
Poema
BREVES
Dantes, queria ser Outros,
para conhecer tudo o que não Era.
A tarefa foi difícil, porque penso que já fui-muitos-em-Mim…
E sinto-me, sempre,
acima de tudo, O Outro- Eu-do-meu-EU,
longe do céu, na escrita onde Me- Existo
persistindo na interrogativa da Criação,
porque a escrita é a vida revelada
no Instante da verdade do poeta.
Crescem árvores, no meu Entretanto…
Voam águias a celebrar o Encanto…
Correm águas numa eterna vibração…
Incham botões de rosa, na Hora da Celebração…
Não quero ser Outros, não…
É tão vivo o meu jardim,
que não há inferno no seu céu!
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
Julho/014

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