

GOTAS POÉTICAS
Céu e terra unidos no mesmo cinzento
do ventre da tempestade…
Não há cantos de sereias…
Vagas alterosas, espuma de escuro vestida,
velas a bater no vento e angústia perante a
potente verdade.
O mar perdeu o norte e,
sem horizonte definido,
impõe a sua vontade de despejar
gotas nas falésias
musgosas, desprotegidas,
como Eu-Comigo-na-Vida.
Uma tempestade explode-me por dentro.
Sinto o medo das palavras, no terrível momento
em que o xadrez gramático, se torna o meu labirinto.
O sol virá…
Entretanto, vou escondendo meu pranto
num fio de som, suspenso das nuvens cinzentas,
que surgirá num poema,
que se esconde no meu canto,
num canto do pensamento.
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
SET/014
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