domingo, 18 de janeiro de 2015

Passa-se, aqui, na Região Centro de Portugal!






Violador em série à solta na região Centro
NELSON MORAIS | Hoje às 00:32
Processos envolvendo quatro prostitutas estão a ser investigados, sem resultados e quase sem diligências, desde 2011.


HENRIQUES DA CUNHA / SLIDESHOW / GLOBAL IMAGENS








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SEGURANÇA


Era quase meia-noite quando um Rover bordô, modelo antigo, parou junto dela, na Avenida Fernão de Magalhães, na Baixa de Coimbra. O condutor queria sexo oral. Juliana, 45 anos, brasileira, respondeu-lhe com o preço e outra condição: "Faço tudo com preservativo". Ele continuava interessado. Mas recusava-se a ir para a Rua do Arnado, uma perpendicular da avenida, escura e sem saída, onde muitas prostitutas da zona servem os clientes. "Já fui assaltado aí", justificou-se o homem, aparentando uns 40 anos. Juliana concordou, então, ir com ele para um estacionamento de terra batida, por trás da Rodoviária da Beira Litoral. Umas escassas centenas de metros de viagem que fariam toda a diferença.


Quando chegaram ao lugar combinado, ainda na margem direita do Mondego, o cliente decidiu não estacionar e guinou à direita, para o tabuleiro inferior da Ponte-Açude, à saída do qual virou para uma estrada sem iluminação, local habitual de engate para homossexuais. "Aí, eu comecei a fazer oral e ele disse: "Não te quero dar seca". Meteu a mão debaixo do banco, tirou um revólver e bateu com ele na minha cara. Gritou: "Não reages, dou-te dois tiros nos cornos!". Ainda me deu murros no estômago e nas costelas".

O pesadelo de Juliana começou ali, nos últimos minutos daquela quinta-feira, 26 de setembro de 2013, e prosseguiu com a sua violação, em Penela. "É um pesadelo que nunca vai passar, enquanto a Polícia Judiciária não prender ele", diz Juliana, que anda inquieta com a ideia de que os inspetores possam não estar a esforçar-se o suficiente, por ela ser estrangeira e prostituta, para apanhar aquele homem "com 38/40 anos, cabelo preto, magro, nariz afiladinho, olho pequeno", que "tem mão grossa - pode ser ajudante de pedreiro".

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* NOTA: OS NOMES USADOS NA REPORTAGEM SÃO FICTÍCIOS

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