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RTP vai ter uma nova administração “o mais rápido possível”
CATARINA MADEIRA
catarina.madeira@economico.pt00:05

CGI diz que administração não tem apoio. Alberto da Ponte afirma que não aceita destituição por justa causa.
O Conselho Geral Independente (CGI) da RTP já está a debater o modelo de nomeação da próxima administração da estação pública, apesar de Alberto da Ponte ter dito, ontem, no Parlamento, que reagirá com todos os meios legais e que não aceita a destituição por justa causa.
"Dentro dos constrangimentos de tempo queremos ser o mais rápidos possível, justamente porque a empresa não pode estar nesta indefinição", afirmou o presidente do CGI, António Feijó. A definição da modalidade de escolha do próximo conselho de administração compete ao CGI e a nomeação deste. António Feijó revelou que o conselho já esta a debater esse modelos, mas não avançou mais pormenores.
Os deputados da Comissão de Ética ouviram os argumentos e as versões da administração da RTP e do CGI sobre o processo que levou à destituição da gestão da RTP. De acordo com António Feijó, presidente do CGI, o actual administração não tem qualquer apoio, depois do accionista Estado e o órgão de supervisão terem afirmado não ter confiança na equipa liderada por Alberto da Ponte. António Feijó esclareceu que o que conduziu a este desfecho foi a apresentação de um plano estratégico "medíocre" e não a aquisição dos direitos de transmissão da Liga dos Campeões. António Feijó considerou ainda "póstuma" a apresentação do plano de actividades e do orçamento apresentado ontem pela gestão da RTP.
Alberto da Ponte acusou o CGI de fazer "pirraça académica" e o Governo de se querer ver livre do actual administração. "Não posso afirmar que a tutela se queira ver livre deste conselho de administração, mas que parece, parece", afirmou aos deputados, reforçando que esta decisão era já esperada: "Estamos plenamente convencidos que isto era como a pescada, antes de o ser já o era".
O presidente da RTP admitiu ainda que será "difícil continuar à frente dos destinos da RTP", tendo em conta o relacionamento que o conselho de administração tem tido com o órgão de supervisão, o CGI. Questionado pela deputada do Bloco de Esquerda, Cecília Honório, sobre se teria interesse numa indemnização pela destituição, Alberto da Ponte disse que estaria disposto a dispensar a indemnização "se for caso disso". Isto apesar de ter afirmado que iria recorrer "a todos os meios legais", na sua intervenção inicial e em nome de toda a administração. "Em caso algum, vamos permitir que a nossa reputação profissional construída ao longo de anos seja posta em causa", diz. Alberto da Ponte disse ainda que em todo o processo falhou o diálogo com o CGI. O organismo de supervisão organismo pediu ao Governo a destituição da administração a 3 de Dezembro, mas António Feijó confirmou que a tutela já tinha "afirmado a intenção de assinar o contrato de concessão com outra administração" logo depois do supervisor ter reprovado a segunda versão do plano estratégico. António Feijó considerou que as declarações do ministro Marques Guedes, que desaprovou publicamente a compra dos direitos televisivos da Liga dos Campeões - não influenciou o CGI na decisão do pedido de destituição da administração da RTP ao Governo e que essa decisão não foi motivada pelo futebol.
Hoje é a vez de Poiares Maduro ser ouvido pelos deputados.
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