"A biblioteca tinha sido condenada pela sua própria impenetrabilidade, pelo mistério que a protegia, pela avareza dos seus acessos. Era a maior biblioteca da cristandade...agora o anti-cristo está verdadeiramente próximo, porque nenhuma sapiência lhe fará mais barreira. Jorge temia o segundo livro de Aristóteles, porque lhe ensinava talvez a deformar deveras o rosto de toda a verdade, a fim de não nos tornarmos escravos dos nossos fantasmas. Talvez a tarefa de quem ama os jovens seja fazer rir da verdade, fazer rir a verdade, porque A ÚNICA VERDADE É APRENDER A LIBERTARMO-NOS DA INSANA PAIXÃO PELA VERDADE. "
(Tenho estado a reler " O Nome da Rosa", obra deste autor italiano. Encontrei-me, a certo passo da minha leitura, com este extracto que traduzi.E vi que, na Verdade , é uma insana Procura, esta da Verdade , pois o Homem não tem permissão para a encontrar. Pode procurá-la, só isso pode fazer...mas ELA não está ao seu alcance.
...e se estivesse? ...onde iríamos parar?)
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