terça-feira, 10 de novembro de 2015

CAIU O GOVERNO, SEM MAIORIA, DE passos-portas-cavaco


Caiu o Governo de Passos Coelho. Cavaco volta a ter a palavra


Maria Lopes

10/11/2015 - 17:15

(actualizado às 18:35)


Todos os deputados do PS, PCP, Bloco, PEV e PAN votaram a favor da moção de rejeição dos socialistas.





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A moção de rejeição do programa do Governo PSD-CDS interposta pelo PS foi aprovada. O executivo liderado por Pedro Passos Coelho foi demitido pela maioria dos deputados da Assembleia da República. Agora, a palavra volta a caber ao Presidente da República, que não tem prazos para tomar uma decisão, mas já tem agenda para os próximos dias: nesta quarta-feira recebe o presidente da Assembleia da República às 15h45 (que vai comunicar formalmente a rejeição do programa de Governo) e o primeiro-ministro demissionário Pedro Passos Coelho às 16h30.

A moção foi aprovada com 123 votos a favor e 107 votos contra. Votaram a favor a totalidade das bancadas do PS, PCP, Bloco e PEV. O deputado do PAN – Pessoas – Animais – Natureza, André Silva, também votou a favor da moção de rejeição do PS.

Siga o dia da queda do Governo ao minuto

Nenhum deputado do PS ou de qualquer outro partido furou as orientações de voto da direcção da bancada parlamentar.

O anúncio, pela voz de Eduardo Ferro Rodrigues, motivou uma salva de palmas e até um deputado da esquerda acenou com um lenço branco.

Apesar de serem quatro as moções de rejeição apresentadas, não foi necessário votar as moções do Bloco, PCP e PEV. “As consequências políticas são estas: a moção de rejeição foi aprovada, o presidente da Assembleia da República comunicará ao Presidente da República, para efeitos do 195.º da Constituição – o artigo da demissão do Governo –, a aprovação desta moção de rejeição”, descreveu Eduardo Ferro Rodrigues.

Quando o presidente da Assembleia da República deu a sessão como concluída, António Costa levantou-se da sua bancada, dirigiu-se à bancada do Governo e deu um aperto de mão ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ao vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e à ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque. Depois, Passos Coelho saiu sozinho do plenário e dirigiu-se em passo estugado para a porta de acesso ao jardim.
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