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Imaculada Conceição
Publicado em 15 de fevereiro de 2014 por HistoriaDePortugal.info — Sem Comentários ↓
O culto à Imaculada Conceição é a crença religiosa da conceição de Jesus sem a presença do pecado original, mas também na Virgem Maria.
Esta ideia foi sempre defendida pelos Padres da Igreja Cristiana primitiva, fazendo-a digna de culto desde o século IV.
Já no século VIII foi escolhida uma data específica para sua celebração, o dia 8 de dezembro, nove meses antes da festividade do seu nascimento, comemorado o dia 8 setembro.
A festa oficial da Imaculada Conceição foi promulgada em 1476 pelo Papa Sisto IV, para ser finalmente tomada esta ideia como Dogma no século XIX, na Bula Ineffabilis Deus, datada em 8 de dezembro de 1854, proclamada de maneira solene pelo Papa Pio IX.
Índice da página
1 Nossa Senhora da Conceição
2 Consagração em Portugal
3 Construções e Homenagens à Imaculada Conceição
3.1 Avaliar página
[ Editar ]Nossa Senhora da Conceição
O festejo à Imaculada Conceição celebra a convicção da pureza e a castidade de Maria, ao ser concebida de forma imaculada (sem mácula) por seus pais Ana e Joaquim.
Existe uma confusão com outra comemoração paralela: a festa da Nossa Senhora da Conceição, que exalta a maternidade da Virgem Maria como arquétipo.

Imaculada Conceição (Autor: Imagem em domínio público)
A celebração da Imaculada Conceição também era feita no país no dia 8 de dezembro, coincidindo com a celebração do Dia das Mães, fatos que aprofundam o caráter confuso das duas designações. Como resultado do anterior, ao longo dos séculos ambos os conceitos foram se misturando num só.
[ Editar ]Consagração em Portugal
O culto em Portugal nasceu muito antes de ser instituído como dogma pela Igreja Católica, afirmando sua fé não no conceito formulado pelos Doutores de Teologia, mas sim pelas tradições e conotações populares.
É assim como as freguesias portuguesas adotam como referente da celebração o culto a Nossa Senhora da Conceição, mas não da Imaculada Conceição.
Datada em 1646, a veneração à Virgem Maria foi estabelecida pelo Rei D. João VI da Casa de Bragança com a declaração feita ante todos os poderes eclesiásticos, militares, monárquicos e civis do Estado e com a realização formal da cerimónia de juramento e consagração da Virgem como Padroeira do Reino e Rainha de Portugal, sendo Defensora e Protetora da Pátria.
Este ato também foi feito em agradecimento ao momento decisivo conhecido como a Restauração da Independência do país lusitano em relação à Espanha.
Com a devoção da Virgem unido a esta importante vitória política, os festejos cristãos transcendem suas origens religiosas para se fundir numa celebração da cultura, da história e da identidade do povo português.
A partir da solene proclamação, nenhum português usou coroa na cabeça, posto que esta honra é direito exclusivo da Virgem Maria, soberana única de Portugal.
Outros dos privilégios da Senhora e Rainha de Portugal foi o pagamento anual de um tributo de submissão por valor de cinquenta cruzados de ouro da época, a criação da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e a ordem real de cunhar moedas de ouro e prata com a imagem da Virgem junto com a legenda “Tutelaris Regni, Padroeira do Reino”.
[ Editar ]Construções e Homenagens à Imaculada Conceição
A primeira ermida destinada ao culto da Nossa Senhora da Conceição foi erigida muito antes da proclamação por parte de D. João VI e da Bula Papal.
Foi o Condestável Nuno Álvares Pereira o responsável pela edificação da ermida em Vila Viçosa e foi ali onde o Rei a declarou Padroeira do Reino.
Séculos antes, o Rei D. João I ordenou a inscrição nas portas da capital de uma oração em louvor á Virgem e mandava erigir o Convento da Batalha a Nossa Senhora.
O monarca D. João VI ainda ordenou o juramento dos estudantes da Universidade de Coimbra, antes de tomar qualquer grau, defender a Imaculada Conceição da Mãe de Deus.
Cinquenta anos depois da Bula Papal promulgada em 1854 lanzou-se a primeira pedra de um monumento comemorativo para lembrar esta data.
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Imaculada Conceição
Publicado em 15 de fevereiro de 2014 por HistoriaDePortugal.info — Sem Comentários ↓
O culto à Imaculada Conceição é a crença religiosa da conceição de Jesus sem a presença do pecado original, mas também na Virgem Maria.
Esta ideia foi sempre defendida pelos Padres da Igreja Cristiana primitiva, fazendo-a digna de culto desde o século IV.
Já no século VIII foi escolhida uma data específica para sua celebração, o dia 8 de dezembro, nove meses antes da festividade do seu nascimento, comemorado o dia 8 setembro.
A festa oficial da Imaculada Conceição foi promulgada em 1476 pelo Papa Sisto IV, para ser finalmente tomada esta ideia como Dogma no século XIX, na Bula Ineffabilis Deus, datada em 8 de dezembro de 1854, proclamada de maneira solene pelo Papa Pio IX.
Índice da página
1 Nossa Senhora da Conceição
2 Consagração em Portugal
3 Construções e Homenagens à Imaculada Conceição
3.1 Avaliar página
[ Editar ]Nossa Senhora da Conceição
O festejo à Imaculada Conceição celebra a convicção da pureza e a castidade de Maria, ao ser concebida de forma imaculada (sem mácula) por seus pais Ana e Joaquim.
Existe uma confusão com outra comemoração paralela: a festa da Nossa Senhora da Conceição, que exalta a maternidade da Virgem Maria como arquétipo.

Imaculada Conceição (Autor: Imagem em domínio público)
A celebração da Imaculada Conceição também era feita no país no dia 8 de dezembro, coincidindo com a celebração do Dia das Mães, fatos que aprofundam o caráter confuso das duas designações. Como resultado do anterior, ao longo dos séculos ambos os conceitos foram se misturando num só.
[ Editar ]Consagração em Portugal
O culto em Portugal nasceu muito antes de ser instituído como dogma pela Igreja Católica, afirmando sua fé não no conceito formulado pelos Doutores de Teologia, mas sim pelas tradições e conotações populares.
É assim como as freguesias portuguesas adotam como referente da celebração o culto a Nossa Senhora da Conceição, mas não da Imaculada Conceição.
Datada em 1646, a veneração à Virgem Maria foi estabelecida pelo Rei D. João VI da Casa de Bragança com a declaração feita ante todos os poderes eclesiásticos, militares, monárquicos e civis do Estado e com a realização formal da cerimónia de juramento e consagração da Virgem como Padroeira do Reino e Rainha de Portugal, sendo Defensora e Protetora da Pátria.
Este ato também foi feito em agradecimento ao momento decisivo conhecido como a Restauração da Independência do país lusitano em relação à Espanha.
Com a devoção da Virgem unido a esta importante vitória política, os festejos cristãos transcendem suas origens religiosas para se fundir numa celebração da cultura, da história e da identidade do povo português.
A partir da solene proclamação, nenhum português usou coroa na cabeça, posto que esta honra é direito exclusivo da Virgem Maria, soberana única de Portugal.
Outros dos privilégios da Senhora e Rainha de Portugal foi o pagamento anual de um tributo de submissão por valor de cinquenta cruzados de ouro da época, a criação da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e a ordem real de cunhar moedas de ouro e prata com a imagem da Virgem junto com a legenda “Tutelaris Regni, Padroeira do Reino”.
[ Editar ]Construções e Homenagens à Imaculada Conceição
A primeira ermida destinada ao culto da Nossa Senhora da Conceição foi erigida muito antes da proclamação por parte de D. João VI e da Bula Papal.
Foi o Condestável Nuno Álvares Pereira o responsável pela edificação da ermida em Vila Viçosa e foi ali onde o Rei a declarou Padroeira do Reino.
Séculos antes, o Rei D. João I ordenou a inscrição nas portas da capital de uma oração em louvor á Virgem e mandava erigir o Convento da Batalha a Nossa Senhora.
O monarca D. João VI ainda ordenou o juramento dos estudantes da Universidade de Coimbra, antes de tomar qualquer grau, defender a Imaculada Conceição da Mãe de Deus.
Cinquenta anos depois da Bula Papal promulgada em 1854 lanzou-se a primeira pedra de um monumento comemorativo para lembrar esta data.
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