terça-feira, 2 de agosto de 2016

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Submarinos: luvas de 6,4 milhões para quatro políticos




Elementos ligados ao Governo PSD/CDS e à Marinha terão recebido 1,6 milhões de euros cada para facilitar o negócio


2010-04-01 10:53Redação / SM


Submarino nuclear russo




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Quatro políticos ligados ao Governo PSD/CDS-PP terão recebido 6,4 milhões de euros, 1,6 milhões de euros cada, no negócio da compra dois submarinos aos alemães do German Submarin Consortium em 2004, avança o «Correio da Manhã».

O jornal adianta que todos os intervenientes no negócio, portugueses e estrangeiros, receberam o mesmo valor 1,6 milhões de euros. Além dos quatro políticos, também o cônsul honorário de Portugal terá recebido luvas como contrapartida por ter organizado um encontro entre um administrador da Ferrostaal e o então primeiro-ministro Durão Barroso.

Segundo a revista alemã «Der Spiegel», as buscas à sede da empresa revelara mais de uma dúzia de contratos de mediação e consultadoria que se destinavam a disfarçar o pagamento de luvas a «decisores do Governo, dos ministérios e da Marinha de Portugal».

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Segundo o «DN», o Ministério Público (MP) alemão está a investigar suspeitas relacionadas com a criação de uma série de empresas-fantasmas que terão sido utilizadas para o pagamento de comissões ilegais no âmbito do negócio dos submarinos.

De acordo com documentos do processo alemão, a que o «DN» teve acesso, são identificadas várias empresas que terão sido utilizadas para o esquema, assim como alguns cidadãos portugueses que estariam por dentro de todas as movimentações.

O contra-almirante Rogério d'Oliveira é citado directamente como tendo, em 2006, recebido um milhão de euros de uma daquelas empresas. O militar encontrava-se já na reserva e, de acordo com fontes militares, era um dos representantes dos alemães em Portugal. Além do contra-almirante, num despacho do MP alemão, são ainda citados, como tendo conhecimento das movimentações financeiras, Helder Bataglia dos Santos, quadro do Grupo Espírito Santo (GES), Luís Horta e Costa, ex-presidente da ESCOM, empresa do GES que prestou assessoria ao consórcio alemão, Miguel Horta e Costa, ex-presidente da PT, o advogado Vasco Vieira de Almeida, entre outros.

As autoridades alemãs descrevem ainda a tal série de empresas fictícias das quais terão partido os eventuais subornos. «Antes de 15 de Fevereiro de 2000 foi feito um pagamento ilegal (corrupto) que foi incluído nos impostos da Ferrostaal como pagamento útil», diz o Ministério Público alemão, acrescentando: «Depois daquela data, os factos não mudaram, mudou apenas a forma. Foi criada uma empresa-fantasma e assim fizeram os pagamentos às pessoas com poder de decisão». Ainda assim, o MP alemão diz que «ainda há muita coisa para clarificar».

São ainda identificadas várias empresas, quer portuguesas, nomeadamente do grupo Espírito Santo, quer do Reino Unido e das Ilhas Virgens (um offshore).

O negócio da compra de dois submarinos remonta a 2004, quando Paulo Portas, líder do CDS/PP, era ministro da Defesa. Mas foi só em Julho de 2006, na sequência da investigação ao processo Portucale (o caso dos sobreiros), que foi aberto o inquérito.

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