terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O "BANCO DESBANCADO" DE Ricardo Salgado, a ser questionado , no Parlamento, agora..


Ricardo Salgado ao minuto: "O leopardo quando morre deixa a sua pele. E um homem quando morre deixa a sua reputação"
EM DIRECTO:

PAULO PENA , CRISTINA FERREIRA , PEDRO CRISÓSTOMO e HUGO DANIEL SOUSA

09/12/2014 - 08:50


Ex-presidente do Banco Espírito Santo está a ser ouvido na comissão parlamentar de inquérito.





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“Não deixaremos nada de fora, nem os actos de gestão, nem a supervisão, nem a responsabilidade do Governo”
Crónica do fim do império


Hoje é o dia das explicações de Ricardo Salgado. Pela primeira vez, o ex-presidente do BES responde a perguntas sobre a queda do banco. Está a ser ouvido desde as 9h. À tarde, depois das 15h, é a vez do primo José Maria Ricciardi contar a sua versão.








AS FRASES E IDEIAS-CHAVE
*Salgado sublinhou que esta é a primeira vez que fala e diz ao que vem: "O leopardo quando morre deixa a sua pele. E um homem quando morre deixa a sua reputação"
* "Durante semanas e meses a fio, a minha família e eu próprio fomos julgados sumariamente na opinião pública. Tudo histórias totalmente falsas, mas que acabaram por ocultar a verdade dos factos."
*Salgado disse que, depois de Março de 2014, o Banco de Portugal iniciou "persuasão moral" para a sua saída da liderança do banco








10:06As relações com o Bando de Portugal mudaram, a partir de Março de 2014, defende Salgado. Havia, desde final de 2013, um "clima mediático de permanente debate acerca do grupo" centrado na "discussão da liderança do banco". "No relacionamento entre o BdP e o GES existem duas fases. Até Março de 2014 foi uma fase muito difícil, mas em que foi possível, com um esforço considerável, reduzir a exposição do Grupo aos clientes do banco", disse. Depois de Março, "o BdP de forma vaga e imprecisa iniciava um processo que o senhor vice-governador chamou de “persuasão moral'" com vista à saída de Salgado. Contraditoriamente, acusou: "O senhor vice-governador disse-nos que gostava que fosse eu próprio a liderar a transição da liderança". Salgado refere que considerou "imprudente" a sua saída "antes do aumento de capital". Fotografia: Daniel Rocha


09:50Ricardo Salgado dá hoje a sua versão da queda do BES. Que poderá comparar com a investigação de Cristina Ferreira: a crónica do fim do império.



09:44"Falei até agora do que foi o percurso do BES e do grupo. Falarei agora dos acontecimentos recentes.Vou ser objectivo e factual, deixo os juízos de valor para Vossas Excelências."



09:38Depois de enumerar os vários impactos da crise no BES salientou: "Sempre quisemos manter o BES em mãos portuguesas, senhores deputados." Daí "não termos recorrido à linha de recapitalização do Estado", uma decisão que não visou "evitar revelar segredos" ou "manobras". O BES e a ESFG (que controlava o BES) estavam sujeitos à supervisão do BdP, que mantinha ainda uma equipa em permanência no banco.


09:38Para o banqueiro, a acção da troika em Portugal, que ignorou os sucessivos alertas da banca sobre os impactos das medidas de austeridade, revelou-se "uma oportunidade perdida" para o país.



09:36Salgado faz marcha atrás no tempo e recua até à eclosão da crise financeira internacional e ao colapso do norte-americano Lehman Brothers, para sublinhar como a leitura da crise no Grupo Espírito Santo (GES) não se pode separar da crise internacional e da “frágil” situação da economia portuguesa. Recorda previsões falhadas da OCDE para os países da periferia da zona euro, lembra projecções do FMI, cita relatórios das agências de rating, sublinha as expectativas dos analistas em relação às acções do BES durante a crise e recorda a queda dos títulos da bolsa portuguesa, das acções do banco e dos concorrentes portugueses. Até que lança uma pergunta: “Mas como é que o BES viveu os anos da crise” em 2012 e 2013? Resposta de Salgado a Salgado: “Conseguiu romper o fechamento dos mercados internacionais”. De seguida, enumera as várias emissões de dívida e aumentos de capital do banco.



09:29Ricardo Salgado não evita ainda críticas lançadas à troika na avaliação e imposições a Portugal, que considera ter tido um papel prejudicial para as empresas nacionais.


09:27O banqueiro admite que pode ter "tomado decisões erradas" e avança com a análise macro-económica dos últimos anos, a crise financeira, desencadeada pela falência do Lehman Brothers, a crise da dívida pública, sem esquecer o papel prejudicial das agências de rating na actividade de banca.



09:20"Durante semanas e meses a fio, a minha família e eu próprio fomos julgados sumariamente na opinião pública. Tudo histórias totalmente falsas, mas que acabaram por ocultar a verdade dos factos."


09:16 “Remeti-me ao silêncio”, “estive a trabalhar para defender a dignidade e a honra da minha família e minha”. Ricardo Salgado começou por citar um provérbio chinês: “O leopardo quando morre deixa a sua pele e um homem quando morre deixa a sua reputação.”


09:13Fernando Negrão anuncia que Ricardo Salgado fará “uma intervenção inicial longa”, “para além de uma hora”.



09:12Este é, provavelmente, o momento alto dos trabalhos da Comissão de Inquérito. Na sala onde vai intervir foram colocadas não uma fila de cadeiras destinada à comunicação social, como é habitual, mas três. E não são suficientes. Muitos jornalistas sentam-se também nas cadeiras reservadas aos assessores dos grupos parlamentares. A sala está completamente cheia e todos se preparam para começar a ouvir Ricardo Salgado na sua primeira intervenção pública desde que deixou a presidência do BES, desde que foi constituído arguido no caso Monte Branco por suspeita de evasão fiscal, burla e corrupção. Desde que o banco faliu. Salgado vai começar a ler um longo depoimento sobre o seu trajecto à frente daquele que foi na última década o segundo maior banco privado, controlado por um intrincado e endividado conglomerado.



09:11Eram 9h08 minutos quando Ricardo Salgado entrou na sala onde vai ser inquirido no quadro da Comissão de Inquérito parlamentar à gestão do BES-GES. O ex-banqueiro entrou acompanhado de assessores e do seu advogado, o filho de Daniel Proença de Carvalho.

Depois de ter liderado o grupo Espirito Santo durante mais de 22 anos, Ricardo Salgado irá submeter-se a "um exame" do Parlamento sobre os factos que levaram este Verão ao colapso do GES e por arrastamento do GES.


09:10No dia em que Ricardo Salgado e José Maria Ricciardi são ouvidos no Parlamento, o Diário de Notícias revelou uma carta de Ricciardi em que este responsabiliza o primo pela queda do BES.



09:07Ricardo Salgado entra, calmamente, na sala seis da comissão parlamentar, pela “porta do fundo” da sala. Tem apontado a si um batalhão de fotógrafos e repórteres de imagem de televisão, que, ao vê-lo entrar pela porta do fundo da sala, o acompanham até ao topo da mesa da audição. Vem acompanhado pelo seu advogado, Francisco Proença de Carvalho. Detém-se uns segundos para as fotografias e senta-se. Fotografia: Daniel Rocha

09:02Já há quórum na comissão. Dez deputados de cinco grupos parlamentares. Falta um minuto para a hora marcada.


08:55Neste momento, a sala 6 das comissões está a abarrotar e ainda só estão presentes dois deputados, Teresa Anjinho, do CDS, e Jorge Vala, PSD. A presença de jornalistas, 25, e repórteres fotográficos e de imagem, 12, já ilustra bem a importância desta audição.

08:48Faltam menos de 15 minutos para o início da mais aguardada das audições da Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão do GES/BES. Ricardo Espírito Santo Salgado, o homem que era conhecido, no auge do seu poder, por “dono disto tudo”, prepara-se para responder às dúvidas dos deputados. Poderá iniciar a audição com um depoimento, se assim o desejar. Pode, também, dentro dos limites que a lei lhe confere, invocar o “segredo de justiça” para evitar algumas matérias que tenham a ver com as investigações em que é arguido (“Monte Branco”), ou “visado” (“universo Espírito Santo”)

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