sábado, 7 de maio de 2016

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Pedro Passos Coelho volta a mentir ao país
07/05/2016 por João Mendes 3 Comentários

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Ou este sujeito não aprende, ou toma-nos a todos por abanadores de bandeiras com meio neurónio. Não haverá um assessor com dois dedos de testa que lhe explique que a acção e as declarações de um ex-primeiro-ministro são exaustivamente registadas?

Em declarações à imprensa sobre a inauguração do Túnel do Marão, Pedro Passos Coelho afirmou, ipsis verbis, o seguinte:


Mesmo que eu fosse primeiro-ministro, coisa que hoje não sou, e a obra fosse inaugurada amanhã, eu não estaria lá. Porque nunca estive em nenhuma obra de inauguração enquanto fui primeiro-ministro, nem de estradas, nem de autoestradas, nem de pontes, nem de coisa nenhuma.



Durante os quatro anos e meio da sua governação, Pedro Passos Coelho inaugurou inúmeras obras. Uma dessas obras foi a ponte da foz do rio Dão, no IP3, inauguração que aconteceu a 7 de Agosto de 2015, na antecâmara das Legislativas. Exactamente nove meses depois, o líder do PSD decide obliterar esse registo da memória comum e apresenta-se aos portugueses como um austero e virtuoso ex-governante que não perdia tempo com eventos sociais. Os abanadores de bandeiras aplaudem, o ministério da propaganda faz-se de morto e Passos Coelho, igual a ele próprio, volta a aldrabar os portugueses.

Mas se as mentiras da campanha de 2011 tinham um propósito, alguns episódios mais recentes são difíceis de explicar.Quando há dois meses atrás mentiu sobre a nova entidade empregadora da companheira Maria Luís Albuquerque, Passos Coelho poderia ter-se limitado a afirmar a legalidade da situação da ex-ministra, apesar do gritante conflito de interesses que manchou o caso. Desta vez era ainda mais simples: bastava ficar calado e não tecer qualquer tipo de consideração. Optou, uma vez mais, pela mentira. Nada de novo.

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