terça-feira, 8 de julho de 2014

Através de "Notícias sem Censura"



O QUE FALTA NESTE COMUNICADO DA PJ?

Criminalidade especialmente violenta
Sequestro agravado, roubo agravado, ofensas à integridade física qualificada, coação agravada e detenção de armas proibidas
A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT), localizou e deteve quatro homens, com idades compreendidas entre os 19 e os 22 anos, presumíveis autores da prática dos crimes de sequestro agravado, roubo agravado, ofensas à integridade física qualificada, coação agravada e detenção de armas proibidas.
Os detidos pretendiam efetuar justiça pelas próprias mãos, sequestrando e coagindo a vítima a fornecer informações sobre um indivíduo alegadamente responsável pelo furto de uma viatura automóvel.
A vítima foi alvo de bárbaras e violentas agressões, transportada na bagageira de uma viatura automóvel, tendo posteriormente sido abandonada, sem que lhe fosse prestada qualquer tipo de assistência.
Os detidos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.


OK. Eu explico. Sendo este um comunicado dirigido aos órgãos de Comunicação Social e ao público em geral, uma vez que é publicado no site oficial da PJ, falta saber quando é que as detenções foram efetuadas e onde ocorreu o facto. Também ficamos sem saber as medidas de coação. Embora isso já não dependa da PJ, seria bom que os comunicados fossem lançados quando a própria PJ já soubesse o que tinha acontecido aos detidos. Mas isto é só porque eu sou minuncioso e chato. Mas já que se dão ao trabalho de lançar comunicados, ao menos tentem fazê-lo com algum profissionalismo. Há jornalistas no desemprego que podiam dar uma ajuda....

P.S: Ainda estou à espera da resposta a este e-mail: Boa tarde, vinha por este meio solicitar informação complementar sobre este caso: como sabem, uma peça jornalistica tem de responder a seis perguntas: quando, como, onde, porquê, o quê e quem. Neste comunicado de imprensa sabemos responder a quatro perguntas, falta saber o quando e o onde... Será que é possível por parte dessa Polícia fornecer tais elementos?
Atenciosamente,
Carlos Tomás
jornalista com a C.P. 2521
Ah pois é!

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