Bagão Félix "O Governo está a antever dificuldades na venda do banco"
No seu espaço de comentário semanal, na SIC Notícias, Bagão Félix, comentou a alteração do discurso oficial da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque e do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ao admitirem que os contribuintes podem sofrer perdas com a venda do Banco Espírito Santo. O antigo ministro das Finanças também não deixou de se referir à polémica da colocação dos professores, chegando mesmo a dizer que este sistema além de ser "ingrato é 'incrato'".
ECONOMIA

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22:50 - 08 de Outubro de 2014 | Por Notícias Ao Minuto
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Relativamente à alteração do discurso oficial da ministra das Finanças e do primeiro-ministro, esta quarta-feira, quanto às perdas que os contribuintes poderão sofrer com a venda do Banco Espírito Santo (BES), Bagão Félix falou à SIC Notícias e criticou esta nova posição. "Dizem que a Caixa Geral de Depósitos, banco detido pelo Estado, vai ser o primeiro banco a suportar mais perdas, caso a venda não corresponda ao que era desejado. Mas não é só isso que vai acontecer. O Estado injetou 3.900 milhões e se a venda for inferior alguém tem de perder, ou o Estado ou os bancos. Não será apenas a Caixa Geral de Depósitos. Não nos podemos esquecer que vai também atingir o IRC, o imposto dos lucros".
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Para justificar esta mudança de discurso, o professor afirma: "Acho que o Governo está a antever uma dificuldade em conseguir transacionar o Novo Banco por aquilo que é desejável".
Já sobre o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) assinado por Vítor Gaspar e divulgado esta quarta-feira, o ex-governante não se mostra surpreso. "Acho que Vítor Gaspar já está com o tique do FMI. Reconhece que a reconsolidação orçamental será do lado da despesa. Mas voltar com a questão da Taxa Social Única parece-me inadequado".
"O FMI aplaude uma transparência orçamental. Mas continuam a existir dois pontos negativos: o desemprego e a dívida pública. No entanto, não resultam do programa de austeridade, mas da velocidade de ajustamento. O próprio relatório indica que os ajustamentos deveriam ter sido mais lentos para comprar tempo", referiu.
Quando questionado sobre o ano escolar mais conturbado, Bagão Félix, que também é professor, disse ser "lamentável". "Os alunos têm de ter uma redução pedagógica. Não podem ficar prejudicados também. Acho que Nuno Crato deveria ter explicado isto melhor à população. O que aconteceu? O Governo está para resolver os problemas não para ficar estático numa situação que é nova. Senão tem mecanismos tem de os criar. Além de ser um sistema ingrato passou a ser 'incrato'", terminou.
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