quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Poema: GOTAS...(Obrª Regª)











GOTAS POÉTICAS





Céu e terra unidos no mesmo cinzento

do ventre da tempestade…

Não há cantos de sereias…

Vagas alterosas, espuma de escuro vestida,

velas a bater no vento e angústia perante a

potente verdade.

O mar perdeu o norte e,

sem horizonte definido,

impõe a sua vontade de despejar

gotas nas falésias

musgosas, desprotegidas,

como Eu-Comigo-na-Vida.

Uma tempestade explode-me por dentro.

Sinto o medo das palavras, no terrível momento

em que o xadrez gramático, se torna o meu labirinto.

O sol virá…

Entretanto, vou escondendo meu pranto

num fio de som, suspenso das nuvens cinzentas,

que surgirá num poema,

que se esconde no meu canto,

num canto do pensamento.







Maria Elisa Rodrigues Ribeiro

SET/014


Sem comentários:

Enviar um comentário