
BREVES
A estranha mão do poema folheia-me a vida.
Que sabem meus versos da alma ferida?
Como podem saber das dobras de teu corpo adormecido?
Nas nuvens e no vento a música brilha no ventre
das pautas cinzentas, dormentes…
Canais repletos de água triste
murmuram à hora crepuscular, das margens onde descansaste.
Pelo chão, as árvores estendem a colcha
das suas copas lunares, que as estrofes do meu poema
enrugarão, assim que as tocares...
A noite abre-se.
…e inquietas, as flores fechadas
ejaculam sílabas dos excitados poemas
da intensidade dos nossos infindos temas..
Maria Elisa Ribeiro
ABRIL/014

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