motivo as “esquerdas” não se conseguem unir, num momento em que o País tanta necessidade tem disso?”
Não sei , dada a personalidade estranha do Presidente da República, que rumo vai levar-ou até onde nos levará- o acontecimento histórico que foi a queda do Governo de Direita, neste dia 10 de Novembro de 2015.
Sei que vivi o tempo de uma Revolução libertadora, cheia de Esperanças, em 25 de Abril de 1974. Sei que o País se modificou, para melhor e, em muitos casos, para pior. Mas nunca pensei ver no Poder-com uma fixação tão doentia- tipos como Passos, Portas, Cavaco, e, no Parlamento, tipos como Nuno Magalhães, Telmo Correia, Carlos Amorim e outros que-parafraseando os “Gato Fedorento”- “falam, falam, mas não dizem nem fazem nada”, senão ter um posto no quadro político, que lhes tem permitido sobreviver e VIVER, sem trabalhar.
Também nunca pensei ver uma Direita tão desumana, prepotente, mentirosa, hipócrita, “medieval” e farisaica como a que hoje REBENTOU, no Parlamento, convencida de que o povo não pode viver sem ela!
Vem-me à memória aquela parte do discurso de Portas onde ele afirmava, com um convencimento doentio e uma jactância serôdia, à laia de conselho a António Costa, que” depois, se as coisas lhe correrem mal, não nos venha pedir ajuda”! Que doente!
Uma das coisas que mais me tem chocado, ultimamente, como a muitos outros que andam pelas “redes sociais”, é o vocabulário de gente que, a coberto de um certo anonimato, vomita todo o ódio que a herança anterior ao “25 de Abril” lhes deixou no coração e na cabeça, gritando, enxovalhando, agredindo, hostilizando quem não é das suas cores políticas, como se vivessem na ditadura da falta de princípios e educação para as quais Nuno Crato deve ter contribuído, com a sua política de Deseducação.
Vivo, hoje, numa Democracia…apesar de saber que, nos últimos tempos, principalmente depois de 2011,as coisas têm vindo a mudar no sentido oposto, mais depressa do que se gostaria.
Os “discursos” de hoje, na Assembleia da República, metem medo pela ousadia e persistência no “mau tom”, pelo ódio de quem diz ter razão, pela desvergonha dos comportamentos de uns para outros deputados, pelos cochichos entre os membros do governo, enquanto os “outros” discursavam, pelos sorrisos de escárnio (como se eles fossem os únicos a poder falar ali!) e pela arrogância com que pensam que se apoderaram da “Casa da Democracia”.
Há um verdadeiro terrorismo verbal, que vai de certos “discursos” do Presidente que têm tido o condão de dividir as camadas sociais, em vez de unir o Povo na solene missão de engrandecer o País, até às falas de tipos como os do CDS, que me foram dos ouvidos, directamente, para a “sanita”.
Estamos no tempo das lutas entre Liberais e Absolutistas?
Mas de que adiantaria a Passos Coelho ir para a Assembleia da República, sem maioria absoluta? Gostaria de ver todos os seus ( maus) projectos para o País “chumbados” pela maioria de Esquerda, que hoje fez História em Portugal? Seria mais feliz assim, a ir queixar-se ao “papá”, de cada vez que fosse derrotado?
Já pensastes, todos vós, amigos, que “ovo” é que os dois vão “chocar”, amanhã, os dois , Passos e Cavaco, para nos amedrontarem mais uma vez, numa de “nós ou o caos”?
Para terminar: virou-se, por agora, uma página na nossa História.
Que o medo não condicione a nossa liberdade!
Que o livre Pensamento continue a ser Livre! Que as Fraternidade e Justiça
comecem a reinar, numa sociedade de onde as quiseram banir! Estamos todos no mesmo barco, não nos estranhos irrevogáveis submarinos!

REMEMOS!

Maria Elisa Ribeiro
10 de Novembro de 2015

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