segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

POEMA:"SEARA HUMANA..."


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Longínquos sussurros de searas ondulantes
atenuam raivas, contidas no “Presente”;
Cabelos de trigo esparsos aos ventos
lembram algas de velhos “campos”…

Searas sereias da terra doirada
mergulham em tons de mar azulado,
dispersas nos braços do suave encanto
dos queixumes da minha beleza “ESPANCA”…

Dores magoadas de amores perdidos
nos longos antros da melancolia,
despiam-te a alma, que ainda espanta
quem te lê e te crê, no dia a dia.

Trigo loiro de ÉVORA! riqueza
de oiro vestido, sem qualquer surpresa!

Teus cabelos ondulantes de POESIA gritante
contrastam com o outro loiro, brilhante.

Vem, amiga, senta-te à mesa!
Bebe teu cálice, longe da tristeza!

“Presente- ausente” no meu dia a dia
aqui estou, distante,
em tons de vento ululante
cantando searas doutras caravelas
que, em poesia, se tornam mais belas!

Meço teus passos, no labirinto
de tua alma sentida POESIA…
O vento desperta…
O ar aquece e o tempo alerta.
Teu Alentejo de nobres rumorejantes ondas
canta de tons ora azuis…ora loiros…ora moiros…

E eu, no meio deste trigo loiro,
cheiro-me seara humana,
pronta a encontrar a alma
que dimana, de um campo de oiro…



C6F -147-18 –SET/09

sábado, 13 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

LITERATURA PORTUGUESA: SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN


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LITERATURA PORTUGUESA: SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN (PORTO, 1919-2004)
Palavras da poetisa: ” Quem procura uma relação justa com a pedra, com a árvore, com o rio, é necessariamente levado, pelo espírito da verdade que o anima, a procurar uma relação justa com o homem.”
Mais ainda: em 11 de Julho de1964, quando a SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES A HOMENAGEOU, ATRIBUINDO-LHE O GRANDE PRÉMIO DE POESIA, pela obra “LIVRO SEXTO”, disse SOPHIA, num texto do qual a minha sensibilidade destaca algumas frases: “e o tempo em que vivemos é o tempo de uma profunda tomada de consciência (…) Não aceitamos a fatalidade do mal. (….). Como ANTÍGONA, a poesia do nosso tempo não aprendeu a ceder aos desastres. (…). A obra do artista vem sempre dizer-nos “que não somos apenas animais acossados na luta pela sobrevivência, mas que somos, por direito natural, herdeiros da liberdade e da dignidade do ser.” In “DIMENSÃO LITERÁRIA”- PORTO EDITORA-ISBN 972-0-40055-2- (página 335).
Por vezes, o que aparentemente é fácil, torna-se, de repente, difícil. Isso acontece-me, frequentemente, quando começo a medir as palavras para falar de temáticas que se relacionam com a obra de certos vultos literários, como é o caso da poetisa que hoje vos trago e que é, nem mais nem menos que SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN (S.M.B.A.).
A sua poesia é uma das mais lindas dos últimos tempos da Literatura Portuguesa. Sei que nem todos apreciam; mas sei também que, na minha qualidade de Professora de Português, aprendi a amar as suas palavras e a sua visão do mundo, em função dos meus alunos e do programa desta disciplina. Quanto maior é o amor de um Professor pelo que transmite aos seus alunos, maior é a possibilidade de êxito dos mesmos. A poesia de S.M.B.A. é linda, colorida, cheira a mar e à Grécia antiga…brilha no Sol dos sentidos, atirando-nos à face a água do mar e da infância, o cheiro das paredes da casa da meninice, a maciez das areias da praia, a espuma das ondas quebradas aos seus pés…
Poema “CASA BRANCA”: “Casa branca em frente ao mar enorme, / Com o teu jardim de areia e flores marinhas/…A ti eu voltarei após o calor incerto…/(…) Passados os tumultos e o deserto/Beijados os fantasmas… da terra indefinida./”
Dado que a leitura nos enriquece e a poesia nos transmite sensibilidade para melhor entendermos o mundo que nos rodeia e em que estamos inseridos e dado que somos seres dotados de capacidades que escapam a outros seres da criação, aconselho os amigos leitores a aprofundar esta matéria a vosso bel-prazer, na certeza de que saireis enriquecidos…
A obra poética de S.M.B.A. é contaminante e, se nos esforçarmos, permanece em nós o desejo de continuar a “ser contaminado”. Esfusiante na afirmação dos valores que devem reger a vida do Homem, enquanto ser superior da criação, encontramo-la, em vários poemas, a lutar contra o farisaísmo e a hipocrisia, a discriminação, as injustiças sociais, a falta de liberdade das gentes no período salazarista, a miséria, etc.
Vejamos extractos dos poemas “OS FARISEUS” e “ AS PESSOAS SENSÍVEIS”. O primeiro compara o sofrimento humano ao de Cristo, traído pelos fariseus, vítima maior da hipocrisia humana, segundo a vontade do PAI. O tema é abrangente, na medida em que “toca” os que vivem atirando a pedra, ao mesmo tempo que escondem a mão; daí que a poetisa termine, dizendo:”NEM UMA NÓDOA SE VIA/ NA VESTE DOS FARISEUS.”
No poema “AS PESSOAS SENSÍVEIS”, impera, igualmente, a temática da mentira, do farisaísmo e das injustiças sociais, das quais a exploração dos pobres pelos ricos, sobressai, quando ela diz: ”As pessoas sensíveis não são capazes/De matar galinhas/ Porém são capazes/ De comer galinhas/, (…) Ganharás o pão com o suor do teu rosto/” e não:”Com o suor dos outros ganharás o pão.” Este poema termina com uma frase lapidar: “PERDOAI-LHES SENHOR/ PORQUE ELES SABEM O QUE FAZEM. ”
Amante do MUNDO CLÁSSICO Grego, sobretudo, S.M.B.A transporta esse mundo e esse amor para o século XX, em poemas onde refere a grandiosidade dos muros de Knossos, a dura luz de CRETA, DELFOS do Oráculo, onde “ressurgiremos” de um mundo mau, isento de harmonia, cheio de desigualdades sociais e de tiranias opressoras (alusão ao período salazarista) ideias que imortaliza no poema “PÁTRIA”: “ (…) Por um país de luz perfeita e clara( ideia de liberdade), (…)Pedra rio vento casa/Pranto dia canto alento/Espaço raiz e água/ Ó minha Pátria e meu centro / Me dói a luz me soluça o mar/ E o exílio se inscreve em pleno tempo (LIVRO SEXTO ,1962). Ao fazer tais afirmações, Sophia recorda-nos a grandiosidade d’outrora que já não o é mais, porque o povo sofre a “miséria que o tempo desenhou”, no tempo da ditadura salazarista. Esta mulher, uma das mais notáveis poetisas portuguesas do séc., passado, condição que perdura pois o poeta é intemporal, foi também uma lutadora anti-fascista ao lado de seu marido, Francisco de Sousa Tavares, atitude social que se pode ver, nomeadamente, no poema “Este é o tempo”: “Este é o tempo/ da selva mais obscura/Até o ar azul se tornou grades/ E a luz do sol se tornou impura/ Esta é a noite/Densa de chacais (…) Este é o tempo em que os homens renunciam. ”
Fala Sophia, em vários poemas, do tema “exílio”, o que não é senão um modo de avivar o espectáculo degradante da emigração, na década de sessenta, em que se viam os portugueses a fugir do regime e da miséria atávica. Como sabemos todos, hoje, século XXI, continua este nosso ir pelo mundo fora, à procura de empregos que cá não temos, buscando “outras canelas e pimentas”, sofrendo novas despedidas, novos lenços a acenar, novos trajos negros a derramar lágrimas de dor…
É impossível não detectar na sua obra influências de Fernando Pessoa. Amando, como demonstra amar, os clássicos, mereceu-lhe especial carinho o heterónimo RICARDO REIS, a quem dedicou um poema, onde, seguindo as suas pegadas, reafirma que só o Presente conta, já que o Futuro é uma incógnita e o Passado de nada já pode valer. Nesse poema lembra a lição dos deuses ausentes, porque: ”O seu olhar ensina o nosso olhar:/Nossa atenção ao mundo/ É o culto que pedem. ” In “DUAL” (1972)
Esta é uma perfeita atitude epicurista, clássica-pois claro!- de quem usufrui plenamente do momento presente, pois KRONOS( deus do tempo) passa, inexoravelmente, sem nos conceder mais tempo que aquele que os deuses nos destinaram…Mas SOPHIA identifica-se também com ALBERTO CAEIRO, outro heterónimo de PESSOA, no amar a Natureza com a simplicidade dos sentidos; por isso fala tanto da maravilha que é apanhar búzios, conchas, ter as mãos e os pés
enterrados na doçura da areia , sentir a água do mar a fugir-lhe ,por entre os dedos …
MALLARMÉ, poeta francês do século XIX (1842-1898) afirmava, sobre a tarefa dos poetas: “dar um sentido mais puro às palavras da TRIBU, é uma missão do poeta.”
E como SOPHIA cumpriu essa missão! Linda de se ler, bela de se ouvir, rica de aprender!
Podemos, para concluir, afirmar que é belo tudo quanto nos possa vir à ideia, depois de a lermos: o Parthenon, a estátua de Apolo, o templo de SÃO PEDRO, EM ROMA, a incomensurável MURALHA DA CHINA, o TAJ MAHAL… pois tudo, à semelhança da poesia de S.M.B.A., foi feito pela mão e pela mente do Homem, com alegria e dor, na tentativa de “cantar” e elevar a “obra” para DEUS, esse Ser que para uns é DEUS, para outros ALÁ, para outros Jeová…Buda…Confúcio… KRISHNA… todos objecto de admiração do ser humano, o mais imperfeito dos seres perfeitos do PLANETA …
SOPHIA não foi poetisa, somente, pois talvez pelo facto de ter sido mãe de cinco filhos, cedo se dedicou à escrita de contos, que AINDA hoje fazem parte do universo literário dos programas de PORTUGUÊS. RECORDEMOS: “A FADA ORIANA”, “ O CAVALEIRO DA DINAMARCA”, “ A FLORESTA”, “ A MENINA DO MAR”, por exemplo. Não se esgota o tema “ SOPHIA”…Devem os leitores interessados aprofundá-lo, se assim o entenderem. Diz o povo que “o saber não ocupa lugar”… SOPHIA afirma: “Um verdadeiro livro propõe sempre uma maneira de ser”
Mª Elisa Rodrigues Ribeiro

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

POEMA: "Aplauso da vida..."

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Sinto-me, por vezes, uma estrela a cintilar…
Conjunto de estrelas lampejantes
é o que sinto ser, no meu despertar.


Acontece, quando a vida se torna
uma bola colorida, no brilho do amanhecer.

Como aplauso contínuo
chamo-me ao palco da VIDA,
eufórica e destemida…

Acendem-se as luzes da ribalta…
Ilumina-se, então, o palco.
A magia toma conta da sala da VIDA:
olhos arregalados estremecem
com o barulho das estrelas,
iluminadas pelo som do Infinito.

E o ALÉM da PROCURA
levanta-se,
para a união de uma ovação estrondosa
à atitude corajosa,
do EU da minha ternura…

Estrelas inchadas de luz
prorrompente,
qual ventre de MÃE em parto iminente,
mostram-me o caminho… de mansinho…

Transpiro expectativas nas lufadas de vento…
atrevidas!
Saio do palco…
entro na vida com farrapos de tempo,
frágeis emoções,
únicas sensações
esvaídas, por entre espaços feridos.

Meus pés sentem, no chão,
o estremecer constante da poeira ofuscante…
Telurismo delirante!
Sigo adiante, na noite bela
e tenho cama feita, entre as estrelas!

De lá, vejo a NATUREZA
exuberante,
no seu germinar puro,
duro,
seguro do INSTANTE…

Uma estrada iluminada
conduz-me `a segura morada
do EU que sou…
É aqui que regresso a MIM!
Viagem paradoxal da felicidade na magia,
que se dilui num fio de luz…

Como um colo que se quer morno
num embalo de paz,
minha serenidade aqui jaz!
Borboleta buliçosa,
quedo-me ao pé de MIM…


CAD 7G- 43/43-(MST)-Fev./010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Notas literárias: Manuela Azevedo


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MANUELA AZEVEDO (MA), jornalista, poetisa, ensaísta, escritora de 98 anos de idade, vai publicar as suas memórias num livro cujo título é, “MEMÓRIAS de UMA MULHER de LETRAS”. O livro será editado pelo MUSEU NACIONAL da IMPRENSA, na FUNDAÇÂO MÁRIO SOARES.
Primeira jornalista profissional da imprensa portuguesa, escritora multi facetada, quer quanto à forma quer quanto à temática, mulher lutadora anti-fascista com uma atitude de frontal oposição ao regime salazarista, pressupomos que as histórias que esta grande mulher do mundo literário português vai editar, nesta obra, abranjam, a nível social e familiar, tudo o que a caneta lhe ditou e que o regime obscurantista não permitiu que fosse publicado, em tempo oportuno.

Como escritora- jornalista e vice-versa, recorda os tempos que passou no “DIÁRIO DE NOTÍCIAS” e nos já desaparecidos jornais “REPÚBLICA” e “DIÁRIO de LISBOA”.
Escreveu dezenas de livros de contos, poesias, ensaios, novelas, biografias, romances… e sei lá que mais!
Nunca foi autora que fizesse parte dos programas de PORTUGUÊS, facto que se pode dever, em parte, à sua posição política de opositora a Salazar…
Não tenho, por esse motivo, um conhecimento profundo da sua obra, a não ser como um factor de cultura geral que fui complementar com recurso a “Histórias da Literatura” e “Dicionários da Literatura”, que por aí tenho guardados.
Mulher de causas, sempre à frente do seu tempo e até, por conseguinte, da sua idade cronológica, viveu apaixonada pela obra de Camões e pela vila de Constância, no Ribatejo.
De tal maneira, que é lá que pretende ver realizado o seu sonho de construção de “UMA CASA DA MEMÓRIA”, onde se possa perpetuar o amor pelo poeta maior do século XVI e a sua grande obra.
Do seu livro de memórias sairão notas preciosas sobre figuras históricas com as quais conviveu, das quais destaco HUMBERTO DELGADO, HENRIQUE GALVÃO, CALOUSTE GULBENKIAN, O EX-REI HUMBERTO, DE ITÁLIA, o escritor AQUILINO RIBEIRO e ainda entrevistas com nomes como EVITA PÉRON, RUDOLF NUREYEV, ERNEST HEMINGWAY, etc
Sei que muita gente desconhece o nome desta grande mulher da nossa vida social e literária. Mas não custa nada relembrá-la como tal, já que na devida altura, como sempre acontece aos nomes incómodos, Portugal tem uma tendência, quase genética, para os esquecer!
Já não tem emenda, neste capítulo, este meu /nosso país!
Retirei de um cantinho, na Internet, o poema de MA que passo a escrever, com todo o amor pelas nossas letras.
“SUBINDO A SERRA”

Subir a serra
É sentir lá no cimo
A presença divina,
Ter asas e ser pequenino.
Ver as minúsculas casas
Ponteadas na paisagem,
Sentir o vento a fustigar o corpo
E só querer chegar sempre mais alto,
O coração a soltar-se na aragem
Qual papagaio a que se solta o fio.

In”O CANTO DAS FRAGAS”

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

RELACIONADO COM AS LETRAS...


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Notícia, na página 44 do "Jornal de Notícias" de hoje, 9 de Fevereiro de 2010, sob a epígrafe "CULTURA", faz saber que o grupo editorial "LEYA", do senhor miguel pais do amaral, mandou destruir milhares de obras literárias( que talvez estivessem a atrapalhar o espaço, quem sabe?),numa inqualificável atitude de falta de humanismo e amor às LETRAS, LETRAS PORTUGUESAS, neste caso...SEM PALAVRAS!!!

Entre os autores "destruídos"estão nomes como JORGE de SENA, EUGÉNIO de ANDRADE,EDUARDO LOURENÇO e VASCO GRAÇA MOURA, para não falar de outros...

Dói saber desta atitude inquisitorial, digamos assim,num país onde tanta gente não tem acesso à cultura ou à leitura,por falta de meios económicos...Para dar de comer aos filhos, apesar de muitos pais serem cultos, o dinheiro é tão parco, que não se pode gastar em livros...O alimento do espírito vem depois do alimento do estômago!
Comprar livros é um luxo ao qual a grande maioria dos portugueses não pode aceder.

O que o grupo "LEYA" fez, foi uma mutilação de valores, pura e simples , tão detestável e tão condenável como a mutilação genital das mulheres ,em certas "culturas"...DESPREZÍVEL E CONDENÁVEL!

O que o grupo "LEYA" fez, ditatorialmente,foi uma matança da CULTURA!
A alma dos poetas ,escritores e ensaístas que mastigaram palavras que o cérebro põs à sua disposição para transmitir Mensagens de PAZ, AMOR, ANGÚSTIA, SOLIDÃO, ALEGRIA,não tem/teve valor para o grupo leya...

Qualquer ditadorzeco de "meia-tigela",de terras como a Birmânia, o Cambódjia, a China dos tempos de MAO, a Alemanha de Hitler, a Itália de Mussolini, fizeram ,eles também, "autos de fé" deste teor, com fogueiras de milharse de obras escritas!

Agora, se perguntar não ofende, e se o tal grupo tivesse posto à venda ,mesmo que por um valor simbólico, esses milhares de obras , em mercados próprios?
Não teria contribuído para o enriquecimento espiritual de tanta gente, numa atitude humanista?É claro que não teria dado milhões para os yates, mansões e carros topo de gama dos ditos senhores... mas ,teria, isso sim!contribuído para o tal alimento espiritual de que falei atrás, das classes mais desprotegidas que, não podendo dar-se ao luxo de comprar livros ,ao preço que eles estão a ser vendidos, os teriam adquirido mais baratos...

Isto passou-se cá, amigos...cá ,em Portugal, no país onde há tantos "casos" de ataque à liberdade de Imprensa, que muita gente já nem reage...
Ah! lida a notícia até ao fim, vejo que o editor JOSÉ da CRUZ SANTOS ,que colaborou com a editora "ASA", processou o grupo "leya" por este crime de lesa cultura!

HAJA DEUS!

NOTA: estou convencida de que, num país como o nosso, onde "nada dá em nada", como vamos vendo pelos tantos casos que por aí há, fica ,pelo menos, a alegria ,de ver que alguém reagiu...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Poema :"cruzados do mar..."

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Corre-me nas veias, sangue com odor a maresia…

Não há vida que sorria
Ao povo que do mar nasceu,
Se não puder ver surgir
As águas do viver seu…

Engolem-se lágrimas,
Sorve-se a Esperança trazida
Em garrafas de Vida…

MAS…SEM MAR, NÃO HÁ VIDA!

Personagem presente, na ausência…
Nostalgia à deriva nas ondas da evidência,
És tu, MAR-OCEANO,o lado lúdico
Da impaciência
Do viver do exilado, do outro lado da Terra!

Está em guerra, o português,
Sempre que, longe da PÁTRIA
Não pode molhar os pés
Nas lágrimas do marulhar
Do seu bocado de Mar…

TERRA MOLHADA DE PEIXE A ESCORRER
ÁGUA SALGADA…

Desterro de quem viu a vida naufragada
Nos óleos orientais
Das palmeiras perfiladas…

Cruzados do ACHAR um outro mundo
Com MAR…
Soluços de impaciência!
MAR- MÚSICA a marulhar, no ir e no vir,
No sangue a fluir,
No partir e no chegar…
Azul-vermelho da Vida do povo do NAVEGAR…
Andrajoso, corajoso,
Ansioso por se DAR,
O povo do meu país come as lágrimas do suar…

MAR- SOFRIMENTO-POESIA!
Verdade do dia-a-dia!
Sinto-te a vida a pulsar
No beijo da ardente Despedida…
LÁBIOS- VIDA… ressonância bíblica…
Bebida do sofrer na água inesgotável, arável…
Fonte da IMAGEM- PÁTRIA- FLORIDA!



C7G-44/29 (mds) -FEV/010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Poema "Gaivota..."


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Pairam nuvens escuras sobre o horizonte.
O mar encapelado tenta fugir-lhes…
São nuvens feias, escuras, de morte,
como se tivessem perdido o norte.

No areal e nos campos, à volta,
repousam, amedrontadas, as gaivotas.
Sentem que o mar, em revolta,
as espanta e não se importa.

Dentro de mim, estou assim…
Sou gaivota temerosa
procurando a cor da rosa,
que me ajuda a crer em mim.

É esta, uma tempestade eterna…
Por dentro, soluço, sem fim!

Ó deuses dos elementos em fúria!
Dai-nos um pouco de paz…que possamos
descansar, longe de toda a tormenta!




CAD4D -74 – NOV/08-OND/INQ

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

POEMA: "Viagens entre o sol e a Lua..."




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Chega a noite.
A Terra concilia-se com o céu;
Cobre-se com um suave véu
e descansa.
Voltará a dealbar,
assim que a noite passar…

O SOL É IRREQUIETO… ORA FOGE, ORA APARECE…

Chega, enfim, a manhã
do dia do meu viajar
nas asas do pensamento,
lesto, como todo o vento
que não pára de soprar!

Não me despego da terra,
das ruas da minha infância,
do sino da aldeia velha,
que toca já na distância…

Gotas de chuva bendita
caem, de mansinho,
sobre a terra aflita…

Os telhados das montanhas
vistos do meu viajar,
são escuros, esverdeados,
até que chegue o luar!
Segue-me a luz das estrelas,
cansada de cintilar!
E eu movo meu pensamento
por entre elas , a pairar…

Sou, por momentos, senhora de toda a terra!
Vejo a paz e vejo a guerra,
fujo da dor e da fome…

Debruço-me da janela
que me leva aos oceanos…
Peregrino, lentamente,
por entre sulcos da mente.

Pelos vales e desertos, que ainda não conheci,
pela luz que irradia e ainda não encontrei,
está minha vida segura por um fio de luar
que me empenho a reforçar!

A aurora
húmida e fria,
entrega-me a um pedaço de céu
que eu sei que não é só meu…
Espreguiço-me do torpor em que estive mergulhada!
Recebo os raios de Sol
que despertaram meu ser.
E juro!
Vou continuar a VIVER!



C7G- (vds)-36/101- Jan/010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

POEMA: "TEJO DE ABRIL"


Fotos do google


---“TEJO de ABRIL…”

Deslizam barcos ao longo do Tejo…
Ondulam com as correntes,
sustidos pelas marés dolentes…
Aqui,
de onde os vejo,
lembro tantas caminhadas
noutras paragens sulcadas.

Do cais de Belém
foram sempre mais Além!


Rio, que viveste ABRIL, que viste batalhas mil
de sangue suadas
no tempo de todas as Cruzadas…
Que ofereceste alento
e dás ,também, o sustento;
tu ,que cheiraste o vermelho dos cravos
e que cantaste”GRÂNDOLA, VILA MORENA…”

Como e por que paraste no TEMPO?
Quem prende teus braços mil,
com que abraçaste ABRIL?
Responde à força do vento
que respira LIBERDADE!
Não pares de navegar
no mar da nossa Idade!

PORTUGAL! Meu país amargurado,
sem ter o dever cumprido!
Ouve o brado que vem do fundo das marés,
dos ventos alados
do Passado adiado!

E o rio ouve o lamento
que carrego, cá por dentro…
Sereno…mas não impávido,
fulgura nas livres águas…
Exemplo transcendental,
Derrama coragem
Nas gentes de PORTUGAL!

TEJO, meu país a ansiar!
Testemunho vivo dum ressurgir, a cantar!

Pensamento livre!
Andamento suave!
Prosperidade….?
Vontade de erguer-me, de novo,
à superfície da tua segura fraternidade!

Chave mítica do nosso abrir
a porta,
sobre uma treva infinita…

E meu olhar de LIBERDADE
ampara-se nas tuas margens
que abarcam PORTUGAL,
no ressurgir da SERENIDADE!

C7G-(MST)-16/DEZ/09

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"CENSURA DE VOLTA: MÁRIO CRESPO, desta vez!

É com extrema preocupação que escrevo este pequeno post.
Já hoje ,de manhã, comecei a suspeitar que alguma coisa não estava bem, no JN ,naquela página onde, ao lado de HONÓRIO NOVO, costumava aparecer o MÁRIO CRESPO, com a sua indispensável crónica, para quem gosta de ler jornais e certos comentadores, que vão dizendo umas verdades e "chamando os bois pelos nomes!

Confirmei ,ao longo do dia, que o "JOÃO COITO" dos tempos depois de ABRIL, conseguiu eliminar do JN a crónica que tanto lhe apertava os tomates...
MANUELA MOURA GUEDES e o seu jornal das 6as, o DIRECTOR DO Público, o jornal "SOL", que veria as suas dívidas pagas mas que em troca não poderia falar mais do caso FREEPORT...

De que é que os "Goebells" deste desgoverno socialista têm medo? Por que motivo querem calar a imprensa, à boa maneira salazarista?ou estalinista?...

Consegui confirmar o afastamento do consagrado jornalista, indo ao PPTAO, a fazer a minha habitual visita!

Como passo as tardes na fisioterapia a tratar do meu problema de saúde, ainda não tive tempo de ouvir os jornais das televisões; por esse motivo, ainda não ouvi nenhuma referência ao facto. Ou será que também elas estão proibidas de darem notícias deste teor, à boa imagem do que fazem os ditadores como Chavez ,que encerra tudo o que lhe não seja favorável?

Será hora de pedir ao sr PR que deixe de "andar preocupado" com tudo para se preocupar com alguma coisa de significativo?

PORTUGAL, É HORA, CADA VEZ MAIS PREMENTE, DE ABRIRMOS OS OLHOS! OLHEM QUE O HOMEM QUER PERPETUAR-SE NO PODER !

À ATENÇÂO do BLOG "SIOUX", "SENTIDOS DE MIM"

MINHA AMIGA: Há qualquer problema com os teus comentários, pois não consigo comentar-te!
Voltei a tentar, hoje, e mais uma vez , não consegui fazê-lo!
BEIJO de LUSIBERO