segunda-feira, 16 de novembro de 2015


Ataques de Paris: “Os muçulmanos revelam-se inquietos e zangados”

Por Francisco Marques | Com VALéRIE GAURIAT

15/11 21:50 CET

| updated xx mn ago

| updated at 16/11 - 13:52

1447681925

1447620640






Muçulmanos de Franças rejeitam a amálgama16/11 16:51



França: Uma unidade nacional frágil16/11 15:42



França: O país parou para um minuto de silêncio16/11 15:27



Ataques de Paris: Suspeitos detidos e material de guerra apreendido em Lyon16/11 12:07



Líbano detém 11 suspeitos do ataque em Beirute16/11 09:01



Grécia alerta para “erro” de “associar imigração a terrorismo”16/11 05:50



Testemunha dos atentados de Paris: “fiquei fechada em casa dois dias”16/11 04:17



Paris recorda vítimas de atentados sob alta vigilância16/11 02:34



Iraque: Forças curdas descobrem 15 valas comuns em Sinjar16/11 00:51



Terrorismo: Solidariedade a Paris pelo mundo e as lágrimas de Madonna15/11 23:25



França bombardeia bastião do EI na Síria após atentados de Paris15/11 23:25



Os mistérios do Stade de France15/11 22:46



Terrorismo e Síria no “menu” do G2015/11 21:05



Protestos anticapitalistas à margem do G2015/11 18:46



Chamavam-se Pierre, Nick, Marie, Valeria, Kheireddine…15/11 16:58



Sobrevivente dos ataques em Paris: “devia estar morto”15/11 16:44



Detenções em Bruxelas centram-se em bairro que abriga radicais islamistas15/11 16:22



Terrorismo domina cimeira do G2015/11 14:37



Salah Abdeslam não foi detido15/11 08:34



Segurança reforçada após ataques em Paris15/11 08:22
PreviousNext
smaller_textlarger_text


A enviada especial da euronews a Paris, a jornalista francesa Valérie Gauriat, visitou este domingo o bairro de Barbes. Esta é uma famosa zona multiétnica da capital francesa, mas este fim de semana revelou-se… estranha, silenciosa, consternada.

A comunidade islâmica é uma das mais numerosas de França. Pela segunda vez, este ano, voltou a ficar em choque face a uma nova onda de atentados em Paris. Pouco mais de 10 meses após os ataques do grupo terrorista “Daesh” ao jornal satírico Charlie Hebdo e a um supermercado judaico, os muçulmanos voltam a temer as repercussões que estes novos ataques “jihadistas” possam vir a ter na sua relação com a sociedade francesa.Campanha islâmica: “não no meu nome”

Rachid Chawki, por exemplo, é marroquino, está desempregado e deixa um aviso aos compatriotas: “Para pessoas como eu, na minha situação, vai ser duro encontrar trabalho. Gostava de dar um conselho a todos os magrebinos, a todos os muçulmanos: sejam solidários e manifestem-se contra tudo o que aquelas pessoas fizeram.”

Valérie Gauriat falou com vários residentes deste bairro. O estado de espírito é de consternação e revolta. A viver há 15 anos em França, Mustapha Zilfi, por exemplo, foi pela primeira vez alvo de uma rusga. Sentiu-se humilhado. “Nunca tinha sido controlado desde que cheguei a França, em 2000, para estudar. Até sábado. Estava em Saint Michel e perguntaram-me: ‘O que tem nos bolsos e nos sacos?’ Senti-me humilhado porque depois de estar aqui a viver desde 2000, já há 15 anos, sinto-me em parte francês”, disse.

Mais velho, Wahid Barek considerou ser “vergonhoso o que estão a fazer à imagem do Islão”, referindo-se aos terroristas: “O Islão é o contrário. Não é o que aquelas pessoas fizeram sexta-feira.”

A área circundante à grande mesquita de Paris, numa zona mais exclusiva de Paris, é por norma pouco frequentada aos domingos, mas ainda menos neste domingo, cerca de 36 horas depois de mais uma noite sangrenta na capital de França, como testemunhou Valérie Gauriat:??À hora das orações do meio-dia, são poucos os fiéis junto à grande Mesquita de Paris e ainda menos os que aceitam falar. Os muçulmanos que encontrámos revelaram-se inquietos e zangados. O que dizem não é duro o suficiente para condenar os que cometeram os atentados, mas é, sobretudo, para apelar à mobilização da comunidade contra o terror cometido em nome do Islão. ??

Por Francisco Marques | Com VALéRIE GAURIAT

Sem comentários:

Enviar um comentário