sexta-feira, 10 de outubro de 2014

É CASO PARA NÃO CONFIARMOS EM TANTAS CERTEZAS...HÁ MUITO MEDO!


Especialistas estão tranquilos com plano para responder ao ébola em Portugal


ALEXANDRA CAMPOS

09/10/2014 - 07:41


Vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas avisa que "o que é preciso é travar a epidemia de pânico e de medo".Unidades de saúde devem criar salas para doentes suspeitos.





O equipamento usado pelo INEM para enfrentar eventuais casos de ébola
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O que acontece se alguém com ébola chegar a Portugal?


O pior surto de sempre do vírus do ébola


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A rede montada para filtrar eventuais casos suspeitos de infecção pelo vírus do ébola em Portugal deu mostras de funcionar até à data. Quatro casos suspeitos foram identificados e todos se revelaram negativos. Seja como for, enquanto espera que um grupo de peritos decida o que vai mudar no plano de contingência definido há meses para evitar o risco de propagação do vírus em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) determinou esta quarta-feira que as unidades de saúde devem afixar um cartaz trilingue (português, francês e inglês) em locais visíveis.

“Nos últimos dias esteve num país afectado pela epidemia por vírus ébola ou em contacto com um doente infectado por vírus ébola? E tem febre superior a 38 graus de início súbito?", são as perguntas que devem fazer soar campainhas de alarme. Em caso afirmativo,os doentes serão encaminhados para salas preparadas pelas unidades de saúde para o efeito. Razões para divulgar agora em massa este cartaz? É preciso evitar o contacto de eventuais casos suspeitos com outros doentes que se encontrem nos estabelecimentos de saúde. Por isso, as pessoas com sintomas de doença e com este tipo de “ligação epidemiológica” devem “desde logo ser encaminhadas para um local separado”, explica o director-geral da Saúde, Francisco George, numa circular. Entretanto, na sexta-feira saber-se-á que alterações concretas ao plano de contingência vão ser propostas e adoptadas. Francisco George prevê que, por exemplo, aumentem as exigências de segurança na colheita e no transporte do sangue dos doentes considerados suspeitos. "Actualmente o sangue não é inactivado, mas deverá ser no futuro", explicou ao PÚBLICO.

“O fundamental, agora, é travar a epidemia de pânico e de medo e dar uma boa informação às pessoas”, defende o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas, Henrique Lecour, que está firmemente convencido de que não há condições para haver uma epidemia de ébola nos países ocidentais. “Pode haver um caso secundário, ou dois ou três, mas rapidamente ficarão contidos”, sublinha o médico e professor da Universidade Católica. “Se estivesse em causa uma epidemia de transmissibilidade aérea, como a da gripe, seria diferente”, nota Henrique Lecour, para quem as medidas até agora decretadas são “as medidas certas”, com o internamento dos casos suspeitos nos três hospitais de referência definidos para o efeito, o Curry Cabral e o D. Estefânia, em Lisboa, e o S. João, no Porto.

Quanto ao caso da auxiliar de enfermagem espanhola que ficou contagiada, Lecour especula que pode ter havido “algum problema, por exemplo ao retirar o fato de segurança”, mas que isso pode sempre acontecer.

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