"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
EDITORIAL DE "Público": o filho Bush visto pelo pai Bush!
EDITORIAL
Os erros do Iraque vistos por outro Bush
DIRECÇÃO EDITORIAL
06/11/2015 - 05:13
Num livro biográfico, George Bush pai aponta o dedo à administração do filho na guerra do Iraque.
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Por alturas da invasão do Iraque, um cartoon (muito difundido), mostrava a fronteira iraquiana assinalada com uma seta e, para lá dela, de costas, retratado como um cowboy com as mãos prontas para sacar as pistolas do coldre, George W. Bush. A legenda, a apontar para a seta, dizia: “O paizinho parou aqui”. Essa caricatura mostrava aquilo que na época já era óbvio para muita gente: George Herbert Walker Bush, o pai, tinha uma visão acerca do Médio Oriente bem diferente da do filho, George W. Bush, que anos depois dele veio a ocupar a presidência dos Estados Unidos da América (o cineasta Oliver Stone aproveitou, sublinhando-as, as divergências entre ambos no seu filme W.). Agora, doze anos após a invasão do Iraque em 2003, o ex-Presidente George Bush vem deixar claro perante o mundo o que pensa dessa aventura. Numa biografia escrita por Jon Meacham, biógrafo de outros ex-presidentes norte-dos EUA, e vencedor de um Prémio Pulitzer em 2009 (o livro chama-se Destiny And Power: The American Odyssey Of George Herbert Walker Bush), George Bush, que dirigiu com êxito uma ofensiva militar contra Saddam para o obrigar a deixar o Kuwait, que invadira em 1990, é duro para com o staff do filho. Diz que Rumsfeld era “arrogante”, “mais do tipo de começar a dar porrada e marcar pessoas. E acho que pagou um preço por isso.” Quanto a Dick Cheney, diz que ele se tornou “ muito radical e muito diferente do Dick Cheney” com que ele próprio trabalhara, criticando-lhe a “submissão aos tipos que querem lutar por causa de tudo e acima de tudo, e que querem usar a força para impor a vontade dos EUA no Médio Oriente”. “O maior erro”, escreve Bush, foi terem deixado Cheney instalar o seu próprio Departamento de Estado.” Mas esse “foi um erro do Presidente”. Ou seja, do seu próprio filho. Muitos tinham feito, à época, críticas idênticas, mais ou menos ferozes. Mas ouvi-las agora de George Bush pai tem outro peso para a História.
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