Eras um campo macio de lavrar Ou qualquer sugestão que apetecia... Tinhas um choro de quem sofre tanto Que não pode calar-se, nem gritar, Nem aumentar nem sufocar o pranto... Fomos então a ti cheios de amor! E o fingido lameiro, a soluçar, Afogava o arado e o lavrador! Enganosa sereia rouca e triste! Foste tu quem nos veio namorar, E foste tu depois que nos traíste! E quando terá fim o sofrimento! E quando deixará de nos tentar O teu encantamento! |
| in "Poemas Ibéricos" |
"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
sábado, 14 de dezembro de 2013
BOM DIA, MEUS AMIGOS(AS)! UM FELIZ FIM de SEMANA, COM UM POEMA de MIGUEL TORGA!
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