terça-feira, 10 de novembro de 2015

GOVERNO de passos acaba hoje!


Governo de Passos vai 'morrer' hoje não uma mas... quatro vezes
Ao invés de uma moção de rejeição única, partidos de Esquerda apresentarão quatro. E, no Parlamento, as quatro serão esta tarde objecto de votação.

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POLÍTICA PARLAMENTOHÁ 1 HORAPOR NOTÍCIAS AO MINUTO COM LUSA





Depois da discussão que marcou a tarde desta segunda-feira, o debate do programa do Executivo PSD/CDS prolonga-se pelo dia de hoje, com António Costa e Passos Coelho a defrontarem-se diretamente. O que não sucedeu ontem, com o líder socialista a passar a palavra a Carlos César, Pedro Nuno Santos e João Galamba, entre outros.
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Mas o que resultará da longa jornada no Parlamento não é surpresa para ninguém. A Esquerda foi clara e a decisão está tomada: tanto PS como Bloco de Esquerda, PCP e 'Os Verdes' apresentarão moções de rejeição ao programa do Governo.

E é aqui que o lado caricato da situação se manifesta. É que, ao invés de apresentarem apenas uma moção única, os partidos de Esquerda apresentarão uma moção cada um. Resultado: quatro moções e quatro ‘mortes’ do Executivo de Passos Coelho.

Ontem, o Observador noticiava que o PS seria o primeiro partido a apresentar a moção de rejeição que, sendo aprovada, inviabilizaria as restantes. Tal não deverá contudo acontecer.

O que se espera, esclarece hoje o Diário de Notícias, é que o Governo seja demitido – ou ‘morto’ – quatro vezes, uma vez que uma norma do regimento da Assembleia da República permite que mais do que uma moção seja votada.

O desfecho do debate deverá ser conhecido ao final da tarde de hoje. Saliente-se que, segundo o artigo 195.º da Constituição, a rejeição do Programa do Governo implica a demissão do executivo liderado por Pedro Passos Coelho, que se manterá em gestão até à posse de um novo Governo, não entrando em plenitude de funções.

Primeiro dia do debate foi 'quente' mas sem duelo Costa-Passos

Nas suas intervenções no primeiro dia do debate, o primeiro-ministro não ignorou o previsível 'chumbo' do seu programa e lamentou a quebra das "convenções parlamentares" com 40 anos, confessando-se apreensivo com o futuro. Passos classificou a alternativa programática da oposição como "um programa político imediatista e irrealista" e "iliberal". E acusou o PS de ter virado à esquerda, saindo da "maioria maior" do consenso europeu, e prometeu fazer oposição a "uma política negativa, de ruína de Portugal".

O PS, pela voz, primeiro, do vice-presidente da bancada Pedro Nuno Santos, acusou o Governo PSD/CDS de manter o memorando da troika no seu programa liberal, enquanto o presidente do partido e líder parlamentar, Carlos César, defendeu que só a "direita" antidemocrática recusa a regra da maioria.

A porta-voz do Bloco, Catarina Martins, que classificou o programa de Governo como uma "mixórdia de temáticas" com muito "humor negro", sublinhou que foi a democracia - ao não dar maioria absoluta a PSD e CDS - que determinará o 'chumbo' do executivo.

Na mesma linha, o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, afirmou que o programa do Governo PSD/CDS-PP "é mais do mesmo, colorido com mais algumas proclamações", com o primeiro-ministro a questioná-lo se o PS continuava ou não a ser "farinha do mesmo saco" da coligação PSD/CDS-PP como os comunistas diziam em campanha.

A deputada do Partido Ecologista 'Os Verdes' (PEV) Heloísa Apolónia pediu, por seu lado, ao primeiro-ministro para contar os deputados no hemiciclo e verificar que perdeu a maioria absoluta, enquanto, na sua estreia parlamentar, o deputado do PAN preferiu fazer oito perguntas concretas ao Governo, sobre temas como o desemprego, a saúde, a proteção animal ou o ambiente.

Para o segundo dia, restam mais três horas de debate, que o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, disse esperar ter concluído de manhã para, à tarde, iniciar a sessão de encerramento da discussão do Programa do Governo, para o qual estão reservados mais 100 minutos, no final da qual serão votadas as moções de rejeição.PARTILHE ESTA NOTÍCIA COM OS SEUS AMIGOS

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